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domingo, 22 de outubro de 2017

MALEATO DE ENALAPRIL – Para Que Serve e Posologia. Este artigo é uma bula simplificada do maleato de enalapril, um dos medicamentos anti-hipertensivos mais prescritos em todo o mundo.

Maleato de Enalapril
O maleato de enalapril é um fármaco utilizado no tratamento da hipertensão arterial, que pertence à classe dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), sendo estruturalmente semelhante aos outros medicamentos desta classe, tais como o captopril, ramipril, lisinopril e perindopril.
Além de anti-hipertensivo, o enalapril também pode ser usado como parte do tratamento da insuficiência cardíaca, da nefropatia diabética e da insuficiência renal crônica.
Neste artigo, vamos abordar os seguintes pontos sobre o maleato de enalapril:
– Mecanismo de ação.
– Indicações.
– Nomes comerciais mais famosos.
– Como tomar.
– Efeitos colaterais.
– Contraindicações.
– Interações medicamentosas.
Atenção: este texto não pretende ser uma bula completa do enalapril. Nosso objetivo é ser menos técnico que uma bula e mais útil aos pacientes que procuram informações objetivas e em linguagem acessível ao público leigo.

Mecanismo de ação

O enalapril, assim como qualquer medicamento da classe dos IECA, age impedindo a formação de um hormônio chamado angiotensina II, que é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial. A angiotensina II estimula a contração dos vasos sanguíneos e uma maior absorção de sódio pelos rins. Essas duas ações resultam em elevação da pressão arterial.
A angiotensina II é, portanto, uma substância que impede que tenhamos hipotensão. O problema é que em algumas pessoas, o funcionamento deste hormônio não está devidamente “calibrado”. Cerca de 3/4 dos pacientes que são hipertensos apresentam níveis de angiotensina II acima dos valores que seriam necessários para manter uma pressão arterial normal. Desta forma, a inibição da sua produção com o enalapril acaba sendo uma efetiva forma de baixar a pressão arterial neste grupo.
Mas nem todos os indivíduos hipertensos apresentam problemas com a angiotensina II. Na verdade, pelo menos 25% dos hipertensos apresentam níveis baixos de angiotensina II. Nestes casos, o enalapril acaba sendo um fármaco anti-hipertensivo pouco eficaz, principalmente se for utilizado como monoterapia, ou seja, sem outro anti-hipertensivo associado.
Esta informação é importante porque sabemos que os afrodescendentes e os pacientes idosos costumam ter uma hipertensão com níveis baixos de angiotensina II. Portanto, o enalapril não deve ser a primeira opção de tratamento para hipertensão arterial nesses pacientes. Neste grupo, o enalapril costuma ser indicado apenas em conjunto com algum diurético, como a clortalidona ou a hidroclorotiazida.
Por outro lado, hipertensos jovens e de etnia branca são aqueles que habitualmente apresentam angiotensina II elevada ou normal*, sendo o enalapril uma opção bastante eficaz para controlar a pressão arterial.
* Um valor normal também não é adequado nestes casos, pois se o paciente está hipertenso, o esperado era que a produção de angiotensina II fosse naturalmente inibida e os valores no sangue mantivessem-se baixos.

Quem deve usar o enalapril

A inibição da angiotensina II tem diversos efeitos benéficos para o nosso organismo. Os principais são:
– Redução da pressão arterial.
– Tratamento da insuficiência cardíaca – leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – Causas, Sintomas e Tratamento.
– Redução da proteinúria (perda de proteínas na urina) – leia: URINA ESPUMOSA E PROTEINÚRIA.
– Redução da progressão da insuficiência renal crônica – leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA – Sintomas, Causas e Tratamento.
O enalapril é indicado como tratamento de primeira linha para hipertensão arterial, devendo ser a primeira escolha caso o paciente apresente também qualquer uma das doenças listadas acima.

