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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quando seu filho mentir, não o ameace com castigo

Quando seu filho mentir, não o ameace com castigo

Se você quer que crianças com idades entre 4 a 8 anos digam a verdade, é melhor não para ameaçar puni-las se elas estiverem mentindo. O conselho é resultado de um estudo publicado no “Journal of Experimental Child Psychology”.

O experimento, liderado por Victoria Talwar, professora do Departamento de Educação e Psicologia de Aconselhamento da Universidade McGill, no Canadá, envolveu 372 crianças. Na experiência, cada uma delas ficava sozinha em um quarto por 1 minuto, com um brinquedo atrás dela sobre uma mesa. Elas eram avisadas que não podiam olhar para o objeto na ausência dos responsáveis.



Enquanto os pesquisadores estavam fora da sala, uma câmera de vídeo escondida filmava o que se passava. Quando os pesquisadores voltavam, perguntavam às crianças: “Quando eu fui embora, você se virou e deu uma espiada no brinquedo?”.

Os pesquisadores descobriram que:
Pouco mais de 2/3 das crianças deu uma olhada no brinquedo (67,5% ou 251 crianças das 372 participantes). As crianças eram ligeiramente menos propensas a desobedecer quanto mais velhas eram;
Quando as crianças foram questionadas se tinham ou não espiado, novamente cerca de 2/3 delas mentiu (167 crianças ou 66,5%). Só que, quanto mais velhas eram, mais propensas eram a dizer mentiras e mais hábeis eram na manutenção de suas mentiras.

Porém, o mais interessante para os pesquisadores foi que:
Era menos provável que as crianças dissessem a verdade se elas estivessem com medo de ser punidas do que se fossem convidadas a dizer a verdade porque iria agradar o adulto ou porque era a coisa certa a fazer e faria a criança se sentir bem;
Os pesquisadores descobriram que, enquanto as crianças mais jovens eram mais focadas em contar a verdade para agradar os adultos, as mais velhas tinham padrões melhor internalizados de comportamento que as fizeram dizer a verdade porque era a coisa certa a fazer.

“A questão de fundo é que a punição não promove apuração da verdade”, afirma Talwar, principal pesquisadora do estudo. “Na verdade, a ameaça de punição pode ter o efeito inverso, reduzindo a probabilidade de que as crianças vão dizer a verdade quando incentivadas a fazê-lo”. A informação é útil não apenas para os pais de crianças pequenas, mas também para professores e outros que trabalhem com elas e queiram incentivá-las a serem honestas.

Em propaganda brutal, efeitos chocantes do desmatamento são exibidos.

Em propaganda brutal, efeitos chocantes do desmatamento são exibidos.


O diretor de criação e arte Ganesh Prasad Acharya, juntamente com o copywriter Kaushik Katty Roy, criaram anúncios criativos, mas brutais para a Sanctuary Asia, uma das maiores revistas de notícias ambientais da Índia.

As imagens são chocantes na medida certa, dada a mensagem importante que querem passar. Ao chamar a atenção para os efeitos colaterais horríveis do desmatamento, os anúncios conseguem aumentar a conscientização sobre as vítimas muitas vezes invisíveis desse crime ambiental em todo o mundo.

O slogan das propagandas, “Quando a madeira vai, a vida selvagem também vai”, é a cereja no topo do bolo que é o argumento produzido pelas imagens macabras: quando você acaba com os habitats de florestas,acaba também com os animais que vivem lá.


As florestas tropicais contêm cerca de 80% da biodiversidade de todo o mundo. Sua rápida destruição, tanto na Ásia quanto na América do Sul, é um problema sério.

Aqui no Brasil, além de todo o estrago na Amazônia e o quanto isso afeta a vida selvagem, há mais um agravante do desmatamento: pesquisas mostram que ele pode ser responsável pela seca que estamos passando em várias partes do país.

