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sábado, 21 de outubro de 2017

Ervas

Desde o início da civilização, as plantas sempre exerceram um papel fundamental na vida do homem. Além de alimentar, certamente a mais importante de suas funções, as plantas servem como temperos e como “remédios”. Na sua forma de medicamento, as plantas ou ervas podem ser empregadas na produção de drogas, que passam por controle de órgãos oficiais. Ou na forma de chás ou pomadas, seguindo as tradições das nossas avós, das nossas benzedeiras, nossos índios e ancestrais.
Saber que as plantas estão ao alcance da mão só aumenta o prazer de caprichar nos pratos e nas receitas, por mais simples que sejam. Cozinhar e comer com prazer são sentimentos tão importantes quanto selecionar corretamente nossos cardápios.
As plantas têm enorme capacidade de interferir no bem-estar do nosso organismo. Uma de suas propriedades é a de servir como temperos.
Alecrim: condimento usado para dar sabor a sopas, batatas e carnes bovinas e equilibrar o gosto forte de outras (cabrito, porco, ovelha, frango). É composição obrigatória de vinha d’alhos e marinadas. Seu uso medicinal é eficiente contra gases intestinais, problemas hepáticos, indigestão, escassez de biles, falta de apetite, nervosismo, fadiga corporal e aftas;
Cebolinhas: cortadas em rodelinhas finas, acrescentam um delicioso sabor às saladas, pratos com ovos e com queijos frescais, sopas e molhos. São excelentes auxiliares nos tratamentos contra problemas de circulação;
Coentro: suas folhas são utilizadas para temperar peixes, caranguejos e outros frutos do mar. Suas sementes esféricas servem para aromatizar marinadas, vinagres e para a preparação de licores. Tem poder estimulante da digestão e é usado contra gases, cólicas abdominais e enjoos;
Hortelã: utilizada em carnes de carneiro, saladas, quibes, molhos, sucos, balas, drinques e licores. É indicada no tratamento de gripes, resfriados, cólicas, flatulência, vermes, distúrbios digestivos e náuseas;
Louro: usado em feijão, peixes (indispensável no escabeche) e carnes fritas, como componente do ramo de cheiros de algumas marinadas ou molhos. Aconselha-se o seu consumo moderado; pode ser tóxico para o fígado. É auxiliar no tratamento da inapetência, flatulência, fraqueza orgânica, má digestão, nevralgia e fraqueza muscular;
Manjericão: conhecido também como basilicão, é muito usado em molhos vermelhos e no famoso pesto. O tomate é seu par perfeito para molhos, saladas e petiscos. Serve para condimentar carnes, peixes, sopas, saladas, vinagre e azeite. É excelente tônico, antisséptico, diurético, antiflatulento e antiespasmódicos;
Manjerona: é ótima para temperar carnes (frango, porco, cabrito), feijões, molhos, pizzas, vinagre, azeite, saladas. É bom digestivo. Previne gases, abre o apetite, combate gripes, resfriados e tosses catarrais. É um bom tônico para os nervos, reumatismo e afecções da pele;
Orégano: dá um toque muito especial a pizzas, saladas, pratos com queijo que vão ao forno, saladas e carnes. Serve para prevenir e combater a má digestão, azia, arrotos, enjoos, flatulência e falta de apetite;
Salsa: é recomendada para sopas, carnes, saladas, feijões, peixes, molhos, ramos de cheiro, verduras e omeletes. Como digestivo, evita a excessiva formação de gases;
Sálvia: muito apreciada no tempero de frangos e galetos, bem como de caças. Algumas carnes assadas, ensopadas ou guisados, vão muito bem com este tempero. É também usada para aliviar problemas de má digestão, gastrite, debilidade estomacal, gases, enxaquecas, aftas;
Tomilho: erva aromática picante, é uma das plantas essenciais nos ramos de cheiro. Suas folhas frescas ou secas são recomendadas para o tempero de sopas, legumes, saladas, pratos de peixe, carne suína, bovina, aves. É indicado como calmante e para auxiliar a digestão, aliviar azia, flatulência. 


As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Salgado, JM. Alimentos Inteligentes: saiba como obter mais saúde por meio da alimentação. 2.ed. São Paulo: Prestígio, 2005.
Stürmer, JS. Reeducação alimentar: qualidade de vida, emagrecimento e manutenção da saúde. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

