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sábado, 23 de setembro de 2017

Doenças da Coluna: Dor na Coluna

Para você entender tudo o que acontece com a coluna vertebral, vamos começar por sua forma, sua anatomia. A coluna vertebral é constituída por uma série de ossos, que são chamados de vértebras. Esse conjunto de vértebras é dividido em quatro regiões, que são:
– cervical (pescoço), com sete vértebras;
– torácica (tronco), com doze vértebras;
– lombar (região da cintura), com cinco vértebras;
– sacro (região do quadril), com cinco vértebras fundidas;
O cóccix (ponta final da coluna) tem de quatro a cinco vértebras, também fundidas. O sacro é a base da coluna vertebral que se articula também com a bacia. Assim, as alterações que ocorrem nessa região poderão trazer muitos problemas para a coluna.
A coluna vertebral, vista de frente ou de costas, deve ser reta. Quando ela é vista de perfil (lateral), cada região se apresenta com curvatura específica, chamada de lordose ou de cifose.
É muito comum encontrarmos pessoas com essas linhas acentuadas (hiperlordose ou hipercifose), assim como encontramos também pessoas sem essas curvaturas. Quando isso acontece, chamamos de zonas planas ou com o segmento retificado.

Divisão da coluna

Coluna-vertebral-costasColuna cervical (C1 a C7) – pescoço
Na parte alta, encontramos a coluna cervical (pescoço) e suas sete vértebras: Vértebra Cervical 1 (C1), Vértebra Cervical 2 (C2) e, assim, sucessivamente: C3, C4, C5, C6 e C7. Desse conjunto, apenas duas vértebras da coluna cervical não têm um disco intervertebral interposto entre elas: C1 e C2. Nessa região, a curvatura é chamada de lordose cervical. Esse é o segmento de maior mobilidade da coluna vertebral. Quando essas curvaturas não existem ou estão alteradas, isso é sinal de problema postural e geralmente é causa de dores e degeneração dos discos e de vértebras. Esse conceito é aplicado para todo o segmento vertebral; ou seja, essas alterações de curvaturas nas regiões torácica ou lombar provocam as mesmas consequências. A coluna vertebral e os discos aumentam de tamanho e de volume da região cervical para lombar. Portanto, as vértebras e os discos intervertebrais na coluna cervical são os mais estreitos.
Coluna torácica (T1 a T12) – tronco
Na parte média, encontramos a coluna torácica com suas 12 vértebras – de cima para baixo chamamos de Torácica 1 (T1), Torácica 2 (T2) e, assim, sucessivamente, até T12. Temos nessa região 12 pares de costelas, dos quais 7 pares se articulam com o osso esterno (o osso que fica entre o lado direito e o lado esquerdo do peito). São chamadas também de costelas verdadeiras. Outros três pares de costelas se articulam com a cartilagem do esterno – são chamadas de falsas. As duas últimas são flutuantes, pois estão soltas, fixas apenas na porção posterior da coluna vertebral. Elas não se articulam com o esterno. A curvatura do segmento torácico é oposta às curvaturas da lombar e cervical – é chamada de cifose torácica. Na pessoa idosa, essa região tende a ficar mais proeminente, devido à fraqueza muscular, à desidratação e à diminuição dos discos.  O idoso tem uma tendência de ficar com o tronco mais curvado para frente e de olhar para baixo, além de uma certa dificuldade respiratória. Essas curvaturas, quando são acentuadas, são chamadas de hipercifose. O mais importante é que existem técnicas posturais de fisioterapia que auxiliam o idoso a se manter bem posturado. Em função do gradil costal, essa região tem pouca mobilidade. Consequentemente, os discos e as vértebras são mais protegidos de lesões.
Coluna lombar (L1 a L5) – região da cintura
Na região baixa, você vai encontrar a coluna lombar com suas cinco vértebras lombares, que são chamadas de Lombar 1 (L1)1, L2 até a Lombar 5 (L5). Essas abreviaturas são encontradas com mais frequência nos laudos dos exames complementares como raio X, tomografias e ressonância nuclear magnética. A sua curvatura é lordótica. Essa é a região da coluna que mais recebe carga entre as vértebras. Como consequência, é o segmento mais acometido de toda a coluna vertebral. Essa região realiza grandes movimentos de flexão anterior e posterior, um bom movimento de lateralidade e poucos graus de rotação. Alguns autores descrevem que as curvaturas lordóticas têm como função realizar movimentos, e as curvaturas cifóticas têm como função realizar proteção de órgãos e estruturas nobres do nosso corpo. Por exemplo, a região torácica, com sua cifose, protege os pulmões e o coração.
Sacro e Cóccix
No segmento mais inferior da coluna, encontramos o sacro e o cóccix. O sacro tem um papel fundamental na biomecânica da coluna vertebral. Devido às suas comunicações com os ossos da bacia, ele tem uma função fundamental na nossa postura e determina a angulação da nossa coluna.
Estamos falando do ângulo formado entre o sacro e cabeça do fêmur, chamado ângulo de incidência pélvica, ele determina o equilíbrio entre o quadril e a coluna vertebral.
Uma coluna normal tem quatro curvaturas importantes. Para ter uma boa postura, é necessário que estas curvaturas sejam sempre preservadas.
1 – Uma curvatura cervical projetada um pouco para frente;
2 – Uma curvatura torácica projetada para trás;
3 – Uma curvatura lombar projetada para frente;
4 – A curvatura do sacro projetada para trás.

Os discos intervertebrais

coluna-vertebral-disco-intervertebralOs discos são estruturas cartilaginosas de pouca vascularização (circulação sanguínea). Eles variam de tamanho, de espessura e de formato; ou seja, suas características variam de acordo com o segmento vertebral. É a estrutura mais afetada da coluna vertebral e a que tem provocado grandes prejuízos para o homem moderno. Os 23 discos estão localizados entre as vértebras. Eles se conectam com as vértebras por meio das placas terminais. Essas placas têm um papel fundamental com o envelhecimento e o desgaste dos discos e vértebras. Portanto, conhecendo esse processo evolutivo, poderemos prevenir muitas dores nas costas. Os discos formam cerca de 25% do comprimento total da coluna. Por isso, o envelhecimento e a desidratação dessas estruturas anatômicas irão provocar diminuição na estatura dos idosos.
O disco é constituído na sua periferia por um anel fibroso e, na sua parte interna, por uma estrutura ”gelatinosa” chamada de núcleo pulposo. O grande desafio para nós, profissionais da saúde, é saber como prevenir lesões e desgastes nessa estrutura nobre do nosso corpo. Sabemos que a coluna vertebral e seus discos têm como função primária proteger a medula espinhal e suas raízes, e esses desgastes poderão levar a compressões e atritos nessa estrutura neurológica provocando dores e incapacidades indesejadas.

A medula espinhal

A medula é uma estrutura cilíndrica que fica dentro do canal vertebral. Ela é a porção alongada do nosso encéfalo. O seu início ocorre entre o crânio e a primeira vértebra cervical e se estende até a primeira ou segunda vértebra lombar. O comprimento pode chegar a 46 centímetros. Na sequência ou depois da segunda vértebra lombar, ela se ramifica – essas ramificações são chamadas de cauda equina.
Você também vai observar que a medula dá origem a vários pares de nervos, que são no total de 31. Esses nervos saem da coluna vertebral por meio dos orifícios formados entre uma vértebra e outra, também chamados de orifício de conjugação. Por intermédio desses nervos, a medula conduz os impulsos nervosos e exerce funções importantes sobre os músculos, proporcionando os movimentos. A medula é envolvida por três membranas que também protegem o encéfalo. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter, também chamada de meninges. Dentro dessas membranas encontramos líquido cefalorraquidiano, que banha todo o sistema nervoso. Por meio desse líquido, alguns diagnósticos poderão ser efetuados como: meningite, tumores etc. Agora que você entendeu as formas e as estruturas da coluna, os detalhes das vértebras e dos seus discos intervertebrais, ficou fácil perceber que toda essa complexidade anatômica tem uma função primordial, que é proteger a medula espinhal. Tudo foi feito nesse sentido, assim como a caixa craniana protege o nosso cérebro, nós precisávamos de um “tubo” protetor que protegesse a nossa medula espinhal de traumas e compressões.

Os ligamentos

ligamento-IntertransversalVamos entender agora outra função da coluna vertebral – a de realizar os mais diversos movimentos. Os ligamentos são pequenas estruturas formadas de tecido fibroso que unem um ou mais ossos, dando segurança e estabilidade. Na coluna, eles unem uma vértebra com a outra fazendo parte do conjunto de estruturas que dão estabilidade. Essas estruturas são estáticas; elas não se contraem ou se movimentam de forma voluntária. Os ligamentos não têm a capacidade de se contrair partindo de um comando nosso, assim como fazemos com os músculos. Nós não temos controle sobre eles. Por isso, escutamos muito as pessoas falarem que foram operadas de ligamento, pois, uma vez que ele é rompido, dependendo da articulação que ele protege ou estabiliza e do grau da lesão, provavelmente será necessária uma intervenção cirúrgica para que ele volte a proteger e a estabilizar a articulação. Esse fato é muito comum com os ligamentos do joelho, do tornozelo e do ombro.
Principais ligamentos da coluna
– Ligamento longitudinal anterior
– Ligamento longitudinal posterior
– Ligamento esternocostal intra-articular
– Ligamento costotransversal lateral
– Ligamento costotransversal superior
– Ligamento intertransversal
– Ligamento radiado