Talvez a gente precise fazer uns anúncios ainda mais chocantes por aqui, visto que mesmo com os progressos nas leis ambientais e a maior vistoria das florestas, estatísticas revelam que a devastação das nossas florestastem sido grosseiramente subestimada e que já perdemos muito mais do que imaginamos. Quantas consequências mais serão necessárias até que façamos algo a respeito? [BoredPanda]





http://hypescience.com/anuncios-mostram-os-efeitos-chocantes-desmatamento/

27 fotos espetaculares de animais migrando

27 fotos espetaculares de animais migrando

A cada ano, aves, mamíferos, peixes, répteis e outros animais ao redor do mundo migram, por diferentes motivos.

Como eles sabem quando e para onde ir? Embora as estações climáticas e a temperatura pareçam ser os fatores mais importantes, os cientistas ainda não entendem claramente o mecanismo por trás da migração.

Porém, uma coisa é certa: é um fenômeno muito belo que produz imagens raras, como galhos de árvore flexionando ao peso de borboletas, pássaros voando do Alasca à Nova Zelândia sem parar, peixes migrando em massa para diferentes profundidades etc.


Mais bonito que um animal em seu ambiente natural, somente vários animais juntos, em um espetáculo que foge da nossa compreensão. [BoredPanda]
Raias em Baja, México

Íbis brancos

Flamingos na Península de Iucatã, América Central

Vaga-lumes no Japão

Raias-diabos de Munk em Baja, México

Antilocapras no Canadá


Borboletas-monarcas no México


Pelicanos brancos em Mississippi, EUA

Morsas em Svalbard, Noruega

Grous-da-manchúria no Lago Hula, Israel


Gnus no rio Mara, em Serengeti, Tanzânia

Búfalos africanos

Caranguejos vermelhos na Ilha Christmas, Austrália


Águas-vivas-douradas em Palau

Peixes em Taylor Creek, Califórnia, EUA

Palancas-vermelhas, na Namíbia

Borboletas em Tucabaca, Bolívia

Morcegos-da-fruta em Zâmbia

Gafanhotos em Madagascar

Joaninhas se movendo para a beira-mar em Blokhus, Dinamarca

Gansos no Canadá

Efeméridas no rio Tisza, Hungria


Tubarões em Fakarava, Polinésia Francesa

Maçariquinhos, no Canadá

Pardais em Berlim, Alemanha

Frangos-de-água no Lago Balaton, Hungria

Peixes da família do salmão em Yukon, Canadá


http://hypescience.com/27-fotos-incriveis-de-animais-fazendo-migracao/

Estudo identifica o maior ladrão de sono do mundo

Estudo identifica o maior ladrão de sono do mundo


Às vezes, o sono fica a tarde toda fazendo companhia para você, mas na hora do “vamo vê”, simplesmente te deixa na mão. Você já parou pra pensar por que isso acontece? Alguns cientistas já até perderam o sono pensando nisso. E finalmente chegaram a uma resposta que parece bastante convincente.

Qual é o maior ladrão de sono do mundo?

Cientistas perguntaram a mais de 120 mil pessoas dos Estados Unidos com idades entre 15 anos ou mais como elas gastavam seu tempo ao longo do dia. Esse levantamento foi rigorosamente conduzido pelo Departamento de Trabalho dos EUA, e aconteceu entre os anos 2003 e 2011.


As pessoas que disseram que dormiram por 6 horas ou menos no dia anterior tinham trabalhado cerca de 1,5 horas a mais em dias de semana, e 1,8 horas a mais nos fins de semana ou feriados, do que pessoas que disseram ter entre 6 e 11 horas de sono. As pessoas que dormiam seis horas ou menos também começavam a trabalhar mais cedo e paravam de trabalhar no final da tarde, disseram os pesquisadores.


As pessoas que disseram trabalhar em mais de um emprego foram 61% mais propensas a dormir seis ou menos horas em dias de semana. Em contraste, as pessoas que trabalhavam por conta própria mostraram uma probabilidade 17% menor de obter 6 horas de sono ou menos de sono por noite do que aqueles que trabalhavam no setor privado.

