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terça-feira, 18 de julho de 2017

Confira as empresas que passaram por dificuldades em 2011

Confira as empresas que passaram por dificuldades em 2011

A crise financeira mundial, que atinge principalmente os países da Europa, o aumento no preço dos combustíveis, tragédias naturais e algumas más gestões foram fatores que fizeram com que empresas enfrentassem dificuldades financeiras no decorrer de 2011. Companhias tradicionais, como a aérea American Airlines e a montadora sueca Saab, recorreram à lei de falências. No Brasil, o caso mais emblemático foi o do Grupo Silvio Santos, obrigado a vender algumas empresas após o banco PanAmericano reportar dívidas em torno de R$ 2,5 bilhões.

Confira as empresas que passaram por dificuldades em 2011:

Grupo Silvio Santos 
O banco PanAmericano anunciou em novembro do ano passado que o Grupo Silvio Santos, seu controlador, iria injetar R$ 2,5 bilhões na instituição para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após "inconsistências contábeis" apontadas pelo Banco Central (BC). O montante para quitar as dívidas foi arrecadado junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Até a rede de televisão SBT foi colocada à disposição como garantia para o empréstimo. Silvio Santos disse que os problemas no PanAmericano foram causados por uma administração ruim. "Foi uma má administração. Se fosse boa, não teria ocorrido o que ocorreu."

Desde a descoberta do rombo, o grupo do empresário Silvio Santos reviu parte de seus negócios e, em 2011, teve de se desfazer de grande parte do "império". Em janeiro, 51% das ações ordinárias do banco PanAmericano foram vendidas ao BTG Pactual por R$ 450 milhões. Em maio, Silvio Santos vendeu a empresa de pagamentos online Braspag para a Cielo por cerca de R$ 40 milhões. Já em junho a rede de lojas do Baú da Felicidade foi vendida por R$ 83 milhões ao Magazine Luiza.

Atualmente, o Grupo conta com a Jequiti Cosméticos, a rede de capitalização Tele Sena, o SBT, entre outros. Após a venda do PanAmericano, Silvio chegou a declarar que a televisão que alguém queria comprar não estava mais à venda.

American Airlines
A companhia aérea American Airlines anunciou em novembro que iria entrar com pedido de concordata junto ao governo dos EUA após o aumento dos custos trabalhistas e do preço do combustível elevar a dívida da companhia aérea americana, que teve perdas de US$ 162 milhões no terceiro trimestre deste ano.

Porém, graças a uma disponibilidade de caixa de US$ 4,1 bilhões em dinheiro, as operações da empresa não foram afetadas.

A controladora da companhia, a AMR, afirmou que a reorganização da American Airlines será realizada no âmbito do capítulo 11 da lei de falências americana, na qual permitirá que a empresa reduza de forma duradoura seus custos operacionais, principalmente na questão salarial. A empresa conta com cerca de 78 mil empregados. A AMR também deve iniciar negociações com todos os sindicatos para reduzir custos trabalhistas.

Toyota
Em março deste ano, um terremoto, seguido por um tsunami devastaram o Japão, atingindo seriamente a economia nipônica. A Toyota, maior fabricante de automóveis do mundo, viu sua produção despencar devido à catástrofe ter danificado a cadeia de suprimento de componentes e o fornecimento de energia, e poderá ser ultrapassada no final do ano pela General Motors. O lucro da companhia chegou a cair 77% no primeiro trimestre do ano e 99% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2010.

A montadora anunciou em julho que iria investir US$ 1,3 bilhão para reformular suas operações de produção no nordeste do Japão. "Não há dúvida de que a produção no Japão continuará extremamente difícil se as condições não mudarem e é por isso que nós estamos apelando ao governo para ajudar a equilibrar o ambiente de competição contra concorrentes estrangeiros", afirmou em julho o presidente da Toyota, Akio Toyoda.

Porém, entre outubro e novembro, inundações atingiram a Tailândia, fazendo com que algumas peças oriundas deste país e utilizadas na montagem dos veículos ficassem escassas. Por isso, a Toyota reduziu a produção no Japão, Tailândia, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Indonésia, Filipinas, Vietnã, Paquistão e Malásia. Para este ano fiscal, a Toyota prevê um lucro 55,9% menor que o registrado ano passado.

Philips 
A Philips mostrou seu primeiro aparelho de televisão em 1928, na Holanda. Já em 2011, a companhia anunciou que vendeu 70% da divisão de televisores para a fabricante de monitores TPV, de Hong Kong, graças à falta de competitividade e aos prejuízos registrados. O grupo holandês, que já foi líder global em televisores, enfrentava dificuldades para concorrer com rivais asiáticos tais como Samsung e LG Electronics, tendo uma série de prejuízos.

O lucro líquido da companhia no primeiro trimestre caiu 31%. Já no segundo semestre, a Philips apresentou um prejuízo inesperado de 1,3 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão). O prejuízo trimestral representou mais uma recente decepção para a companhia, que também teve uma desaceleração nas vendas nas divisões de iluminação e de eletrodomésticos, em meio à fraca demanda europeia.

Saab
Após dois anos em um processo para tentar salvar a marca, a montadora sueca Saab, afetada por dívidas que a obrigaram a suspender a produção em junho, recorreu à lei de falências em setembro. A companhia esteve perto do fim desde março, quando problemas financeiros obrigaram a empresa a parar a produção. 

Depois disso, a Saab voltou a produzir por pouco tempo em uma fábrica no oeste da Suécia, mas dívidas cada vez maiores junto a fornecedores causaram nova paralisação em abril, quando a empresa deixou de produzir.
A Swedish Automobile, que comprou a Saab da General Motors, afirmou em comunicado esperar que a corte sueca aceite o pedido e aponte credores recebedores de recursos em breve. A empresa contava com cerca de 3.700 funcionários.

Banco Morada
O Banco Morada, instituição de pequeno porte com apenas uma agência no Rio de Janeiro, sofreu uma intervenção por parte do Banco Central (BC) em abril. De acordo com o BC, a intervenção ocorreu "em decorrência do comprometimento patrimonial, do descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil e do fato de seus controladores não terem apresentado um plano de recuperação viável para a instituição".

Em outubro, o BC anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Morada. Em comunicado, a autoridade financeira informou que sua decisão baseou-se no relatório do interventor, que confirmou a "situação de insolvência do banco".

Hypermarcas 
A empresa de bens de consumo Hypermarcas começou o ano de 2011 registrando queda de 40,3% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período de 2010. A companhia também encerrou o primeiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 2,89 bilhões, mais de R$ 1 bilhão acima do endividamento registrado ao final de março do ano passado.

No mês de outubro, a Hypermarcas vendeu as marcas Assim e Mat Inset. Já em dezembro, a companhia concluiu a venda das marcas Etti, Salsaretti, Assolan, entre outras. Deste modo, segundo a empresa, o valor total das operações foi de aproximadamente R$ 445 milhões.

Analistas afirmam que alguns investidores estão com medo de que a companhia tenha crescido demais e muito rápido. Fato é que a empresa é a décima com a maior queda de valor de mercado (quanto custaria para comprar todas as ações disponíveis da empresa) até o dia 27 de dezembro de 2011 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com R$ 6,775 bilhões, afirmou a consultoria Economática em levantamento.

Fonte: Terra