Músculos

Para entendermos os movimentos que a coluna vertebral realiza, devemos entender a participação dos músculos, como eles se comportam durante o nosso dia a dia e, principalmente, durante as lesões e as dores. Existem muitos estudos que comprovam que esses músculos ficam fracos e atrofiados após os primeiros episódios de dores e lesões na coluna vertebral.
Nós temos dois tipos de músculos, basicamente, que agem sobre a coluna vertebral, os mais profundos e os mais superficiais, como também os mais distantes da coluna, que também têm influência na estabilidade. Assim como as pesquisas e suas evidências pontuam o fortalecimento muscular como um dos principais caminhos para manter uma coluna saudável, acreditamos também que um bom trabalho muscular poderá prevenir e remediar o homem dessa epidemia chamada hérnia de disco. O nosso objetivo é fazer com que você tenha a consciência de como os músculos das costas ficam fracos e sem resistência após ou durante as lesões, assim como, em geral, as pessoas têm essa consciência com os músculos das pernas e dos braços.
A maioria de nós sabe mensurar quando os músculos do tríceps (aquele conhecido como “músculo do tchau”) estão fracos ou quando a coxa está atrofiada ou fina. É preciso que você entenda que, quando existe ou existiu dor na coluna, ali também se inicia ou se iniciou um processo de atrofia e fraqueza muscular. Essa atrofia ou perda de força não se recupera com a melhora da dor ou dos sintomas. Ou seja, uma vez iniciados os sintomas de dores nas costas, consequentemente começarão as atrofias e as fraquezas musculares. A única maneira de reverter esse quadro é com exercícios específicos para os músculos que protegem a coluna, principalmente os mais profundos e curtos, que são os multífidos.
Músculos multífidos
coluna-vertebral-músculosOs músculos mais profundos, também chamados de multífidos, são os responsáveis por boa parte da estabilidade da coluna. As suas características, os formatos e principalmente a sua fisiologia propiciam uma boa fixação e amarração da coluna vertebral. Esses músculos são curtos, realizam em média um ou dois movimentos ao mesmo tempo e as suas fibras musculares são mistas – ou seja, têm mais de uma função. Elas podem realizar movimentos rápidos e forçados e, ao mesmo tempo, são muito resistentes. Outra característica importante é que essas fibras demoram a se fadigar.
Esses pequenos músculos nos ajudam na manutenção da postura por longos períodos. Além de promover a extensão do tronco, esse músculo proporciona estabilidade posterior para coluna vertebral, nos mantém na posição de pé e é importante para realizar a flexão de tronco. Outros músculos profundos, como os intertransversais, interespinhais, rotadores, paravertebrais e eretores, contribuem com a geração de suporte para a coluna vertebral, mantêm a rigidez e produzem movimentos mais finos no segmento móvel. O importante é que você saiba que existem esses músculos nas partes mais profundas da coluna e que eles devem ser trabalhados e fortalecidos, assim como os músculos externos que nós podemos ver e palpar. Além disso, você precisa compreender que, quando os músculos profundos se atrofiam, o corpo solicita que outros músculos entrem em ação para suprir a deficiência dos que ficaram fracos. Aí, entram os músculos superficiais, também chamados de dinâmicos. São músculos longos e largos, tendo como função principal realizar os movimentos do nosso corpo.
Ao contrário dos músculos profundos, eles se fadigam e se cansam com facilidade. Portanto, podemos concluir rapidamente que os músculos da dinâmica não poderão substituir os músculos estáticos (profundos), e, quando isso, ocorre provavelmente teremos dores nas costas. Se os músculos dinâmicos (longos e superficiais) tentam substituir os estáticos (curtos e profundos) e não conseguem, por ficarem fadigados, isso significa que eles ficarão em espasmo, tensos, endurecidos, com pouca circulação sanguínea, em estado de tensão e dor.
É preciso deixar claro que as consequências desses músculos trabalhando constantemente em espasmos e contrações involuntária serão catastróficas para as vértebras e os discos. Eles agem no sentido de comprimir os segmentos vertebrais, provocando dores e sequelas irreversíveis.
Já é possível observar que a parte interna da coluna é muito rica de tecido nervoso, de cartilagem, de tecido fibroso, de ligamentos e músculos. Porém, não conseguimos ver nem palpar. Também podemos perceber que as articulações da coluna são diferentes das outras, principalmente das grandes como ombro, joelho, tornozelo etc. Primeiro, são vários ossos empilhados. Depois, encontramos várias “juntas”, com possibilidade de movimentos associados e variados que são guiados e executados por um emaranhado de cápsula, ligamentos, tendões e músculos.
Portanto, temos que ser imperativos no que diz respeito ao fortalecimento dos músculos das costas: devemos fortalecer os músculos profundos e próximos da coluna, como também os externos. Sendo assim, temos duas frentes de trabalho: uma mais simples, que é fortalecer os grandes músculos externos, que facilmente são trabalhados nas salas de musculação e pilates, mas, em grande parte, sem critérios técnicos para as pessoas que sofrem ou sofreram de dores nas costas. Se esses grandes músculos estiverem em estado de tensão ou em espasmo, eles não devem ser trabalhados e muito menos fortalecidos. O correto é indicar para uma reeducação postural no intuito de devolver o equilíbrio pélvico e de relaxar músculos e fáscias.
Outro grande problema é a segunda frente de trabalho, ou melhor, a técnica para fortalecer os músculos mais internos. É preciso a pessoa passar por uma escala de aprendizado, realizar algumas sessões de treinamento individual para primeiro identificar esses músculos, conseguir senti-los, perceber como são ativados e, em seguida, aprender a fortalecê-los. A população portadora de dores nas costas deve sempre solicitar dos seus fisioterapeutas e profissionais de educação física esse programa de treinamento.
Na engenharia e nas obras da construção civil, toda coluna precisa de uma sapata, de um alicerce. Essa estrutura deve ser reforçada para receber a carga da casa ou do prédio. No corpo humano, não é diferente. A “sapata” da coluna vertebral é o nosso sacro, a bacia – com uma grande diferença: nós temos vida, nós nos movimentamos. Portanto, a nossa “sapata” necessita de “fios” e ”cabos” que controlem e estabilizem as nossas infinitas variações de movimentos. Estamos falando dos músculos, tendões e ligamentos que cercam a nossa bacia, o nosso sacro, principalmente os músculos transversais, como foi visto antes. Fortalecer esse conjunto de músculos que envolve o sacro e o quadril é um grande desafio, pois a forma como eles são exercitados poderá ter ações benéficas ou catastróficas. Ou seja, poderá gerar estabilidade ou dores por meio de compressões na coluna vertebral. Dependendo da posição ou do aparelho em que executamos determinados exercícios, a ação muscular será compressiva, ela poderá fazer uma aproximação de uma vértebra contra a outra, gerando, assim, pressões nos discos e articulações. Isso acontece quando não estamos bem posturados para fazer algum exercício físico ou mesmo para realizarmos tarefas do nosso dia a dia.
O que queremos mostrar para a população é que existe na coluna vertebral uma série de compartimentos e de músculos que obrigatoriamente temos de reabilitar e fortalecer de forma específica para termos uma coluna saudável. Para isso, os músculos exigem um grau de cuidado especial. Só assim eles poderão dar uma boa resposta para o que queremos. É preciso ter muito critério na escolha da academia, do estúdio de pilates, empresa ou profissional que irá realizar o diagnóstico, a avaliação ou orientação dos seus exercícios. É muito comum ouvirmos de pacientes que tiveram dores e crises oriundas de exercícios mal elaborados em academias, salas de treinamento funcional e estúdio de pilates. Por isso, vale lembrar: o mais importante tratamento para doenças degenerativas da coluna é o programa de fortalecimento muscular e de manutenção dos exercícios.

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO PARA A COLUNA VERTEBRAL

tratamento-dor-na-colunaO ITC Vertebral desenvolveu uma técnica de tratamento para a coluna vertebral sem procedimentos invasivos. Os pacientes são tratados de acordo com os sintomas e sinais da dor. Não existe um trabalho padrão e é aí que consiste um dos grandes diferenciais do ITC Vertebral: o indivíduo passa por uma avaliação criteriosa, sendo direcionado, a partir dessa primeira etapa, para um atendimento personalizado. Fala-se, portanto, em “Subclassificação” das dores na coluna vertebral, os critérios de tratamento obedecem às características individuais do estado clínico do paciente.
Esse trabalho é baseado numa pesquisa científica que foi iniciada em 1995 em Pittsburg, EUA, depois foi revisada em 2005 e 2010 por Jullie Fritz e publicada nos principais jornais e revistas científicas do mundo. A pesquisa identificou que para cada tipo de dor existem diretrizes de tratamento a serem seguidas, ou seja, as manifestações dolorosas são classificadas e recebem tratamento específico, podendo ser: manipulação ou mobilização articular; a mesa de tração; exercícios direcionais; a estabilização segmentar vertebral e a estabilização dinâmica, que atuam fortalecendo a musculatura profunda da coluna. Esses são os quatro caminhos preconizados pela pesquisa de subclassificação.
O ITC Vertebral incorporou a devida pesquisa ao trabalho clínico e acrescentou à subclassificação os exercícios e o acompanhamento ao paciente no pós-tratamento. A atenção especial ao pós-tratamento (com um programa completo de fortalecimento muscular) é decorrente do caráter degenerativo das lesões na coluna, que não têm cura. O tempo de duração do programa de tratamento não é prolongado, em dois meses são obtidos 87% de bons resultados até em pacientes mais graves.
Mas além do embasamento científico, todos os mais de 236 fisioterapeutas da rede apresentam uma excelente formação técnica com experiências clínicas que capacitam o profissional a atender às demandas individuais dos pacientes.

https://www.itcvertebral.com.br/doencas-da-coluna/coluna-vertebral

Hérnia de disco

Hérnia de disco


hérnia-de-discoA hérnia de disco é uma lesão que ocorre com mais frequência na região lombar. Essa doença é a que mais provoca dores nas costas e alterações de sensibilidade para coxa, perna e pé. Aproximadamente 80% das pessoas vão experimentar a dor lombar em algum momento de suas vidas. A localização mais comum da hérnia de disco lombar é no disco que fica entre a quarta e quinta vértebra lombar (L4/L5) e no disco que fica entre a quinta vértebra e o sacro (L5/S1).
Na maioria dos casos, os sintomas melhoram naturalmente com três meses, mas podem ser auxiliados com tratamentos clínicos e fisioterapêuticos. Mesmo o paciente se sentindo bem sem tratamento, é importante que ele faça um programa de tratamento voltado para a funcionalidade normal da coluna e para o seu fortalecimento. As pesquisas são categóricas: após os primeiros sintomas de dores nas costas, os músculos que protegem a coluna vertebral começam a ficar fracos e atrofiados.
A população precisa saber que essa doença não tem cura. As pessoas melhoram da dor, voltam a ter uma vida normal na maioria das vezes, mas é bom deixar claro que o repouso e os medicamentos não devolvem a funcionalidade nem fortalecem os músculos que ficaram fracos com a doença. Acreditamos que esse seja um dos principais motivos de tantas dores recorrentes na coluna vertebral. Assim, se você teve um episódio de dor severa na coluna e esses sintomas permaneceram por mais de três meses, provavelmente outros virão. Essa regra vale para 100% dos casos. Portanto, o segredo é fazer uma atividade física em locais adequados e com profissionais especializados.

Surgimento da hérnia de disco

A palavra “hérnia” significa projeção ou saída por meio de uma fissura ou orifício de uma estrutura contida. O disco intervertebral é uma estrutura fibrosa e cartilaginosa que contém um líquido gelatinoso no seu centro, chamado núcleo pulposo. O disco fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral. Esse anel fibroso, quando fissura ou está desgastado, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. Quando esse fenômeno ocorre em pequenas proporções, chamamos protusão discal. Se a lesão no anel fibroso que mantém o núcleo for grande, o líquido contido no núcleo poderá sair para o meio externo e, quando isso acontece, o disco poderá diminuir de volume, achatando-se. Por isso, chamamos de hérnia de disco. Dependendo do local da saída desse “gel”, o paciente poderá sentir fortes dores ou não. Com esse conceito, fica claro que o importante é saber qual é a localização da hérnia de disco, e não o seu tamanho.

Composição do disco

hérnia-de-disco-disco-intervertebralO disco é composto de duas partes principais: uma delas é a parte central, chamada núcleo pulposo ou líquido viscoso. O núcleo funciona como um amortecedor para proteger das pressões e torções exercidas por nós no dia a dia. A segunda parte é composta de um tecido cartilaginoso chamado anel fibroso. Esse anel mantém o núcleo na parte central e tem características elásticas que permitem e facilitam os movimentos de flexão, extensão e rotação do tronco. Existe uma estrutura muito importante chamada placa terminal que faz parte desse complexo, mas essa estrutura pertence à vértebra e fica localizada na região superior e inferior de cada vértebra. Assim, a integridade dessas estruturas é que conserva e nutre o núcleo pulposo. Com a degeneração destas estruturas, os líquidos do núcleo poderão migrar para os corpos vertebrais. O início deste processo é chamado de Modic tipo I. Alguns autores afirmam que este processo inflamatório e degenerativo na placa terminal poderá causar dores na coluna vertebral.
A saída do núcleo pulposo ou o abaulamento do disco poderão provocar uma pressão nas raízes nervosas correspondentes à hérnia de disco ou à protrusão. Essa pressão na raiz nervosa poderá causar os mais diversos sintomas que serão descritos mais adiante.

