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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arritmias têm formas de tratamento variadas. No caso das bradicardias, o marca-passo corrige a falha do sistema elétrico do coração que pode, eventualmente, apresentar bloqueios impedindo a passagem do impulso elétrico.

Arritmias têm formas de tratamento variadas.
No caso das bradicardias, o marca-passo corrige a falha do sistema elétrico do coração que pode, eventualmente, apresentar bloqueios impedindo a passagem do impulso elétrico.

A arritmia cardíaca é o nome dado a uma alteração do ritmo normal do coração, que pode levar à ocorrência de frequências cardíacas rápidas, lentas ou irregulares – embora nem todas as frequências rápidas (taquicardia) ou lentas (bradicardia) representem caso de arritmia. É também denominada disritmia ou ritmo cardíaco irregular. 

São diversas as causas, entre elas as doenças das artérias coronárias, doenças do músculo cardíaco (miocardiopatias ou insuficiência cardíaca), doenças valvares, doenças infecciosas (a exemplo da doença de Chagas), alterações nas concentrações de eletrólitos (sódio, potássio e cálcio) no corpo. A arritmia também pode surgir após uma cirurgia cardíaca ou ser congênita.

"A frequência cardíaca é avaliada como anormal quando acontece um aumento súbito e desproporcional ao esforço realizado."

Na taquicardia, a frequência cardíaca é maior que cem batimentos por minuto e as causas podem ser a ansiedade, o uso de determinados medicamentos ou prática de exercício. A frequência cardíaca é avaliada como anormal quando acontece um aumento súbito e desproporcional ao esforço realizado. Esse aumento da frequência pode ocorrer tanto em repouso, quanto durante o sono, em atividades diárias ou exercício físico. Nas bradicardias, a frequência cardíaca é inferior a 60 batimentos por minuto, podendo ser normalizada durante o repouso com uso de medicações.

Os sintomas das arritmias variam muito. Elas podem inclusive ser silenciosas, ou seja, assintomáticas. Podem ser diagnosticadas pelo médico especialista durante o exame cardiológico (exame do pulso e ausculta do coração com estetoscópio). No entanto, o sintoma mais comum é a palpitação. Alguns pacientes eventualmente têm desmaios (de rápida e espontânea recuperação, sem alterações motoras), tonturas, falta de ar, mal-estar, sensação de peso no peito, fraqueza, fadiga e dor no peito. Os sintomas que denotam mais gravidade são confusão mental, pressão baixa, dor no peito e desmaios. Caso algum deles ocorra, torna-se necessário realizar atendimento médico de urgência para evitar a morte do indivíduo.

O diagnóstico da arritmia é feito por médico cardiologista através de uma profunda anamnese (entrevista detalhada) sobre os sintomas e também de exame físico no paciente. Entre os exames a serem solicitados posteriormente, o mais conhecido é o eletrocardiograma (ECG), que registra os impulsos elétricos cardíacos através de eletrodos colocados sob a pele no tórax, braços e pernas. 

O resultado do ECG pode ser normal, mesmo em pacientes com arritmia e, por isso, às vezes é necessário realizá-lo durante a ocorrência dos sintomas. O paciente pode se dirigir imediatamente a um serviço de emergência para ser examinado enquanto a aceleração estiver presente, embora seja difícil conseguir “flagrar” esse momento. Outro exame é o Holter de 24h. Trata-se de um aparelho portátil que grava o eletrocardiograma durante um período de 24 horas. Já o looper recorder ou gravador de eventos é um gravador de eventos raros que faz eletrocardiograma por 7 a 15 dia ou mais e que grava o evento quando a crise aparece.

O estudo eletrofisiológico faz o diagnóstico de certeza da presença e localização do foco da arritmia e é feito através do cateterismo cardíaco, sendo reservado para os casos mais difíceis. O teste ergométrico é o procedimento utilizado para arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Ele é usado também para determinar se a doença coronariana é causadora dessas arritmias.

Outros exames são o ecocardiograma, que é um tipo de ultrassonografia do coração que possibilita checar se há doença no músculo cardíaco ou nas válvulas que possam estar causando essas arritmias e o tilt-teste, mais indicado para pessoas que apresentam desmaios durante a posição em pé ou sentado, geralmente após sentir tonturas, visão turva e ter sudorese. O paciente é colocado numa mesa que se inclina durante o exame. A pressão sanguínea e os batimentos cardíacos são monitorizados. Havendo queda da frequência cardíaca e/ou da pressão, o resultado do exame é considerado positivo.

TRATAMENTO

Há muitas modalidades de tratamento das arritmias e, em alguns casos, não há sequer necessidade. Naqueles que precisam, a escolha depende do tipo, frequência e severidade dos sintomas. Os principais são as medicações, cardioversão elétrica, mudanças no estilo de vida, o uso de marca-passos e desfibriladores e a ablação por catéter e cirurgia.

As chamadas drogas antiarrítmicas são utilizadas para converter a arritmia para um ritmo normal, e entre as mais conhecidas estão a amiodarona, o sotalol e a propafenona. Outras são administradas para o controle da frequência cardíaca, mantendo-a abaixo de cem batimentos por minuto. São os famosos betabloqueadores (propranolol, esmolol), os bloqueadores do canal de cálcio (verapamil, diltiazem) e digital (digoxina).

A cardioversão elétrica, por sua vez, é um choque elétrico dado no tórax do paciente, sob leve sedação, para restaurar o ritmo normal do coração, quando as medicações falham ou quando o paciente apresenta sintomas intensos com risco. Como quase tudo relacionado às cardiopatias, as mudanças no estilo de vida são elementos fundamentais no tratamento. Não fumar, evitar consumir cafeína e álcool, não usar estimulantes (mesmo descongestionantes nasais e medicações para tosse ou alguns suplementos nutricionais).

A ablação por radiofrequência consiste em um dos tratamentos de cura mais eficazes da arritmia. Realizado através do cateterismo cardíaco, é sempre precedido pelo estudo eletrofisiológico para o diagnóstico de certeza. Nos casos das taquicardias supraventriculares, o percentual de cura está em torno dos 98% e as recidivas dos focos ocorrem apenas em 3% a 5 % dos casos.

http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/arritmias-tem-formas-de-tratamento-variadas/

Batimentos lentos e o marca-passo. Veja como o funciona o marca-passo e como ele pode ajudar no tratamento das arritmias.

Batimentos lentos e o marca-passo.
Veja como o funciona o marca-passo e como ele pode ajudar no tratamento das arritmias.

