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sábado, 9 de novembro de 2013

O que é ser um engenheiro agrícola?

Engenharia Agrícola


Um profissional que coloca seus conhecimentos de engenharia mecânica, civil e elétrica a serviço da atividade agrícola, garantindo colheitas fartas e diminuindo perdas dos produtos estocados. Esse é o perfil do engenheiro agrícola, muitas vezes confundido com o agrônomo. Embora sutis, há diferenças entre os focos dessas duas carreiras: enquanto o agrônomo se preocupa com a produção de alimentos, de origem animal e vegetal, o engenheiro agrícola se dedica a sistemas de suporte à produtividade. É ele quem projeta açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem do solo, constrói silos para armazenamento de mercadoria e edificações rurais para rebanhos e secagem de grãos, além de aperfeiçoar máquinas agrícolas. São, portanto, atividades complementares.
Há 27 anos surgiu a primeira Faculdade de Engenharia Agrícola no Brasil, na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Hoje há poucas escolas, que formam uma quantidade pequena de graduados – a vantagem é que esses profissionais têm boas possibilidades de conseguir estágio e emprego imediato, depois de diplomados.
Em tese, há demanda por engenheiros agrícolas tanto em propriedades rurais como nas indústrias de máquinas. O mercado, porém, fica sujeito aos humores da economia e das políticas governamentais. Quando se abrem linhas de crédito para financiamento de maquinário e projetos de irrigação, cresce a oferta de emprego em propriedades rurais e cooperativas. Como os últimos superávits da balança comercial foram obtidos graças à atividade agrícola, espera-se crescimento também no nível de empregos.
No momento, está em alta o setor de mecanização, que requer profissionais capazes de projetar novos equipamentos ou adaptar modelos antigos às necessidades de determinadas culturas. Na indústria, o engenheiro agrícola está sendo solicitado para acompanhar as fases de transformação do produto rural, criando processos adequados de resfriamento do leite e embalagem de frutas.
O grande desafio para o engenheiro agrícola é conseguir adaptar a tecnologia importada às condições climáticas do Brasil. É o caso, por exemplo, das embalagens para uvas. As produzidas aqui não podem ser acondicionadas da mesma forma que as de países europeus. O salário inicial, definido em lei para a classe de engenheiros, em qualquer área, é de 8,5 salários mínimos.

A profissão

O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção rural. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e currais. Responsável pela adoção de medidas que impeçam a criação de rebanhos e a exploração de lavouras de causar erosão e esgotamento do solo e poluir mananciais, constrói açudes, sistemas de irrigação e de drenagem. Também se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades de trabalho nas novas frentes agrícolas, no centro-oeste e nordeste do país. Para exercer a profissão é preciso registrar-se no Crea.
Características que ajudam na profissão:
Espírito investigativo, senso de observação, capacidade de análise, gosto por atividades ao ar livre, curiosidade, facilidade de trabalhar em equipe.

Duração média do curso

Cinco anos.
Fonte: www1.uol.com.br
Engenharia Agrícola
Forma profissional capacitado a solucionar problemas que afetam o desenvolvimento do meio rural. O curso fornece os conhecimentos de engenharia necessários à agricultura. O engenheiro agrícola é o profissional da moderna agricultura e pode atuar em cinco áreas: processamento agroindustrial, energização rural, engenharia de águas e solos, edificações e ambiência rural e mecânica agrícola.
Está apto a planejar, projetar, ensaiar e/ou executar projetos relacionados com máquinas e implementos agrícolas, mecanização agrícola, instalações elétricas, produção e/ou aproveitamento de energia (eólica, hídrica, solar e de biomassa) para a empresa agrícola. Pode atuar também em irrigação, drenagem e recuperação de terras para fins agrícolas, conservação do solo, preservação ambiental, captação e distribuição de água para abastecimento e irrigação; unidade de tratamento de resíduos orgânicos e da agroindústria; instalações para a produção animal e vegetal, habitação rural e equipamentos; e unidades de beneficiamento de grãos, sementes, frutas e hortaliças.
O processamento de produtos agropecuários e a avaliação econômica dos empreendimentos agrícolas fazem parte de seu currículo básico e são atividades próprias da profissão.
Fonte: www.ulbra.br
Engenharia Agrícola
Engenharia Agrícola
É a área da Engenharia que desenvolve projetos de obras de irrigação, construção de máquinas e implementos agrícolas, combate à erosão, visando aumentar e melhorar a produtividade de empresas agrícolas e florestais.

O Engenheiro Agrícola

Cria a estrutura básica de fazendas, granjas, sítios ou haras.
Desenvolve e executa projetos de tratores e máquinas agrícolas. Presta assistência técnica e orienta agricultores na implantação de programas de mecanização da produção.
Planeja e executa projetos de construção de estábulos, estufas, silos para armazenagem de grãos, instalando sistemas especiais de ventilação e refrigeração.
Planeja sistemas de drenagem, irrigação, barragens, açúdes e atua na área de pesquisa no combate à erosão.
Desenvolve e executa projetos de sistemas de distribuição de energia, pesquisando o aproveitamento de formas alternativas de energia, como a solar e o biogás.
Administra todos os recursos, desde mão-de-obra, financeiro e equipamento, em fazendas e cooperativas agrícolas.
Determina os equipamentos adequados a cada propriedade e para o produto da colheita. Calcula, também, as condições de armazemagem dos produtos, como temperatura e unidade.

Onde Pode Trabalhar

Fazendas, cooperativas e agroindústrias.
Indústrias e empresas que atuam no ramo de mecanização, construção de máquinas e implementos agrícolas.
Bancos e órgãos governamentais.
Usinas de açúcar e álcool.