Semente de Abóbora

Benefícios em consumir a semente de abóbora: 
- Fornecem minerais como o fósforo, magnésio, manganês, ferro, cobre e zinco. 
- São uma boa fonte de vitamina K e B6.
- Fortalece o sistema imunológico porque é rica em ácidos graxos poli-insaturados, como ácido linoleico e linolênico, além das vitaminas E e A.
- Contém fitoesteróis que ajudam a baixar o colesterol.
- Melhora o trânsito intestinal porque é rica em fibras.
- Favorece a circulação sanguínea.
- Contém magnésio e triptofano, que são precursores dos hormônios serotonina e melatonina, elementos que ajudam a relaxar, a sentir boa disposição e auxiliam no combate à depressão.
- Contém um valor proteico considerável.
- São as sementes mais alcalinizantes, são anti-inflamatórias e antioxidantes, além de anti-hipertensivas e protegem o coração. 
- Tem efeito benéfico na saúde da próstata.
Como consumir e preparar a semente de abóbora:
Para preservar as gorduras saudáveis presentes nas sementes, as sementes de abóbora devem ser consumidas cruas. Se você optar por comprar as sementes a granel, certifique-se de elas estejam frescas – e não mofadas, estragadas ou velhas, indicando ranço ou a presença de microtoxinas fúngicas. As sementes de abóbora orgânicas são melhores, pois não estão contaminadas com pesticidas ou outros produtos químicos prejudiciais.
Se preferir comer as sementes torradas, faça você mesmo para que possa controlar a temperatura e o tempo de torrefação. As sementes de abóbora cruas podem ser torradas em fogo baixo no forno (não mais do que 75 graus Celsius), salpicadas com sal do Himalaia ou outro sal natural, por cerca de 15-20 minutos. 


Pode-se consumi-las:
·      Inteiras para comer de petiscos: Coloque 200g de sementes de abóbora em uma forma, salpique um pouquinho de sal e pedacinhos de alho e deixe assar até dourar. Guarde em um pote de vidro e consuma ao longo da semana.
·         Adicione as sementes de abóbora a um prato de verduras salteadas.
·         Polvilhe por cima da salada verde mista.
·         Moa as sementes de abóbora com alho fresco, salsa e folhas de coentro. Misture com azeite de oliva e suco de limão para um saboroso molho para saladas.
·         Adicione as sementes de abóbora picadas ao seu cereal da manhã.
·         Use como crosta:
Misture as sementes de abóbora com outras, como a de linhaça, gergelim e girassol, e colocá-las integralmente ou processadas em volta dos alimentos, que podem ser carnes vermelhas, frangos e peixes. Com uma textura mais fina, também é possível empanar estes alimentos.
·         Use como Pesto:
Pesto de semente de abóbora

– 1 xícara de sementes de abóbora
– 4 colheres (sopa) de azeite (ou mais)
– 1 xícara de manjericão fresco
– 1 colher (sopa) de sumo de limão
– 2 colheres (sopa) de água (ou mais)
– 1/2 dente de alho
– 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
– Sal a gosto
Torre as sementes de abóbora em uma frigideira até ficarem douradas. Depois, coloque-as no processador com os outros ingredientes. Pulse até triturar (depende da textura que desejar) e acrescente azeite de oliva até atingir a consistência desejada.
Quanto consumir
Pode-se consumir de 1 a 2 colheres de sopa de semente de abóbora por dia.
Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964
Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo
Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)
Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP
Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget
Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

http://benvenutri.blogspot.com.br/2017/07/semente-de-abobora.html

Agrotóxico e Autismo

Casos de Distúrbios do espectro do autismo (ASDs) vem aumentando em muitas partes do mundo e muitos casos são atribuídos a exposições ambientais. Resultados replicados conclusivos ainda têm de aparecer em qualquer exposição específica; no entanto, evidências sugerem exposições a pesticidas ainda na gestação são fortes candidatos. Como vários processos de desenvolvimento estão implicados no desenvolvimento de ASDs durante a gestação e início da vida, a plausibilidade biológica mais provável é que estes agentes podem afetar aspectos fisiopatológicos fundamentais.
Um corpo pequeno, mas crescente da literatura relata associação entre exposição a pesticidas durante a gravidez e as características de transtornos do espectro autista (ASD) ou diagnóstico de autismo real. Um estudo publicado no Environmental Health Perspectives aumenta o peso desta evidência, relatando um aumento do risco de diagnóstico de ASD nas crianças cujas mães viviam durante a gravidez perto dos campos onde foram aplicados pesticidas.
Um estudo de caso-controle, lançado em 2003, incluiu 486 crianças diagnosticadas com um ASD, 168 diagnosticado com atraso no desenvolvimento, e 316 crianças autistas com riscos ambientais e genéticos (CHARGE). Os pesquisadores avaliaram época e extensão das aplicações de pesticidas em 1,75 km da residência de cada mãe de 3 meses antes da concepção. Estes dados vieram de California’s Pesticide Use Report, que desde 1990 tem documentado aplicações de pesticidas em campos agrícolas, campos de golfe, cemitérios e outros locais.
O estudo examinou a associação entre o período pré-natal e a proximidade aos campos onde organofosforado, piretroide, ou carbamatos foram aplicados e posteriormente o diagnóstico de transtornos de neurodesenvolvimento, incluindo ASDs e atrasos de desenvolvimento. Os autores encontraram as associações mais fortes entre ASDs e aplicação de organofosfatos não especificados durante o terceiro trimestre, bem como um organofosforado específico, clorpirifos, durante o segundo trimestre. Eles também relatam associação estatisticamente significativa entre ASDs e aplicação piretroide tanto na pré-concepção e durante o terceiro trimestre, bem como uma associação entre a aplicação carbamato e atraso no desenvolvimento, embora esta estimativa fosse baseada em um pequeno número de casos. 