O sistema elétrico do coração pode, eventualmente, apresentar bloqueios que impedem a passagem do impulso elétrico, fazendo com que ele bata mais lentamente. O resultado disso é a arritmia conhecida como bradicardia ou batimentos lentos do coração, que podem ser acompanhados também de desmaios, tonturas ou fadiga.
As bradicardias mais frequentes são classificadas em três tipos, a depender do local em que o bloqueio do sistema elétrico do coração esteja acontecendo. Quando o bloqueio ocorre no nódulo sinusal, que é responsável pelo correto batimento do coração, dizemos que há disfunção do nódulo sinusal. O bloqueio do impulso elétrico pode ocorrer ainda no nódulo atrioventricular ou nos ramos direito ou esquerdo do sistema elétrico do coração. O importante é que qualquer que seja o tipo do bloqueio, ele pode levar à diminuição do número de batimentos cardíacos. A depender da gravidade dos sintomas, pode haver necessidade de implantar um marca-passo artificial.


"O marca-passo monitora a atividade cardíaca e, quando não há nenhuma pulsação natural, ele libera um impulso elétrico que causa a contração do músculo cardíaco."

O marca-passo é um dispositivo leve e pequeno que serve para estimulação elétrica através de um gerador de pulsos e eletrodos. O gerador elétrico é composto por um circuito eletrônico miniaturizado e uma bateria compacta. O marca-passo monitora a atividade cardíaca e, quando não há nenhuma pulsação natural, ele libera um impulso elétrico que causa a contração do músculo cardíaco. O dispositivo fica ligado ao coração através de eletrodos, através dos quais os sinais elétricos são transportados do coração para o aparelho e do aparelho para o coração.

O uso do marca-passo é importante porque doenças, ou mesmo o processo de envelhecimento, podem comprometer o ritmo normal do coração, fazendo com que ele bata de forma irregular e/ou lenta (bradicardia). O aparelho dá ao coração o suporte necessário para minimizar ou acabar com esses sintomas. Existem ainda os marca-passos para tratamento e profilaxia de taquicardias graves que podem ocasionar a morte súbita e são chamados de cardioversores-desfibriladores implantáveis. 

Para os paciente portadores de falência total da bomba cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva, existem os ressincronizadores cardíacos. Trata-se de um tipo de marca-passo composto de três eletrodos, posicionados em átrio direito, ventrículo direito e no seio coronariano, o que permite o controle da dissincronia ventricular, ou seja, os ventrículos que batem em tempos diferentes, devido ao bloqueio do ramo esquerdo, principalmente, passam a se contrair simultaneamente e com mais força de contração. Isso melhora a congestão pulmonar, o número de internamentos, a qualidade de vida e permite que o paciente aguarde na fila de transplante cardíaco.


CIRURGIA PARA IMPLANTE DE MARCA-PASSO

São realizados atualmente dois tipos de cirurgia. O método mais tradicional é a cirurgia endocárdica, que consiste na introdução dos eletrodos do marca-passo através de veias que chegam ao coração. Há ainda a cirurgia epicárdica, em que é realizada uma cirurgia cardíaca, sob anestesia geral, em que os eletrodos são implantados diretamente no músculo cardíaco e o marca-passo numa bolsa criada abaixo da pele no tórax ou no abdome (para crianças principalmente).


A cirurgia endocárdica é considerada um procedimento relativamente simples e seguro e é realizada sob sedação e anestesia local, ou seja, o paciente não sente dor e dorme durante todo o procedimento, que dura entre duas e quatro horas. Normalmente, o marca-passo é colocado na região do tórax, logo abaixo da clavícula, podendo ser do lado esquerdo ou direito. 

O gerador é colocado por uma incisão de aproximadamente 2 cm na pele, a partir da qual se cria uma pequena “bolsa” entre a pele e o tecido acima do músculo. Os eletrodos são colocados através da veia dentro do coração com o auxílio de raios-X. Após a colocação dos eletrodos, devem ser realizados testes para assegurar que tanto eletrodos como gerador funcionam corretamente. O gerador é então conectado aos eletrodos e inserido dentro da “bolsa”.

Em geral, após o procedimento, o paciente permanece no hospital por um período mínimo de 12 horas, podendo seguir para sua casa no dia seguinte. Antes da alta hospitalar, é necessário passar por um eletrocardiograma e uma radiografia de tórax para verificar os pulmões e a posição dos eletrodos. 

Em termos de inovações, já existem marca-passos compatíveis com ressonância magnética, marca-passo subcutâneo (sem eletrodos) e um marca-passo que é quase do tamanho de uma cápsula, que é implantado dentro do coração e não precisa trocar a bateria.

As principais recomendações após implantar o marca-passo também são relativamente simples, quando não óbvias: não molhar a ferida e o curativo por um período de cinco dias após o implante; retirar o curativo e deixar a ferida aberta após o quinto dia; tomar analgésicos comuns em caso de dor (como os que são à base de dipirona e paracetamol ou anti-inflamatórios, indicados pelo especialista); evitar carregar peso no lado do marca-passo por um mês; evitar movimentos como pentear os cabelos ou tentar alcançar locais altos com o braço do mesmo lado do marca-passo durante um mês. A sutura (os pontos) é absorvida pelo organismo.

Não há nenhuma restrição quanto ao uso de aparelhos eletrônicos mais comuns, como eletrodomésticos, TV, rádio, geladeira ou forno micro-ondas. Ao usar o celular, no entanto, recomenda-se sempre falar do lado oposto ao do marca-passo e evitar carregá-lo nos bolsos superiores das camisas.

Em situações em que é preciso passar por detectores de metais, como em bancos e em aeroportos, a recomendação é que essa passagem seja feita rapidamente, evitando estender o tempo de ação dentro do campo magnético.

Será necessário contatar o médico cardiologista antes de o paciente agendar exames de ressonância nuclear magnética, litotripsia (laser para quebrar pedras nos rins) e radioterapia. O mesmo se dá para procedimentos cirúrgicos em que se utiliza bisturi. O ideal é marcar consulta com o médico que realizou o implante para revisar o marca-passo em até seis semanas após a cirurgia. Todo portador de marca-passo deve fazer o controle do aparelho com um mês, três meses e, a partir daí, a cada seis meses. A bateria poderá ter uma longevidade que costuma variar de três a dez anos, com média de seis anos. A maior parte dos problemas relacionados com o marca-passo são resolvidos através da programação. 


Lenises de Paula van der Steld / CRM BA 7819

Especialização em Medicina Interna. Especialização em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Especialização em marcapasso pelo IDPC . Estágio em Eletrofisiologia no Incor,em Aalst - Bélgica e Maastrich -Holanda. Chefia do Serviço de Marcapasso e Arritmias do Hospital São Rafael em Salvador.