Veja os números sobre a hérnia de disco

95% das pessoas que sofrem com a hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral, podendo tratar com método não invasivo.
13% das consultas médicas envolvem dores na coluna.
15% da população mundial sofre com a hérnia de disco.
70% da população brasileira com mais de 40 anos sofre de algum tipo de problema na coluna.
Essa doença é a 3ª causa de aposentadoria precoce, as dores nas costas são também o 2° principal motivo das pessoas que tiram licença no trabalho.
Mais de 6 milhões de brasileiros sofrem com a doença e é a 2ª maior causa de afastamento do trabalho, ficando atrás apenas das doenças cardíacas.
Pessoas com faixa etária de 25-45 anos apresentam o maior índice de casos de hérnia de disco.

Causas da hérnia de disco

A palavra “coluna” já diz tudo sobre a importância desta estrutura no nosso corpo. Ela é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano e fornece a base para a estabilização do nosso corpo, permitindo uma distribuição perfeita das forças e dos gestos exercidos no nosso dia a dia ou nas práticas esportivas. Não é à toa que muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e ao desalinhamento desta estrutura. Ou seja, a má postura é, sem dúvida, a grande vilã das mazelas existentes na coluna.
Existe uma postura correta para qualquer movimento que realizemos, inclusive, quando estamos em posição estática. Com a correria do dia a dia, nem sempre é possível obedecer a todas as regras, mas ainda assim podemos adotar o máximo de cuidado para não sobrecarregar os nossos músculos e articulações.

Tipos de hérnia de disco

tipos-hérnia-de-disco> Protrusas: O disco se alarga, mas contém o líquido gelatinoso no seu centro. A base do disco se avoluma e fica mais larga que o diâmetro de origem. As paredes do disco poderão tocar em regiões e áreas de grande sensibilidade nervosa, gerando dores e incapacidades.
> Extrusas: A hérnia de disco lombar extrusa é uma condição ortopédica muito frequente e importante que afeta os discos intervertebrais da coluna que funcionam como verdadeiros amortecedores. A patologia se dá quando há o rompimento desse anel fibroso e o conteúdo gelatinoso interno ou núcleo pulposo sai por meio de uma fissura na membrana, havendo perda de contato dos fragmentos extravasados com o seu meio interno.
> Sequestradas: A hérnia de disco sequestrada é aquela que rompe a parede do disco e o líquido gelatinoso migra para dentro do canal medular, para cima ou para baixo. Além da pressão na raiz nervosa, provoca inflamação e compressão contínua. É o tipo de hérnia que provoca a chamada dor química, pois esse núcleo pulposo, quando fora do seu ambiente natural, tem propriedades químicas ácidas e provoca dores insuportáveis. O paciente se apresenta com postura antálgica, inclinando o tronco para o lado que lhe dê conforto. Neste caso, a melhora só será possível com medicamentos, repouso ou até mesmo cirurgia.
Manter a postura correta não é importante, apenas, para a boa aparência, alterações posturais desde a infância, por exemplo, já predispõem problemas na vida adulta. Daí a necessidade de prevenir hábitos incorretos de postura. Veja, a seguir.

Como corrigir a postura

O importante é jamais forçar demais, apenas, uma parte do corpo, os ossos têm que suportar pesos iguais. Quando você senta, por exemplo, nunca deve apoiar o peso somente em uma perna, deixando a outra solta. É fundamental o aprendizado do não desperdício de energia durante a execução de movimentos ou em posição estática, distribuindo o peso do corpo de forma equilibrada. Algumas dicas para evitar problemas posturais:

– ATIVIDADES DOMÉSTICAS

Na realização de atividades domésticas, evite trabalhar com o tronco totalmente inclinado se estiver em pé; no ato de passar roupa, a mesa deve ter uma altura suficiente para que a pessoa não se incline, outra dica é utilizar um apoio para os pés alternando-os sempre que houver algum incômodo. Para calçar os sapatos não incline o corpo até o chão, sente-se e traga o pé até o joelho. Ao se elevar um peso acima da altura da cabeça, deve-se apoiar o peso no corpo e subir em uma escada ou banquinho para depositá-lo adequadamente. Ao erguer um peso deve-se abaixar flexionando os joelhos até em baixo sem curvar a coluna, levantar-se transferindo a carga para os músculos das pernas que são mais fortes do que os da coluna, caso seja possível coloque o objeto em um carrinho e empurre.

– AO DORMIR

Na hora de dormir também são necessários cuidados como escolher um bom colchão semi-rígido ou de espuma para distribuir bem o peso do corpo, um bom travesseiro e adotar algumas posturas corretas na cama. Se você costuma dormir de barriga para cima utilize um travesseiro em baixo dos joelhos; ao dormir de lado, um travesseiro entre as pernas que devem estar dobradas. Dormir de bruços não é recomendado, mas se você não consegue de outro jeito utilize um travesseiro embaixo da barriga e não da cabeça, diminuindo a curvatura lombar.

– AO SENTAR

Sentar corretamente também é muito importante para uma boa postura. Procure manter os pés apoiados no chão; coxas tocando suavemente a maior área possível do assento; evite cruzar as pernas e deixe-as ligeiramente afastadas; a coluna deve ser mantida ereta, de forma a preservar suas curvas naturais (encoste as costas completamente no sofá ou na cadeira, evitando esparramar-se). Manter a coluna ereta é sempre melhor do que deixá-la inclinada em qualquer situação. Adotar uma postura correta para sentar evita dor nas costas e sérias lesões na coluna vertebral. Quando se senta da maneira apropriada há uma distribuição uniforme das pressões sobre os discos intervertebrais e os ligamentos e os músculos trabalham em harmonia, evitando desgastes desnecessários.

– AO TRABALHAR

No trabalho também é importante adotar posturas menos prejudiciais. Se você trabalha sentado, os seus braços devem ficar pendidos ao longo do corpo ou os antebraços apoiados na mesa de trabalho. Evite torções de corpo inteiro, levante-se ou use uma cadeira apropriada que gire com facilidade para pegar algo, falar com alguém ou jogar papel no lixo. Caso trabalhe com computador, procure regular a tela de modo que a borda superior fique na altura do olhar para o horizonte, mantenha o queixo paralelo ao chão. Para ler, evite ao máximo ter que baixar a cabeça, se for preciso adquira um suporte de livros.

Descubra outros fatores que, além da má postura, podem ser prejudiciais:

1 – Fatores hereditários;
2 – Traumas diretos ou de repetição;
3 – Fumo;
4 – Idade avançada (também é motivo de lesões degenerativas);
5 – Sedentarismo (é um fator determinante para dores nas costas);
6 – Ação de inclinar e girar o tronco frequentemente;
7 – Posição de ficar em pé ou sentado por muito tempo, principalmente no trabalho;
8 – Ação de levantar, empurrar e puxar objetos;
9 – Movimentos repetitivos em casa ou no trabalho;
10 – Prática esportiva;
11 – Trabalho que provoca vibrações no corpo;
12 – Trabalhar dirigindo;
13 – Fletir o tronco com frequência para apanhar objetos;
14 – Fatores psicológicos e psicossociais.

Sintomas da hérnia de disco

hernia-de-disco-sintomasOs sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão do disco. Essas dores podem ser irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical, as dores ou as alterações de sensibilidade se irradiam para as regiões superiores dos ombros, para os braços, as mãos e os dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamento, dormência, ardência e dores na parte interna da coxa. As pessoas relatam que é uma “dor chata” e que não existe posição que melhore. Alguns relatam que pioram quando vão dormir. Isso acontece porque nesse momento o corpo fica relaxado e os discos se reidratam, aumentando o seu volume, e consequentemente comprimem as raízes nervosas. Nos casos mais graves, a compressão poderá causar perda de força nas pernas e até mesmo incontinência urinária.

Observe os principais sintomas de forma resumida:

1 – Dor nas costas há mais de três meses;
2 – Coluna torta quando entra em crise;
3 – Dor noturna que piora durante o sono e que permanece ao acordar;
4 – Dor que piora ao ficar em pé com a perna estendida;
5 – Bastante dificuldade para ficar sentado por mais de 10 minutos;
6 – Redução de força em uma das pernas ou nas duas;
7 – Impossibilidade de ficar de ponta de fé com uma das pernas;
8 – Dor, formigamento ou dormência nos membros;
9 – Dificuldades extremas para segurar a urina;
10 – Redução do rendimento e desânimo para a realização de atividades rotineiras;
11 – Dores de cabeça associadas a dores na região da nuca e que se prolongam para os ombros;
12 – Dificuldades para se locomover ou levantar algum objeto.
Qualquer um desses sintomas representa um sério problema para sua coluna vertebral. Não tome remédios por conta própria nem espere que sua dor melhore sozinha. Nenhum tipo de dor na coluna deve ser ignorado, principalmente, quando o paciente detecta a presença de um ou mais dos sintomas listados acima. Ao identificar incômodos similares, deve-se procurar por ajuda médica imediatamente. Mascarar a dor com o uso de medicamentos (por conta própria) ou “receitas caseiras” é colocar a saúde em risco. O ideal é investigar a causa das dores e demais sintomas com a ajuda de um especialista para que a raiz do problema (e não somente os efeitos que ele manifesta) seja tratada de forma adequada e efetiva.

Diagnóstico e exame

diagnóstico-examesO diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando-se em conta o histórico do paciente, as características dos sintomas e o resultado do exame físico realizado durante a avaliação. As regiões mais comuns de serem acometidas com hérnia de disco são a coluna lombar e a coluna cervical.
Quando as pessoas procuram por um profissional com queixas de dores no pescoço, exploramos inicialmente a possibilidade de existir alguma assimetria facial, observamos o tipo de mordida e analisamos se o comportamento do paciente tem características de ansiedade ou estresse. Esses fatores contribuem para o aparecimento de dores na coluna cervical e até mesmo da hérnia de disco. Exames como raio X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e a localizar em que exata região da coluna está a lesão, mas eles não são decisivos para a tomada de conduta.
O exame mais importante e decisivo é o que realizamos com o paciente: ouvir o que ele tem para nos falar sobre a dor, procurar saber o que ele faz no dia a dia em casa e no trabalho e entender as reações do corpo. Todos esses detalhes poderão dar uma grande contribuição para melhora do paciente, e cabe ao profissional ficar atento. A falta de atenção com o paciente é um dos fatores de negligência das condutas dos profissionais de saúde. O cuidado e a atenção com os nossos pacientes são imperativos.
As dores lombares também têm suas peculiaridades, mas, assim como ocorre com as dores cervicais, procuramos primeiro escutar o paciente e, depois, fazer o exame clínico. Fazer uma boa avaliação física do quadril é de fundamental importância, pois é muito comum as pessoas que têm limitações ou lesões nessa região também terem dor na coluna vertebral. Essa relação entre o quadril e a coluna vertebral já foi motivo de muitas pesquisas científicas. Hoje podemos afirmar categoricamente que existe uma forte ligação entre as duas estruturas e que é muito comum encontrarmos em nossos pacientes dores ou restrições em ambas as estruturas.
O mais importante é que hoje nós temos excelentes alternativas de tratamento sem cirurgia. A população deve ter consciência desses novos conceitos de tratamento e não aceitar a primeira proposta de condutas invasivas. Os governos federal, estaduais e municipais e os planos de saúde não aguentam mais pagar tanta conta de cirurgia de coluna e – o mais importante – muitos desses procedimentos não estão trazendo os resultados desejados para os pacientes. Existem médicos que estão exigindo que o paciente assine um longo contrato antes dos procedimentos. Tudo isso para o médico se precaver das futuras reclamações ou processos judiciais. Parece até a confirmação do insucesso que vai existir com o procedimento. É importante que todos pesquisem e tenham mais cautela e paciência no momento de escolher o médico.