O Curso

É um currículo que une conhecimentos da área de Engenharia Civil e Agronomia. Também são estudadas noções de gerenciamento de propriedades rurais, com disciplinas das áreas de Administração e Economia.
Para isso, o aluno passará por conteúdos como Cálculo, Álgebra Linear, Física, Química Aplicada, Desenho Técnico, Desenho Mecânico, Mecânica Geral, Resistência dos Materiais, B otânica, Solos, Zootecnia, Fitotecnia, Hidráulica, Mecanização Agrícola, Processamento de Produtos Agrícolas, Concreto Armado, Tratores e Máquinas Agrícolas, Drenagem, Secagem e Armazenamento de grãos entre vários outros. Economia e Sociologia são outras disciplinas ofertadas para complementar o currículo.

DURAÇÃO

05 anos
Fonte: www.cfh.ufsc.br
Engenharia Agrícola
Formar profissionais capazes de gerenciar processos agropecuários e de desenvolver, adaptar e aplicar tecnologias, visando o aumento da eficiência das atividades no campo.

Perfil do Curso

O currículo inclue disciplinas das áreas de exatas e biológicas, como Química, Física, Biologia e Informática, aplicadas ao agronegócio, além das disciplinas ligadas diretamente às tecnologias empregadas na produção agrícola.
O curso possibilita uma visão integrada da cadeia agrícola, preparando o aluno para compreeder e desenvolver tecnologias a serem empregadas no campo, sem descuidar dos fatores ambientais, econômicos e sociais, de forma a garantir o desenvolvimento sustentado da agricultura e do agronegócio.

O que você pode fazer

Como engenheiro agrícola você pode atuar nas áreas de:
  • Estudo, Planejamento e Especificação de tecnologias para o Agronegócio
  • Mecanização e Automação Agrícola
  • Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
  • Eletrificação Rural
  • Construções para fins rurais e instalações complementares
  • Armazenamento e Processamento de Produtos Agro-pecuários
  • Agricultura de Precisão
  • Agrometeorologia e Geoprocessamento
  • Gestão do Agronegócio
  • Biotecnologia
  • Mercado de Trabalho

    O mercado de trabalho é bem diversificado e você pode desempenhar atividades em empresas agrícolas, cooperativas agroindustriais, indústrias de máquinas e implementos agrícolas, empresas de soluções de armazenamento, empresas produtoras de alimentos, empresas de consultoria e projetos, empresas de suprimentos agrícolas tais como de fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas, empresas de sistemas de irrigação, drenagem e plasticultura , empresas de biotecnologia, aviação agrícola, instituições públicas de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico, instituições de desenvolvimento regional, etc.
    Fonte: www.unilins.edu.br
    Engenharia Agrícola
    Mais da metade do consumo de peixe no Brasil vem da pesca artesanal, mas este cenário começa a mudar. E um profissional é responsável por pelo menos uma parte dessa mudança. O engenheiro de aquicultura é responsável pelo cultivo em cativeiro de peixes, ostras, camarões e outros frutos do mar. A profissão, relativamente nova - a primeira turma foi formada em 2003 -, começa a ganhar espaço, já que além de garantir a produção do peixe, é mais ecológica, evitando a pesca predatória.
    Conforme o coordenador do curso pioneiro no País - da Universidade Federal de Santa Catarina, Walter Quadros Seiffert, hoje outras duas faculdades oferecem a Engenharia de Aquicultura, a PUC de São Jose dos Pinhais, no Paraná, e a Universidade do Pampa, no Rio Grande do Sul, o que indica o potencial de crescimento da profissão. "O Brasil deve crescer muito nesta área. Além das graduações, os curso de nível médio também estão aumentando de número", comenta.

    Mercado

    O engenheiro de aquicultura sai da faculdade apto a montar fazendas de água doce ou salgada para a criação de organismos aquáticos. Pode atuar em empresas de produção de organismos aquáticos, como consultor para associações e cooperativas de produtores, prefeituras, secretarias de agricultura, empresas públicas e privadas. Também é comum a atuação como empresário na produção de organismos aquáticos e seu beneficiamento. Na indústria, o profissional acompanha o beneficiamento do pescado. Na universidade, trabalha no ensino e pesquisa da aquicultura em instituições públicas e privadas em nível superior ou técnico.
    Conforme Seiffert, apesar do potencial de crescimento do setor, o mercado de trabalho ainda é pequeno no País. "A principal dificuldade para os alunos que se formam é a oportunidade imediata de emprego, devido ao baixo crescimento momentâneo da atividade", diz. A atividade é regulamentada pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura e o piso da profissão é de 14 salários mínimos.

    É pra você?

    Para o coordenador do curso da UFSC, é importante que o aluno tenha perfil empreendedor. "Esta é uma profissão que exige que o aluno lute pelo seu espaço. Tem que se dedicar, não tem nada pronto para ele, tem que desbravar seu próprio futuro", aconselha. "Se fizer isso, dificilmente sai da universidade sem uma colocação profissional." Além disso, vale lembrar que o curso é versátil e mescla disciplinas de engenharia, como cálculo e estatística, e biologia, genética e zoologia.

    O que vem por aí

    O cultivo de peixes marinhos em cativeiro é uma das novidades da profissão. A ideia é reduzir a pesca predatória e, ao mesmo tempo, ampliar o consumo de pescado. Outra alternativa citada por Seiffert como uma das apostas para o engenheiro de aquicultura é o cultivo de microalgas para a produção de biodiesel.