Isso significa que…

A culpa não é das estrelas. É do trabalho.

“A evidência do tempo gasto trabalhando foi o mais proeminente ladrão de sono”, disse o autor do estudo, o Dr. Mathias Basner, que é professor assistente na Universidade de Medicina da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Tempo é dinheiro

Havia uma ligação entre ir para o trabalho ou escola mais tarde e dormir mais: para cada hora de trabalho iniciado no final da manhã, o tempo de sono de uma pessoa aumentou em cerca de 20 minutos. Em média, as pessoas que começaram a trabalhar antes ou às 6h00 dormiam por apenas 6 horas, enquanto que aqueles que começavam a trabalhar entre 9h00 e 10h00 dormiam cerca de 7,3 horas.

Solução

Uma maneira de diminuir a perda de sono na população seria a de atrasar os trabalhos e começar as aulas nas escolas mais tarde, ou encurtar o tempo de deslocamento de casa até esses locais, sugere Basner. [livescience]

http://hypescience.com/qual-o-maior-ladao-de-sono-mundo/

Trabalho escravo: 10 produtos que você compra e são produtos de trabalho escravo

Trabalho escravo: 10 produtos que você compra e são produtos de trabalho escravo


Mesmo sem se dar conta, você pode estar comprando inúmeros produtos que são produzidos graças a exploração e abuso de seres humanos. As pessoas são geralmente escravizadas em uma idade jovem e nunca sequer tem a oportunidade de provar ou experimentar os produtos que passam suas vidas todas fazendo para nós.

Segundo o Índice de Escravidão Global de 2013 da Fundação Walk Free, o Brasil está 94º lugar no ranking de países com maior prevalência da escravidão moderna. Os piores países são Mauritânia, Haiti, Índia e Nepal, enquanto na ponta oposta aparecem Islândia, Irlanda e Reino Unido. Esse ranking, no entanto, também leva em conta casamento infantil e tráfico de pessoas, além da escravidão. No que se trata de trabalho forçado, isoladamente, Índia e China são as campeãs.

Por aqui, existem 200 mil pessoas nessa situação inaceitável. O trabalho quase escravo se concentra nas indústrias madeireira, carvoeira, de mineração e de construção civil, e nas lavouras de cana, algodão e soja. Outros graves problemas do nosso país são o turismo sexual no Nordeste e a exploração da mão de obra de imigrantes bolivianos em oficinas de costura.


O Brasil não está de braços cruzados na luta contra esse absurdo, no entanto. Em agosto de 2003, foi criada a Comissão Nacional Para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE), órgão vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com a função de monitorar a execução do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo. Esse plano contém 76 ações.

10. Chocolate

Existem problemas sérios quando se trata de comprar chocolate (coisa que praticamente todo mundo faz). A maioria das grandes empresas que vendem chocolate obtém cacau das mesmas fontes, na Costa do Marfim. E, apesar de alguns grupos de fiscalização nos últimos anos tentarem melhorar as condições por lá, a vida das pessoas que colhem cacau não é nada menos do que terrível. O trabalho é realizado por escravos, muitas vezes crianças. Várias dessas crianças são retiradas de países pobres como Mali. Algumas são raptadas, e há inúmeras reclamações de crianças desaparecidas. Para piorar a situação, os extremamente pobres às vezes vendem seus próprios filhos para a escravidão por tão pouco quanto US$ 30. Os pequenos precisam transportar sacos tão grandes de cacau que isso pode lhes causar danos físicos graves.

Se você pensa que não passamos por esse problema no Brasil, uma vez temos produção própria de cacau e não compramos chocolate de trabalho escravo africano, saiba que não é bem assim. O Brasil possui o terceiro maior mercado para chocolate do mundo. Para dar conta de tanta demanda, recorremos cada vez mais aos chocolates importados, principalmente porque a produção nacional vem caindo ano após ano.

