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domingo, 25 de setembro de 2016

Colchão : o inimigo das suas costas ?

 
E terminou as festas, as folias… Agora é hora de recuperar suas energias para retomar sua rotina. Uma boa noite de sono neste processo é fundamental. Mas será que o seu colchão permite essa boa e confortante noite de sono? Veja algumas dicas fundamentais sobre o colchão que pode ser aliado ou inimigo das famosas dores nas costas.


E se eu lhe dissesse que dorme com o inimigo
das suas dores de costas ?
Não obstante que não se trata da pessoa com
quem partilha a sua cama apesar que dormir à 2 requer alguns requisitos
específicos. Estamos como já terá percebido à falar do seu colchão, companheiro
indispensável para um descanso nocturno.
É preciso relembrar que passamos cerca de um
terço da nossa vida à dormir, sendo por isso um caso sério de ergonomia que
influencia o seu sistema músculo-esquelético.
Quando acorda de manha sofre de dores de
costas, sente-se mais cansado que ao deitar, as dores musculares e rigidez são
diárias ? não será hora de trocar o seu
colchão ?

Dormir é essencial para a recuperação do nosso
corpo e da nossa coluna vertebral, sendo a posição deitada menos submetida à
gravidade e ao peso do corpo com uma pressão nas articulações e discos
intervertebrais de 20 kg/cm3 contra 150 em pé.
Percebemos perfeitamente a importância da
escolha de um colchão adaptado às suas costas, mais precisamente ao seu esquema
postural. Como escolher o colchão é a questão mais solicitada em consultório,
em especial frente à grande oferta de vários tipos de colchoaria.
Esta escolha baseia-se em numerosos critérios
relevantes, variáveis com o seu uso ( cama de solteiro ou casal), a sua
morfologia (altura e peso) e as suas preferências. É de facto importante
realçar a ideia errada que um colchão duro é favorável às dores de costas.

Hora de acordar para um novo colchão?


A idealização de um investimento num colchão
para a vida é de certo errada, é fundamental a substituição todos os 10 anos no
máximo, sendo idealmente 7 ou 8 anos.
Se o seu colchão apresenta um rebaixamento,
zonas com depressões, se persiste uma marca deixa pelo corpo são sinais de
desgaste que devem alertar.
De um ponto de vista higiénico a mudança ao
fim de 10 anos também se impõe: um corpo humano perde cerca de meio litro de
agua cada noite em transpiração, imagine a falta de sanidade por mais sistemas
de ventilação e tecnologias de absorção.
Um óptimo indicador de uso da sua colchoaria advém
da sua qualidade de sono : a procura
incessante de uma posição confortável, mexer e remexer na cama com a sensação
de acordar mais cansado que ao deitar é um sinal de excessivo desgaste do seu
colchão e hora de acordar para um novo companheiro de sono.

Os vários tipos de colchão

Para cada um de nos, existe um tipo de
colchão. Não receie a grandeza, para casais recomenda-se um colchão de
160x200cm permitindo uma liberdade de movimentos sem submeter o parceiro às
consequências. Alias numerosos estudos comprovam que uma das principais causas
do desconforto muscular durante o sono deve-se às reduzidas dimensões de
colchoaria.
Além dos requisitos térmicos, tratamentos
anti-ácaros, anti-microbianos e anti-alérgicos, destaco o meu interesse
redobrado para a alma do colchão : a sua
suspensão, exigência primordial para a prevenção músculo-esquelética, mas isto
já é defeito profissional. Ao longo dos
anos os materiais variaram, a lã artesanal foi decrescendo, os colchões de agua
ou de ar permanecem de uso substanciado.
De facto, o mercado resume-se à três tecnologias : látex, molas e viscoelástico.