Em outro estudo publicado no Journal of Environmental and Public Health em 2015, teve como objetivo determinar se os produtos químicos orgânicos (pesticidas, plásticos ou medicamentos) detectados anteriormente em uma amostra de crianças com desenvolvimento típico poderia ser detectado em uma amostra de dentes de crianças com autismo. Oitenta e três dentes decíduos de crianças com transtornos do espectro do autismo (ASD) foram escolhidos a partir do repositório de dente. Foi encontrado metabolitos do inseticida organofosforado TCPy e Impy em 71 dentes.
A exposição pré-natal aos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, pesticidas, fumo, fitalatos diéster, e éteres difenil-polibromados estão ligados ao crescimento fetal reduzido e problemas de desenvolvimento em crianças pequenas. Da mesma forma, estudos anteriores relatam uma ligação entre a exposição intrauterina a pesticidas organoclorados e neurodesenvolvimento prejudicado na infância, existindo também evidências emergentes de consequências neurocomportamentais para lactentes e crianças que foram expostas a níveis ainda mais baixos de pesticidas. Tomados em conjunto, estes estudos sugerem que existem vários produtos químicos que podem estar associados a um maior risco de ASD.
Uma variedade de modelos animais tem sido desenvolvida para ajudar na compreensão dos mecanismos que pode induzir a uma ou várias das características nucleares do autismo. GABA é conhecido por regular muitos aspectos da proliferação de células estaminais neurais, diferenciação, migração, e alongamento. Por causa de déficits observados no comportamento social e exploratório, o rato com deficiência de receptores do gene GABA-β3 tem sido sugerida como um modelo animal de transtorno do espectro do autismo.
As perturbações do sistema GABA (Gamma-AminoButyric Acid) têm sido relatados para ser associado ao autismo em estudos de densidade do receptor a partir de tecido cerebral, bem como em estudos de associação genética. Em ratos, a exposição pré-natal aos pesticidas dieldrin, OC e lindano reduz a capacidade de ligação do receptor GABAA no tronco cerebral.
Em outro estudo com ratos, a exposição pré-natal ao dieldrin promoveu alteração na expressão de mRNA e composição de subunidades dos receptores GABA.
Os resultados obtidos em culturas neuronais corticais in vitro têm mostrado que os pesticidas endosulfan e OC estão relacionados com o aumento da fosforilação de Akt, um efeito mediado pela ativação de RpE, e para ativar a ERK1/2 através de um mecanismo que envolve a GABAA e receptores de glutamato. Nos seres humanos, a capacidade diminuída para se ligar a GABA contribui para o tônus muscular pobre, o que é observado em mais de metade das pessoas com autismo, e induz estados hiperexcitáveis como pode ser visto no tratamento da epilepsia, um comorbidade em cerca de 20% dos casos de autismo.
Os pesticidas são compostos de um produto principal, ingredientes inertes, e em alguns casos, agonistas que aumentam a funcionalidade do composto de origem, e todos estes ingredientes podem ser degradados a metabólitos que também se distribuem por todo o corpo.
Embora os pesticidas sejam um contribuinte biologicamente plausível para o autismo, pesquisas em várias áreas críticas são necessárias para entender as consequências cognitivas e comportamentais de exposição gestacional em seres humanos.
Embora tenha sido descrito vários caminhos possíveis por que a exposição a pesticidas podem influenciar o autismo, a escassez de estudos sobre grandes grupos ocupacionais e de gravidez com a avaliação da exposição adequada impede nossa compreensão de:
a) se os pesticidas são consistentemente associados com o risco de autismo;
b em caso afirmativo, que pesticidas e compostos desses componentes pode realmente contribuir para o risco de autismo.
Há a hipótese de que a nossa exposição a produtos químicos que não tenham sido devidamente testados para a neurotoxicidade levou ao desenvolvimento de uma pandemia silenciosa. Mais pesquisas são necessárias para fornecer evidências que podem levar à redução ou eliminação desses riscos potencialmente prejudiciais através de alterações na política de regulamentação, comportamento do consumidor, ou escolhas alimentares.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Aldrige, JE; Meyer, A; Seidler, FJ; Slotkin, A. “Developmental exposure to terbutaline and chlorpyrifos: pharmacotherapy of preterm labor and an environmental neurotoxicant converge on serotonergic systems in neonatal rat brain regions,” Toxicology and Applied Pharmacology, vol. 203, no. 2, pp. 132–144, 2005.
Engel, SM; Wetmur, J; Chen, J. et al., “Prenatal exposure to organophosphates, paraoxonase 1, and cognitive development in childhood,” Environmental Health Perspectives, vol. 119, no. 8, pp. 1182–1188, 2011.
Eskenazi, B; Rosas, LG; Marks, AR. et al., “Pesticide toxicity and the developing brain,” Basic and Clinical Pharmacology and Toxicology, vol. 102, no. 2, pp. 228–236, 2008.
Herbstman, JB; Sjodin, A; Kurzon, M. et al., “Prenatal expo- ¨ sure to PBDEs and neurodevelopment,” Environmental Health Perspectives, vol. 118, no. 5, pp. 712–719, 2010.
Lyall, K; Schmidt, RJ; Hertz-Picciotto, I.“Maternal lifestyle and environmental risk factors for autism spectrum disorders,” International Journal of Epidemiology, vol. 43, no. 2, Article ID dyt282, pp. 443–464, 2014.
Meuer, MC; Rocha, GDW. Agrotóxico e Autismo. Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoapp.com.br Acessado em: 01/07/2017.
Perera, FP; Rauh, V; Whyatt, RMF. et al., “A summary of recent findings on birth outcomes and developmental effects of prenatal ETS, PAH, and pesticide exposures,” NeuroToxicology, vol. 26, no. 4, pp. 573–587, 2005.
Rauh, V. Arunajadai, S; Horton, M. et al., “Seven-year neurodevelopmental scores and prenatal exposure to chlorpyrifos, a common agricultural pesticide,” Environmental Health Perspectives, vol. 119, no. 8, pp. 1196–1201, 2011.
Rosas, LG; Eskenazi, B. “Pesticides and child neurodevelopment,” Current Opinion in Pediatrics, vol. 20, no. 2, pp. 191– 197, 2008.
State of California. Pesticide Use Reporting (PUR) [website]. Sacramento, CA:Department of Pesticide Regulation, State of California (2014).
Shelton JF, et al. Neurodevelopmental disorders and prenatal residential proximity to agricultural pesticides: the CHARGE study. Environ Health Perspect 122(10):1103–1109 (2014); doi: 10.1289/ ehp.1307044.
Shelton, J. F. et al. Tipping the Balance of Autism Risk: Potential Mechanisms Linking Pesticides and Autism. V. 20, n. 7, 2012.
Whyatt, RM; Liu, X; Rauth, A. et al., “Maternal prenatal urinary phthalate metabolite concentrations and child mental, psychomotor, and behavioral development at 3 years of age,” Environmental Health Perspectives, vol. 120, no. 2, pp. 290–295, 2012.