Por que tantos pacientes retornam ao hospital após uma internação por insuficiência cardíaca?

Por que tantos pacientes retornam ao hospital após uma internação por insuficiência cardíaca?

A cardiologista Dra. Márcia Noya nos explica o que é essa síndrome, por conta de quais fatores ela leva o paciente à rehospitalização e, em qual caso, é necessária a realização de transplante.



"As manifestações cardinais da IC são dispneia (falta de ar) e fadiga, o que pode limitar a tolerância ao exercício, retenção de líquidos, levando a congestão pulmonar e/ou edema periférico."

Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que resulta de qualquer comprometimento estrutural ou funcional de enchimento ventricular ou ejeção de sangue. As manifestações cardinais da IC são dispneia (falta de ar) e fadiga, o que pode limitar a tolerância ao exercício, retenção de líquidos, levando a congestão pulmonar e/ou edema periférico. Alguns pacientes têm intolerância ao exercício, mas pouca evidência de retenção de líquidos, enquanto outros se queixam principalmente de edema, dispneia ou fadiga. Não há nenhum teste diagnóstico específico para IC e, sendo assim, na maioria das vezes, o diagnóstico clínico é baseado em uma história cuidadosa e um exame físico detalhado.


De acordo com dados sobre a IC nos Estados Unidos, o risco para os americanos acima de 40 anos de idade de desenvolvê-la é de 20%. Lá, a incidência de insuficiência cardíaca manteve-se, em grande parte, estável ao longo das últimas décadas, com cerca de 650 mil novos casos de IC diagnosticados anualmente. Aproximadamente 5,1 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm IC clinicamente manifesta e a prevalência continua a aumentar em decorrência do envelhecimento da população.


Sendo assim, hoje, apesar do grande desenvolvimento tecnológico e maiores recursos farmacológicos, a incidência de IC vem aumentando. Este aumento, em grande parte, decorre do envelhecimento da população, pois, nos mais idosos, a IC é mais frequente. Por outro lado, podemos considerar que, uma vez que se morre menos em decorrência da cardiopatia de base, convive-se por mais tempo com as doenças cardiológicas, sendo a fase final dessas doenças o que a torna mais frequente a IC.



Muitas condições ou comorbidades estão associadas a um aumento da propensão para a doença cardíaca estrutural (IC) tais como: hipertensão, obesidade, aterosclerose/isquemia no coração, doenças infecciosas (vírus – doença de Chagas), doenças genéticas/familiares, uso de alguns medicamentos oncológicos, doenças reumatológicas, doenças das válvulas do coração, uso excessivo de álcool, entre outras. A identificação precoce e tratamento dessas comorbidades pode prevenir o aparecimento da IC.

A IC é uma afecção muito limitante. Estudos sobre qualidade de vida, realizados por meio de questionários sobre diferentes doenças, a identificaram como uma das mais limitantes, mais do que a diabetes e a doença pulmonar obstrutiva crônica, por exemplo. A dispneia, o cansaço e o edema provocam muito desconforto ao seus portadores e explicam a conclusão dos estudos realizados. É considerada o diagnóstico primário em mais de 1 milhão de internações por ano nos EUA, cujos pacientes internados são de alto risco para todas as causas de reinternação, com uma taxa de readmissão de 25% em 30 dias.


Os cinco mais citados fatores que levam à rehospitalização por IC são: má aderência à medicação e/ou transgressão ou não adesão à dieta, infecções, arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e hipertensão não controlada.


As causas subjacentes ao descumprimento do uso regular das medicações e má aderência à dieta são diversas e incluem desde a dificuldade de entender ou a não adaptação ao esquema da dosagem dos medicamentos até ao nível socioeconômico e educacional.


A manutenção das medicações e o acompanhamento médico regular são fundamentais para a redução da hospitalização.


A insuficiência cardíaca aguda descompensada, que resulta em hospitalização, acarreta problemas específicos:



- Primeiro: a IC aguda marca uma mudança fundamental na história natural da progressão da doença. As taxas de mortalidade no ano seguinte a? internação por IC são mais elevadas do que naqueles que não foram internados, e a hospitalização decorrente dela permanece como um dos fatores de risco mais importantes para a mortalidade. 



- Segundo: a internação por IC aguda, por si, gera mais hospitalização, com taxas de rehospitalizac?a?o de 50% dentro dos 12 meses após alta hospitalar. 



- Terceiro: a internação por IC continua a ser a grande responsável por mais de 30 bilhões de dólares usados anualmente para o custeio dos cuidados a esses doentes. Assim, qualquer redução nessas internac?o?es pode resultar em ganhos econômicos substanciais e, principalmente, melhora clínica dos pacientes.



Sódio - Não está bem definido o valor ideal de sódio a ser usado na dieta de pacientes com IC. A restrição ou não do seu consumo deverá ser definida pela equipe multidisciplinar que acompanha o paciente, sendo adaptada a cada situação clínica específica. 



A orientação da Diretriz Brasileira de IC foi influenciada pela polêmica da quantidade permitida de sal adicionada à dieta de pacientes com IC. Dieta com baixo teor de sódio (2g) foi associada à redução de ingestão de proteína, ferro, zinco, selênio, vitamina B12 e aumento da ativação neuro-hormonal, o que pode ser prejudicial para o estado nutricional do paciente. Dieta com 6,6g de sal reduziu a ativação neuro-hormonal. Restrição de sal para 3g só beneficiou pacientes com IC avançada. Já a dieta com teor normal de sódio foi associada à melhor evolução.



Sendo assim, a quantidade diária de sódio deverá ser definida de forma individualizada pela equipe multidisciplinar que acompanha o paciente.

Betabloqueadores – O tratamento em longo prazo com os betabloqueadores pode diminuir os sintomas de insuficiência cardíaca, melhorar o estado clínico do paciente e aumentar a sua sensação de bem-estar. Além disso, como os inibidores da ECA (enzima conversora da angiotensina), os betabloqueadores podem reduzir o risco de morte e o risco combinado de morte ou hospitalização. Seus benefícios foram observadas em pacientes com ou sem doença aterosclerótica (DAC), em pacientes com ou sem diabetes mellitus, bem como em mulheres e negros.


Os betabloqueadores devem ser prescritos para todos os pacientes com IC estável, a menos que tenham uma contraindicação ao seu uso ou sejam intolerantes a essas drogas, que são facilmente encontrados nas farmácias.