A importância do diagnóstico exato

Pessoas com suspeita de hérnia de disco são diagnosticadas em, apenas, 1% a 5% dos casos com a patologia. A maior parte não tem hérnia discal, mas sim outros problemas, como o famoso bico de papagaio, ou seja, a falência estrutural ou funcional dos discos intervertebrais.
Muitas vezes, o sintoma que o paciente acredita ser de determinada doença é, na verdade, decorrente de outro problema que pode ser de resolução mais simples – e também mais grave. Daí a necessidade de um diagnóstico exato e precoce. Nenhum paciente deve ser submetido a qualquer tratamento antes do primeiro passo (insubstituível): a avaliação. Um especialista deve realizar todos os procedimentos para identificar o problema a ser tratado, as necessidades específicas para o quadro daquele paciente e as limitações apresentadas pelo mesmo. Uma vez realizado esse passo inicial, o atendimento poderá ser direcionado ao paciente com uma maior garantia de resultados seguros através do tratamento.

Como prevenir uma Hérnia de disco

Mudanças no estilo de vida são indispensáveis para evitar o surgimento da hérnia de disco. Dentre as orientações, podemos destacar:
– Evitar o fumo;
– Praticar atividades físicas sob orientação profissional para, sobretudo, fortalecer a musculatura de sustentação da coluna, tornando-a mais resistente aos possíveis impactos;
– Adotar uma dieta saudável para controlar o peso corporal e prevenir que a coluna sofra com as sobrecargas;
– Não carregar excesso de peso no dia-a-dia ou no trabalho;
– Praticar exercícios de alongamento;
– Manter uma postura adequada em todas as situações.

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Hérnia de disco como causa de aposentadoria

hérnia-de-disco-aposentadoriaA hérnia de disco é uma causa de radiculopatia, traduzida como qualquer doença que afete a raiz dos nervos espinhais. Ela tem alta incidência entre pessoas adultas jovens, o que não significa dizer que crianças e idosos estejam livres dessa afecção na coluna. Segundo dados do IBGE, a patologia atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros, podendo ou não apresentar sintomas e ocorrendo com maior frequência na região inferior das costas (lombar).
Para fins previdenciários, a impossibilidade de desempenho de atividades em decorrência de alterações patológicas ocasionadas por doenças ou acidentes é considerada como incapacidade laborativa. Desse modo, qualquer enfermidade pode ser geradora de incapacidade parcial ou total.
Nesses casos de diagnóstico já comprovado da hérnia de disco, a continuação do trabalho pode acarretar o agravamento da doença bem como o risco de vida pessoal ou de terceiros em virtude das limitações funcionais e laborais que a patologia gera, principalmente, em decorrência da irritação do nervo que pode interromper os sinais do cérebro, causando fraqueza muscular.
No Brasil, uma das causas mais comuns para as dores nas costas é o desenvolvimento da hérnia de disco. Os transtornos da coluna vertebral são responsáveis pela maior parte dos afastamentos no trabalho e auxílio-doença e grande parcela dos casos de aposentadoria precoce por invalidez. O comportamento sedentário da maioria da população tem contribuído bastante para o agravamento dessa patologia, além de outros hábitos inadequados do dia a dia, como a má postura.

Fuja do sedentarismo

– Prefira subir e descer escadas ao invés de usar o elevador ou a escada rolante;
– Deixe o carro na garagem para percorrer pequenas distâncias, como, por exemplo, aquela ida à padaria;
– No trabalho, tente levantar a cada meia hora e caminhar um pouco pelo ambiente – isto ajuda a evitar as dores;
– Quem pega ônibus para voltar para casa pode descer uma parada antes e fazer o restante do trajeto a pé;
– Pequenas tarefas domésticas, como fazer faxina, levar o cachorro para passear e arrumar a cama colaboram para colocar o corpo em movimento e evitar problemas futuros;
– É importante praticar uma atividade física, pois o sedentarismo pode acarretar dores nas costas, em virtude do enfraquecimento muscular.

Gestação e hérnia de disco

hérnia-de-disco-gestaçãoDurante a gestação, a barriga da mulher pode crescer até cerca de 40cm. Esse crescimento leva a alterações na morfologia da coluna, ocorrendo, principalmente, aumento da curvatura da região lombar. Estima-se que cerca de 80% das gestantes apresentarão algum tipo de dor nas costas.
A causa da dor nas costas está na alteração da postura das mulheres, que, devido ao peso da barriga, deslocam o centro de gravidade para a frente. Essa projeção da barriga gera uma hiperlordose lombar, ou seja, um aumento na curvatura da coluna lombar. Além do desconforto, a gestante tem dificuldade para realizar diversas atividades, como levantar e sentar, permanecer por muitas horas em uma mesma posição e até dormir.
Com o passar das semanas, o centro de gravidade do corpo se desloca cada vez mais para frente. Da vigésima à vigésima oitava semanas de gestação é o período mais acometido, porém pode iniciar-se já a partir da oitava semana.
Durante a gestação, ocorre uma intensa transformação no corpo da mulher, para que esta se prepare para o momento do parto. Hormônios como a relaxina e o estrógeno, provocam uma maior frouxidão nos ligamentos da coluna e da bacia. Alterações na postura durante a gestação, através das compensações, auxiliam na manutenção da posição ereta e olhar horizontal, enquanto o crescimento do feto e o aumento do útero provocam um aumento do peso da mulher e afetam o equilíbrio do corpo. O aumento do peso é concentrado inicialmente na barriga e os músculos abdominais vão diminuindo o seu tônus pelo crescimento do útero. A lordose lombar aumenta para compensar esse peso e sobrecarrega a porção inferior da coluna. O resultado disso tudo são intensas dores na região da coluna.
Vale ressaltar que as mulheres que já apresentavam alguma história de dor nas costas antes de engravidar têm chance aumentada de sofrer com a coluna.

Cuidados importantes para gestantes

As mulheres devem se atentar à sua saúde. Gestantes podem praticar exercícios físicos na gravidez, pois são uma ótima maneira de prevenir as dores nas costas, tendo em vista que estes são fundamentais para manter o peso sob controle e, além disso, fortalecem a musculatura abdominal. Mas procure praticar regularmente exercícios físicos de preferência com orientação profissional. Lembre-se de conversar com o seu obstetra para certificar-se de que a atividade física é liberada no seu caso.
Outro cuidado importante é manter uma alimentação regulada, engordando apenas o recomendado (de 9 a 12 kg, variando de acordo com o IMC da mulher ao engravidar), afinal, quanto mais pesada a gestante estiver, maior será a sobrecarga na coluna.
Controlar os hábitos posturais diariamente, principalmente no trabalho, e dormir bem também são práticas essenciais para o bem estar da futura mamãe.
– Cuidados com a postura
A gestante deve ter alguns cuidados redobrados quando o assunto é postura. Atenção para manter a postura ereta! Ao sentar, deixe toda a coluna apoiada no encosto, deixando um ângulo de 90 graus entre o corpo e as pernas; os ombros devem sempre permanecer alinhados e relaxados, caso contrário, a grávida pode sentir dores também no pescoço.
Evitar a permanência por longos períodos na mesma posição, ainda que com a postura correta. Esse é outro fator que pode desencadear o problema. Quem trabalha muitas horas na frente do computador, deve fazer algumas pausas rápidas ao longo do dia, nem que seja apenas o tempo necessário para tomar um copo de água ou ir ao banheiro.
Lembrando que, mesmo após o parto, as dores podem continuar, devido ao esforço dedicado no cuidado com o bebê. Por isso, cuidado com a manutenção da postura ereta e evite esforços, abaixando sempre dobrando os joelhos e contraindo o abdômen. Apoie os braços ao amamentar e permaneça sentada com a coluna ereta.
– Para relaxar
Já que não se pode controlar o aumento da barriga, siga essas orientações e, quanto possível, realize alongamentos como esse: deitada de costas, flexione as duas pernas juntas, em direção ao tronco. Mantenha-se na posição por 30 segundos e descanse por um minuto. Em seguida, repita o movimento mais duas vezes. Esse alongamento pode ser feito de manhã, antes de sair de casa, após a prática de atividades físicas ou quando sentir incômodo na região lombar. Mas, para se levantar, é preciso se virar de lado e apoiar o peso nos braços.
Fazer uma automassagem com bolinhas de tênis ou similares também ajuda a reduzir a tensão dos músculos da região.

Prevenção já na infância

hérnia-de-disco-infânciaSegundo estudos, antes dos 15 anos, cerca de 60% dos meninos e 70% das meninas já foram acometidos por dores nas costas. O problema não é mais exclusivo de adultos, crianças de diferentes idades já apresentam queixas cada vez mais intensas de dores na coluna. Para evitar que essas dores incomodem o grupo infantil, o ideal é prevenir o quanto antes. Se os devidos cuidados forem tomados desde cedo, educando as crianças para que tenham hábitos adequados, os riscos de dores nas costas podem ser, consideravelmente, reduzidos.
Na infância, as dores nas costas podem ser provocadas por uma má posição na cadeira do colégio ou mesmo em casa, na hora de comer e estudar. Outros fatores, além da má postura, que também contribuem para o surgimento das dores: quantidade excessiva de livros na mochila, falta de exercícios físicos que fortaleçam as costas e o corpo como um todo e os hábitos sedentários, como ver muita televisão e estar muito tempo deitado. Lesões provenientes de alguma queda ou pancada também podem incomodar as costas, assim como a obesidade infantil. Sabe-se que a maior parte das dores é de origem muscular.
A prática de exercícios físicos na infância é a medida mais importante para prevenir dores na coluna e que podem a se tornar crônicas no futuro, inclusive com o acometimento de doenças como a hérnia de disco. Tudo, entretanto, com moderação, pois se a criança praticar muitas atividades físicas também poderá sofrer com os sintomas de dores.
Uma dica é praticar esportes em família e, assim, formar adolescentes e adultos já acostumados com os exercícios. Essas atividades físicas ajudam a desenvolver a musculatura potente e resistente e contribuem para a formação adequada da coluna vertebral. Mas, lembre-se: os exercícios devem ser supervisionados por profissionais de fisioterapia ou de educação física. Também é importante observar a postura da criança para que os vícios posturais não acabem gerando desvios, prejudicando severamente a coluna.

