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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Biocombustíveis.

Biocombustíveis
biocombustíveis formam o conjunto de todo e qualquer combustível produzido a partir da biomassa, ou seja, que constitui-se a partir de um recursos natural biológico e de origem não fóssil. Trata-se, dessa forma, de um material formado por substâncias orgânicas vegetais, animais ou até oriundas de micro-organismos. Os principais biocombustíveis da atualidade são o etanol, o biodiesel e o biogás.
A utilização dos biocombustíveis surge da problemática envolvendo os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural). Conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE), mais de 85% de todo o combustível produzido e utilizado no mundo é fóssil, o que gera uma grande quantidade de questões a serem debatidas. O primeiro caso, é o fato de se tratarem de recursos naturais não renováveis, ou seja, de disponibilidade finita na natureza. Em segundo lugar, destaca-se o fato de os combustíveis fósseis gerarem uma grande quantidade de poluentes na atmosfera durante a sua queima.
Nesse âmbito de entendimento, é possível enumerar então as principais vantagens dos biocombustíveis. A primeira delas é o fato de eles serem menos poluentes, gerando uma menor quantidade de gases na atmosfera se comparados aos combustíveis fósseis. A segunda é o fato de serem renováveis, através do que se chamada de “ciclo dos biocombustíveis” (ver imagem abaixo), haja vista que o dióxido de carbono liberado durante a combustão é utilizado pelos próprios vegetais cultivados e utilizados como biocombustíveis. Além disso, soma-se o fato de eles serem mais facilmente manuseáveis, possuírem um custo menor e contribuírem para a redução de lixo, que pode ser aproveitado tanto para a queima quanto para a produção de biogás através da captação do gás metano produzido em aterros sanitários.
Ciclo dos BiocombustíveisCiclo dos Biocombustíveis
Ciclo dos Biocombustíveis
Por outro lado, é preciso considerar também as desvantagens oferecidas pelos biocombustíveis, o que está quase sempre ligado ao seu processo produtivo, uma vez que as suas matérias-primas são, em sua maioria, de origem agrícola. Em muitos casos, no campo, a pressão pela maior produtividade afeta as condições dos trabalhadores, cujo exemplo mais emblemático é o dos cortadores de cana. Além disso, cita-se a maior necessidade de água, gerando uma questão mais ampla em torno de disponibilidade dos recursos hídricos para a irrigação. Outra desvantagem é o aumento do desmatamento, o que vem ocorrendo no Brasil justamente pela expansão agrícola gerada pela elevada demanda dos biocombustíveis.

OS TIPOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS

Os principais tipos de biocombustíveis existentes no Brasil e no mundo são o etanol (ou Álcool), o biodiesel e o biogás. Todos eles são muito utilizados em nosso país e também em territórios cuja demanda por combustíveis é mais elevada. O maior produtor mundial de etanol são os Estados Unidos, com cerca de 50 bilhões de barris por ano, seguido pelo Brasil, que produz aproximadamente 22 milhões de barris. Juntos, esses dois países mantém o controle de 85% de toda a produção mundial de combustíveis alternativos.
  1. Etanol (Álcool):

O etanol é obtido principalmente da extração de plantas oleaginosas, como o cana-de-açúcar, o milho e a beterraba. Quando extraído do eucalipto, recebe o nome de metanol, mas possui basicamente a mesma função de um álcool combustível comum. No Brasil, ele é produzido principalmente da cana-de-açúcar, diferentemente dos Estados Unidos, que se beneficiam da produção baseada do milho, considerada menos eficiente por ocupar mais espaço e ter uma produtividade menor.
Dentre todas as alternativas para a gasolina obtida do refino do petróleo, o etanol é considerado a melhor e a mais eficiente delas, fato que vem colocando o Brasil em uma posição estratégica no cenário geopolítico das fontes de energia, em razão da facilidade que o país sempre possuiu em produzir esse tipo de produto agrícola.
No entanto, é válido destacar que o álcool jamais conseguirá substituir totalmente a gasolina, pois a demanda do número de veículos no Brasil e no mundo é muito elevada. Por esse motivo, seriam necessários espaços agrícolas inimagináveis para conseguir esse feito, o que acarretaria na maior ocupação das reservas florestais e na diminuição drástica da produção de alimentos e matérias-primas em geral. Mesmo assim, ter etanol em grande disponibilidade é fundamental para os países se protegerem economicamente das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional.
  1. Biodiesel:

O biodiesel é produzido a partir do aproveitamento de gorduras vegetais das plantas ou da utilização da plantas oleaginosas, em um processo análogo ao do etanol. As espécies mais empregadas em sua produção são o babaçu, o pinhão-manso, a mamona, o girassol e a soja. A sua grande vantagem é o fato de substituir livremente o diesel oriundo do petróleo sem a necessidade de alterações técnicas nos motores de caminhões, tratores, máquinas agrícolas e veículos de grande porte, vistos como os principais poluidores.
Em razão do fato de apresentar baixa toxicidade, ser biodegradável e emitir 60% menos gás carbônico do que os demais combustíveis, o biodiesel é considerado como o mais limpo dos líquidos utilizados para combustão veicular. No Brasil, a maior parte da produção é realizada a partir da soja, que, no entanto, ainda é mais utilizada para comercialização no mercado externo do que para a produção de biocombustíveis. Esse fato fez com que o Brasil ainda não tenha ainda se destacado totalmente na comercialização desse produto, embora sejamos os terceiros maiores produtores mundiais.
  1. Biogás:

O biogás é um gás inflamável produzido a partir da ação de bactérias anaeróbicas em restos orgânicos, o que resulta em uma mistura de gás metano e dióxido de carbono. Um forma muito comum de se produzir biogás é através da utilização de biodigestores, que atuam no processamento de material de origem orgânica, como bagaço de cana, esterco, palhas e até lixo. Assim, ele é muito utilizado em substituição ao gás natural e empregado na indústria e, até mesmo, na geração de eletricidade.
Uma outra forma de obter o biogás é captando o gás metano gerado em áreas de lixões ou, principalmente, aterros sanitários que, devido à decomposição do material acumulado, emite uma grande quantidade desse gás na atmosfera, o que intensifica as ações do efeito estufa na atmosfera.
Portanto, o aproveitamento do biogás pode reduzir a emissão de poluentes em alguns espaços e também servir como uma forma de aproveitamento de lixo e de restos agrícolas, gerando uma perspectiva mais sustentável dos espaços geográficos de produção econômica.
Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia