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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os Super Carnívoros do Pleistoceno. Vejam como os incríveis tigres-dentes-de-sabre, leões-das-cavernas e entre outros preservaram o equilíbrio dos ecossistemas a milhões de anos atrás.

Um pequeno bando de tigres-dentes-de-sabre (Smilodon sp.) lutam com mamutes colombianos adultos e em primeiro plano um mamute jovem que já foi abatido. Crédito da imagem: Mauricio Anton.

Durante várias décadas, os cientistas tentam descobrir como as vegetações dos ecossistemas doPleistoceno (2,5 milhão a 11.700 anos atrás) sobreviveram apesar da presença de grandes herbívoros, tais como mamutes, mastodontes e preguiças gigantes. Agora, uma equipe de pesquisadores, liderados por um cientista da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), argumentaram que os ecossistemas foram efetivamente “salvos” por grandes predadores (hiper-carnívoros) que ajudaram a manter a grandes populações desses incríveis herbívoros gigantes.

Usando várias diferentes técnicas e fontes de dados, Prof. Blaire Van Valkenburgh do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária e seus colegas dos Estados Unidos, África do Sul e Reino Unido da UCLA, descobriram que a função hiper-carnívoros (tais como leões, tigres-dentes-de-sabre, hienas, etc.) eram muito capazes de matar mamutes, mastodontes jovens e outras grandes espécies de herbívoros

Suas descobertas foram publicadas em um artigo online pela revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências em 26 de Outubro de 2015.

"Com base em observações de herbívoros gigantes vivos hoje, como elefantes, rinocerontes, girafas ehipopótamos, os cientistas geralmente pensavam que estas espécies foram em grande parte imunes a predação, principalmente por causa de seu grande tamanho, como adultos e proteção forte de jovens, ocuidado parental," disse o Prof. Van Valkenburgh.

"Dados sobre os leões modernos mostram que conseguem predar elefantes, isso indica que maiores são a chance de sucesso de carnívoros do Pleistoceno, provavelmente terem formado grupos maiores para predação do que são normalmente observados até hoje, o que torna mais fácil para eles atacarem e matarem jovens e adultos enormes de herbívoros."

Baseado em uma série de modelos matemáticos para os tamanhos de predadores e presas na idade final do Pleistoceno, os cientistas concluem que a maior hiena da caverna poderia ter sido capaz de derrubar um mastodonte juvenil de 5 anos de idade pesando mais de uma tonelada.

"Se a caça fosse em grupos, essas hienas poderiam derrubar um mastodonte de 9 anos de idade, pesando duas toneladas facilmente," segundo Prof. Van Valkenburgh e co-autores.

As análises estimaram que seus tamanhos variavam para os predadores do Pleistoceno, com base noregistro fóssil, incluindo os dentes. Fórmulas bem estabelecidas permitem aos cientistas fazerem uma estimativa razoável do tamanho de um animal com base em apenas dentes molares.

"E no registro fóssil, a única coisa que nós temos de sobra são dentes", disse o Prof. Van Valkenburgh.
Uma paisagem do Pleistoceno durante uma era interglacial com leões das cavernas (Panthera spelaea), elefantes-de-presas-retas (Palaeoloxodon antiquus), rinocerontes-de-nariz-estreito (Stephanorhinus hemitoechus), bisões-das-estepes (Bison priscus), auroques (Bison primigenius) e hipopótamos (Hippopotamus amphibius). Crédito da imagem: Roman Uchytel, por meio do Instituto de Ecologia da Holanda.

A equipe desenvolveu fórmulas para a relação da altura do ombro à massa corporal a partir de dados publicados para elefantes modernos, para estimar o quão grande alguns das evidências fóssil dos herbívoros encontrados teriam sido.

"É difícil estimar um peço e tamanho de um elefante; você precisa de uma escala gigantesca, do tamanho de caminhões. E balanças de caminhão não são a coisa mais fácil de se arrastar em torno das savanas Africanas, por isso os pesquisadores de campo monitoraram as alturas do ombro e traçaram o tamanho de um elefante em crescimento", disse o co-autor Dr. V. Louise Roth, da Universidade de Duke.

"A dificuldade é que, mesmo com as melhores medições, de modernos elefantes adultos com a mesma altura do ombro pode variar em até duas vezes na massa corporal."

No entanto, a equipe desenvolveu uma média no qual alguns desses herbívoros pesaria. A partir disso, eles calcularam se os hiper-carnívoros podiam ter sido capazes de capturá-los.

Porque não há nenhuma maneira de inferir a partir da evidências fósseis escassas se os carnívoros caçavam em bandos, os cientistas confiaram nas estimativas dos tamanhos das presas e modelado a capacidade depredadores individuais e predadores em grupos para ver o sucesso de captura e predação. Eles concluem que mastodontes jovens e mamutes teriam de fato sido suscetíveis, especialmente se os carnívoros foram socialmente organizados em bandos e pequenos grupos de caça.
A caça em bandos (como leões modernos, hienas e lobos) teriam feito as espécies de jovens herbívoros ainda mais suscetíveis a predação.
"Maiores tamanhos dos bandos, que podem ter sido mais comum no Pleistoceno, aumentaram ainda mais o sucesso da caça predatória", disse o Prof. Van Valkenburgh.
Muitos cientistas pensavam que as populações de mamutes, mastodontes e preguiças gigantes foram limitadas através da evolução por mudanças no calendário reprodutivo em resposta à escassez de recursos, como alimentos e água.
Tigres-dentes-de-sabre (Smilodon sp.) que trabalhavam em conjunto, podem ter sido capazes de derrubar jovens dos maiores herbívoros do Pleistoceno, como estes hipopótamos. Crédito da imagem: Mauricio Anton.

Grandes predadores de hoje se beneficiam de seus ecossistemas, em parte oferecendo as carcaças que se alimentam para uma variedade de espécies menores.

"O mesmo aconteceu durante o Pleistoceno, quando mantinham as populações de mega-herbívoros em cheque significava que havia mais vegetações para os mamíferos e aves menores, abrindo espaço para a sua evolução", disseram os cientistas.

"Os predadores podem até ter tido efeitos indiretos sobre os ecossistemas fluviais, porque as margens dos rios não estavam sendo devastadas por mega-herbívoros e menos propensos a se desgastar."


Fonte: SCI News