    Diferencial

    É importante se dedicar à prática profissional o mais cedo possível dentro da universidade. A UFSC oferece cinco laboratórios para a prática dos alunos: de piscicultura marinha, de camarões marinhos, de moluscos marinhos, de biologia e cultivo de peixe de água doce e de diagnóstico e patologia e aquicultura. A faculdade ainda mantém a fazenda experimental Yakult, para a produção de camarão.
    Fonte: noticias.terra.com.br
    Engenharia Agrícola

    Descrição

    O Engenheiro Agrícola é aquele que implementa a engenharia da cidade no campo. Para isso, usa técnicas para aproveitamento do solo, busca a preservação dos mananciais, planeja e executa obras de irrigação, combate à erosão e drenagem. Também trabalha na mecanização da agricultura, em projetos de eletrificação, edificações rurais e armazenagem de produtos.

    Currículo Básico

    Matemática, Física, Química, Desenho, Sistemas de Irrigação, Biologia, Mecânica, Estatística Eletricidade, Física, Resistência de Materiais.

    Aptidões Desejáveis

    O Engenheiro Agrícola deve ter habilidade numérica , senso de observação e capacidade de organização.

    Especializações possíveis

    Energização Rural, Planejamento de Produção Agropecuária, Construção Rural, Energização Rural, Engenharia de Águas e Solos, Mecanização Agrícola e Armazenamento de Produtos Agrícolas.

    Campos de Atuação

    Órgãos públicos estaduais ou federais, Usinas , Indústrias, Empresas de Consultoria.
    Fonte: www.guiadasprofissoes.com.br
    Engenharia Agrícola
    "Profissional qualificado para levar ao campo soluções inovadoras e eficazes"

    O que é ser um engenheiro agrícola?

    O engenheiro agrícola é o profissional que busca solucionar problemas que afetam o desenvolvimento do agronegócio, fornecendo soluções de engenharia necessárias ao aumento de produtividade, diminuição de custos, a preservação e a conservação dos recursos naturais envolvidos. A engenharia agrícola é responsável por todas as atividades que envolvem partes estratégicas, de projetos, de racionalização e sustentabilidade da atividade produtiva rural e agroindustrial. No setor agrícola, as demandas ocorrem com evolução intensa e complexa, exigindo sempre mais dos profissionais que neles atuam.

    Quais as características necessárias para ser um engenheiro agrícola?

    Para ser um engenheiro agrícola é necessário que o profissional goste de matemática, física, química, desenho, biologia, etc, além de atividades ao ar livre e ter um bom relacionamento com o meio-ambiente.
    Outras características interessantes são:
  • versatilidade
  • responsabilidade
  • capacidade de operacionalizar o campo
  • capacidade de avaliar e controlar fenômenos físicos e biológicos
  • capacidade de organização
  • interesse por pesquisa tecnológica
  • habilidade de trabalhar em equipe
  • visão de projeto
  • senso de observação
  • meticulosidade
  • Qual a formação necessária para ser um engenheiro agrícola?

    Para exercer a profissão de engenheiro agrícola é necessário ter o diploma de graduação em engenharia agrícola, e obter registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). O curso tem duração de cinco anos e o estágio é obrigatório. O domínio do inglês e outras línguas, cursos de pós-graduação são ótimos atrativos para as grandes oportunidades de trabalho.

    Principais atividades

    Projetar estábulos, estufas e silos
    Cuidar dos equipamentos que controlam a ventilação ou a refrigeração
    Instalar fontes de energia na propriedade rural, seja ela solar, elétrica ou gerada por biogás
    Projetar e avaliar sistemas de irrigação e drenagem, construção de açudes e barragens
    Cuidar da safra
    Determinar a embalagem mais adequada ao produto, seu armazenamento, transporte e processo de beneficiamento
    Projetar e construir equipamentos de indústria mecânica
    Planejar e projetar construções específicas para fins agrícolas, tais como: unidades de estocagem de matérias-primas, centro de processamento de produtos agrícolas, unidades com ambiente controlado visando à produção animal e vegetal
    Cuidar da ambiência nas instalações agropecuárias
    Projetar fontes de energia convencionais e alternativas na propriedade rural (energia elétrica, solar, e biomassa)
    Projetar e avaliar sistemas de irrigação e drenagem, construção de açudes e barragens
    Dimensionar, selecionar e operacionalizar equipamentos para transformação e processamento de produtos agrícolas em indústrias de alimentos
    Realizar projetos agro-industriais de unidades de processamento de grãos e sementes
    Desenvolver projeto e ensaio de máquinas e implementos agrícolas
    Selecionar e promover a utilização racional de máquinas e implementos agrícolas utilizados no preparo do solo, plantio, cultivo, colheita, transporte e manuseio de produtos agrícolas

    Áreas de atuação e especialidades

  • Indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas
  • Propriedades agrícolas
  • Empresas de processamento de produtos agrícolas
  • Empresas agropecuárias, de pesquisa ou extensão
  • Organizações públicas
  • Instituições de ensino, pesquisa ou extensão
  • Instituições de controle ambiental
  • Consultorias, laudos e avaliações de projetos
  • Prefeituras
  • Especializações

    Engenharia de águas e solos, propriedades rurais, máquinas e mecanização agrícola, processamento e armazenamento de produtos agrícolas, processos construtivos e ambiência rural, planejamento para energização alternativa e eletrificação rural.
    Mercado de trabalho
    O Brasil é um dos países que apresenta maior oportunidade e possibilidade de crescimento no seguimento agrícola, em função da demanda mundial por alimentos e pela disponibilidade de área e capacitação técnica que o país hoje atingiu. Os setores de pré-processamento e armazenamento de produtos agrícolas possuem boas oportunidades. Porém, a procura maior é em relação ao planejamento ambiental. Procuram-se cada vez mais especialistas capazes de utilizar as áreas agrícolas com racionalidade, de forma a não interferir no meio ambiente. Aumenta também a procura por profissionais autônomos que atuem como consultores, orientando o produtor na compra e na manutenção de equipamentos.