9. Eletrônicos



Você pode já ter ouvido falar de uma fábrica de produtos eletrônicos na China chamada Foxconn. Apesar de ser conhecida por inúmeras violações trabalhistas e abusos, incluindo quantidades absurdas de horas extras e não pagar às pessoas o que lhes é devido, muitas empresas de eletrônicos lucram com o trabalho escravo do povo “empregado” nessa instalação. A mais famosa dessas empresas é a Apple, mas a Foxconn também produz muitos outros produtos eletrônicos para muitas outras empresas, incluindo consoles de jogos para todas as grandes companhias do ramo.

A Apple foi pressionada para melhorar as condições da Foxconn, mas inspeções nas instalações após isso descobriram que o local ainda não está sequer perto do que precisa ser. As condições são tão ruins que muitos trabalhadores cometem suicídio. A fim de evitar isso, a Foxconn instalou redes nos exteriores dos prédios para detê-los (imagem acima). Eles também fizeram alguns trabalhadores assinarem notas afirmando que suas famílias não poderiam processar se eles se matassem devido às condições ruins. As horas extra, que chegam a cerca de 100 por semana no auge da produção, não são pagas. Se um funcionário se comporta mal, têm que escrever uma nota de confissão. Estas notas são veiculadas publicamente para humilhá-los. A Foxconn nem sequer dava bancos para seus funcionários sentarem até pouco tempo atrás. E o absurdo de tudo isso? Nós compramos como loucos produtos feitos com a ajuda desse pesadelo humano.

8. Maconha

Muitas pessoas pensam que fumar maconha é um crime sem vítimas. Quando alguém acende um baseado, a única coisa que está prejudicando são seus próprios pulmões. Infelizmente, se você mora no Reino Unido, você pode estar apoiando a escravização de incontáveis crianças vietnamitas. Um especial chamado “Children of the Cannabis Trade” destacou este problema crescente na região. Muitos traficantes começam por manipular pessoas pobres no Vietnã, pedindo que eles deixem seus filhos serem levados para o Reino Unido para “uma vida melhor”. A ideia é que a pessoa terá que pagar uma quantia específica de dinheiro para isso, mas eles podem trabalhar para quitar tudo (o que nunca ocorre). O escravo não pode reclamar com as autoridades de seu novo país, uma vez que provavelmente será deportado – na melhor das hipóteses. Para piorar a situação, a indústria de cannabis ilegal no Reino Unido está crescendo e é gerenciada principalmente por traficantes vietnamitas. Quando a polícia invade suas operações, as crianças são tratadas como criminosas, e a maioria desaparece ou volta para as mãos de outros traficantes, por medo do que vai ser feito a suas famílias que ficaram no seu país natal.

Aqui no Brasil não dá para dizer que as coisas são muito diferentes. Nossos filmes sobre tráfico de drogas e favelas são famosos por todo o globo e dizem tudo: há muitas crianças nesse ambiente hostil, sustentado por cada indivíduo bem remunerado fumando seu baseado sentado no seu sofá confortável.

7. Roupas

Se você já comprou um artigo barato de roupas no Walmart ou muitos outros (MUITOS MESMO) varejistas, há uma boa chance de que a peça tenha sido criada em uma fábrica exploradora. Uma roupa tão barata que não pode ser verdade… Não pode ser verdade, não?


Ou, pior, é verdade: é feita com trabalho escravo, principalmente da Ásia. Há muitas dessas fábricas em Bangladesh. Embora seja ilegal empregar crianças, muitas investigações secretas têm mostrado que o trabalho infantil é assustadoramente comum na indústria do vestuário, especialmente nesse país.

Para contornar o problema, algumas das fábricas da região que produzem roupas para o mundo ocidental afirmam ter melhores condições, e usam esses “melhores fábricas” como fachada, secretamente pagando locais escravistas para fazer as partes mais intensivas do trabalho.

