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quarta-feira, 1 de junho de 2016

3 coisas que todos pensavam estar na Bíblia, mas não estão

3 coisas que todos pensavam estar na Bíblia, mas não estão

Todo mundo conhece a Bíblia — afinal, ela é o livro mais famoso da História, assim como o vendido e o mais roubado no mundo, e existem traduções dela em mais de 2,4 mil línguas. No entanto, são poucos os que realmente conhecem a Bíblia e o seu conteúdo profundamente.


Tanto que não faltam mal-entendidos com respeito aos textos e às suas interpretações, e, como você verá a seguir, inúmeras coisas que muita gente pensa estar nas Sagradas Escrituras não estão!


1 – O Purgatório
Basicamente, a ideia é de que os bons vão para o céu, os maus para o inferno e os “mais ou menos” vão passar uma temporada no Purgatório para purificar suas almas — ou não — antes de serem despachados para o “andar de cima” ou para o “de baixo”. No entanto, embora esse lugarzinho sombrio seja pra lá de popular entre os seguidores do catolicismo, na Bíblia não existe nenhuma descrição literal sobre ele.


Na realidade, a existência do purgatório foi introduzida no século 15 pelo Concílio de Florença e foi sugerida como forma de explicar aos fiéis o que acontece com aqueles que morrem e não se qualificam imediatamente para ir para o paraíso — ou para o inferno — porque, apesar de terem sido boas pessoas, eles precisam ser submetidos a um período de punição para se livrar de todos os pecados que cometeram em vida.


Além disso, a Bíblia não trata da questão de para onde foram as almas das pessoas bondosas que perderam suas vidas antes de Cristo, nem do que acontece com os bebês que falecem antes do batismo. Nesse caso, existe ainda o conceito de Limbo, que seria o lugar que abriga essas almas “perdidas” — e ele também surgiu após a Bíblia ser escrita.


2 – Maria Madalena como prostituta
Quem nunca ouviu a história de Maria Madalena, a prostituta que encontrou Jesus e, após se arrepender de seus pecados, pediu perdão e se tornou uma de suas mais fiéis seguidoras? Ela é um dos mais famosos personagens bíblicos e, segundo muitos acreditam (especialmente os que leram “O Código Da Vinci” de Dan Brown), Maria Madalena foi o único apóstolo mulher e favorita de Cristo — e inclusive existem rumores de que eles teriam se casado e até tido filhos juntos.


Entretanto, apesar de Maria Madalena aparecer na Bíblia como sendo uma discípula — disso não restam duvidas, o nome dela está lá! —, em nenhum lugar está escrito que ela foi a única, muito menos que era prostituta. Aparentemente, essa história surgiu depois que a pobre mulher começou a ser confundida com outras personagens bíblicas que também se chamavam Maria. E, como você deve saber, não faltam Marias nas Sagradas Escrituras!


Uma das teorias é que, por conta de tantos personagens com o mesmo nome — sem falar das muitas mulheres não identificadas que aparecem na Bíblia —, Maria acabou se transformando em um emaranhado de todas elas. E, para complicar ainda mais a situação, o Papa Gregório I declarou que Maria Madalena era a mesma mulher que todas as demais chamadas Maria que aparecem nas sagradas escrituras, exceto pela mãe de Jesus.


Revendo as evidências da Bíblia, fica claro que Maria Madalena é identificada como pecadora — mas os textos não especificam que, com “pecadora”, se referem a ela como prostituta. Foram os fiéis quem fizeram essa dedução. E por que a Igreja teria deixado que ela ficasse conhecida dessa forma? Alguns estudiosos acreditam que isso ocorreu porque a instituição queria usar as poucas e confusas “sugestões” sobre Maria Madalena para manter as mulheres fora do clero.


3 – Os Sete Pecados Capitais
Gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba. Todo mundo já ouviu falar a respeito dos sete pecados capitais, ou seja, as piores transgressões que podemos cometer. No entanto, apesar de eles serem superfamosos — e tão conhecidos como os Dez Mandamentos —, em sua forma atual, eles não se encontram na Bíblia. Pode procurar, se você quiser!


Se você parar para pensar, os sete pecados consistem em condições humanas bem comuns — e difíceis de evitar —, e essa classificação de “vícios” (por assim dizer), surgiu antes do cristianismo. A listinha foi tomada emprestada pela Igreja Católica durante a Idade Média e levemente reformulada para que ela pudesse ser utilizada com o objetivo de proteger, educar e controlar os fiéis.


Assim, primeiro, no século 4, o teólogo e monge grego Evágrio do Ponto apresentou uma lista contendo oito pecados (gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, orgulho e vanglória) e, mais tarde, no século 6, o Papa Gregório I definiu uma nova classificação, que consistia em sete crimes — orgulho, inveja, ira, indolência, avareza, gula e luxúria.


Depois, no século 13, Tomás de Aquino propôs que a transgressão da melancolia fosse substituída pela preguiça, e foi então que a lista tomou a forma como conhecemos hoje em dia. Mas os sete pecados só foram se tornar famosos pra valer depois da publicação da “Divina Comédia” de Dante, que divide o inferno em sete círculos que correspondem aos crimes capitais.


Vale mencionar ainda que o Papa Bento XVI sugeriu a inclusão de sete pecados modernos, que seriam: a pressa, a manipulação genética, ser muito rico, usar drogas, causar injustiça social, interferir no meio ambiente e causar a pobreza.


Fonte: Mega Curioso