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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Organizações populacionais -- Espaços de convivência

Organizações populacionais -- Espaços de convivência

Na sua rua e no seu bairro mora e circula muita gente. Todo dia você se relaciona com seus vizinhos e com pessoas que trabalham no bairro, como feirantes, vendedores de lojas, carteiros, entregadores, etc. Você e essas pessoas formam uma comunidade.
Para viver em comunidade, é preciso seguir certas normas, que devem ser respeitadas  para garantir uma boa convivência social, como por exemplo, não jogar o lixo no chão,  atravessar a rua na faixa de pedestres, respeitar os semáforos, não soltar balões, ser atencioso com as pessoas que se dirigem a você, ser prestativo com as pessoas que necessitarem de ajuda, dirigir-se aos outros com educação, entre tantas outras.

Ruas: O que são e como são utilizadas

Ruas são vias onde há circulação de pessoas e veículos (carros, ônibus, motocicletas, bicicletas e outros meios de transporte). Se você passar, ou caminhar, por alguma rua, perceberá terrenos, jardins, casas, prédios, lojas e outras construções à beira de suas margens.
As ruas podem ser cobertas de asfalto ou blocos de concreto. O revestimento que recobre as ruas recebe o nome de calçamento e sua principal função é facilitar o trânsito de veículos, uma vez que deixa as ruas mais planas e livres de buracos.
Os pedestres, ou seja, as pessoas que andam a pé caminham nas calçadas, mais elevadas e situadas nas laterais das ruas.
 
Um cuidado sempre necessário que devemos ter, quando andamos na rua, é com relação ao trânsito. Quanto maior o trânsito de veículos nas ruas, mais cuidado será necessário para atravessar a rua, de preferência acompanhado de adultos e na faixa de segurança.
Algumas festas populares também têm lugar nas ruas. Toda cidade comemora festas tradicionais ao ar livre, que reúnem muitas pessoas em certas épocas do ano. Essas festas podem ser religiosas ou comemorativas, como o carnaval ou bumba-meu-boi, entre outras.
  

Ruas de ontem e ruas de hoje

Os espaços que os seres humanos constroem também contam histórias.  Quem nasceu e viveu toda a vida na mesma rua pode notar as mudanças ocorridas nesse intervalo de tempo. Também pode perceber se alguns prédios, a iluminação ou o calçamento da rua foram modificados. O mesmo pode acontecer em ruas, praças ou avenidas por onde você passa com frequência.
Até cerca de 100 anos atrás, as ruas não eram asfaltadas, e somente aquelas consideradas mais importantes tinham calçamento.
Em alguns lugares, as ruas eram revestidas de pedra. Em outros, era comum o uso de seixos rolados (pedras arredondadas). A escolha do calçamento depende do material disponível nas proximidades.

O nome das ruas

No Brasil, existem ruas, praças, avenidas, largos, túneis e pontes que têm nome de personalidades do cenário político, religioso, científico e artístico, como Getúlio Vargas, José de Anchieta, padre Feijó, Santos Dumont, Castro Alves, Elis Regina.
Há também nomes de ruas que estão ligados a datas históricas, como Sete de Setembro, Quinze de Novembro, Treze de Maio e nomes de acontecimentos ou fatos como, por exemplo, Praça da República, Rua da Abolição, Ladeira da Constituição etc.
Muitos desses nomes se repetem em várias cidades do Brasil, pois homenageiam pessoas, acontecimentos ou datas importantes para a história do país. Outros nomes, ligados a personagens e acontecimentos locais, existem apenas em alguns bairros, algumas cidades ou alguns municípios.

A história dos bairros

Bairro é cada uma das partes em que se divide a cidade. Existem bairros populosos, bairros que são chamados de periferia, bairros agitados, como o centro  e bairros calmos, onde só existem moradias.
Os bairros também têm história. Como quando se formaram, as modificações que sofreram, os fatos que ali aconteceram, as pessoas que participaram de sua construção, aquelas que vivem atualmente, tudo isso faz parte da história dos bairros.

Origem dos municípios

A história de um município pode começar em um povoado, que se formou devido à sua localização (à beira-mar, às margens de um rio, em um local protegido, perto de hospedarias) ou às atividades que se desenvolviam na região (feiras, criação de gado, agricultura).
Os povoados começavam com um pequeno grupo de pessoas. Conforme as condições de vida iam se mostrando favoráveis, mais pessoas iam viver neles, como comerciantes, artesãos e outros trabalhadores. O povoado crescia até tornar-se uma vila.
Novas modificações iam sendo feitas, em um ritmo cada vez mais rápido. Árvores iam sendo derrubadas para dar lugar a plantações, pastagens e todo o tipo de construções, como lojas, indústrias, escolas, hospitais e moradias. A vila crescia e transformava-se em cidade.
Muitas vezes, usamos a palavra cidade como sinônimo de município. Elas não significam a mesma coisa. O município compreende tanto a cidade, que é a área urbana, como o campo, ou área rural.
Na cidade há casas, prédios, ruas, avenidas, bancos e lojas. Já na área rural, encontramos matas, campos, florestas, além de sítios, chácaras, fazendas, granjas com plantações, criação de animais, entre outros.
Para conhecer a história de um município, podemos, entre outras coisas, conversar com pessoas ou pesquisar documentos, como fotografias antigas ou textos.