    Curiosidades

    A prática da agricultura tem mais de 10 mil anos e é por causa dela que a humanidade chegou onde chegou. Ao deixar de ser apenas coletor e caçador e passar a produzir seu próprio alimento, talvez o ser humano tenha dado seu mais importante passo sobre a face da Terra. Se antes os homens gastavam todo o seu tempo e preocupação para procurar o que comer, com a agricultura, uns tantos puderam produzir alimento para os demais e com isso sobrou tempo livre para se criarem novas atividades, instrumentos, tecnologias e ainda diferentes formas de organização social. Já a agronomia foi organizada há apenas 200 anos, com a atribuição de estudar cientificamente a agricultura e também abastecer uma sociedade cada vez mais urbanizada. Em menos de dois séculos, a agronomia contribuiu para uma profunda alteração nas formas de produção agrícola. De prática e saber milenares que visavam sustentar a vida humana com produção de alimentos, a agricultura passou a ser um sistema intricado de relações e negócios, que objetiva agora não apenas produzir alimento, mas mercadoria agrícola e lucro. Assim, um saber agrícola acumulado pela experiência vai se transformando na mão da agronomia, através de experimentos, em conhecimento científico - é o engenheiramento do mundo natural.
    Fonte: www.brasilprofissoes.com.br
    Engenharia Agrícola
    Engenharia Agrícola

    O PROFISSIONAL

    Esse profissional tem um perfil parecido com o do agrônomo, ambos gostam da engenharia civil e da agronomia. O que os diferencia é que a agronomia está mais baseada na produção biológica, a engenharia agrícola tem seu enfoque mais para a química e a engenharia.
    Cabe a esse engenheiro o controle de diversos fatores que garantem a qualidade da produção de plantas e animais, planeja e executa obras de manutenção, de drenagem, de combate a erosão do solo; constrói açudes e barragens.
    Também trabalha com a mecanização da agricultura, com a construção de silos, implantação de processos de beneficiamento. Faz o planejamento ambiental das áreas de plantio e de criação de animais, preocupando-se com a deposição de resíduos, a reciclagem de dejetos e a preservação da água.

    O MERCADO DE TRABALHO

    “Esse mercado está crescendo bastante, principalmente no planejamento ambiental. As empresas estão preferindo contratar esse profissional para ocupar o lugar do agrônomo, por seu perfil mais claro. Anos atrás, eram contratados agrônomos e engenheiros mecânicos. Atualmente o engenheiro agrícola está substituindo os dois com a mesma qualidade.
    A procura maior vem dos setores de pré-processamento e armazenamento de produtos agrícolas. Na área ambiental, há um potencial de atuação muito grande. O grande Estado empregador é São Paulo, pois aqui estão as maiores empresas, mas que também atuam em outros estados.”, explica o Prof. José Euclides Paterniani, da Unicamp.
    Hoje, os profissionais também estão atuando como autônomos na orientação de produtores na compra e manutenção de equipamentos.
    O piso salarial da categoria, segundo o Conselho Regional de Engenharia – CREA -, está em torno de seis salários mínimos para seis horas diárias de trabalho mensal.

    O CURSO

    O curso tem a duração média de cinco anos. O currículo é composto pelas disciplinas básicas: matemática, biologia, química, física, informática, hidráulica e construção civil. Entre as disciplinas mais específicas: irrigação e drenagem, mecânica, topografia, controle do impacto ambiental. O estágio é obrigatório.
    Fonte: educaterra.terra.com.br
    Engenharia Agrícola
    São as técnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos agropecuários. O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura. Propõe a adoção de medidas que impeçam a erosão e o esgotamento do solo e a poluição de mananciais. Constrói açudes, barragens, sistemas de irrigação e de drenagem. Trabalha no projeto de máquinas e equipamentos agrícolas e se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades nos setores agropecuário e agroindustrial, para trabalhar em pesquisa, geração e desenvolvimento de sistemas de produção e seus componentes tecnológicos. Atua em todas as etapas do agronegócio, do planejamento da produção à comercialização do produto.

    O mercado de trabalho

    Os avanços tecnológicos, principalmente no que diz respeito à mecanização do processo agrícola, aumentam as chances de continuidade do bom desempenho do setor de agronegócio e, conseqüentemente, do surgimento de mais vagas para o engenheiro agrícola. Com a atual necessidade do uso racional da água, há oferta de empregos no setor de irrigação. Os produtores de soja, café, açúcar, tabaco e sucos de frutas buscam com freqüência os especialistas em tecnologia pós-colheita, com o objetivo de reduzir as perdas. Um dos ramos em que mais cresce a procura por esse profissional é o sucroalcooleiro, embora a oferta de vagas acompanhe a variação do preço da cana. Com a grande produção nacional de grãos, o engenheiro agrícola é requisitado para atuar no campo da logística. Na área ambiental, aumenta a demanda para a avaliação de impactos ambientais, tratamento e disposição de efluentes oriundos da atividade agrícola. E no setor de planejamento e gestão de recursos hídricos, o profissional atua na prestação de serviços e em pesquisas. Na pecuária de exportação, os trabalhadores mais solicitados são os especialistas em planejamento agropecuário e certificação de rastreabilidade da carne, já que toda carne exportada precisa receber o SIF, selo de inspeção federal. O graduado é responsável por atualizar informações como identificação do animal, data de vacinas e estoque do rebanho, nos sistemas de gerenciamento. As vagas para o engenheiro agrícola estão concentradas na iniciativa privada e são mais numerosas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nas áreas irrigadas do Nordeste, como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e no norte de Minas Gerais. Fabricantes de equipamentos agrícolas, como a Case New Holand, AS Brasil, Fabrimar e a John Deere, que exigem do profissional uma especialização em treinamento no setor de máquinas agrícolas, empregam engenheiros do ramo para atuar no desenvolvimento de equipamentos, na venda e na assistência técnica. Em cooperativas agroindustriais, as melhores chances de colocação estão no estado do Paraná.