Frutosemia


A Intolerância Hereditária à Frutose (IHF), ou frutosemia, trata-se de uma desordem genética, caracterizada pelo erro inato do metabolismo da frutose, em decorrência da deficiência da enzima aldolase B. É apresentada bioquimicamente pelo acúmulo de frutose e frutose-1-fosfato nos tecidos e fluidos biológicos dos pacientes afetados.
A frutose é um importante carboidrato da dieta encontrado principalmente em frutas e vegetais. Além de ser encontrada sob forma isolada na natureza, também é fruto da digestão do dissacarídeo sacarose. Os vegetais podem conter de 1% a 2% de seu peso na forma de frutose livre e mais 3% de frutose sob a forma de sacarose. O mel fornece a maior concentração de frutose, sendo considerado um adoçante natural. A frutose pode ainda ser produzida a partir do sorbitol, que está presente em várias plantas, em particular na família das Rosáceas (maçãs, peras, cerejas, ameixas e damascos). Outras fontes de sorbitol são doces, balas de menta, goma de mascar, alimentos e sucos dietéticos.
Os portadores da IHF não apresentam sintomas até ingerirem alimentos que contenham frutose, sacarose e sorbitol. As manifestações clínicas incluem dor abdominal, vômitos, diarreia, febre, hipoglicemia acompanhada de sudorese, tremores, palidez, acidose metabólica, insuficiência renal crônica, icterícia, doença hepática, hepatoesplenomegalia e convulsões.
O quadro pode evoluir para apatia, crises convulsivas e até coma, caso o diagnóstico seja tardio. O diagnóstico de IHF é feito principalmente pela quantificação de frutose e frutose-1-fosfato no soro e na urina de pacientes afetados por esta doença.
A orientação do paciente com IHF deve focar na exclusão de alimentos e preparações culinárias que contenham frutose, sacarose ou sorbitol em sua composição. Além disso, deve-se orientar o paciente a sempre observar na rotulagem dos produtos se há, na composição, algumas dessas substâncias.
 