Os malefícios da obesidade

obesidade-hérnia-de-discoA obesidade ocorre quando a ingestão de alimentos é maior que o gasto energético do organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Estudos têm demonstrado a relação dessa doença com o predomínio de dor nas costas. Alertando para o fato do excesso de peso ser prejudicial à saúde da coluna vertebral.
Quando o indivíduo está acima do peso, acaba oferecendo uma carga maior sobre a coluna e, consequentemente, os discos são afetados, aumentando os riscos de doenças como a hérnia de disco. Isso é o que muitos estudos comprovam, que o maior risco de dores na coluna e de doenças na região é apontado em grupos de pessoas com sobrepeso, obesos e obesos mórbidos.
Além disso, outros hábitos também podem influenciar na dor. O fumo demonstrou ser um grande preditor de dor lombar, além do sedentarismo, principalmente nos indivíduos com IMC mais elevados. Isso quer dizer que, hábitos não saudáveis, como o fumo, e não praticar atividades físicas têm um maior peso na saúde da coluna dos indivíduos com sobrepeso ou obesos.
Porém, apesar dos fatores desanimadores, grandes ganhos podem ser adquiridos através da prática de atividades físicas, ou pequenas mudanças nas atividades rotineiras. Quando um indivíduo deixa de ser sedentário, praticando exercícios físicos, mesmo que simples atividades domésticas, pode reduzir o risco de dor nas costas em 17%.
Para aqueles que já possuem excesso de peso, aumentar a quantidade de tempo de uma atividade física moderada (como por exemplo, caminhada, hidroginástica, andar de bicicleta e dança) por mais de 20 minutos por dia, pode reduzir o risco de dor lombar em 32%.
Dar um pouquinho mais de si pode fazer a diferença! Ir um pouco além nos exercícios, principalmente aeróbicos, traz inúmeros benefícios. Para os obesos mórbidos, se estenderem a duração média de tempo gasto para fazer uma atividade moderadamente intensiva por pelo menos um minuto adicional a cada vez que o exercício é realizado reduz as chances de ter dor nas costas em 38%.

Salto alto e a coluna da mulher

O uso do salto deve ser moderado. Em nome da vaidade, muitas mulheres não abrem mão do salto alto e acabam pagando um alto preço por isso. A postura exigida para “manter-se no salto” pode levar a problemas na coluna como a hérnia de disco. Isso porque o uso do salto exige mudanças posturais ao pisar. Os pés ficam em posição de flexão plantar (ponta do pé). Com a mudança do eixo de gravidade mais anteriorizado, a base de apoio diminui na região do calcanhar, centralizando toda sustentação do peso na região dos dedos dos dois pés.
O salto provoca mudanças na angulação do cérvix do fêmur, que tende a pressionar a cartilagem do acetábulo e, com o tempo, desgastá-la causando deformidades, descontrole postural e mudanças na marcha. Muitas mulheres acometidas pela doença têm dúvidas em relação ao melhor tipo de tratamento. Há dados que indicam que apenas 5% das hérnias precisam de cirurgia. O tema tem gerado grande polêmica, pois muitos profissionais da saúde têm indicado cirurgia na maioria dos casos. Embora, diversos estudos apontem o tratamento convencional com fisioterapia, medicamentos e exercícios, como um dos melhores para o tratamento da hérnia de disco.

Hérnia de disco tem cura?

A hérnia de disco apresenta diferentes fases de evolução. Quando o nível de comprometimento da coluna não é tão crônico, opções de tratamento conservador, como técnicas de fisioterapia, podem ser adotadas com êxito. A própria administração de medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares, prescritos pelo médico, também pode auxiliar bastante. Apesar de constituírem a minoria, há os casos mais graves, onde nenhum procedimento não invasivo surte efeito. Nesses casos, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o problema.
Normalmente, a maioria dos casos de hérnia de disco podem ser tratados com garantia de sucesso, sendo necessária, contudo, uma manutenção de importantes hábitos ao longo da vida para evitar recidivas. O período de recuperação total é individual, ou seja, cada paciente evolui de acordo com suas condições, não existe um período padrão. Esse processo também vai depender do quadro da hérnia de disco submetido ao tratamento e do comportamento do paciente em obediência ás orientações médicas.

Cirurgia para hérnia de disco 

Segundo pesquisas, somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de cirurgia. A maioria é curada com terapias não agressivas. O que acontece, em geral, com as pessoas que sofrem com hérnia de disco é o encaminhamento para uma cirurgia corretiva. Como toda operação, esse procedimento implica riscos, como o de sofrer reações à anestesia ou ser vítima de infecções.
Um estudo publicado na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos mostrou que esta deveria ser a última possibilidade a ser cogitada. O trabalho afirma que cerca de 90% dos indivíduos portadores de hérnia de disco podem se recuperar com o  uso de técnicas como fisioterapia, acupuntura, reeducação postural global (RPG) e analgésicos. Isso quer dizer que apenas 10% têm necessidade de fazer cirurgia. As pesquisas prévias sobre o tema foram amplamente revisadas, chegando, assim, a tal conclusão. No grupo de pessoas avaliadas, os que apresentavam recorrência da hérnia após a cirurgia eram, em sua maioria, jovens e pessoas que trabalhem com atividades que exijam esforço físico. O resultado vem ao encontro do que têm defendido especialistas no assunto.

Tratamento não cirúrgico para a coluna vertebral

tratamentoO ITC Vertebral desenvolveu uma técnica de tratamento para a coluna vertebral sem procedimentos invasivos. Os pacientes são tratados de acordo com os sintomas e sinais da dor. Não existe um trabalho padrão e é aí que consiste um dos grandes diferenciais do ITC Vertebral: o indivíduo passa por uma avaliação criteriosa, sendo direcionado, a partir dessa primeira etapa, para um atendimento personalizado. Fala-se, portanto, em “Subclassificação” das dores na coluna vertebral, os critérios de tratamento obedecem às características individuais do estado clínico do paciente.
Esse trabalho é baseado numa pesquisa científica que foi iniciada em 1995 em Pittsburg, EUA, depois foi revisada em 2005 e 2010 por Jullie Fritz e publicada nos principais jornais e revistas científicas do mundo. A pesquisa identificou que para cada tipo de dor existem diretrizes de tratamento a serem seguidas, ou seja, as manifestações dolorosas são classificadas e recebem tratamento específico, podendo ser: manipulação ou mobilização articular; a mesa de tração; exercícios direcionais; a estabilização segmentar vertebral e a estabilização dinâmica, que atuam fortalecendo a musculatura profunda da coluna. Esses são os quatro caminhos preconizados pela pesquisa de subclassificação.
O ITC Vertebral incorporou a devida pesquisa ao trabalho clínico e acrescentou à subclassificação os exercícios e o acompanhamento ao paciente no pós-tratamento. A atenção especial ao pós-tratamento (com um programa completo de fortalecimento muscular) é decorrente do caráter degenerativo das lesões na coluna, que não têm cura. O tempo de duração do programa de tratamento não é prolongado, em dois meses são obtidos 87% de bons resultados até em pacientes mais graves.
Mas além do embasamento científico, todos os mais de 236 fisioterapeutas da rede apresentam uma excelente formação técnica com experiências clínicas que capacitam o profissional a atender às demandas individuais dos pacientes.

https://www.itcvertebral.com.br/doencas-da-coluna/hernia-de-disco

Hérnia de Disco: O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Hérnia de Disco: O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos


A hérnia de disco ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas da coluna vertebral. A hérnia de disco é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas que suportam mais carga e mais expostas ao movimento.

INTRODUÇÃO


Uma hérnia de disco (também chamado de deslocamento de disco ou ruptura do disco intervertebral) ocorre com mais frequência na parte baixa ou lombar das costas, ou na região da nuca (cervical). É uma das causas mais comuns de dor lombar e também de dor na perna (dor ciática ou ciatalgia).

Mais de 80% das pessoas irão ter um episódio de dor lombar em algum momento de suas vidas. Dentre estas pessoas, 10 a 30% podem ter dores lombares ou na perna causada por uma hérnia de disco.

A hérnia de disco pode ser dolorosa e incapacitante. No entanto, a maioria das pessoas evolui com melhora da lesão e dores após algumas semanas ou meses de tratamento não cirúrgico.

A coluna vertebral é formada por articulações compostas pelas vértebras e também pelos discos intervertebrais (que ficam entre as vértebras). Esses discos são formados por um anel fibroso e um núcleo gelatinoso conhecido como núcleo pulposo.

O disco intervertebral é um amortecedor, absorvendo os impactos que a coluna sofre diariamente. E que impactos são esses?

Quando você corre, por exemplo, todas as vezes que coloca os pés no chão a coluna sofre um impacto. Quando você pula, a mesma coisa. Ele é responsável pela sustentação do peso do próprio corpo e de todos os movimentos que você faz como inclinação e rotação da coluna.

Assim, a hérnia de disco consiste na projeção do material do disco intervertebral (núcleo pulposo ou ânulo fibroso) além do espaço intervertebral do disco. O diagnóstico pode ser confirmado por exames de imagem como a ressonância magnética.

No entanto, nem sempre os achados dos exames de imagem são acompanhados de sintomas clínicos.

Estudos de prevalência mostram que mais de 60% das hérnias de disco visualizadas em exames de imagem são assintomáticas. Ou seja, não há correlação clínica com a imagem.

O paciente pode apresentar lesão extrusa ou protrusa, e não sentir nada de dor ou formigamento!

Assim, é importante uma avaliação de um médico especialista caso você apresente dores lombares, para o diagnóstico correto e tratamento adequado.


60% DAS HÉRNIAS SÃO ASSINTOMÁTICAS


Até 60% das pessoas com mais de 40 anos têm uma hérnia de disco extrusa ou protrusa na ressonância magnética, porém são assintomáticos!


MENOS DE 10% IRÃO PRECISAR DE CIRURGIA


Até 90% das crises de hérnia de disco se resolvem em no máximo 6 semanas.

No entanto, 60% das pessoas podem apresentar uma nova crise em até 2 anos.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DA HÉRNIA DE DISCO?


A hérnia de disco acontece por causa do aumento da força exercida no núcleo pulposo, com isso ele se desloca e rompe o anel fibroso. O anel vai em direção ao canal medular ou em direção aos espaços por onde as raízes nervosas passam gerando compressão destas estruturas.

Deu para entender?

Explicando mais simplificadamente, o material gelatinoso do núcleo vai para outros lugares e ocupa espaços de outras estruturas, e com isso acaba comprimindo-as, resultando em dor.

Algumas vezes o núcleo pulposo não se rompe, ele apenas se descola empurrando contra as estruturas ao redor. Quando isso acontece o problema ganha outro nome, o de protrusão discal.

Também existe hérnia no disco cervical, com a lesão do disco na altura das vértebras cervicais, podendo ocorrer dor e rigidez na nuca, ombros e braços. A pessoa também sente dificuldade de movimentação dos braços e tem sensação de formigamento.