    O curso

    Nos dois primeiros anos, você recebe sólida formação básica em ciências exatas (cálculo, física e química), do solo (geologia e pedologia, que é o estudo dos solos) e da computação (programação e uso de softwares da área da engenharia como Autocad e Matlab). A partir do terceiro ano, o curso passa a abordar aspectos tecnológicos que darão suporte ao desenvolvimento de projetos e sistemas de produção, tais como técnicas de planejamento e administração, sistemas de produção animal e vegetal, pós-colheita, irrigação e drenagem, máquinas e mecanização agrícola, automação e controle. O currículo possui também uma forte característica ambiental, principalmente no que tange ao uso
    adequado dos recursos hídricos e do solo, atuando na conservação da qualidade da água e do solo, bem como no manejo e tratamento de resíduos líquidos e sólidos gerados pelos processos agrícolas. Na maioria das faculdades, o estágio supervisionado é obrigatório para a conclusão do curso.

    Duração média

    Cinco anos.

    O que você pode fazer

    Construção rural:Projetar e construir estufas, silos, estábulos e outros alojamentos para animais, mantendo as condições ideais de climatização dos ambientes. Eletrificação rural Instalar em propriedades rurais fontes de energia hidráulica, elétrica, solar ou geradas por biogás. Engenharia de águas e solos Construir açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem. Combater a erosão e pesquisar técnicas de conservação do ambiente. Extensão rural e difusão de tecnologia Orientar produtores rurais sobre tecnologias e conhecimentos de produção segundo a capacidade produtiva da propriedade.
    Mecanização agrícola: Projetar e construir equipamentos mecânicos, bem como otimizar sistemas mecanizados para todas as etapas da produção agropecuária. Prestar assistência técnica aos agricultores. Planejamento agropecuário Organizar e gerenciar negócios agropecuários. Fazer previsão de safras e propor métodos para gestão dos recursos naturais. Tecnologia pós-colheita Determinar a embalagem, o armazenamento, o transporte e o beneficiamento das safras. Planejamento agropecuário Organizar e gerenciar negócios agropecuários. Fazer previsão de safras e propor métodos para gestão dos recursos naturais. Tecnologia pós-colheita Determinar a embalagem, o armazenamento, o transporte e o beneficiamento das safras.
    Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

    Dia 14 de novembro é o Dia Nacional da Alfabetização.

    Dia Nacional da Alfabetização

    14 de Novembro

    E AGORA, ESCOLA ?

    Ela me olhou e disse: ‘Encontrei um lindo poema de Fernando Pessoa’. Fiquei contente, porque gosto muito de Fernando Pessoa. Aí ela disse o primeiro verso.
    Fiquei mais contente ainda, porque era um poema que eu conhecia. Ato contínuo, ela abriu o livro e começou a ler. Epa! Senti-me mal. As palavras estavam certas. Mas ela tropeçava, parava onde não devia, não tinha ritmo nem música. Não, aquilo não era Fernando Pessoa, embora as palavras fossem suas.” Rubem Alves Em um mundo onde cobramos a eficiência, a leitura é um dos melhores meios para que se possa adquirir conhecimento. E, até há pouco tempo, a Escola era considerada “o lugar” da aprendizagem por excelência, mas com a vinda de novos tempos, Cinema, Rádio, TV, Computador, o mundo se transformou ampliando os espaços do conhecimento. E, agora Escola?
    Paulo Freire nos diz que o objetivo da Escola é ensinar o aluno a “ler o Mundo”, para poder transformá-lo e não em o professor agir como quem deposita conhecimento em um aluno apenas receptivo, dócil. Assim, a Escola precisa ser um espaço questionador, nada de ser um lugar de “receitas prontas” para se fazer um teste depois. Você concorda?
    Alfabetizar não se trata de um mero processo de transmissão de uma técnica particular (a de ler e escrever), mas, sim, na arte de produzir uma mudança na consciência do educando, onde o conhecimento da leitura é apenas um dos elementos. Ler é a arte de colher idéias, não apenas de decodificar, mas compreender, interpretar e ampliar a sua visão de mundo. O educando precisa criar uma consciência critica de si e de sua realidade.
    O processo de alfabetização, na criança, pode chegar a dois anos. De nada adianta ser um analfabeto funcional que é aquele que lê, mas não interpreta o que lê.
    Nem aquele que é o copista, que apenas copia as formas das letras, sem saber o que significam. Paulo Freire nos diz que “Não basta saber ler que 'Eva viu a uva'. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Temos de pensar é em ações como educação integral, qualificar os professores de alfabetização, pois eles são o princípio de tudo.
    Aprendemos “o gosto” pela leitura: ouvindo o artista interpretar o texto. O intérprete dá vida ao texto, nos faz vibrar de emoção, como diz William Shakespeare no segundo ato de Hamlet: "Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho apaixonado, amolde tanto a sua alma à imaginação que todo se lhe transfigura o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas vertam dos seus olhos, suas palavras tremam, e inteiro o seu organismo se acomode a essa mesma ficção?".
    Tenho a impressão de que, se os jovens não gostam de ler, é porque não tiveram a experiência de ouvir a leitura feita por alguém que tenha sido “possuído” pelo texto. Enfim, precisamos refletir neste Dia Nacional da Alfabetização, pois, a informação só tem valor quando se transforma em conhecimento e o conhecimento só tem valor quando aquilo que aprendemos nos ajuda a resolver situações da vida real...
    Tornam-se necessários "concertos de leitura" para seduzir os ouvintes à beleza da leitura. Não custam nada. Uma única coisa é necessária: o artista, o intérprete... Acho que todo mundo se sentiria seduzido pela leitura, ao ouvir textos de Adélia Prado, Rubem Alves, Gabriel García Marquez...
    Então podemos finalizar dizendo como Paulo Freire: “A Educação não muda o mundo... A educação muda as pessoas... As pessoas é que mudam o mundo.”
    LETÍCIA BRASILIENSE
    Fonte: www.santoafonsorj.org.br
    Dia Nacional da Alfabetização