As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referência Bibliográfica:
Frutosemia. Manual de orientação de cardápios especiais. Governo do Estado de São Paulo, 2015.

Retenção de Líquidos

Se de um dia para o outro você ganhou dois quilos e não sabe o porquê, não consegue mais abotoar seu jeans favorito, seu anel não entra em seu dedo ou seus pés estão espremidos em seu sapato... Você pode estar retendo líquidos.
Retenção de líquidos, como o próprio nome já diz, é uma condição em que o corpo tende a reter água nos tecidos, provocando inchaço no corpo ou em parte dele. Os pés, pernas, mãos e a área abdominal são as áreas mais afetadas. A tensão pré-menstrual é a principal causa de retenção em mulheres, mas tanto em homens quanto em mulheres as causas podem ser variadas. Quanto à origem alimentar, excesso de sal na dieta e a baixa ingestão de líquidos são fatores que podem induzir seu organismo a reter água. Inatividade física e tempo quente também contribuem para a retenção. Outras causas mais graves podem estar associadas com problemas renais, cardíacos ou hepáticos ou doenças da tireoide. Dessa maneira, se o inchaço for persistente por um longo período, recomenda-se a procura médica.
Recomendações Alimentares:
Consuma diuréticos naturais. Frutas e vegetais frescos são ricos em nutrientes e possuem alto teor de água. Quando você aumenta a quantidade de fluidos em sua dieta, naturalmente ocorre a estimulação dos rins para liberar o excesso de água. Melancia, melão, abacaxi e frutas cítricas são ótimas frutas diuréticas, assim como o suco de cranberry. Dentre os vegetais, destacam-se os de folhas verdes, pepino, tomate, pimentão, cenoura e cebola. 


Consuma alimentos ricos em potássio. Potássio é um importante mineral que combate a retenção de fluidos por manter o balanço apropriado de sódio. Quando sentir-se inchado, consuma banana, beterraba, damasco, tomate, melão ou abacate.
Reduza o consumo de alimentos ricos em sódio. Sódio naturalmente retém água no organismo. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio, como: embutidos (presunto, mortadela, linguiça e salame), sopas desidratadas, catchup, temperos prontos, alimentos conservados pelo sal (bacalhau, carne seca, charque, etc), vegetais enlatados (como ervilha, milho e seleta de legumes), azeitonas, molhos de tomate industrializados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, queijos salgados como mussarela, provolone, prato e parmesão, dentre outros alimentos. Muita atenção também no preparo dos alimentos, seja cauteloso quanto à quantidade de sal adicionada no tempero. Ao invés de sal, procure utilizar ervas frescas, azeite de oliva e limão.
Aumente a ingestão de água. Paradoxalmente, quanto mais água você beber, menos água irá reter. Beba no mínimo 2 litros ou 8 copos de água em intervalos regulares durante o dia.
Consuma alimentos ricos em vitamina B. Várias vitaminas do tipo B são conhecidas por encorajar a liberação de fluidos pelo organismo. Fontes de vitamina B6 são carne de frango, fígado de vaca, peixes como atum (sem ser enlatado, pois contém alto teor de sódio), arenque e salmão,  nozes e cereais integrais. A vitamina B5 também é uma forte aliada, sendo encontrada em leites, iogurtes, carnes de frango ou bovina, brócolis, etc, assim como a vitamina B1, encontrada em carnes, aveia e outros cereais integrais.
Consuma chás caseiros. Chás das folhas de capim-cidreira, carqueja, cavalinha e chapéu-de-couro, além de fornecerem compostos antioxidantes, possuem ação diurética.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Christie, S; Walker, AF; Lewith, GT. Flavonoids – A new direction for the treatment of fluid retention? Phytotherapy Research, v. 15, p. 467-475, 2001.
Mello, NA. Você está se sentindo inchado? Saiba como a dieta pode ajudá-lo! Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 24/06/2017.
Metheny, NM. Fluid and Electrolyte Balance. Nursing Considerations. 15th ed. Sudbury: Jones & Bartlett Learning. 2012.

Milho


O milho (Zea mays), também chamado abati, auati e avati, conhecido em Portugal no século XVIII por milho grande, milho graúdo, milhão e milho grosso é um conhecido cereal, cultivado em grande parte do mundo. O milho é extensivamente utilizado como alimento humano ou para ração animal, devido às suas qualidades nutricionais. Todas as evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem mexicana, já que a sua domesticação começou há cerca de 7500 a 12000 anos na área central do México. É um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano. 
      