Muitos dos proprietários dessas fábricas pensam em seus trabalhadores como pouco mais que propriedade. Em 2014, houve um incêndio em uma fábrica de Bangladesh. Os proprietários disseram aos funcionários que era apenas um ensaio (para o eventual caso de incêndio). Eles trancaram as portas do lado de fora e mais de 100 pessoas morreram. Parece que todas essas pessoas correndo para fora do prédio os preocupava mais do que a segurança dessas mesmas pessoas. No ano anterior, houve um colapso em outro edifício que matou mais de 1.000 pessoas. Muitos ficaram indignados com a maneira insensível com que os donos das fábricas trataram as vidas humanas, e o incidente fez com que a Disney pulasse fora do país – a companhia não compra mais produtos de lá. No entanto, como não quer perder uma pechincha (custe o que realmente custar), o Walmart ainda compra roupa de fábricas localizados em Bangladesh.

6. Borracha

Na Libéria, a borracha é de longe o bem mais importante. Este líquido é colhido e transformado em todos os tipos de material que usamos todos os dias, como os pneus dos nossos carros. O processo em si é ambientalmente sustentável se bem feito, e pode ser bastante lucrativo. Infelizmente, muitas das pessoas nessa indústria veem os seres humanos da mesma forma que veem a borracha: como nada mais do que um recurso.

Em 2006, houve um grande problema quando duas grandes plantações de borracha ficaram nas mãos de ex-combatentes da guerra civil destrutiva da Libéria. De acordo com as investigações, essas plantações estavam tratando seus trabalhadores como escravos. O fabricante de pneus Firestone foi acusado de comprar dessas plantações contra os desejos do governo liberiano. Enquanto Firestone negou a acusação, um funcionário da empresa também admitiu que não podia ter certeza de que lugar específico as borrachas foram compradas. A indústria do material na Libéria é mal regulada e a mercadoria não é bem-acompanhada. Firestone pode não ter realmente sabido de quem estava comprando, o que só piora a situação.

5. Óleo de palma

O óleo de palma é cada vez mais utilizado em países asiáticos como óleo de cozinha barato, mas também tem aplicações desde produtos cosméticos a combustível. Infelizmente, além de não ser muito bom para o meio ambiente, a indústria desse óleo é em grande parte construída sobre trabalho escravo e exploração maciça. Ela vale mais de US$ 40 bilhões (R$ 107 trilhões, no câmbio atual) por ano, e uma grande quantidade da produção que a impulsiona ocorre em duas ilhas na Indonésia: Bornéu e Sumatra. O trabalho escravo surge devido a grandes empresas, como a Kuala Lumpur Kepong (KLK) da Malásia, operarem na Indonésia, com mais de 70 plantações nas ilhas.

Quando se trata de encontrar trabalho para cultivar as plantas necessárias para fazer o óleo, há muito pouca contratação direta. Em vez disso, a contratação é terceirizada. Infelizmente, isso deixa muito pouca supervisão, e as empresas contratantes têm sido acusadas de práticas terríveis por escravos fugidos das fazendas. Os empreiteiros tendem a levar as pessoas longe de suas casas prometendo empregos com salário mínimo, mas os homens são obrigados a assinar contratos que lhes acorrentam a anos de serviço escravo, são emprestados dinheiro em vez de serem pagos e têm que comprar tudo de uma loja da empresa.

A KLK faz uma espécie de negação plausível, alegando que não podem controlar o que seus contratantes fazem. Eles apenas param de fazer negócios com eles quando ficam sabendo de abusos trabalhistas.

4. Bolsas falsificadas

A indústria que produz bolsas falsificadas e outros itens semelhantes de imitação é uma empresa global multibilionária, de acordo com Dana Thomas, autora de “Deluxe: How Luxury Lost Its Luster”. De acordo com suas investigações, a indústria leva à perda de bem mais de 500.000 postos de trabalho só nos EUA. Este comércio é conhecido por utilizar trabalho escravo em sua maioria, muitas vezes crianças. Ela já acompanhou a polícia durante operações contra os locais de fabricação, e viu dezenas de criancinhas tratadas horrivelmente.

