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terça-feira, 18 de julho de 2017

Diocese do Crato quer beatificação da menina Benigna

Diocese do Crato quer beatificação da menina Benigna

A população de Santana do Cariri, a 550 quilômetros de Fortaleza, vive um momento de expectativa. No dia 1º de janeiro, a partir das 18 horas, será realizado, na Igreja Matriz da cidade, um encontro de oração por Benigna Cardoso da Silva, considerada santa pelos moradores da região. Os fiéis vão pedir à padroeira da cidade, Senhora Santana, que interceda junto a Deus em favor da beatificação de Benigna. Também haverá testemunhos de graças alcançadas com a intercessão da mártir, assassinada aos 13 anos para escapar de uma investida sexual.

O processo de beatificação de Benigna, já iniciado pela Diocese do Crato, deve ser enviado ao Vaticano em maio, explica o coordenador de comunicação da Paróquia Senhora Santana, Ypsilon Félix. Para o padre Paulo Pereira Lemos, pároco da matriz de Senhora Santana, a beatificação deve expandir o culto à jovem, que serve de modelo para todos. “Benigna Cardoso preferiu morrer a pecar. Esse testemunho edifica nossa fé cristã que precisa de exemplos para iluminar esse mundo tão caótico”, afirma o padre.

A história de Benigna impressiona pela pureza e a devoção a Deus. Nascida em Santana do Cariri há 70 anos, a menina ficou órfã de pai e mãe muito cedo, sendo adotada com os irmãos mais velhos por uma família da região. Cheia de humildade e bastante prestativa, tornou-se modelo para a juventude da época. Extremamente religiosa, não perdia as missas. Aos 12 anos, começou a ser assediada por um rapaz chamado Raul Alves.

Foram muitas investidas e todas sem sucesso. Pouco depois de completar 13 anos, Raul aproveitou o momento em que a menina foi buscar água próximo de casa, para tentar violentá-la sexualmente. Como a adolescente se recusou a ceder, acabou brutalmente assassinada. O assassino foi preso e, 50 anos depois, voltou ao local do crime, arrependido, para pedir perdão à Benigna.

Para os fiéis, já é hora de a Igreja reconhecer a santidade da hoje chamada ‘Heroína da Castidade’. O professor Sandro Cidrão, de 49 anos, conta que, quando criança, foi curado do sarampo graças à promessa que a mãe dele fez à menina Benigna. Mas o apego a ela ultrapassa as barreiras do Ceará.


Devoção 
O funcionário público Ari Gomes, que mora no Rio Grande do Norte, é um dos devotos mais fiéis de Benigna. Ele narra que, em 2002, foi diagnosticado com leucemia, mas que hoje está bem devido à devoção que nutre pela menina. “Todo ano vou lá, para participar da missa no dia 24 de outubro” (dia da morte de Benigna).

A fé de Ari é tanta que em 2005 ele teve a ideia de construir um santuário para Benigna. Hoje, um local muito especial para quem crê além do visível – usando o coração.

Fonte: O Povo