– 
O colchão em látex natural ou
sintético : apresenta vantagens interessantes em termos de conforto e sustento.
O látex é uma matéria naturalmente elástica, aliando firmeza à macieza com
varia zonas de conforto, adaptando-se adequadamente à coluna vertebral. A sua
forte densidade entre 50 à 85kg/cm3 garante um sustento à toda à prova e ajustada
à sua morfologia, a sua coluna vertebral é preservada. Este tipo de colchoaria
vê a sua eficiência multiplicada com a aplicação de um sommier com laminas,
tornando a sua acção mais localizada sobre as diferentes parte das suas costas.
A sua longevidade e ventilação com alvéolos tornam-no como uma escolha
acertada.
– 
O colchão de molas : varia
conforme o tipo de molas, tendo em comum oferecer uma boa ventilação.
As molas bicónicas,
tradicionalmente usadas tendem à desaparecer. A morfologia do dorminte influi
sobre a longevidade desde tipo de colchão onde mas cedo ou mais tarde sentira
desagradavelmente as molas.
As molas
multiespiras apresentam um sustento homogéneo, particularmente
satisfatório, apesar de não oferecer um
independência de dormida.
As molas ensacadas,
reúnem consenso com uma adaptação às diversas partes do corpo. Mais
dispendiosos apresentam um grande conforto nas partes mais sensíveis do
aparelho esquelético, óptima ventilação e perfeita independência.
– 
O colchão viscoelástico, outrora
denominados de espuma dividem-se em 3 categorias:
A espuma de polieter não se
destina ao uso intensivo, firmeza reduzida, conforto e durabilidade menores.
Única vantagem, seu preço, ideal para residência secundarias ou quarto de
hospedes.
A espuma poliuretano é de
certo de uma qualidade superior, densidade, firmeza e durabilidade mas o seu
uso é desaconselhado numa ambiente húmido.
A espuma com memoria de forma é
o alto de gama. A capacidade deste tipo e colchão à moldar-se às diferentes
parte do corpo fazem dele o material ideal para utentes com problemas de
costas. Pequeno bemol, além do seu preço, num quarto frio o colchão torna-se
duro, por outro em caso de calor excessivo é asseguradamente um motivo de suor
extremo.

Pense em grande

Os colchões não se limitam às dimensões
padrões de outrora, os 160×200 e 200×200 reúnem um consenso absoluto : o
tamanho, tanto largura como cumprimento, é um critério importante. Virar-se na
cama sem acordar a sua cara metade, sem estar encolhido ou com os pés de fora
garantem um sono reparador. Alias, para os casais com morfologias e
necessidades diferentes, os fabricantes já propõem soluções “2 em 1” onde é
possível adaptar cada lado do colchão sem optar por camas separadas.
O aumento da altura média dos portugueses
estas ultimas décadas exige uma adaptação das mensurações do colchão, diga
adeus ao adolescente de 15 anos numa cama de criança.


Aprender à dormir

Dormir não se resume à escolha de um colchão,
precisamos em média de oito horas de sono para recarregar as nossas baterias.
A noite vai ser o espelho do seu dia e para
isso : 7 conselhos para dormir melhor.
· 
Crie um ambiente propicio : uma
temperatura à 22°C, uma iluminação adaptada e roupa de cama aconchegante.
· 
Defina horários : o nosso corpo
necessita rotinas, além das 8 horas de sono para um adulto, harmonize
horários de refeição, de deitar, de se
levantar. Sublinha-se que uma criança em idade escolar deva dormir 12h,
passando para 10h à partir dos 10 anos e entre 8 à 9h na adolescência.
Concedemos o 1° prémio do dorminhoco ao bebé com 14 à 16 horas de sono.
· 
Evite as sestas : apesar do
cansaço, não durma durante o dia, com o risco de alterar o seu ciclo de sono.
· 
Adopte um estilo de vida saudável
: a actividade física constitui um dos melhores reguladores de sono. Evite as
refeições pesadas e a ingestão de álcool à noite.
· 
Prepare o seu cérebro : é
essencial que relaxe antes de dormir, televisões, computadores e consolas de
jogo são à proscrever, uma vez que estimulam e retardam o sono.
· 
Eleja a melhor posição para dormir
: de lado(escolhida por 80% dos
portugueses), é uma óptima posição permitindo uma respiração calma e uma coluna
alinhada. O único cuidado é a espessura da sua almofada que deve ser igual à
distancia entre o seu ombro e seu ouvido. Para potencializar os benefícios
desta posição, coloque uma almofada entre os joelhos para relaxar a sua bacia.
Dormir de barriga para cima é uma atitude postural
correcta, utilize uma almofada baixa para não criar um desvio da coluna
cervical. Contudo nao é indicada para quem ressona ou sofre de apneia.
· 
A sua almofada : deve assegurar
que a sua coluna fique direita e numa posição natural. A melhor almofada
depende de si, da sua morfologia, da posição de dormida.

Um terço da nossa vida à dormir demonstra um
enorme interesse no colchão e na posição de dormida nos problemas
músculo-esqueléticos e posturais. A nossa postura é fundamental para manter o
equilíbrio da coluna vertebral, tanto à dormir, à conduzir, como na secretaria
ou na pratica desportiva. Contudo as dores vertebrais são multi-factoriais, não
considere que um colchão adequado ira elimina-las : anualmente realiza um
check-up preventivo junto do seu médio, ortopedista, fisioterapeuta ou
osteopata.


Para quem se recorda o “Vitinho” , Boa noite
porque já dizia Fernando Pessoa “Tudo o que dorme é criança de novo”. 

Autor e Parceiro do blog: Dr. Daniel Valpaços – http://www.osteopataportugal.pt