Tem um alto potencial produtivo e é bastante responsivo à tecnologia. O seu cultivo geralmente é mecanizado, se beneficiando muito de técnicas modernas de plantio e colheita. Produção mundial foi 817 milhões de toneladas em 2009-mais que arroz (678 milhões de toneladas) e trigo (682 milhões de toneladas), com 332 milhões de toneladas produzidas anualmente somente nos Estados Unidos. O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. O maior produtor mundial são os Estados Unidos. No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, o Paraná é o maior estado produtor, com cerca de 27% da produção nacional, seguido de Mato Grosso e Minas Gerais. Atualmente, somente cerca de cinco por cento da produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos.    
O milho puro ou como ingrediente de outros produtos, é uma importante fonte energética para o homem. Ao contrário do trigo e o arroz, que são refinados durante seus processos de industrialização, o milho conserva sua casca, que é rica em fibras, fundamental para a eliminação das toxinas do organismo humano. Além das fibras, o grão de milho é constituído de carboidratos, proteínas e vitaminas do complexo B. Possui bom potencial calórico, sendo constituído de grandes quantidades de açúcares e gorduras. O milho contém vários sais minerais como ferro, fósforo, potássio e zinco. No entanto, é rico em ácido fítico, que dificulta a absorção destes mesmos. O uso primário do milho nos Estados Unidos e no Canadá é na alimentação para animais. O Brasil tem situação parecida: 65 por cento do milho é utilizado na alimentação animal e onze por cento é consumido pela indústria, para diversos fins. Seu uso industrial não se restringe à indústria alimentícia. É largamente utilizado na produção de elementos espessantes e colantes (para diversos fins) e na produção de óleos.
Recentemente, Europa e Estados Unidos têm incentivado seu uso para produção de etanol. O etanol é utilizado como aditivo na gasolina, para aumentar a octanagem. O uso do milho para produção de biocombustíveis tem encarecido seu uso para alimentação.
Milho branco
Uma das variedades mais difundidas no Brasil é o milho branco. Tem, como principais finalidades, a produção de canjica, grãos e silagem. A planta tem altura próxima de 2,20 metros, sendo que a espiga nasce a 1,10 metros do solo. A espiga é grande, cilíndrica e apresenta alta compensação. O sabugo é fino, os grãos são brancos, profundos, pesados e de textura média. O colmo tem alta resistência física e boa sanidade. Podem ser colhidas até duas safras de milho branco por ano. Em algumas épocas e regiões do Brasil, a cotação da saca de milho branco pode ser até 50% superior à do milho tradicional. O auge da demanda ocorre no período imediatamente anterior à quaresma, pois a canjica é um prato típico destas festividades. Embora ainda minoritário, o milho branco tem ganhado espaço no mercado nos últimos anos, e a área plantada tem refletido o aumento na demanda. Um dos motivos é que o mercado reconhece que ainda não existem variedades transgênicas de milho branco, o que automaticamente aumenta seu valor de mercado em nichos específicos.
Milho transgênico
A variedade de milho genéticamente modificado mais conhecida é desenvolvida pela Monsanto, e é conhecida como RR GA21 (tolerante ao herbicida glifosato). Ela é utilizada extensivamente nos Estados Unidos. Outras empresas atuantes no ramo incluem a Syngenta, a BASF, a Bayer e a DuPont. Em 1999, a Novartis foi a primeira empresa a receber autorização do governo brasileiro para realizar testes no país com o milho transgênico BT, resistente a insetos.
Segundo os produtores de sementes, o milho transgênico traz um aumento médio de oito por cento na produtividade. Nos Estados Unidos, mais de setenta por cento do milho semeado é transgênico. A produção de variedades transgênicas na Argentina e no Brasil é crescente, embora nem sempre a prática do cultivo dessas variedades seja legal. 

PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO MILHO

 

 

1. Antioxidante
Todas as variedades de milho fornecem fitonutrientes antioxidantes que trazem diferentes benefícios do milho à saúde. A combinação exata dos fitonutrientes, no entanto, depende da variedade. O milho de grãos amarelos é mais rico em luteína e zeaxantina. O milho azul tem concentrações únicas de antocianinas e o milho roxo fornece quantidades incomuns do ácido protocatecuico. Antioxidantes são substâncias que podem proteger as células do nosso corpo de danos causados por radicais livres que podem ocorrer como consequência normal de alguns processos metabólicos, ou ainda a partir da exposição a certos produtos químicos, tabagismo, poluição e radiação. Consumir alimentos ricos em antioxidantes serve para garantir a saúde do coração e pode também ajudar a reduzir o risco de infecções e algumas formas de câncer.
2. Contêm proteínas
Uma porção de um copo de milho fornece 5 gramas de proteína, o que representa cerca de 10% da dose diária recomendada por nutricionistas. As proteínas obtidas a partir do consumo do milho contêm praticamente todos os aminoácidos essenciais à nossa saúde diária, com exceção apenas à lisina, o que pode ser resolvido adicionando feijão, ovos, aves ou carne magra à refeição.
3. Rico em fibras
 