Já falamos como a hérnia de disco acontece e que isso ocorre pelo seu uso repetitivo, mas o que causa a pressão você vai conferir agora.

Uma das causas da hérnia de disco é o desgaste pelo tempo. Com o passar do tempo, com toda a força e o uso excessivo o núcleo pode enfraquecer e se romper. Algumas vezes um acidente ou injúria podem causar o surgimento da hérnia de disco.

É interessante saber que a hereditariedade é um grande fator nessa doença, provavelmente 99% das famílias vão ter uma ou mais pessoas que sofrem de hérnia de disco. Ou seja, a causa também pode estar ligada a hereditariedade.

Diagnósticos diferenciais


A dor resultante na região lombar ou pernas pode ser pela compressão do nervo ciático (ciatalgia).

Outros diagnósticos diferenciais importantes incluem a Síndrome Dolorosa Miofascial (que pode estar inclusive associada à dor da hérnia de disco), Espondilose, Osteoartrose e Síndrome do Piriforme.

FATORES DE RISCO DA DOENÇA


Você já sabe que a hérnia acontece pelo desgaste natural das cartilagens presentes nos discos invertebrais ou por sobrecargas nas costas. Mas, será que existem fatores de risco? Algumas pessoas possuem mais chance de desenvolver a doença do que outras?

Sim, diversas situações podem levar alguns indivíduos a aumentar suas chances de ter hérnia de disco. São elas:


Postura inadequada, movimentos inadequados


Excesso de peso (sobrepeso ou obesidade)


Atividades de grande esforço físico


Movimentos de repetição


Síndrome do piriforme


Síndrome Dolorosa Miofascial


Esses são as principais causas, mas existem outras, por isso é importante procurar um médico se a sua dor lombar persistir.

Muitas vezes, a dor lombar pode ser apenas um dos sintomas de uma doença mais grave. Então, o tratamento com um profissional não qualificado pode apenas mascarar os sintomas de alguma doença mais grave, como infecções ou tumores!

Um artigo publicado na Scielo com o nome “Diagnóstico e Tratamento das Lombalgias e Lombociatalgias” mostra que existem inúmeras circunstâncias que contribuem para o desencadeamento da dor lombar, como insatisfação laboral, obesidade, hábito de fumar, sedentarismo, síndromes depressivas, fatores genéticos e antropológicos, alterações climáticas, modificação na pressão atmosférica e outros.

As causas são muitas, e os tratamentos também

Algumas pessoas têm hérnia de disco e nem sabem disso. Em muitos casos, podemos encontrar protrusões discais ou pequenas hérnias em exames de imagem como a ressonância magnética, mas os pacientes são assintomáticos. A dor da hérnia de disco pode chegar a ser insuportável, e se irradiar na região lombar e cervical.

SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO LOMBAR


Como já dissemos, a hérnia de disco é uma doença que causa bastante dor na região lombar ou cervical, através da compressão dos nervos pelos discos. Estas dores são insuportáveis, portanto é o sinal mais significativo do problema.

Confira abaixo outros sintomas da hérnia de disco lombar:


Dor irradiando para as pernas, quando o desgaste acontece na região lombar


Dor na região lombar, com piora à flexão da coluna vertebral (flexão anterior)


Sensação de formigamento, sensação de queimação irradiada (parestesias ou disestesias)


Sensação de fraqueza nas pernas, por atingir raízes dos nervos da musculatura das pernas


Dificuldade em elevar a parte anterior do pé (pé caído ou pé em gota)


Dor ao longo do trajeto do nervo ciático (coluna, nádega, coxa e perna)

SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO CERVICAL


A hérnia de disco cervical pode causar uma variedade de sintomas na região do pescoço, ombros, braços, mãos e dedos. O padrão de dor irá depender principalmente da localização do disco herniado.

A região cervical consiste de 7 vértebras cervicais, também chamadas de C1 a C7, com a numeração aumentando de cima para baixo. O nervo que é afetado pela herniação de disco é o nervo que sai na altura da vértebra. Por exemplo, no nível entre C5-C6, a raiz afetada é o do nervo C6.


Dor nos braços ou ombros, quando o problema está na região da nuca (cervical)


Dor com padrão em choque, ou agulhada fina, na região cervical até os braços


Sensação de formigamento nos ombros, braços e mãos, dependendo da altura da hérnia


Sensação de fraqueza nos braços, por atingir raízes dos nervos do membro superior


Dor ao se mover o pescoço, como na flexão anterior ou rotação lateral do mesmo.


Sensações desagradáveis (disestesias) na região cervical ou membro superior

DIAGNÓSTICO DA HÉRNIA DE DISCO


É preciso responder com exatidão a todas as perguntas feitas pelo médico. Desta forma, ele compreenderá mais rapidamente o seu problema e encaminhará você a procedimentos que levarão à erradicação da doença. Portanto, dê respostas as mais completas possíveis.

O médico irá avaliar o padrão, intensidade, e duração de sua dor lombar ou na perna. Irá também perguntar de acidentes prévios, outras doenças ou lesões que possa ter realizado na coluna, além de histórico cirúrgico ou de outros procedimentos já realizados na coluna.

Ao perceber a possibilidade do paciente estar com hérnia de disco, o médico irá fazer um exame físico, especialmente na região das costas. Ele também fará um exame neurológico, testando reflexos, força muscular, capacidade de andar e sensibilidade (ao toque, a agulhadas e também a vibrações).

Em muitos casos esta combinação de exames mais a conversa com o paciente são suficientes para diagnosticar ou descartar um caso de hérnia de disco.

Porém, se o profissional de saúde não tiver certeza, ele poderá solicitar a realização de exames, como os citados abaixo:




Eletroneuromiografia, que identifica a raiz do nervo em questão, e testes da velocidade de condução do nervo, para avaliar se há alguma radiculopatia ou compressão nervosa

Ressonância magnética ou tomografia computadorizada da coluna, para visualizar a lesão e a altura da compressão da raiz nervosa

Radiografia da coluna, para excluir outras doenças (como fraturas) que causam dor nas costas ou no pescoço. Somente este exame não é necessário para diagnosticar a hérnia, ele é apenas complementar.

Mielograma, exame invasivo que determina o tamanho e a localização da hérnia, em casos de dúvida diagnóstica após a ressonância magnética


Dor ciática (ciatalgia)

Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo.


MEDICAÇÃO UTILIZADA PARA TRATAMENTO DE HÉRNIA DE DISCO


Os medicamentos mais comuns para o tratamento de hérnia de disco consistem em medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, podendo-se também utilizar relaxantes musculares e medicamentos opióides.

Medicamentos adjuvantes para o tratamento de dores crônicas como alguns antidepressivos e anticonvulsivantes também são comumente receitados para o tratamento.

Porém, a pessoa deve evitar se automedicar por períodos prolongados, sendo obrigatória a procura de um médico, que fará o diagnóstico e indicará o melhor remédio para esta situação.

Todo medicamento pode ter consequências desagradáveis, e o profissional de saúde saberá explicar como ele deverá ser tomado, citando também os efeitos colaterais.

Automedicar-se é uma atitude que pode gerar problemas graves, piorando a doença e podendo provocar complicações. Exemplos comuns incluem lesões hepáticas e gástricas com o uso prolongado e indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroidais e medicamentos corticóides, como a prednisona.

TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO


Depois de confirmado o diagnóstico de hérnia de disco, são receitados alguns cuidados ao paciente. Normalmente é prescrito repouso por um curto período de tempo, além de medicamentos para aliviar a dor e também sessões de acupuntura e fisioterapia, por último.

Geralmente, pode se obter completa recuperação do problema quando são seguidas estas orientações à risca. Uma pequena parcela dos pacientes precisa de procedimentos mais invasivos, como injeção de esteroides ou cirurgia.

Outros medicamentos e tratamentos também podem ser receitados para a hérnia de disco, dependendo da causa:


Para casos de levantamento excessivo de peso ou dores agudas e recentes, são receitados anti-inflamatórios e opióides, se apresentarem dores fortes nas costas ou nas pernas.

Para pacientes que se queixam de espasmos nas costas, recomendam-se relaxantes musculares. Casos mais raros pedem esteroides, via oral ou intravenosa.

A Acupuntura é uma ótima opção terapêutica, devido a seus efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular, ajudando no controle das crises de dor, e espaçamento das crises.
É um procedimento seguro, rápido, podendo-se obter já bons resultados após algumas sessões.

Uma nova opção de alívio analgésico é a Terapia por Ondas de Choque (ESWT).



Injeções de esteroides diretamente na espinha são eficazes para controlar a dor por meses, além de reduzir o inchaço causado pela hérnia de disco e aliviar os sintomas. Normalmente elas são aplicadas no consultório médico.

A fisioterapia é uma reabilitação feita após o tratamento medicamentoso e o período de repouso. Os pacientes em tratamento serão orientados ao que fazer para minimizar as dores causadas pela hérnia de disco. Serão prescritos exercícios e posições adequadas, que causam alívio do sintoma.



Em último caso, quando todos os itens acima foram testados e não houve melhora, a cirurgia é o recurso. Ela se aplica a poucos casos, quanto os sintomas não desaparecem ao longo do tempo.

CONVIVENDO COM A HÉRNIA DE DISCO


Para se recuperar mais rapidamente de hérnia de disco, o paciente pode tomar algumas providências. Estas sim são seguras e agirão em benefício dele:

– tomar analgésicos recomendados pelo médico, seguindo suas instruções à risca;

– fazer compressas com água quente ou gelo, que aliviarão a dor e a inflamação local;

– movimentar-se de vez em quando, já que o repouso completo poderá gerar problemas nas articulações ou fraqueza muscular. Sempre que possível, se levante e dê uma pequena volta, mesmo que seja ao redor de sua residência.

– realizar alongamentos para relaxamento muscular, evitando contraturas e perpetuação da dor crônica da hérnia de disco.


Hérnia de Disco

A hérnia de disco ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas vertebrais. Aprenda mais sobre ela, suas causas, sintomas e tratamentos.


COMPLICAÇÕES DA DOENÇA


Se não for tratada, ou o tratamento não for eficaz, a hérnia de disco pode gerar algumas complicações:

– dor nas costas a longo prazo e piora dos sintomas;

– perda de movimento ou de sensibilidade nas pernas ou nos pés;

– perda de funcionalidade do intestino e da bexiga;

– lesão permanente na medula, em raros casos.

PREVENÇÃO DA HÉRNIA DE DISCO


Será possível prevenir seu corpo contra hérnia de disco? Sim, confira diversas atitudes abaixo.

– Mantenha a postura alinhada. Posturas inadequadas sobrecarregam a coluna e aumentam a carga nos discos intervertebrais.

– Não abuse do salto. Apesar de não haver comprovação científica, usar sapato de salto muito alto aumenta a curvatura natural da região lombar. Assim, a musculatura local fica cansada e pode causar dores. Esta é uma predisposição para hérnia.

– Controle seu peso corporal. Excessos poderão sobrecarregar a coluna, já que os músculos da barriga e das costas protegem-na. Quanto mais peso a pessoa tiver, maior será a quantidade de gordura (e menos de músculos), diminuindo a proteção. Desta forma, todo o peso do corpo será equilibrado pela coluna.