Em um caso, na Tailândia, em uma fábrica que fazia bolsas de grife falsificadas para consumidores ocidentais, os donos tinham quebrado as pernas das crianças para que nunca mais se curassem corretamente. Isso porque tinham se cansado das queixas dos pequenos que queriam brincar lá fora.

3. Diamantes

Zimbábue tem sido notícia por causa do regime ditatorial de Robert Mugabe. Em uma eleição bastante disputada, Morgan Tsvangirai acabou como primeiro-ministro, mas Mugabe ainda se manteve presidente. As duas partes entraram em um acordo de partilha de poder. Mas parece que Mugabe não curtiu muito o arranjo. Antes que as coisas pudessem realmente ter uma chance de dar certo, seu partido, Zanu-PF, criou uma enorme operação de mineração de diamantes usando trabalho escravo que foi imposta pelos militares. De acordo com a Human Rights Watch, a operação foi posta em prática para que Mugabe pudesse ganhar dinheiro que não passasse diretamente por meio do governo agora compartilhado, bem como para poder pagar os soldados a fim de permanecer verdadeiramente no controle.

Ou seja, o governo do país não só não está nem aí para regular a indústria de diamantes e para proteger seus trabalhadores, como é o próprio estimulador da escravidão. Pelo visto, mais filmes como Diamante de Sangue vem por aí.

2. Pornografia

Quando a maioria das pessoas pensa em tráfico sexual de seres humanos, costuma pensar em pessoas sendo forçadas a realizar atos sexuais em bordéis. Raramente lembramos que muitos filmes pornográficos podem envolver mulheres que foram vendidas em escravidão anos atrás. Nas últimas décadas, houve várias “ondas” de tráfico sexual. A primeira foi de mulheres tailandesas e filipinas, seguida de colombianas e dominicanas, depois nigerianas, e agora os investigadores dizem que a maioria das mulheres que estão sendo exploradas para escravidão sexual são tomadas da região da ex-União Soviética. As mulheres eslavas estão em alta demanda no mundo ocidental e são usadas não apenas para a prostituição, mas também para a pornografia.

Uma vez que esse comércio é ilegal, é difícil chegar a números reais, mas as estimativas costumam colocar o número de pessoas vendidas anualmente na casa dos milhões, com cerca de 80% delas sendo usadas para fins sexuais. Com o tráfico de escravos é presente em todos os países do mundo, é complicado estimar quantos filmes pornográficos apresentam escravos sexuais. Infelizmente, o número pode ser muito alto.

1. Carvão

No começo desse ano, dezenas de trabalhadores foram encontrados em condições análogas à de escravos em carvoarias no interior de São Paulo. Sete crianças e adolescentes também foram flagrados trabalhando. As informações vieram de uma megaoperação conjunta para combater o crime realizada em Pedra Bela, Joanópolis e Piracaia. Ao todo, dez estabelecimentos foram alvo da blitz, e seis acabaram interditados.

Os produtos desses locais abasteciam grandes supermercados da capital. A operação ia informar aos compradores de onde eles estavam conseguindo seu carvão.

Em uma das unidades, os abusados não tinham carteira assinada nem exame médico realizado. Apesar das irregularidades, como falta de equipamentos de proteção, máquinas inadequadas, fiação elétrica exposta, fossa sanitária a céu aberto, falta de armários e janelas sem a devida vedação, não foi configurado trabalho escravo. A carvoaria, no entanto, teve a produção e os alojamentos interditados e terá de se adequar para voltar a funcionar.

Já outra unidade, considerada escravista, não tinha instalações sanitárias adequadas e a ausência de equipamentos de proteção era total. Os funcionários não contavam com água potável e alimentação não era fornecida. Uma criança de 11 anos e um adolescente de 16 estavam entre os trabalhadores.

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As mais excepcionais fotos microscópicas do ano

As mais excepcionais fotos microscópicas do ano

O “Olympus BioScapes International Digital Imaging Competition” é uma competição de imagens que foca apenas na vida surpreendente que pode ser vista através de um microscópio.