    14 de Novembro

    Dia 14 de novembro é o Dia Nacional da Alfabetização.
    Quer dizer, dia da alfabetização, de alfabetizar, é todo dia, mas este tipo de comemoração ajuda a lembrar da importância do tema e pode marcar novos compromissos pela causa!
    Sabemos que o Brasil vem melhorando neste quesito, porém ainda estamos longe do que queremos e esperamos para o nosso futuro.
    “Toda criança alfabetizada até os 8 anos” essa é a meta 2 do movimento Todos Pela Educação, e quando dizemos “toda”, queremos dizer 100%, em todo o País.
    Fonte: www.euvocetodospelaeducacao.org.br
    Dia Nacional da Alfabetização

    14 de Novembro

    Pelo decreto 59.452, de 3/XI/66, o Sr. Presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco determinou que, todos os anos, na data de l4 de novembro, sejam promovidas solenidades de cunho oficial caracterizando o transcurso do Dia Nacional de Alfabetização.
    O alto objetivo desse Decreto foi o de motivar a opinião pública e despertar a consciência dos brasileiros para o problema do analfabetismo.
    A data de 14 de novembro foi a escolhida porque revive o aniversário da criação do antigo Ministério de Educação e Saúde (hoje Ministério da Educação e Cultura), marco que assinala, em nossa História, a primeira e definitiva afirmação da importância primacial do homem brasileiro e das responsabilidades inalienáveis do Estado no atendimento das suas necessidades e em promover a sua valorização.
    O Decreto Presidencial que institui o Dia Naciona l d a Alfabetização buscou vincular-se, por outro lado, ao momento histórico em que transcorreria, em Paris, a 20 reunião geral da UNESCO, o benemérito organismo da ONU que se incumbe dos problemas de Educação e Cultura, cujo programa de congraçamento dos povos e Nações em torno desses dois altos objetivos dos quais a meta primordial é a luta contra o analfabetismo, alinhou o Brasil, desde a primeira hora de sua criação, entre os primeiros países que responderam de forma positiva ao generoso apelo.
    Fonte: www.sema.edu.br
    Dia Nacional da Alfabetização

    Decreto nº 59.452, de 3 de Novembro de 1966

    Institui o Dia Nacional da Alfabetização.
    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, nº I, da Constituição Federal,
    DECRETA:
         Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional da Alfabetização, que será celebrado anualmente em todo o território nacional a 14 de novembro, data do Decreto nº 19.402, de 1930, que criou o atual Ministério da Educação e Cultura.
         Art. 2º O Dia Nacional da Alfabetização será condignamente comemorado, através de Palestras e atos solenes, em todos os estabelecimentos públicos e particulares de ensino e pelos órgãos e entidades culturais de todo o país.
         Art. 3º Êste decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
    Brasília, 3 de novembro de 1966; 145º da Independência e 78º da República.
    H.CASTELLO BRANCO
    Guilherme Canedo Magalhães
    Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de 08/11/1966
    Fonte: www2.camara.leg.br

    sexta-feira, 8 de novembro de 2013

    Maiores do mundo: VW ultrapassa a Toyota em setembro.

    Os dados do mercado automotivo global da consultoria automotiva JATO Dynamics mostram que, em setembro de 2013, a Volkswagen ultrapassou a Toyota e subiu para a primeira colocação no ranking mundial de vendas. A Toyota, em segundo lugar do mês, registrou alta nas vendas de 4,34% se comparado ao mesmo mês de 2012. A Ford e Nissan também apresentaram resultados positivos com crescimento de 12,71% e 17,06% em setembro.
    O gráfico abaixo mostra o ranking de vendas globais em setembro de 2013, com a montadora alemã tendo vendido, em âmbito global, 527.805 carros, superando a Toyota, que vendeu 522.881 veículos. A Ford ficou com a terceira posição no mês, com 468.162 carros, seguida da Nissan, em quarto lugar, com 358.604 veículos e Chevrolet, com 329.770 carros, na quinta posição.
    Toyota mantém a liderança no acumulado Janeiro-Setembro/2013
    É importante considerar que, quando se computa o total acumulado de vendas entre janeiro e setembro de 2013, a gigante nipônica Toyota mantém-se como maior montadora do planeta em termos de vendas, com 4,76 milhões de carros vendidos, contra 4,39 milhões de comercializados pela Volkswagen.
    O gráfico mostra também que a Toyota observa um retração 1,11% em suas vendas globais em 2013 quando comparado com o mesmo período de 2012, enquanto a VW subiu 5,79%. As maiores variações ficaram com a Ford, com 11,27% de crescimento em 2013, seguida da Hyundai, com 10,61%.
    FONTE:

    Peugeot 301 será vendido na América do Sul .

    Sedã ainda não está confirmado para o Brasil.
    A Peugeot venderá o 301 na América do Sul. Em um primeiro momento, o sedã de baixo custo será oferecido na Argentina, Chile, México e Uruguai, segundo disse o CEO da marca, Maxime Picat, à agência de notícias Automotive News Europe.
    Embora ainda não tenha confirmado sua venda no Brasil, o 301 pode desembarcar por aqui. Sua chegada recolocaria a Peugeot de forma competitiva no segmento de sedãs compactos, enfrentando modelos como Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Nissan Versa e o novo Renault Logan, este último recém-lançado no mercado nacional. O fato de o 301 compartilhar plataforma com modelos como 208, C3 e DS3 também facilitaria sua produção local.
    Por enquanto, de acordo com o site Argentina Autoblog, sabe-se que o carro será oferecido com o motor 1.6 de 16 válvulas, que entrega 115 cv somente com gasolina – não há opção flex fora do Brasil. Na Argentina, o 301 será vendido por entre 40 mil e 45 mil reais.
    Texto:Vitor Matsubara / Fotos: Divulgação / 
    Fonte: Quatro Rodas

    A vereda pedagógica do sertão...