– Não carregue peso excessivo. Se você precisar carregar vinte quilos em suas costas eventualmente, a sobrecarga provavelmente não acarretará danos. Porém, se esta atividade for frequente, como acontece em algumas funções de trabalho, poderão acontecer prejuízos aos discos invertebrais. O ideal é não carregar mais do que 10% do seu peso.

– Pare de fumar. As substâncias presentes no cigarro diminuem a quantidade de vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição dos discos. Se não forem nutridos adequadamente, ficarão enfraquecidos e mais suscetíveis a lesões, como a hérnia de disco.

– Só faça exercícios físicos com orientação especializada. O não seguimento desta recomendação poderá sobrecarregar músculos e articulações, além de provar lesões na coluna. Sempre se alongue antes de começar uma atividade.

– Abaixe-se corretamente. Ao pegar objetos que estão no chão, abaixe-se totalmente. Você deve se levantar da cadeira e dobrar os dois joelhos, mantendo a coluna reta.

– Pratique ergonomia. Atente-se ao alinhamento correto de equipamentos eletrônicos e móveis. Coloque uma almofada no encosto da cadeira e levante-se a cada meia hora, fazendo pequenos alongamentos ao longo do dia.

São práticas saudáveis que levarão você a diminuir as chances de ter doenças, melhorando também sua qualidade de vida.


Mitos e Verdades sobre as Lombalgias

Aprenda um pouco mais sobre as lombalgias, e alguns de seus mitos e verdades sobre essa dor que afeta milhões de pessoas.


OUTRAS ATITUDES SIMPLES PARA EVITAR DORES NAS COSTAS

Algumas atitudes podem ser tomadas para evitar lombalgia. São todas elas simples e melhorarão sua qualidade de vida como um todo, mesmo quando não há dores nas costas.


– Alinhe sua postura: sentar ou deitar de forma ereta evita dores, especialmente crônicas;

– Quando fizer exercícios com peso, proteja suas costas. Deite-se ou sente com um apoio para elas;

– Evite carregar peso excessivo;

– Não permaneça curvado por muito tempo;

– Ao se abaixar, dobre os joelhos e mantenha a coluna reta;

– Cuidado com o colchão que você dorme: ele não pode ser mole ou duro demais;

– O travesseiro ideal é aquele nem muito mole, nem muito duro. Também não deve ser muito alto ou muito baixo, pois pode provocar dores nas costas, já que a coluna não fica alinhada.

– Mantenha seu peso em forma. Pessoas acima ou abaixo do peso têm mais chances de ter lombalgia. Os gordinhos ou obesos possuem menos flexibilidade da coluna, além de menor resistência das articulações e menos força muscular. A gordura da região abdominal desloca a coluna para frente, sobrecarregando os músculos das costas. Já os magros podem ter problemas alimentares, como a deficiência de cálcio. Se faltar esta substância, a pessoa pode ter osteoporose e desenvolver fraturas nos ossos.

– Assista TV sentado, com a cabeça alinhada ao tronco e as costas apoiadas no sofá. É recomendável não deitar de barriga para cima, pois você terá que se virar para assistir e isso pode provocar dores. Ficar de bruços também não é o ideal, pois aumenta a curvatura da coluna e corre-se o risco de torções no pescoço. Jamais se deite com a cabeça no braço do sofá. Esta posição favorece dores no pescoço, semelhantes ao torcicolo.

– Faça atividades físicas pelo menos três vezes por semana. Ser sedentário prejudica o organismo por diminuir a flexibilidade, além da fraqueza muscular nas costas, no quadril e nas coxas. Tudo isso contribui para a diminuição do movimento das articulações, inclusive nas tarefas cotidianas. Porém, estas atividades precisam ser supervisionadas por um profissional de academia, já que, feitas de maneira errada, também podem provocar lombalgia.

– Deixe o monitor do computador na altura dos seus olhos. Abaixar-se para olhar a tela provoca dor no pescoço. O teclado deve ficar em um ângulo de noventa graus com os cotovelos e os punhos precisam estar na mesma linha que o teclado. Nossa cabeça pesa em torno de cinco quilos. Se você se abaixar para olhar o monitor, todo o peso dela ficará a cargo da coluna, gerando um peso aproximado de treze quilos.

– Não fique muito tempo sentado, pois esta posição pode provocar dores nas costas. A cada meia hora levante-se e faça rápidos alongamentos, para relaxar os músculos.

– Nesta posição, é possível manter a ergonomia e melhorar a postura com algumas atitudes. Não cruze as pernas, deixe-as alinhadas e ligeiramente afastadas, com os pés firmemente apoiados no chão. A altura da cadeira deve ter a mesma distância entre seu joelho e o chão. Sente-se sobre o osso do bumbum, com seu quadril levemente para frente. Mantenha-se ereto, com os ombros suavemente inclinados para trás. Os braços devem pender ao lado do corpo, sendo que os antebraços ficam apoiados na mesa de trabalho.

– Procure não viver sob estresse constante, ele pode levar à tensão lombar. Combata estas situações com alongamentos e exercícios, além de respirar fundo. Mexa os ombros com movimentos circulares e abra e feche as mãos. Outras opções são ioga e exercícios aeróbicos, como corrida.

ALGUMAS SOLUÇÕES SIMPLES PARA TRATAR DORES NAS COSTAS


Você pode tentar aliviar a sua dor nas costas com algumas maneiras simples.


– Faça uso de analgésicos ou anti-inflamatórios. Procure um médico para que ele possa orientar você quanto ao modo correto de uso, especialmente porque talvez seja necessário também um medicamento que protege o estômago dos danos causados por estes remédios. Exemplos: paracetamol, ibuprofeno ou nimesulida. Relaxantes musculares, como a ciclobenzaprina (Miosan, Mitrul), também podem ser eficazes.

– Se necessário, o profissional de saúde também poderá receitar injeções de anti-inflamatórios ou pomadas anti-inflamatórias.

Estes medicamentos aliviam a dor e o inchaço, porém a lombalgia deve ser investigada para que a causa desta dor possa ser tratada. Se não for, pode se tornar uma situação crônica, inclusive incapacitando a pessoa.

– Converse com o médico sobre a necessidade de fisioterapia. As sessões aliviarão a dor e a inflamação, contribuindo com os efeitos esperados pelos medicamentos. Além disso, também podem-se fazer alongamentos na clínica ou em sua residência, conforme orientação do profissional.

– Tanto o fisioterapeuta quanto o médico podem indicar ao paciente alguns exercícios para aliviar a dor nas costas. Eles serão capazes de definir as modalidades adequadas, respeitando as limitações do indivíduo e seus gostos. Até mesmo uma caminhada por ser bastante eficaz.

– Faça compressas quentes. Elas deverão agir no local por quinze minutos e trarão alívio imediato. Sua função é melhorar a corrente sanguínea e relaxar os músculos, o que provoca diminuição da dor.

– Faça massagens locais para lombalgia. Use óleo de lavanda e massageie a região de duas a três vezes ao dia, sem forçar demais os músculos.

– A acupuntura também pode tratar dor nas costas, porém o tratamento deve ser feito por profissionais de qualidade. A acupuntura tem ação local analgésica, anti-inflamatória, e relaxante muscular, podendo ajudar em poucas sessões com melhora na contratura muscular, nas dores. Outros efeitos benéficos secundários da acupuntura seriam o auxílio na melhora do sono, e tratamento de outros fatores concomitantes comuns como stress e ansiedade.

O médico fisiatra poderá também realizar o bloqueio (ou infiltração) paraespinhosa nos casos de lombalgia músculo-esquelética, devido à cronificação da dor e sensibilização central.

ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE LOMBALGIA


Como já dito anteriormente, a Acupuntura apresenta efeitos analgésicos, relaxante muscular e anti-inflamatórios, auxiliando no tratamento de lombalgias.

A acupuntura ajuda a tratar a síndrome dolorosa miofascial, com a inativação dos pontos gatilhos dolorosos e melhora das bandas tensas, que muitas vezes cronificam e pioram a dor lombar sentida pelo paciente.

Em casos de lombalgias por hérnia de disco, a grande maioria dos pacientes terá alívio das dores pois a dor acaba sendo mista, com componente muscular e componente neuropático.

Várias pesquisas científicas demonstram o benefício da acupuntura no tratamento de dores lombares. Veja a seguir algumas delas



Os resultados de um estudo recente publicado no Clinical Journal of Pain demonstraram a eficácia da acupuntura no alívio das dores, e que a acupuntura foi também um procedimento seguro e eficaz. O alívio da dor e outros sintomas pôde ser mantido por até 6 meses após o término das sessões. Os pacientes também não relataram efeitos adversos da terapia, o que geralmente não ocorre com o uso crônico de medicamentos para o tratamento de dor convencionais.

Outro estudo sobre a acupuntura no tratamento de lombalgias comparou a acupuntura com a eletroacupuntura e um tratamento placebo. O estudo foi realizado por pesquisadores do Lund University Hospital na Suécia, com 50 pacientes. Os pacientes preencheram um diário da dor para que os pesquisadores analisassem como reagiam ao tratamento. A análise desse diário revelou diferenças significativas entre o tratamento por acupuntura e placebo após um, três e seis meses de tratamento, com a acupuntura apresentando efeitos melhores que o placebo em todos esses intervalos.

Os pacientes submetidos ao tratamento com acupuntura real também apresentaram menor quantidade de episódios de alterações do sono, se comparados ao grupo placebo.


Outros estudos inclusive encontraram que a acupuntura real ou sham poderia ser mais eficaz que o tratamento convencional com medicamentos e fisioterapia.

Os últimos guidelines da Sociedade Americana de Dor e o Colégio Médico Americano orientam que os médicos considerem recomendar a seus pacientes o uso da acupuntura no tratamento de lombalgia crônica que não apresentou melhora com o tratamento convencional.

Mas como a acupuntura funcionaria no tratamento dessas dores? O tema ainda é controverso, e o mecanismo não é totalmente estabelecido.

Pesquisas em modelos animais indicam que o efeito da acupuntura pode ser pelo estímulo no sistema nervoso central. O agulhamento estimularia a liberação de hormônios e neurotransmissores nos músculos, medula espinhal e cérebro.

Essas substâncias poderiam então modular a experiência da dor, ou produzir alterações no corpo que promovem a sensação de bem estar.


EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DA ACUPUNTURA


Uma revisão sistemática recente de 22 estudos de acupuntura também encontrou que a acupuntura resultou em alívios significativos na lombalgia crônica, se comparados ao placebo ou tratamento sham.

OUTRAS TEORIAS SUGEREM QUE A ACUPUNTURA FUNCIONA POR


– Acelerar a transmissão de sinais eletromagnéticos dos neurônios. Isso poderia acelerar a liberação de analgésicos do nosso próprio organismo, como as endorfinas. Ou poderia então acelerar a liberação de células do sistema imune no corpo.

– Liberar opióides endógenos (naturais) de nosso próprio organismo. Essas substâncias, ao atuarem no cérebro poderiam diminuir a sensação dolorosa ou promover a melhora na qualidade do sono e relaxamento.