Quando é necessário o transplante? – O transplante cardíaco é o tratamento indicado para o portador da chamada cardiopatia terminal, aquela na qual o tratamento clínico otimizado, os procedimentos intervencionistas (ex.: marcapasso com ressincronizador cardíaco) ou mesmo cirurgias não são suficientes para melhorar a qualidade ou prolongar a vida da pessoa. O cardiologista irá se basear em uma série de exames e escores de risco, visando indicar o transplante. Classicamente, essas pessoas já apresentam sintomas de dispneia aos pequenos esforços ou mesmo em repouso, apesar de um tratamento clínico convencional intenso. Nos Estados Unidos são realizados, em media, 2,3 mil transplantes anuais, enquanto no Brasil a média é de 150.

http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/por-que-tantos-pacientes-retornam-ao-hospital-apos-uma-internacao-por-insuficiencia-cardiaca/

Peru assado

Peru assado


Esta receita que hoje vamos partilhar é o famoso Peru assado.

Ingredientes necessários para esta receita:

-Peru

-Pimenta em grão

-Sal

-2 Cebolas

-Vinho branco

-Salsa

-Manteiga


Primeiro sangramos e depenamos o peru, abrimos e retiramos as tripas e lavamos muito bem. Depois esfregamos com sal epimenta, por dentro e por fora e untamos generosamente com uma banha de manteiga em partes iguais. Colocamos numa assadeira, com cebola as rodelas, salsa, pimenta em grão e um golpe de vinho branco. Levamos ao forno para assar e de vez em quando regamos com o próprio molho, refrescando-se com golinhos de água fria.


http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2014/10/peru-assado.html

Empadão de bacalhau

Empadão de bacalhau


A receita que vamos partilhar hoje é o empadão de bacalhau e para esta receita são necessários os seguintes ingredientes:
-2,5 Kg de batatas
-3 Postas grossas de bacalhau
-4 Gemas de Ovo
-1 Fio de azeite
-Azeitonas Q.B
-Polpa de tomate
-8 Barras de delícias do Mar
-2 Cebolas
-2 Dl de Vinho branco
-Água
-3 Dentes de Alho
-Sal

Começamos este prato por cozer as três postas de bacalhau num tacho a parte mais ou menos por quinze minutos. Enquanto isso descascamos as batatas e lavamos bem em várias águas. Depois começamos a esfiapar o bacalhau e tiramos-lhe as espinhas. Cozemos as batatas numa panela aparte com água e sal, por mais ou menos vinte a trinta minutos. Enquanto cozem as batatas preparamos um tacho a parte com um fio de azeite, os dentes de alho picados e a cebola picada, levamos ao lume e deixamos alourar, depois colocamos um pouco de polpa de tomate, com 2dl de vinho e acrescentamos um pouco de água e temperamos com um pouco de sal, deixamos aprimorar os sabores mais ou menos dez minutos e colocamos o bacalhau esfiapado, as delícias do mar partidas aos cubos e a cebola partida as rodelas e deixamos refogar este preparado mais ou menos vinte a trinta minutos. Enquanto isso passamos a batata cozida pela máquina de modo a ficar boa para puré. Depois colocamos numa caçarola uma primeira camada de puré de batata, fazemos a segunda camada com o refugado do bacalhau, com as delícias do mar mais a cebola partida as rodelas e cobrimos com uma terceira camada de puré de batata. Por fim batemos as quatro gemas de ovo e colocamos por cima do nosso empadão de bacalhau com um garfo, podemos fazer uns risquinhos com o garfo e colocamos azeitonas ao nosso gosto. Levamos ao forno de 180º mais ou menos vinte a trinta minutos.

http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2014/10/empadao-de-bacalhau.html

Bacalhau Assado no Forno

Bacalhau Assado no Forno


Esta receita que vamos partilhar é de Armamar e também tradicional das mesas e culinária portuguesa, é o conhecidobacalhau assado no forno.
Para confeccionarmos este delicioso manjar necessitamos dos seguintes ingredientes:
-850g de bacalhau
-3dl de azeite
-1dl de vinagre
-0,5dl de vinho branco
-2 colheres de chá de colorau
-4 dentes de alho
-1 cebola grande
-4 fatias de presunto
-4 rodelas de chouriço
-4 fatias de toucinho entremeado
-1 folha de louro
-1 ramo de salsa
-1 colher de café de pimenta
-Sal

Começamos este delicioso prato colocando numa tijela a parte o azeite, o vinho, o vinagre, o sal, o colorau, a pimenta e os dentes de alho picados que vão fazer o nosso molho, mexemos tudo muito bem até ficar bem ligado. Depois de o bacalhau ficar dessalado, molhamos quatro postas no molho e em cada metade põem-se duas rodelas de cebola cortadas muito finas, uma fatia de presunto também muito fina, uma rodela de chouriço e uma fatia de toucinho entremeado novamente duas rodelas de cebola. Viramos a outra metade do bacalhau sobre o recheio e regamos com o molho, juntamos o louro e a salsa e vai ao forno a assar cerca de uma hora, de vez em quando com o próprio molho, por fim servimos com batatas fritas cortadas aos cubos grossos.

Bem hora de ir para a mesa que a janta está pronta, bom apetite a todos.



http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2014/09/bacalhau-assado-no-forno.html

Bacalhau Assado nas Brasas

Bacalhau Assado nas Brasas

Receita típica portuguesa que muito naturalmente já passou pela mesa de quase todos os portugueses, bacalhau assado nas brasas, muito provavelmente é o prato mais conhecido de Portugal.
Para este delicioso manjar precisamos dos seguintes ingredientes:
-3 Postas de bacalhau
-Azeite
-3 Dentes de alho
-900g de batata
-1 Ramo de salsa
-Sal e Pimenta

Em primeiro lugar devemos demolhar o bacalhau, depois de demolhado passamos o bacalhau pelas brasas. A parte levamos ao lume azeite suficiente, com os dentes de alho esborrachados, até ferver, tiramos os dentes de alho fritos e no azeite metemos o bacalhau e as batatas (que foram cozidas com pele) descascadas e cortadas ao meio, sacudimos o tacho, para as batatas ficarem untadas, por fim servimos polvilhado com sal, pimenta e salsa picada.
Hora de irem todos para a mesa e bom apetite a todos.

http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2014/09/bacalhau-assado-nas-brasas.html

Ovos mexidos

Ovos mexidos


A receita que vamos partilhar aqui hoje é bastante fácil de ser confeccionada e bem deliciosa, para este manjar necessitamos dos seguintes ingredientes:

-7 Ovos

-1 Pimentão-Vermelho

-60g de manteiga

-3 Colheres de sopa de azeite

-1 Dente de alho

-Sal e Pimenta

-Pão Frito


Começamos este prato por abrir o pimentão vermelho e tirar-lhe as sementes e depois assamos o pimentão. Tiramos-lhe a pele, levamos ao lume as gorduras com um dente de alho, que fritou e retiramos. Juntamos os ovos batidos com sal e pimenta e deixamos cozer, mexendo sempre os ovos. A meio da cozedura misturamos o pimentão e servimos bem quente com pão frito.


http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2014/12/ovos-mexidos.html

Carneiro ensopado

Carneiro ensopado


A receita que vamos partilhar hoje é o famoso carneiro ensopado, para este manjar precisamos dos seguintes ingredientes:

-500g Carneiro

-50g Manteiga

-60g Banha

-10g Farinha Torrada

-0,5l Caldo de Carne

-600g de Batatas

-1 Ramo de Salsa

-1 Folha de Louro

-3 Dentes de Alho

-2 Colheres de Sopa de Vinagre

-Sal e Pimenta


Começamos este manjar por cortar a carne aos bocados e pomos a marinar durante uma hora, temperada com os dentes de alho picados, o sal, a pimenta e o vinagre. Passado esse tempo deitamos as gorduras e levamos ao lume a derreter, deitamos o carneiro nessa gordura e deixamos alourar ambos os lados. Juntamos a farinha e mexemos até a gordura ficar escura, adicionamos o caldo de carne, a salsa, o louro e as batatas cortadas aos quartos e cozemos cerca de duas horas e por fim hora de ir para a mesa e servir este delicioso manjar.


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Aletria

Aletria

A receita que vamos partilhar hoje é a famosa Aletria, muito usual nesta época Natalícia e para esta receita são necessários os seguintes ingredientes:


-200 G Aletria

-4 Colheres de sobremesa de Manteiga

-8 dl. de Leite

--300 grs. de Açúcar

-6 De Gemas Este

-Três cascas de Limão

-Canela Moída q.b.

Começamos por colocar as seis gemas de ovo num tacho, junto com as trezentas gramas de açúcar, os oito decilitros de leite e as três cascas de Limão, mexemos muito bem e levamos a lume brando, até levantar a fervura e tudo ficar bem envolvido. Num tacho a parte com água e duas colheres de açúcar cozemos a Aletria, não convém cozer mais que um minuto ou minuto e meio, ou seja depois de a água ferver colocamos a Aletria por um minuto ou minuto e meio apenas. Depois coamos e voltamos a colocar no tacho a Aletria e juntamos quatro colheres de sobremesa de Manteiga e envolvemos bem com a Aletria, por fim juntamos o preparado que havíamos preparado antes e levamos ao lume em lume brando até levantar a fervura, umas vez a fervura levantada podemos retirar do lume e preparar os pratos. Polvilhamos com canela moída a gosto.
Esta receita acompanha com vídeo no caso de alguma dificuldade, sintam-se a vontade para assistir o nosso vídeo.

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Sopa de nabos

Sopa de nabos


Ingredientes:
Água
Azeite
Batata
Nabos
Feijão miúdo (feijão frade)
Couve nabiça (do dia)
Vontade
Confecção:
Coze-se a batata e esmaga-se; junta-se o feijão já cozido com um fio de azeite, couve nabiça e o nabo partido aos bocadinhos com a rama.

Deixa-se apurar até ao ponto que a pessoa quer.


Bom apetite a todos.

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Ervilhas com Bacalhau

Ervilhas com Bacalhau
A receita que vamos partilhar hoje são os famosos chícharos de bacalhau, para confeccionarmos este manjar precisamos dos seguintes ingredientes:

4dl. de feijão-frade (ervilhas)
400grs. de Bacalhau
500grs. de Batata
4 Ovos
1,5dl. de Azeite
1 Cebola Média
2 Colheres de Sopa de Vinagre

Em primeiro lugar cozemos o feijão-frade. Á parte cozemos o bacalhau, as batatas com pele e os ovos com casca, tudo muito bem lavado. Colocamos numa travessa as batatas cortadas ao meio, o bacalhau as lascas e o feijão-frade. Num tacho a parte levamos ao lume o azeite com a cebola ás rodelas, a alourar levemente, ao retirarmos adicionamos o vinagre e regamos a travessa com azeite e prontos temos o nosso manjar pronto a ser servido.


http://www.receitasdouro.blogspot.com.br/2015/01/chicharos-com-bacalhau.html#more

Tipos de relevo do Brasil

Tipos de relevo do Brasil

Por Gabriely Araujo
As irregularidades existentes no solo do nosso planeta são denominadas de relevo, podendo ser classificados em continentais ou submarinos quanto à sua localidade, no continente ou no fundo do mar respectivamente. Eles são resultado da ação dos ventos, mares que causam erosão e principalmente dos movimentos das placas tectônicas. No Brasil, os relevos dominantes são os planaltos, depressões e planícies, contudo outros exemplos também podem ser encontrados em solo brasileiro como as chapadas, serras, tabuleiros e patamares.
Conheça os principais tipos de relevo do Brasil
Planaltos

Os Planaltos em sua maioria têm formas planas ou onduladas e estão localizados em lugares cujas altitudes são superiores a 300 metros acima do nível do mar. São também conhecidos como platôs e originados de erosões provenientes das ações da água ou do vento. Os planaltos mais conhecidos no Brasil são o Planalto Central (localizado nos estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Planalto Centro Sul Mineiro e Planaltos da região Amazônica.

Planalto Central | Foto: Reprodução
Planícies

As Planícies tem superfícies relativamente planas e são resultado de erosões causadas em áreas mais altas. São formadas por rochas sedimentares e em suas áreas geralmente ocorre o acúmulo de sedimentos, por esse fato são relevos mais jovens que os demais. Entre as planícies brasileiras podemos destacar a Planície do Pantanal Mato-grossense e a Planície do Rio Amazonas.

Planície do Pantanal Mato-grossense | Foto: Reprodução
Depressões

As Depressões são tipos de relevos que encontram-se situados em áreas mais baixas, geralmente as que se situam abaixo do nível do mar são conhecidas como depressão absoluta. Podemos tomar como exemplo de depressão as crateras dos vulcões inativos; é bastante comum o acúmulo de água nesse tipo de relevo. Entre as depressões brasileiras podemos destacar a Depressão Sul Amazônica e na região Sudeste do país onde o relevo tornou-se favorável para a construção de grandes cidades como Belo Horizonte e São Paulo.

Cidade de São Paulo | Foto: Reprodução
Serras

As Serras são um tipo de relevo acidentado com característica ondulada (uma parte alta seguida de outra num nível menor). Dentre as Serras presentes no Brasil podemos citar a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar.