O milho contém uma boa quantidade de fibras, sendo a maior parte do tipo insolúvel. Em cerca de 100 gramas da adorada pipoca de cinema há cerca de 20 gramas de fibra. Este montante é cerca de metade da ingestão diária adequada para homens e mulheres. Pesquisas estabeleceram a ingestão recomendada de fibras baseando-se no total necessário para proteger a saúde do coração. Em um copo de milho cozido há cerca de 4 gramas de fibras, o que é cerca de 15% do total que devemos ingerir diariamente. 
4. Contém ácido fólico
O nosso corpo depende de ácido fólico para metabolizar DNA (Ácido Desoxirribonucleico) e proteínas. Este ácido é uma vitamina do complexo B e precisa estar presente no nosso organismo, especialmente nas mulheres em idade fértil porque previne eventuais defeitos de nascença no feto que podem ocorrer nas primeiras semanas após a concepção. Ela também ajuda a proteger o coração uma vez que converte um aminoácido chamado homocisteína cujos níveis elevados podem danificar os vasos sanguíneos. Além disso, ele é vital para outros processos metabólicos como a produção de neurotransmissores cerebrais. Um copo de milho cozido contém 34 microgramas de ácido fólico, nove por cento da dose diária recomendada por especialistas.

5. Boa quantidade de calorias
 
O milho é uma fonte rica em calorias e por isso é a base da alimentação de muitas populações e tem papel vital para a sobrevivência de dezenas de países de base agrícola. Cada 100 gramas milho cozido contém 90 calorias, um dos valores mais elevados entre os cereais. Seu alto teor calórico garante a saciedade, mas pode ser um vilão para o ganho de peso rápido quando ingerido em excesso. 
6. Contêm muitas vitaminas e minerais
O milho é fonte de muitas vitaminas e minerais, o que lhe garante propriedades nutricionais únicas. A quantidade destes nutrientes varia de acordo com o tipo de grão. O milho de pipoca tende a ter quantidades maiores de minerais, enquanto o milho verde tende a ser mais rico em vitaminas.

MINERAIS EM DESTAQUE NO MILHO DE PIPOCA

Cobre: ​​Um antioxidante cuja ingestão inadequada pode ter efeitos negativos na saúde do coração;
Fósforo: Encontrado em quantidades aceitáveis tanto na pipoca quanto no milho verde. Ele desempenha um papel importante no crescimento e manutenção dos tecidos do corpo;
Magnésio: A carência de magnésio no organismo pode aumentar o risco de muitas doenças crônicas como doenças do coração;
Manganês: Um mineral essencial encontrado em quantidades elevadas em grãos integrais, frutas e legumes;
Zinco: Elemento essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico;

VITAMINAS PRESENTES NO MILHO VERDE

 

Ácido pantotênico: Também chamado de vitamina B5, ele pode ser encontrada em certa medida, em quase todos os alimentos e sua deficiência é, portanto, rara;
Ácido Fólico: Também conhecido como vitamina B9, é um nutriente essencial, especialmente importante durante a gravidez;
Niacina: Também chamada de vitamina B3, é mais bem absorvida a partir do milho quando este é cozido junto com uma substância alcalina como a cal hidratada. A niacina pode prevenir e tratar o colesterol alto;
Potássio: um nutriente essencial importante para o controle da pressão arterial e que pode melhorar a saúde do coração;
Vitamina B6: Também conhecida como piridoxina. Ela favorece a respiração celular e ajuda no metabolismo das proteínas.
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS DO MILHO
Porção
100g
Energia
90 calorias
Carboidratos
19g
Açúcar
3,2g
Proteínas
3,2g
Gorduras
1,2g
Fibras
2,7g

 

 

BENEFÍCIOS DO MILHO PARA A SAÚDE E BOA FORMA

O consumo de milho pode ajudar no controle do diabetes
Acredita-se que o aumento da ingestão de frutas e vegetais orgânicos, como o milho, pode ser associado à redução do diabetes na última década, uma doença epidêmica no mundo todo. Estudos têm mostrado que um dos benefícios do milho é o auxílio no tratamento de diabetes em pacientes não dependentes da insulina, sendo que também é eficaz contra a hipertensão devido à presença dos fitoquímicos fenólicos que contém fitoquímicos podem regular a absorção e a libertação de insulina no corpo, o que pode reduzir a possibilidade de picos de açúcar no sangue e evitar gota em pacientes diabéticos, ajudando-os a manter um estilo de vida mais normal. No entanto, é preciso estar atento à quantidade a ser consumida.
Milho pode ajudar na prevenção de doenças do trato digestivo
Consumir milho cozido ou pipoca satisfaz por causa do teor de fibras alimentares presentes nos grãos. Os benefícios do milho provenientes das fibras para o sistema digestivo são muito bem documentados. Pesquisas recentes mostram que as fibras presentes no milho ajudam na proliferação de bactérias benéficas ao nosso intestino grosso. Tais bactérias processam os ácidos graxos de cadeia curta, responsáveis por fornecer energia para as nossas células intestinais e, assim, ajudam a reduzir o risco de doenças, incluindo o risco de desenvolver câncer de cólon. 