Nomes comerciais do enalapril

O maleato de enalapril já existe no mercado há muitos anos e pode ser facilmente encontrado sob a forma de medicação genérica.
Entre os nomes comerciais, o mais famoso é o Renitec, do laboratório Merck Sharp & Dohme, que é considerado o medicamento de referência para a substância enalapril.
Além do Renitec, outros nomes comerciais facilmente encontrados nas farmácias são:
– Angiopril.
– Atens.
– Enalabal.
– Enalamed.
– Enaplex.
– Enaprotec.
– Eupressin.
– Glioten.
– Pressel.
– pressocord.
– Pressomede.
– Pressotec.
– Prilan (Portugal).
– Pryltec.
– Renalapril.
– Tensazol (Portugal).
– Vasopril.

Como tomar o enalapril

O maleato de enalapril é comercializado em comprimidos de 5 mg, 10 mg e 20 mg no Brasil e em comprimidos de 5 mg e 20 mg em Portugal.
A dose inicial deve ser de 5 mg a 10 mg, 1 vez ao dia, com ajustes a cada 1 ou 2 semanas até se obter o controle da pressão arterial.
A dose diária máxima recomendada é de 40 mg por dia, que pode ser administrada 1 ou 2 vezes por dia. Alimentos não interferem na absorção do comprimido.
Nos pacientes com insuficiência cardíaca ou proteinúria, a dose indicada é a mais alta que o paciente tolerar, respeitando o limite de 40 mg/dia.

Efeitos colaterais

Apesar de ser uma droga segura, alguns efeitos colaterais do enalapril são relativamente frequentes. Vamos falar apenas dos mais comuns e dos mais graves.
– Hipotensão: assim como ocorre com qualquer anti-hipertensivo, a hipotensão arterial é um dos efeitos colaterais possíveis do enalapril. Esse efeito ocorre em cerca de 2% dos pacientes.
Os sintomas da hipotensão costumam se manifestar como tonturas, fraqueza e súbito escurecimento da visão, que surgem, habitualmente, quando o paciente levanta-se de forma rápida.
A hipotensão é mais comum quando a dose inicial é muito elevada ou quando os pacientes apresentam uma ou mais das seguintes condições: idade acima de 60 anos, desidratação, uso concomitante de diuréticos ou insuficiência cardíaca. Neste grupo de pacientes, a dose inicial do enalapril deve ser de 2,5 mg a 5 mg.
– Hipercalemia (elevação do potássio sanguíneo): a elevação do potássio sanguíneo é um efeito adverso perigoso, pois pode provocar arritmias cardíacas graves.
A hipercalemia ocorre em cerca de 3 a 4% dos pacientes e é um dos principais motivos para suspensão do enalapril. O risco de hipercalemia é maior em pacientes diabéticos, portadores de insuficiência renal crônica, idosos ou que façam uso de medicamentos que também podem elevar o potássio, como anti-inflamatórios, anti-hipertensivos da classe dos ARA2 ou o diurético espironolactona.
Em muitos pacientes, a redução da dose e uma educação alimentar de forma a evitar alimentos ricos em potássio são suficientes. Em outros, porém, o enalapril precisa ser suspenso, pois os níveis de potássio sanguíneo permanecessem em faixas perigosas mesmo com doses baixas do medicamento.
– Tosse: 5 a 10% dos pacientes que usam enalapril podem desenvolver um quadro de tosse seca e persistente. A tosse costuma surgir cerca de 1 a 2 semanas após o início do tratamento, mas pode demorar até 6 meses para aparecer.
Todos os medicamentos da classe do IECA provocam tosse, motivo pelo qual a troca do enalapril por qualquer um deles não costuma ter sucesso. Quando a troca é necessária, sugerimos que ela seja feita com medicamento da classe dos ARA2.
– Agravamento da função renal: apesar do enalapril ser um medicamento indicado para proteção dos rins, em circunstâncias específicas, ele pode ser prejudicial à função renal. Pacientes desidratados, hipotensos, que fazem uso de anti-inflamatórios ou que apresentam insuficiência cardíaca descompensada são aqueles com maior risco de terem alterações da função renal potencializadas pelo enalapril.
– Angioedema e reação anafiláticas: a anafilaxia é um efeito adverso grave, mas felizmente raro, do enalapril. Angioedema ocorre em cerca de 0,3% dos pacientes (leia: ANAFILAXIA – Causas, Sintomas e Tratamento). Já a urticária é um pouco mais comum, ainda assim, acomete apenas 1 a 2% dos pacientes (leia: URTICÁRIA – Sintomas, Causas e Tratamento).