Serra da Mantiqueira | Foto: Reprodução
Chapadas

As Chapadas mais conhecidas no Brasil são a Chapada Diamantina e a Chapada dos Guimarães. Este tipo de relevo está situado em locais de altitudes médias a elevadas e possui uma superfície geralmente plana devido à erosão e onde sua altitude se diferencia da área ao redor.

Chapada dos Guimarães | Foto: Reprodução
Patamares

Os Patamares são encontrados no Brasil na região Nordeste (entre a Serra da Borborema e as Depressões Sertanejas). São de superfície plana ou ondulada, intermediárias ou em forma de degraus entre áreas de altitudes mais baixas e mais elevadas.
Montanhas

As montanhas são relevos resultantes do movimento das placas tectônicas, do encontro entre duas placas que acaba elevando a superfície no decorrer de milhares de anos e formando as estruturas montanhosas. Também podemos destacar as montanhas de formações menos comuns como as formadas por vulcões. No Brasil temos o Pico da Neblina.

Pico da Neblina | Foto: Reprodução

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Planeta Marte – Temperatura, características e fotos

Planeta Marte – Temperatura, características e fotos

Por Gabriely Araujo

Suas características

O Planeta Marte está situado em quarto lugar no sistema solar a partir do sol, logo após a Terra. Ele possui uma atmosfera composta por gases como: dióxido de carbono, nitrogênio, argônio, oxigênio e monóxido de carbono, e possui certas semelhanças com o nosso planeta como asestações do ano bem definidas e a duração dos dias. Com 6.794 km de diâmetro, para realizar um movimento de rotação (que é uma volta completa sobre si mesmo, que define os períodos de dia e noite), Marte precisa de aproximadamente 24,6 horas, bem semelhante à Terra com suas 24 horas, já para a translação (uma volta completa ao redor do sol, que define um ano) o planeta precisa de 687 dias terrestres. Sua temperatura média é de cerca de – 63 graus, podendo, contudo, variar no verão quando chega a – 36 graus e no inverno quando atinge a faixa dos – 130 graus.
Água e vida em Marte

Marte tem sido, nos últimos anos, o planeta mais estudado por agências espaciais, no intuito de descobrir algum tipo de vida em sua superfície. A NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration, em português Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) é responsável pelo envio de várias sondas ao solo marciano, que examinaram diversas substâncias nele presente. Embora ainda não se tenha evidências de que realmente haja sinais de vida em Marte, a descoberta de canais de água no subsolo do planeta, no ano 2000 alimenta a expectativa de cientistas e estudiosos. A NASA pretende, no futuro, por em prática o projeto de envio de naves espaciais tripuladas para uma tentativa de colonização do planeta.
Curiosidades acerca deste planeta
Marte pode ser visualizado da Terra sem o auxílio de um telescópio no período da noite, e se destaca por sua aparência de uma estrela avermelhada. Fator responsável pela sua nomeação feita pelos romanos.
Coreanos, chineses e japoneses também denominam o planeta como “Estrela de fogo” devido à mesma característica de tom avermelhado.
Existe uma ciência especializada no estudo do planeta, a Areologia.
O Planeta Marte representa Ares, deus da fúria e da guerra proveniente da mitologia helênica.
Marte abriga a maior montanha do sistema solar, composta por uma enorme cratera e leitos de antigos rios. A montanha marciana recebe o nome de Olympus Mons.
O planeta abriga calotas polares formadas de água de dióxido de carbono.
Um mistério que guarda o planeta e que motiva o questionamento de comunidades científicas ao redor do mundo é que há cerca de um há meio milhão de anos o planeta era quente e possuía água em sua superfície. A busca de respostas para a extinção de toda a vida no planeta é algo que movimenta projetos espaciais e discussões hoje em dia.
Marte possui suas pequenas luas irregulares em forma de batata que são conhecidas como: Fobos e Deimos.
Fotos

Foto: Reprodução

Foto mostra canal que teria tido água. | Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

Montanhas perto de antigo ‘rio’ de Marte. | Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

Robô Curiosity em marte | Foto: NASA

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Chuva ácida – Causas e consequências

Chuva ácida – Causas e consequências

Por Gabriely Araujo
A chuva, por si só, já possui um pequeno grau de acidez devido à presença de dióxido de carbônico (CO2) na atmosfera, contudo não é prejudicial para a saúde do ser humano, animais e dos ecossistemas do nosso planeta. Porém em regiões ou cidades com alto nível de desenvolvimento industrial é comum ouvirmos falar em chuva ácida.
Causas

A chuva ácida é uma variação na acidez da chuva causada pelos gases tóxicos liberados pelas indústrias, como dióxido de carbono (CO2), dióxido de enxofre (SO2) e do óxido de nitrogênio (NOx), que são, sobretudo, provenientes da queima de combustíveis de origem fóssil como carvão, gasolina, óleo diesel.

A primeira pesquisa realizada sobre a chuva ácida foi feita pelo climatologista Robert A. Smith, na cidade de Manchester na Inglaterra no período inicial da revolução industrial. Esse tipo de chuva possui maior ocorrência em áreas muito industrializadas e em países em pleno desenvolvimento como o Brasil, por exemplo, devido ao crescimento desenfreado e irregular de seu campo industrial. Em seu estado normal, a chuva possui um ph (escala de 0 a 14 para medir a acidez sendo 7 o ph neutro e abaixo ou acima passam a ser ácido e básico respectivamente) de 5,4, quando é considerada ácida seu ph cai para algo entre 5 e 2.2.
Consequências da chuva ácida
Estátua danificada pelos efeitos da chuva ácida. | Foto: Reprodução

Os gases poluentes que se acumulam na atmosfera podem originar neblina, nuvens de fumaça, além da neve ácida como a chuva. Esse fenômeno é altamente prejudicial para a saúde do homem, pois pode causar sérias doenças pulmonares além de ser também prejudicial à natureza quando polui rios, fontes de água e o lençol freático. A chuva ácida pode afetar gravemente o andamento de um ecossistema como, por exemplo, os ecossistemas aquáticos quando a água dos rios é contaminada. Lavouras inteiras podem se perder por conta de sua alta acidez e o solo pode tornar-se improdutivo. De acordo com a WWF (World Wide Fund for Nature, em português, Fundo Mundial para a Natureza) 35 % dos ecossistemas europeus já foram destruídos como consequência desse problema.