– Alterar a neuroquímica cerebral por modular a liberação de neurotransmissores e hormônios neurais. Os neurotransmissores estimulados pela acupuntura poderiam então estimular ou modular os impulsos nervosos. Os neurohormônios poderiam afetar a função ou atividade de algum órgão em nosso organismo.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DOR LOMBAR


O que é hérnia de disco?

A hérnia de disco ocorre quando um disco (um dos “amortecedores” da coluna) desenvolve uma rachadura ou fissura na sua casca exterior (anel fibroso), o que permite que o fluido interno do disco interna (o núcleo pulposo) possa escapar e comprimir a raiz de um nervo, resultando em dor.

O que faz com que os discos herniem?

A maioria das hérnias de disco são causadas por alterações degenerativas que ocorrem na coluna vertebral, como parte do processo natural de envelhecimento. Após facilitarem o movimento e suportarem o peso do corpo por anos, os discos podem tornar-se menos flexíveis, perder o conteúdo de água e endurecerem (degeneração discal), tornando-os propensos a herniarem.

Quais são os sintomas de uma hérnia de disco?

Surpreendentemente, alguns pacientes com hérnia de disco não apresentam sintomas.

Enquanto o rompimento no anel fibroso pode causar dor localizada e inflamação, sintomas graves normalmente só ocorrem quando o núcleo pulposo entra no canal espinhal e comprime um nervo espinhal, raiz do nervo ou a própria medula espinhal. Quando isso ocorre, os sintomas podem incluir dor, dormência, formigamento e fraqueza muscular que irradia para os membros.

Por que é importante avaliar com cuidado a irradiação da dor?

A dor lombar simples geralmente não irradia, mas quando ela irradia é importante analisar. quando ele vai até o joelho pode estar relacionada com estruturas da própria coluna, já quando irradia abaixo do joelho é radicular.

Analisando o trajeto da dor é possível diagnosticar a raiz da dor. Por isso é importante avaliar com cuidado a irradiação.

Por que a lombalgia mecânica comum pode virar crônica?

É possível uma dor lombar mecânica torna-se crônica em alguns casos, mas os estudos ainda não estão totalmente esclarecidos.

Não é possível identificar com certeza a causa de evolução, mas sabemos que os fatores de risco para dor lombar crônica são diferente dos fatores de risco da lombalgia aguda e mecânica.

É comum médicos errarem no diagnóstico? Qual a principal causa do erro?

Muitos pacientes com lombalgia não sabem definir exatamente onde está sua dor, além disso existe uma super valorização dos exames de imagens.

Essa é a principal fonte de erro nos diagnósticos, o exame de imagem é importante para verificar infecções e neoplasias, mas vários aspectos da coluna são inespecíficos nesse exame. Alguns médicos também deixam de fazer exame físico e anamnese que são importantes para definir um diagnóstico correto.

Quais os principais aspectos da anamnese?

Apenas com a anamnese é possível diagnosticar de forma precisa, claro que exames precisam ser feitos, mas a anamnese é muito importante e você deve cobrar do seu médico. Com ele o médico avalia vários aspectos como a evolução da dor, o ritmo, a presença de outros sinais como febre, perda de peso e má resposta terapêutica. Ele também deve avaliar a irradiação da dor os fatores que ajudam a melhorar ou que pioram a dor, quando iniciou a dor, entre outras coisas.

A dor irradiada é aquela dor que você sente em uma parte do corpo diferente das costas, como resultado de um problema em um disco intervertebral.
A dor se irradia ao longo do nervo afetado pela hérnia. Esse é o motivo pelo qual uma lesão que afeta a coluna manifesta um sintoma em outra área do corpo, como, por exemplo, em uma perna.
Se você tem um disco protruso ou herniado na parte baixa das costas, você poderia sentir dor irradiada para a perna. Nestes casos, falamos de uma radiculopatia ou ciática, dor que se estende desde os glúteos até a perna e, às vezes, até o pé.
Se você tem uma hérnia de disco no pescoço (coluna cervical) pode sentir dor irradiada no braço ou na mão. Neste caso, também estamos falando de uma radiculopatia.



10 dicas úteis no combate das dores lombares


Lista com algumas dicas úteis para você aprender como cuidar melhor de sua coluna vertebral.

Você vai conhecer 10 dicas para lidar com a lombalgia de uma forma simples e que podem ajudar a aliviar as dores lombares.

http://www.hong.com.br/hernia-de-disco-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamentos/

Dor Lombar (Lombalgia): Causas, sintomas e tratamentos

Dor Lombar (Lombalgia): Causas, sintomas e tratamentos
http://www.hong.com.br/wp-content/uploads/2016/11/lombalgia-hong-jin-pai1.jpg?id=4245

Aprenda mais sobre algumas das causas mais comuns de dores na coluna lombar, como lombalgias mecanoposturais, hérnia de disco, ciatalgia, além de sintomas e tratamentos.

INTRODUÇÃO

Sentir dor não é agradável e na região lombar é menos ainda. A dor lombar ou lombalgia é um dos maiores motivos de visita ao médico. Para você ter uma ideia, ela só perde para o resfriado. Depois dos 60 anos, as visitas ao médico ficam mais frequentes e 80% da população mundial apresentará os sintomas da lombalgia durante sua vida.

As maiores causas da dor lombar são desconhecidas, mas são denominadas de lombalgia mecânica, postural ou inespecífica. A notícia boa é que na maioria das vezes ela se cura sozinha, mas e quando isso não acontece? E quando a causa é um pouco mais complicada?

Vamos conhecer um pouco mais sobre a dor lombar.

A região lombar é a parte mais baixa da coluna. Ela fica perto da bacia e dores na região podem ser confundidas com dores abdominais ou pélvicas.

A lombalgia não é uma doença, é apenas um tipo de dor que pode ter várias causas.

Os médicos dividem a dor lombar em dois tipos: aguda e crônica.

A aguda acontece por lesão repentina como um estiramento muscular, sendo uma dor forte que aparece depois de um esforço físico, por exemplo.

Já a lombalgia crônica pode acometer pessoas de todas idades, com a dor podendo ser moderada a muito intensa, geralmente durando mais de três meses, resultando em importante incapacidade física.


A lombalgia é mais comum que você imagina, principalmente em pessoas de idade mais avançada. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que é gasto cerca de 20 bilhões de dólares por ano com tratamento, sendo uma das maiores responsáveis por faltas ao trabalho e suas repercussões econômicas.


O pico de incidência dessa dor ocorre entre a quarta e sexta década de vida, ou seja, em pessoas que ainda estão na idade ativa. Por isso se você já sofreu ou está sofrendo com o problema não se assuste.

Outros estudos médicos mostram que até 90% dos adultos apresentarão um episódio de dor lombar durante sua vida, sendo que até 55% das pessoas apresentaram uma crise de dor no último ano!


95% DA POPULAÇÃO MUNDIAL


Mais de 95% das pessoas apresentarão algum episódio de dor lombar durante suas vidas.


RECUPERAÇÃO DAS CRISES


Até 90% das crises de lombalgia se resolvem em no máximo 6 semanas.

No entanto, 60% das pessoas podem apresentar uma nova crise em até 2 anos.

TIPOS DE LOMBALGIA


Homens e mulheres são igualmente afetadas por dor lombar, que pode variar em intensidade de uma dor maçante, constante para uma sensação repentina, afiada que deixa a pessoa incapacitada.

A dor pode começar subitamente, como resultado de um acidente ou levantando alguma coisa pesada, ou ela pode se desenvolver ao longo do tempo devido a mudanças relacionadas com a idade da coluna vertebral (degeneração discal, artrose da coluna vertebral).

Um estilo de vida sedentário também pode predispor a uma dor lombar, especialmente quando uma rotina de poucas atividades físicas durante a semana é pontuada com exercícios estenunantes durante o final de semana.

São dois os tipos principais de lombalgia: aguda e crônica. Existe também a dor subaguda.

Lombalgia aguda


A maioria das lombalgias é do tipo aguda, ou curto prazo, e dura alguns dias a algumas semanas. Frequentemente, os episódios dolorosos se resolvem com menos de 2 semanas, sem perda residual de funcionalidade.

A maioria das causas de dores na coluna lombares agudas é mecânica (por alterações posturais, degenerativas, ou contraturas musculares), o que quer dizer que há alterações na biomecânica da coluna lombar (coluna vertebral, ligamentos, musculaturas paraespinhais, discos intervertebrais e nervos).

Ela acontece após esforço físico ou traumas e a dor costuma ser bastante forte. Normalmente acontece mais em pessoas jovens, após atividades físicas intensas, trabalhos extenuantes ou por má-postura.

Lombalgia subaguda
A dor lombar subaguda é definida como dor que dura entre 4 e 12 semanas.

Lombalgia crônica


Já a dor lombar crônica é definida como dor que persiste por 12 semanas ou mais, mesmo depois de ter sido tratada de uma lesão inicial ou a causa subjacente da dor lombar aguda.

Cerca de 20 por cento das pessoas afetadas por dor lombar aguda irão desenvolver uma dor lombar crônica, com sintomas persistentes após um ano.

Em alguns casos, o tratamento conservador alivia a dor lombar crônica com sucesso, mas em outros casos a dor persiste apesar do tratamento médico e cirúrgico.

A dor pode ser de moderada a intensa, acontece com frequência, quase de maneira permanente. Ela é mais comum em indivíduos de mais idade. Alguns dos diagnósticos comuns incluem lombalgia músculo-esquelética, como a dor lombar pela síndrome dolorosa miofascial, hérnia de disco, degeneração do disco, distensão muscular, estenose da medula espinhal, compressão por fratura devido a osteoporose, e artrites (osteoartrose, artrite reumatoide por exemplo).

http://www.hong.com.br/tratamento-de-lombalgia-ou-dor-lombar/

O que é Fisiatria ou Medicina Física e Reabilitação? Afinal, o que é fisiatria? O que faz um fisiatra?

O que é Fisiatria ou Medicina Física e Reabilitação?
Afinal, o que é fisiatria? O que faz um fisiatra?

O médico fisiatria é especializado em oferecer qualidade de vida, pois seu objetivo é restaurar a funcionalidade física do paciente trazendo benefícios físicos, emocionais e sociais.




Fisiatria e a Reabilitação


A Fisiatria ou Medicina Física e Reabilitação, aborda a funcionalidade. É uma especialidade médica dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento, não cirúrgico, de distúrbios associados à deficiência física em geral. Os fisiatras abordam pacientes que necessitam de tratamento e reabilitação física, que possuem sequelas de patologias neurológicas, musculoesqueléticas, oncológicas e com dor crônica.

Com a evolução da medicina, as pessoas estão vivendo mais. Hoje existem tratamentos que ajudam a prolongar a vida do indivíduo, o que incide diretamente no campo de atuação do fisiatra, que acaba se expandindo consideravelmente. A fisiatria preocupa-se como o indivíduo pode ser uma pessoa completa e os benefícios que sua medicina pode trazer.

Doenças que muitas vezes incapacitam, podem ser revertidas ou abrandadas com o trabalho de excelência dos fisiatras. É um cuidado físico e emocional. Provavelmente é a especialidade médica que mais traga para o centro das atenções, a integração biopsicossocial (relativo a fatores biológicos, psicológicos e sociais).
 
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017