Contraindicações

O enalapril é contraindicado em pacientes com história de reação alérgica a qualquer medicamento da classe dos IECA.
O medicamento não deve ser prescrito em pessoas com estenose bilateral da artéria renal, níveis sanguíneos de potássio no limite superior da normalidade ou durante períodos de descompensação aguda da insuficiência renal.
O enalapril é contraindicado na gravidez e durante o aleitamento materno.

Interações medicamentosas

A administração conjunta do enalapril com os seguintes fármacos deve ser evitada:
– Alisquireno (Rasilez): maior risco de hipercalemia e hipotensão.
– Anti-inflamatórios: maior risco de hipercalemia, hipotensão e lesão renal aguda.
– Medicamentos da classe dos ARA II: maior risco de hipercalemia e hipotensão.
– Alopurinol: maior risco de reações alérgicas.
– Lítio: maior risco de toxicidade pelo lítio.
A administração conjunta do enalapril com os seguintes fármacos deve ser feita com cautela e monitorização dos riscos:
– Sulfametoxazol-trimetoprim (Bactrim): maior risco de hipercalemia.
– Álcool: maior risco de hipotensão.
– Espironolactona: maior risco de hipercalemia.
– Aspirina: reduz a eficácia do enalapril.
– Insulina: maior risco de hipoglicemia.
– Antidiabéticos orais: maior risco de hipoglicemia.
– Sirolimo: maior risco de reações alérgicas.
O enalapril não interfere com a eficácia dos anticoncepcionais hormonais.
https://www.mdsaude.com/2017/05/maleato-de-enalapril-bula.html

Pinhão

Pinhão



O pinhão é semente da araucária, árvore símbolo do Paraná, é uma fonte muito rica de minerais e um ótimo aliado do emagrecimento, mas assim como todo alimento, ele deve ser consumido com moderação. 
Os benefícios do pinhão são muitos!
Além de ser um alimento rico em fibras e com isso ajudar prevenir doenças intestinais, o pinhão tem um grande benefício que é a liberação do ácido graxo linoleico. Esse ácido age, além de outras formas benéficas, como supressor da fome e libera um hormônio chamado colecistoquinina, que ajuda a diminuir a vontade de comer. Por essas características, o consumo é recomendado como lanche, entre refeições, e principalmente no fim da tarde, para ajudar a controlar a fome que é mais comum no período da noite.
Ele também é rico em Vitamina E, Vitamina K e Manganês, estes nutrientes contribuem para a redução do colesterol no sangue, por isso, ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares.
Nele também são encontrados ferro e cobre. O ferro é um mineral que previne anemias e gera energia ao organismo e o cobre ajuda na absorção do ferro. Outro destaque nutricional dessa semente é no fornecimento de potássio, mineral que ajuda a controlar a pressão arterial.
Os antioxidantes presentes nos pinhões retardam o processo de envelhecimento, pois eles ajudam a remover os radicais livres do corpo.
A semente pode ser consumida como lanche, picada ou processada e colocada em preparos, como sopas e saladas. A farinha do pinhão também pode ser uma opção para preparo de massas. A semente não possui glúten.
● 100g de Pinhão Cozido: 174 kcal; 43,9g de Carboidratos; 3,0g de Proteínas e 0,7g de Lipídios
SUFLÊ DE PINHÃO