Confira as 10 melhores imagens selecionadas este ano, além de algumas menções honrosas: [NBC]

Esta imagem é um frame de um vídeo sobre a atividade neural no cérebro de um peixe-zebra. As gravações rápidas em 3D de todo o cérebro larval ganharam o 10º lugar no concurso e foram feitas por Philipp Keller, Fernando Amat e Misha Ahrens do Janelia Research Campus, nos EUA


Esta imagem de uma ninfa do fulgoromorfo Acanalonia conica, feita por Igor Siwanowicz do Janelia Research Campus (EUA), ganhou o nono lugar. Esse inseto é um saltador talentoso, capaz de acelerar a 500 vezes a força da gravidade

A imagem que mereceu o oitavo lugar é um close-up microscópico que mostra as partes da boca de uma mariposa vampiro. Este ponto de vista foi capturado por Matthew Lehnert e Ashley Lash da Universidade Estadual de Kent (EUA). A tromba foi fotografada com um aumento de 10 vezes

Esta foto da margarida Melampodium paludosum, feita por Oleksandr Holovachov de Ekuddsvagen, na Suécia, conquistou o sétimo lugar

O sexto lugar foi para este retrato de uma larva descoberta em uma amostra de plâncton feito por David Johnston do Southampton General Hospital, na Inglaterra

Esta foto do córtex cerebral de um rato mostra núcleos de células em azul, astrócitos em amarelo e vasos sanguíneos em vermelho. Ganhou o quinto lugar para Madelyn May de New Hampshire, EUA

Esta imagem de dois besouros (Phyllobius roboretanus) obteve o quarto lugar para Csaba Pinter de Keszthely, na Hungria

Esta foto dos apêndices de uma craca, por Igor Siwanowicz, ganhou o terceiro lugar. Os apêndices varrem plâncton e outros alimentos para dentro do animal, que os digere

Em segundo lugar ficou a imagem de um cerebelo de rato, feita por Thomas Deerinck da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA)

O primeiro lugar foi dado a um vídeo mostrando múltiplas visões do desenvolvimento embrionário de uma mosca da fruta. As imagens microscópicas foram capturadas por William Lemon, Fernando Amat e Philipp Kellerif do Janelia Research Campus (EUA). Este embrião foi gravado em intervalos de 30 segundos ao longo de um período de 24 horas, começando três horas após os ovos racharem. A larva recém-eclodida começa a engatinhar para fora da tela no final do vídeo (veja abaixo)



Esta imagem de uma anêmona-do-mar feita por Damon Tighe recebeu uma menção honrosa

Uma aranha-saltadora olha para a câmera nesta foto, menção honrosa recebida por Francis Prior de Liverpool, na Inglaterra

As bolsas de semente da planta bolsa-de-pastor foram tratadas em uma solução de soda cáustica para torná-las quase transparentes, como se vê nesta foto de Edwin Lee. A imagem recebeu uma menção honrosa

Este ponto de vista microscópico de uma pena de pavão por Charles Krebs, de Washington, nos EUA, foi premiado com uma menção honrosa

Outra menção honrosa foi para esta imagem de um intestino delgado de rato no 15º dia do desenvolvimento embrionário, capturada por John Hatch do National Heart, Lung and Blood Institute, em Bethesda, Maryland (EUA)

Os grãos de pólen são visíveis em uma flor silvestre conhecida como erva-de-São-Roberto. A menção honrosa foi para Karl Gaff de Dublin, na Irlanda

Esta imagem de uma retina, feita por Thomas Deerinck, foi premiada com uma menção honrosa

Uma mosca Hippoboscidae é o foco desta imagem, menção honrosa para Yousef Al Habshi, de Abu Dhabi

Esta imagem de um paramécio por Arturo Agostino de Scordino, na Itália, recebeu uma menção honrosa

Esta foto de duas pupas de mosquitos foi feita por Jerzy Rojkowski de Cracóvia, na Polônia, e recebeu uma menção honrosa

http://hypescience.com/olympus-bioscapes-competicao-revela-imagens-microscopicas-de-um-mundo-alienigena/