    A visão pedagógica embutida na narrativa de Grande Sertão: Veredas, um dos clássicos de Guimarães Rosa mais citados pelos leitores, passa pela sabedoria prudencial e pelo aprendizado de vida que caracteriza os romances de formação
    Por Alfredo Monte
    É um fenômeno digno de atenção o fato de que mesmo pessoas que não o leram, conhecem e citam trechos de Grande Sertão: Veredas (um exemplo assaz citado: “o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam…”). Para aqueles que o leram decerto é uma fonte inesgotável.
    Podemos, então, encarar o romance de Guimarães Rosa como um “Livro de Sabedoria”, do qual extraímos “ensinamentos”? Isso não equivaleria a enquadrá-lo no território perigoso da “autoajuda”, área lucrativa do mercado editorial, que se dedica a fornecer receitas fast food de como viver melhor, de como aceitar os próprios erros e limites, de como saber envelhecer, e um vasto etc.?
    Ora, esse filão é apenas a feição atual de uma prática que acompanha o próprio ato de escrever. Cícero (106-43 a.C) já praticava o gênero nos seus tratados sobre a velhice, a amizade, os deveres: “Ao realizar qualquer atividade, três normas são necessárias: que o apetite obedeça à razão; que se considere de que monta seja o projeto a ser executado a fim de não exceder nem diminuir o empenho; finalmente, cuidar que os esforços, quer em relação aos outros, quer em relação a nós, sejam moderados” (Dos Deveres).
    Por sua vez, Harold Bloom em Onde encontrar a sabedoria? (2004) afirma: “Recorro a três critérios em relação ao que leio e ensino: esplendor estético, força intelectual e sapiência… A mente sempre volta às suas necessidades de beleza, verdade e discernimento (…) os maiores escritores, antigos e modernos, produzem equilíbrios (ainda que precários) que permitem a coexistência da sabedoria prudencial e de certas insinuações de esperança.”
    A “sabedoria prudencial” (que encontramos nos chamados livros sapenciais da Bíblia, entre eles Provérbios e o Eclesiastes), fatalista e até mesmo pessimista, e as “insinuações de esperança”: no intervalo entre as duas posições extremas do pêndulo, talvez possamos encontrar o diferencial com relação a um texto de autoajuda banal, com uma mensagem unívoca e inócua, de um texto literário que opera com o aprendizado do viver.
    Onde encontrar a sabedoria? Em Grande Sertão: Veredas: “Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo.”

    Leitura de formação

    “Figuro que estava em meu são juízo. Só que andava às tortas, num lavarinto.” Entre tantas leituras críticas (linguísticas, metafísicas, místicas, históricas, sociológicas, psicanalíticas, alegóricas) desde a publicação em 1956, todas plausíveis e pertinentes, muitas delas fascinantes, um aspecto crucial parece ter se perdido um pouco, ou pelo menos não veio à tona com o destaque merecido: a vereda pedagógica de Grande Sertão: Veredas.

    Há uma filiação literária a que se prende uma boa porção da história de Riobaldo que nos ajuda a entender esse lastro pedagógico: o romance de formação, narrativa que trata da educação de um protagonista. Como afirmava György Lukács no seu clássico A teoria do romance (em que estuda a transformação da epopeia num novo gênero), de 1916, existe um “mau infinito” com relação à nossa percepção existencial: a experiência da vida é por demais fragmentária e dispersa para nos fornecer uma imagem da vida. Assim, o biográfico que preside o romance de formação é o fio-guia no “lavarinto”.

    As leis desse tipo de romance foram estabelecidas por Goethe nos livros que tratam do personagem

    Wilhelm Meister (no Brasil, só foi publicado Os anos de aprendizado, de 1795, permanecendo inédito Os anos de peregrinação, de 1821).

    Ao falarmos de uma “pedagogia” embutida na narrativa de Grande Sertão: Veredas, uma questão importante emerge: já que o romance é a “fala” incessante de Riobaldo, podemos identificar nela algo como o “pensamento” de Guimarães Rosa? Numa entrevista famosa a Günter Lorenz, em 1965, ele chama o narrador-protagonista de “meu irmão Riobaldo”, o que vai de encontro ao que Antônio Cândido (em “Jagunços mineiros de Cláudio a Guimarães Rosa”, um dos Vários Escritos) afirma sobre o jagunço-pensador; para ele, ninguém se reconhece em tipos criados pelo nosso regionalismo literário, por mais admiráveis que sejam como criação ficcional: “No entanto, todos nós somos Riobaldo, que transcende o cunho particular do documento para encarnar os problemas comuns da nossa humanidade, num sertão que é também o nosso espaço de vida. Se o sertão é o mundo, como diz ele a certa altura do livro, não é menos certo que o jagunço somos nós.”

    Pois é, se o leitor cita o livro, sente que é Riobaldo, sente que o sertão está dentro dele, é porque a leitura nos ensina algo, mesmo porque é difícil imaginar alguém cuja projeção fantasiosa da existência não roce as noções de aventura e jornada, ambas permeadas pela crucial noção de destino: “Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes na minha vida acontece. Eu atravesso as coisas – e no meio da travessa não vejo! – só estava entretido na ideia dos lugares de saída e de chegada.”