A danificação de prédios e monumentos históricos, como também a corrosão de veículos são mais alguns problemas da chuva ácida, que se não amenizada pode tornar um ambiente totalmente impróprio para viver por conta dos danos e da poluição.
Ações de prevenção

Foi assinado no ano de 1997 o Protocolo de Kyoto, na cidade de Kyoto no Japão, por centenas de países com o objetivo principal de impor uma meta para a redução na produção dos gases estufa (gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa), entre eles os causadores da chuva ácida. A implantação de um sistema de tratamento para os gases industriais também é importante, assim como a utilização de novas fontes de energias limpas como a energia eólica, a energia solar e a substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis.

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Aspectos da economia da África

Aspectos da economia da África

Por Gabriely Araujo


Imagem: Reprodução

A África é o considerado o continente mais pobre do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a somente 1 % do PIB mundial e tendo participação de apenas 2 % nas transações econômicas de todo o mundo. Cerca de 1/3 de sua população vive abaixo do nível da pobreza com menos de 1 dólar por dia. A miséria e o descaso para com esta região do planeta leva a problemas gravíssimos como a disseminação de doenças como o vírus da AIDS, do qual cerca de 2/3 da população é portadora incluindo crianças.

O principal bloco econômico da África é o SADC (Southern Africa Development Community, em português, Comunidade de Desenvolvimento da África do Sul) composto por 15 países, entre eles Moçambique, Angola, Botswana, Zimbábue, República Democrática do Congo e Madagascar. A África consiste em um continente subdesenvolvido com alguns de seus países pouco industrializados e outros ainda vivendo exclusivamente de atividades como agricultura e pecuária.

O deserto do Saara com cerca de 9 milhões de km² divide o continente africano em duas regiões formando uma barreira natural. A parte sul do continente é denominada de Subsaariana (abaixo do deserto do Saara) e são comuns nessa região doenças como a malária, AIDS e a doença do sono. Sua política é caracterizada por governos totalitários e em sua maioria corruptos. A parte norte da África possui um modelo social e econômico similar ao do oriente médio.
Atividades econômicas da África
Agricultura

A demanda de produtos agrícolas da África vinda de países europeus é alta, e esse tipo de atividade é praticada no continente na forma de agricultura de subsistência e comercial. A agricultura de subsistência é caracterizada quando o agricultor cultiva apenas aquilo que é essencial para seu próprio sustento e de sua família. A agricultura comercial já é feita em maiorescala e seus produtos exportados ou comercializados no próprio continente.

Devido ao clima intertropical e às suas áreas de savanas a agricultura na África é feita de maneira primitiva o que faz com que o plantio renda muito pouco. Os principais produtos desse tipo de agricultura são arroz, inhame, batata-doce, milho e mandioca. Já a agricultura comercial foi introduzida no continente sob a forma de plantation, com a finalidade de produzir monoculturas de produtos tropicais para suprir as demandas de exportação e o mercado interno. Os principais produtos desse tipo de agricultura são o cacau, cana-de-açúcar, amendoim, chá e seringais.

O resultado desse sistema de agricultura é uma desorganização na parte rural da África. Alguns de seus países não são capazes de suprir as necessidades do povo e outros têm procurado importar mais alimentos básicos. Isso gera a subnutrição e a fome que vem assolando o territórioafricano há muitos anos.
Indústria

A mão-de-obra barata e as vantagens na aquisição de minérios têm atraído indústrias para o continente nos últimos anos, contudo, estas são pertencentes a empresas estrangeiras que veem no território essas vantagens. O campo das indústrias africanas não é o mais moderno e consiste basicamente em indústrias que trabalham com a matéria-prima para exportação como usinas de cana-de-açúcar, indústrias de beneficiamento de fibras de algodão e produtoras de óleo comestível.
Exploração de recursos minerais

O continente africano é rico em minérios e fontes de energia como petróleo, ouro, zinco, urânio, ferro, chumbo, níquel, diamantes, prata, entre outros. Teve sua exploração iniciada em meados do século XIX em sua maioria por empresas norte-americanas que utilizam mão-de-obra local e empregam equipamentos modernos para a realização dessa atividade. Essa exploração quase sempre favorece apenas os países que a praticam, os mesmo instalaram portos e ferrovias no continente, mas somente para facilitar o escoamento dos recursos, sem intenção de ligar as nações africanas ou beneficiá-las.

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Planeta Vênus – Fotos, temperatura e características

Planeta Vênus – Fotos, temperatura e características

Por Gabriely Araujo
O planeta Vênus está situado como segundo depois do sol e é dentre todos os planetas o que possui mais semelhanças com a Terra. Chegou-se a acreditar que Terra e Vênus seriam planetas gêmeos, mas esta ideia foi descartada, pois suas semelhanças restringem-se apenas aos aspectos de massa e tamanho, suas condições para a existência de vida são distintas.
Características deste planeta

Na época da corrida espacial várias sondas foram enviadas à Vênus, como as sondas americanas Mariner e Pioneer e a soviética denominada com o próprio nome do planeta. Foi a partir daí que se deu início aos estudos acerca de Vênus. Uma semelhança entre Terra e Vênus é que seus núcleos são formados por ferro coberto com um manto rochoso, já a superfície do planeta é formada basicamente por basalto.

A atmosfera desse planeta é bastante densa, 92 vezes mais densa que a da Terra, a pressão existente em sua superfície é o equivalente a mergulhar a 920 metros de profundidade no mar. E quase 97% de sua composição são de dióxido de carbono, os outros 3% de nitrogênio e outros gases com menor presença como argônio, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, hélio, neônio e vapor de água. Essa composição dá a atmosfera um altíssimo efeito estufa, tornando-o um dos planetas mais quentes do sistema solar com temperatura de cerca de 460 °C.
Curiosidades sobre Vênus
Vênus é conhecido como “Estrela Dalva” por ser um dos astros mais brilhantes do céu, superado pela lua. Seu brilho pode ser visto a olho nu durante a noite.
Um dia em Vênus tem duração maior que um ano, já que seu movimento de rotação é mais demorado que o de translação. Cada um com 243 e 224 dias respectivamente.
Seu nome é em homenagem à deusa do amor da mitologia romana.
Um ano em Vênus corresponde a 224 dias na Terra.
Os ventos na área superior às nuvens podem alcançar velocidade superior a 400 km/h.
Vênus não possui satélites naturais (luas).
O símbolo astronômico de Vênus é o mesmo utilizado na biologia para o sexo feminino.
As nuvens de Vênus são situadas de 45 a 60 km de altura.
Se a Terra girasse tão lentamente sobre si mesma como Vênus (movimento de rotação), um dia Terrestre teria a duração de 9503 horas.
O movimento de rotação de Vênus é contrário a todos os outros planetas do sistema solar.
Fotos

Foto: Reprodução



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Economia da Índia – Veja os aspectos de seu crescimento

Economia da Índia – Veja os aspectos de seu crescimento

Por Gabriely Araujo

Foto: Reprodução

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo e o sétimo em área geográfica, estando situada na Ásia Meridional. Sua economia se destaca com a alta exportação de produtos manufaturados e na área de tecnologia, o que vem atraindo muitas empresas estrangeiras que vão ao país em busca da mão-de-obra barata e especializada. A Índia é, atualmente, a 10º economia do mundo e encontra-se em pleno desenvolvimento.