O cereal oferece proteção aos olhos 
A ingestão de antioxidantes, principalmente carotenoides como a luteína e a zeaxantina, pode promover benefícios do milho consideráveis ​​para a saúde dos olhos. Estes carotenoides estão mais presentes na variedade amarela do milho e são conhecidos como pigmentos maculares. Eles estão presentes na superfície interna da retina, a parte do olho sensível à luz. Sua função é proteger a retina contra danos oxidativos causados ​​pela luz. Pesquisas mostram que garantir altos níveis de carotenoides no sangue pode reduzir o risco tanto da degeneração macular como da ocorrência de catarata.
Podemos citar como exemplo um estudo feito com 356 pessoas entre jovens e idosos onde houve uma redução de 43% no risco de degeneração macular entre aqueles com maior ingestão de carotenoides, especialmente luteína e zeaxantina, em relação aos demais indivíduos.     
 
Quando consumido com moderação, o milho pode ajudar no controle do peso. O milho possui diversas propriedades que dão suporte ao controle de peso, mas também tem uma desvantagem em potencial. Uma vantagem é que cerca de 70% do milho é constituído de água e isto ajuda a controlar o peso porque a água acrescenta volume sem adicionar calorias ao alimento. Mais um dos benefícios do milho é proveniente do volume de proteínas e fibras do grão. Ambos nutrientes que ajudam a manter a saciedade durante um período mais longo de tempo. A desvantagem, no entanto, é alta concentração de carboidratos que causa o aumento do açúcar no sangue. Uma porção de um copo de milho tem 31 gramas de carboidratos, ou quase um quarto da ingestão recomendada para um dia inteiro.
Os benefícios do milho como cosmético
O amido de milho é utilizado na fabricação de muitos produtos cosméticos e também serve para ser aplicado topicamente para aliviar diferentes tipos de irritação da pele e erupções cutâneas. Produtos de milho são indicados para substituir produtos petrolíferos cancerígenos que são os principais componentes de muitas preparações cosméticas. Muitos dos tradicionais cremes para a pele contêm vaselina como base, um material que muitas vezes pode bloquear os poros da pele e piorar determinadas condições.
A vitamina A traz benefícios do milho para a pele e sistema imunológico
O milho é uma fonte rica de betacaroteno, que forma a vitamina A no nosso organismo. Esta vitamina é essencial e serve para a manutenção de uma boa visão, de uma pele saudável, da saúde das membranas mucosas e para o bom funcionamento do sistema imunológico. A Vitamina A pode ser tóxica se suplementada em excesso, por isso o ideal é consumi-la na forma de betacaroteno. A quantidade de betacaroteno ingerida que não é convertida em vitamina A, atua como um antioxidante muito forte, como todos os carotenoides, e pode combater doenças como o câncer e males do coração.

Cuidado com o xarope de milho presente nos alimentos industrializados!

Tanto o xarope de glicose, geralmente feito a partir de amido de milho, quanto o xarope de milho propriamente dito são adoçantes líquidos usados em alimentos industrializados em geral, como bolachas, sorvetes, refrigerantes, temperos prontos para salada, entre muitos outros. Nutricionalmente falando, ambos variam dependendo do fabricante, mas são fontes concentradas de calorias com muito pouco valor nutricional. Uma porção de uma colher de sopa de xarope de glicose à base de milho tem 70 calorias, 17 gramas de carboidratos e 6 miligramas de sódio. A mesma porção de xarope de milho light tem 62 calorias, 17 gramas de carboidratos e 14 miligramas de sódio.                                                   
Os xaropes são amplamente usados, principalmente em sobremesas congeladas, porque sua consistência ajuda a evitar a cristalização. Eles também são usados em produtos de panificação para adoçar e manter úmidas e macias certas receitas.          
Para muitos especialistas, o xarope de milho, ou corn syrup, é um dos grandes vilões da obesidade mundial, uma vez que cada vez mais consumimos produtos industrializados cujas receitas estão cheias deste produto.                               
É importante verificar a sua presença nos alimentos, já que ele é usado como um substituto do açúcar, mas pode ter um efeito tão negativo ou até pior que este no organismo.  
     
Em síntese, o milho consumido com moderação ao natural ou em preparações como, pamonha, polenta, curau, cremes pode acrescentar mais valor nutricional no cardápio diário.
Texto elaborado por: Dra. Roseli Lomele Rossi - CRN 2084      
                                    
Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN - Associação Brasileira de Nutrição. 
Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. 
É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: "Saúde & Sabor com Equilíbrio" - Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

http://benvenutri.blogspot.com.br/2017/06/milho.html