    Nesse ponto também o romance imita a vida, o seu “mau infinito”: o conhecimento ou sabedoria que ele nos proporciona está entranhado no próprio relato. Se tentarmos descobrir qual a sabedoria proporcionada por Grande Sertão: Veredas, “nos centros da nossa confusão”, não dá para deixar de lado a travessia do ser de ação Riobaldo para ficarmos só com o lado do ser da reflexão.

    Experiência ordenada

    No entanto, podemos explorar a vereda pedagógica em Grande Sertão: Veredas numa direção mais definida. Professores podem propor aos alunos a história de Riobaldo como uma das mais cabais demonstrações práticas de como a literatura ajuda a ordenar a experiência (como diz Clarice Lispector em A maçã no escuro: “organizar a alma em linguagem”), mesmo se reportando aos elementos caóticos, violentos e desagregadores que estão na base dos nossos conflitos. De fato, o tempo todo Riobaldo acredita que o ato de narrar organiza e dá sentido aos seus conflitos e dilemas, as suas “neblinas”: “Narrei ao senhor. No que narrei, o senhor talvez até ache mais do que eu, a minha verdade.”

    Um professor que deseje explicar o paradigmático mito platônico da Caverna (que aparece em A República, uma das bases do pensamento ocidental), simbolizando as projeções ilusórias do ser humano, enriquecerá a discussão com a formulação moderna e brilhante de Riobaldo, dentro da sua peculiar “fala”: “Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar—era uma só coisa – a inteira – cujo significado vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver – e essa pauta cada um tem – mas a gente mesmo, no comum, não sabe como encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber: Mas esse norteado tem. Tem que ter. Se não, a vida de todos ficava sempre o confuso dessa doideira que é (…) Aquilo está no encoberto; mas fora dessa consequência, tudo o que eu fizer, o que o senhor fizer, o que o beltrano fizer, ou deixar de fazer, fica sendo o falso, e é o errado…”.
    E o que não poderia fazer um professor ao estudar com seus alunos a psicologia de um personagem que, na hora mesma de fazer o pacto com o demo, não chega a ser visto? A consequência dessa noite em claro nas Veredas-Mortas é ele assumir a chefia do bando de jagunços, tarefa para a qual se mostrava recalcitrante: “… eu tinha comparecido ali. E, o que era que eu queria? Ah, acho que não queria mais nada, de tanto que eu queria só tudo. Uma coisa, a certa, esta coisa: eu somente queria – ficar sendo…”.

    Uma discussão sobre individuação pode levar ao papel do herói no sentido do mito, da epopeia, e da visão crítica da época burguesa que nos deu o anti-herói: aquele que é portador do sentido que dá coesão a uma comunidade; aquele que esbarra no sem-sentido das instituições petrificadas. Aquele para quem “toda ação é somente um traje bem-talhado da alma”; aquele para o qual a ação é emperrada pelo espetáculo do inautêntico (Lukács).
    Ou seja, esse jagunço pode apontar em direção ao remoto, ao arcaico, e suas noções grandiosas, e igualmente para o horizonte à nossa volta, nosso comezinho viver cotidiano:
    “…se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar – é todos contra os acasos.”
    FONTE:

    Decreto permite migração de rádio AM para a faixa FM.

    Associação estima que 90% das 1.784 emissoras AM farão a mudança, para que sejam ouvidas também por celular
    REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL
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    Torre de telecomunicações (Foto: SXC)
    No Dia do Radialista, comemorado nesta quinta-feira (7), a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que permite a migração das rádios AM para a faixa FM. O decreto atende a um pleito do setor, preocupado com o aumento dos níveis de interferência. No discurso, Dilma disse que as rádios AM são um patrimônio do país e que o Estado deve dar as condições para que elas continuem prestando serviços e se adaptando. 
    A presidente também relembrou programas da Rádio Nacional que ouvia na infância, de vozes e artistas que fizeram sucesso no veículo de comunicação. Antes da cerimônia, na conta no Twitter, Dilma escreveu que a migração das rádios AM para FM significará mais qualidade de transmissão com menos ruídos e interferências, permitindo às emissoras de rádio ampliar a audiência. 
    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) estima que 90% das 1.784 emissoras AM passem a operar na faixa FM. “Nessa frequência, as rádios ganharão qualidade de áudio e de conteúdo, competitividade e alcance por meio de telefones celulares”, disse a associação. Segundo o presidente da Abert, Daniel Slavieiro, “a assinatura do decreto é o fato mais relevante para o rádio AM nos últimos 50 anos”. Segundo ele, o custo da migração para as rádios, na compra de equipamentos, será de aproximadamente R$ 100 milhões.
    Slavieiro explicou por que migrar para a faixa FM em vez de partir direto para a rádio digital. “Por muito tempo acreditamos que a solução seria a digitalização, mas os testes demonstraram que as dificuldades no AM digital são similares às no analógico”, disse, acrescentando ainda a importância da presença nos dispositivos móveis, cada vez mais populares entre a população. “Somente transmitindo na faixa de FM que seremos sintonizados pelos mais de 160 milhões de aparelhos celulares que têm rádio, sem custo algum para o usuário. Essa é a importância da medida.”
    O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que os interessados na migração poderão protocolar requerimento no ministério a partir de 1º de janeiro de 2014. Quem quiser se manter na AM poderá manifestar interesse em ampliar a cobertura nessa faixa. “Para a migração, a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fará estudos de viabilidade técnica com vistas a verificar se a inclusão de um novo canal é possível”, afirmou o ministro.
    Segundo Bernardo, durante um certo tempo será permitido que as rádios transmitam em AM e FM, para que haja a migração da audiência “sem sobressaltos”. “Na hipótese de não haver canal de rádio FM disponível na localidade, serão usadas as frequências ocupadas atualmente pelos canais 5 e 6 de televisão, após finalizado o processo de digitalização da televisão”, disse. 
    AC
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