Municípios recentes

Alguns municípios se originam de outro que já existia. Isso ocorre quando  um município se divide ou perde parte de seu território. Dizemos então que essa parte se emancipou, ou seja, adquiriu independência.
Há também cidades que são planejadas. Nesse caso, primeiro é escolhido o local onde ela será erguida. Depois, traça-se sua planta, com ruas, avenidas e bairros. Alguns exemplos de cidades planejadas são Brasília, capital do Brasil, fundada em 1960; Palmas, capital do Tocantins, fundada em 1989; Teresina, capital do Piauí, fundada em 1852; e Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, fundada em 1897.

Belo Horizonte - MG

A história dos municípios e suas transformações

Para conhecer a história de um município, podemos, entre outras coisas, conversar com as pessoas que nasceram e que sempre viveram no mesmo município ou ainda pesquisar documentos, como fotografias antigas ou textos.
Com base nessas descobertas, algumas pessoas escrevem livros, ou fazem filmes contando a história do município pesquisado.
As construções que existem em um município nos ajudam a compreender sua história. Em alguns municípios, muitas construções são mantidas desde a época de sua origem, sendo preservadas várias de suas características. Podemos citar, por exemplo, Olinda (PE), Lençóis Maranhenses (MA) e outras cidades históricas como Ouro Preto, Tiradentes e São João del Rey, em Minas Gerais.
Em outros municípios as mudanças ocorrem muito rapidamente, mudanças essas que muitas vezes transformam completamente a paisagem local. São Paulo, por exemplo, é uma cidade em que as mudanças aconteceram de forma muito rápida. Até cerca de 1950 ainda existiam muitas construções feitas nos séculos anteriores. Com o desenvolvimento econômico, a população de São Paulo aumentou muito: em 1920 eram cerca de 500 mil habitantes; em 1960 já eram 4 milhões  de pessoas vivendo na cidade. Com isso, muitas casas e edifícios, às vezes ruas e quarteirões inteiros, foram demolidos para dar espaço a novas ruas, avenidas e construções.

Vale do Anhangabaú (SP) em 1950

Vale do Anhangabaú (SP) em 2007

Muitos municípios brasileiros passaram por processo semelhante ao de São Paulo, sofrendo grandes transformações em um curto espaço de tempo. Já em outros, as mudanças ocorrem mais devagar, devido, por exemplo, à sua localização, normalmente em locais de difícil acesso e distantes de rodovias, ou às atividades econômicas neles desenvolvidas.

Monumentos na história do município

Quando andamos pelas ruas dos municípios, é comum encontrarmos alguns monumentos. Assim como as construções, as imagens, os documentos e os relatos dos moradores, os monumentos guardam lembranças e informações daquele lugar e da sociedade que ali vive.
Os monumentos são construídos para homenagear pessoas importantes daquela região ou fatos extraordinários ocorridos ao longo da história. Eles podem ser de diversos tipos:
  • Bustos – representam à cabeça, o pescoço e a parte superior do corpo de uma figura humana.
  • Estátuas – podem ser de vários tipos, mas sempre representam à pessoa homenageada de corpo inteiro, em diferentes situações (sentada, de pé, a cavalo, etc.)
  • Obeliscos – são feitos de pedra, e a sua base é mais larga que a ponta. São construídos para lembrar algum episódio considerado importante.
Os monumentos podem ser feitos de pedra, de concreto, ferro fundido, bronze, ou seja, de materiais que resistam ao tempo, para que durem e sejam vistos por um grande número de pessoas de diversas épocas e de diversas regiões.
Citamos, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, um busto dedicado a Zumbi dos Palmares, líder negro que lutou pela abolição da escravatura; no município de Juazeiro do Norte (CE), há uma estátua de padre Cícero, líder político e religioso, atualmente é considerado santo pela população local, entre outros.

 Busto dedicado a Zumbi dos Palmares, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Estátua em homenagem a padre Cícero, no município de Juazeiro do Norte (CE)

Obelisco na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte (MG). Localizado na região central do município, o monumento foi construído em comemoração aos 100 anos de independência do Brasil.

Monumento às bandeiras, no município de São Paulo (SP), feito por Victor Brecheret em homenagem aos bandeirantes. Os bandeirantes foram os paulistas que participaram de expedições rumo ao interior, no período em que o Brasil era colônia de Portugal.

Os monumentos também podem ser encontrados em espaços fechados, como em teatros ou museus, como exemplo, citamos o museu do Ipiranga em São Paulo (SP).
http://www.sohistoria.com.br/ef2/