Seu Produto Interno Bruto (PIB) tem crescido cerca de 6 % ao ano nos últimos tempos e sua economia é bastante diversificada tendo em vista que ela atua em setores como tecnologia, indústria, agricultura e de serviços. Possui também o maior rebanho bovino do mundo. Ela faz parte do BRIC, grupo que destaca os países em desenvolvimento Brasil, Rússia, Índia e China. Contudo, um grande problema da economia indiana é o fato de que grande parte da renda do país está concentrada nas mãos de poucos gerando uma alta desigualdade social. A maioria dos trabalhadores do país trabalha por longas cargas horárias e recebe pouco por isso.
Economia na Índia Antiga

Em meados do século I a.C. a Índia praticava um forte comércio marítimo com base na exportação de produtos agrícolas como algodão e nas especiarias indianas como gengibre, canela, anis-estrelado, cravo da índia, noz moscada, pimenta do reino entre outras. Esses produtos movimentavam a economia indiana, que era basicamente fundada sobre a agricultura, e abastecia o comércio da Europa. Grandes monoculturas ainda estão presentes no país atualmente com foco na produção de algodão, chá e tabaco.
Atividades econômicas na Índia Atual

O mercado de indústrias automobilísticas é extremamente forte na Índia. O setor da indústria detém cerca de 28 % do PIB do país e emprega cerca de 14 % da população indiana. Outro setor da indústria que mantém um alto percentual de geração de emprego é o setor têxtil, logo atrás da agricultura, e mantém mais de 20 milhões de indianos empregados no país. Cerca de 90 % de toda a lã produzida na Índia é oriunda da região de Ludhiana.

O país é também o 13º maior produtor de serviços do mundo, e esse é também um setor com grande percentual de geração de trabalho, sendo 23 % de todo os empregados indianos neste setor, e este número continua a crescer rapidamente como setor que possui maior participação no PIB.
Produção energética

A Índia é a quarta maior consumidora de petróleo do mundo importando cerca de 82 bilhões dólares em petróleo. Suas reservas fornecem apenas 25 % do consumo doméstico do país, por isso a alta taxa de importação. Sua produção de energia via usinas termelétricas representam cerca de 64 % do total de energia produzida no país enquanto que as hidrelétricas e energia nuclear representam apenas 25 % e 3 % deste total. O restante é produzido por formas alternativas de energia sustentável.

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Brasília – História, economia e turismo

Brasília – História, economia e turismo

Por Gabriely Araujo
Foto: Reprodução

Brasília é atualmente a Capital Federal e está situada na região centro-oeste do Brasil, noPlanalto Central. Seu clima é tropical de altitude e os pinheiros destacam-se na sua vegetação. A cidade abriga mais de dois milhões e meio de habitantes segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2010, ocupando assim o quarto lugar no ranking das cidades mais populosas do Brasil. A cidade foi projetada para que sua população não ultrapassasse o número de meio milhão de habitantes, contudo esse número foi atingido entre as décadas de 70 e 90.
História de Brasília

Foi construída pelo presidente Juscelino Kubitscheck e inaugurada no dia 21 de abril de 1960. Sua construção fez parte do plano presidencial de fazer o Brasil avançar “50 anos em 5” e trouxe não apenas progresso, mas problemas para o país. Esse plano previa a abertura para empresas estrangeiras e a construção da nova Capital Federal, contudo o número de trabalhadores que migraram das regiões Norte e Nordeste, principalmente, para a construção da cidade, causou um superpovoamento na região e criou diversas cidades ao redor da capital que não estavam nos planos iniciais. Estas cidades foram mais tarde chamadas de cidades-satélites de Brasília.

A cidade é famosa por seu desenho arquitetônico, projetado pelo arquiteto Lúcio Costa, vencedor do concurso realizado no ano de 1957 para o plano da Nova Capital, e por ser berço de várias bandas e cantores que marcaram a música brasileira. Sua forma foi inspirada, segundo o arquiteto, no sinal da cruz, mas é frequentemente comparada à forma de um avião. A Capital abriga atualmente sedes de empresas nacionais e filiais internacionais, além de universidadesbastante conceituadas com a Universidade de Brasília (UnB), o que atrai grande número de estudantes e trabalhadores para a região. Seu projeto conta com ruas largas e a divisão da cidade em blocos numerados e setores para atividades distintas como setores residenciais, hoteleiros, bancários e de embaixadas (Brasília abriga 124 embaixadas estrangeiras).
Turismo

Cerca de um milhão de visitantes chegam à Capital Federal, que é tombada como patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO, todos os anos. O turismo decorre de ser a capital do país e por abrigar diversos órgãos governamentais, de administração direta, incluindo os representantes dos três poderes. Os principais edifícios do governo são o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente Dilma Rousseff, Palácio do Planalto, sede do poder executivo e a Praça dos Três Poderes localizados no Eixo Monumental.

Também é possível destacar outros pontos turísticos como:
Memorial JK
Panteão da Pátria
Teatro Nacional Cláudio Santoro
Santuário Dom Bosco
Museu Vivo da Memória Candanga
Santuário Dom Bosco
Catedral de Brasília
Parque Nacional de Brasília (popularmente conhecido como “Água Mineral”)
Jardim Botânico
Economia

A Capital Federal além de ser um centro político e com grande diversidade no ramo do turismo, também se apresenta como um importante centro financeiro para o país. Brasília possui o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capta do país e o quarto maior de toda a América Latina, sendo o triplo da renda média brasileira. Está também na 33º posição no ranking das cidades mais caras do mundo, no que diz respeito a custo de vida, logo atrás de Nova York que é a cidade mais cara dos Estados Unidos.

Por ter sido construída num terreno completamente livre, a Capital Federal ainda possui muitos espaços disponíveis para construção, o que alimenta o ramo da construção civil, que é parte da base de sua economia, acompanhada do varejo. Contudo, por ser uma cidade tombada como patrimônio pela UNESCO o governo do Distrito Federal procura sempre o incentivo à empresas de práticas não poluentes como as de software, cinema, vídeo, entre outras. A agricultura também merece papel de destaque na economia brasiliense, que já exporta seus produtos para outras localidades.

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