Ingredientes
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola pequena
2 1/2 xícaras (chá) de pinhão: sendo (1 xícara cozido e processado e 1,5 xícara cozido e cortado em rodelas)
1 xícara (chá) de leite
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 ovos
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Salsa (ou salsinha), cebolinha-verde, sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
Aqueça a manteiga em uma frigideira, deixando murchar e dourar a cebola bem picada. Acrescente o pinhão cozido, processado e cortado em rodelas, deixando-o refogar. Tempere com sal, pimenta-do-reino, salsa e cebolinha picados. Deixe esfriar.
No liquidificador ou batedeira, bata o leite, a farinha de trigo e as gemas. Incorpore aos poucos ao pinhão já refogado, acrescentando o queijo ralado. Junte suavemente as quatro claras batidas em neve. Despeje no ramequim (forma para suflê) untado. Asse em fogo moderado (170 ºC a 190 ºC) por cerca de 20 minutos. 
Sirva em seguida.
Rendimento: 4 porções
Calorias por porção: 378Kcal
PINHÃO COM CHOCOLATE

Ingredientes
300 g de pinhão
200 g de chocolate ao leite
Modo de preparo
Lave bem o pinhão e corte as pontas. Cozinhe o pinhão na panela de pressão por aproximadamente 30 minutos após a panela começar a chiar ou até ficar bem macio. Descasque os pinhões e reserve. Derreta o chocolate de acordo com as instruções da embalagem e banhe os pinhões. Ponha-os para secar sobre papel-manteiga. 
Dica: para variar a receita, você pode usar chocolate 70% no lugar do chocolate ao leite.
Rendimento: 6 porções
Calorias por porção: 273 por porção  

PENNE MEDITERRÂNEO

Ingredientes
500 g de penne
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada
2 tomates maduros sem pele e sem sementes picados
1 xícara (chá) de pinhão cozido em rodelas (opcional)
100 g de ricota fresca esmigalhada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 colher (chá) de orégano
1/2 xícara (chá) de salsa e manjericão picados
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado 
Modo de preparo
Em uma panela, ferva 5 litros de água com uma colher (sopa) de sal. Junte o macarrão de uma só vez e cozinhe até ficar al dente.
À parte, aqueça o azeite numa panela e doure a cebola. Ponha o tomate e refogue por 5 minutos. Junte o pinhão, a ricota, o sal, a pimenta, o orégano e misture com cuidado. Escorra o macarrão e junte-o ao molho. Acrescente a salsa e o manjericão. Polvilhe o parmesão e sirva.
Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964
Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo
Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)
Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP
Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget
Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

http://benvenutri.blogspot.com.br/2017/06/pinhao.html

Flavonoides

Flavonoides são produtos do metabolismo secundário de plantas, pertencentes à classe dos compostos fenólicos, atuando, principalmente, na defesa do organismo que a produz. Também apresentam outras funções nos produtores como atrair agentes polinizadores, dar pigmentação em frutas, sementes e flores e proteger em relação à radiação ultravioleta. São encontrados nas plantas na forma glicosilada, que nada mais é do que combinados a moléculas de açúcares.
Os flavonoides, de modo geral, são formados pela combinação de compostos gerados a partir da fenilalanina (um tipo de aminoácido) e ácido acético. Sua estrutura química é caracterizada pela presença de três anéis fenólicos. No nosso organismo, estas substâncias atuam como importantes antioxidantes prevenindo diversas doenças.

Como são subdivididos e classificados

Os flavonoides são uma categoria de polifenóis subdivididas em classes, cujas principais são:
● os flavonóis: onde se encontram compostos como a quercetina e o kaempferol;
● flavonas: categoria na qual se encaixam a luteolina e a apigenina;
● flavanonas: como a taxifolina e a naringenina;
● flavanóis: como a catequina e a epicatequina;
● antocianidinas: na qual se encaixam a cianidina, malvidina, pelargonidina;
● isoflavonas: como a gliciteína, daidzeina e genisteína.
Benefícios à saúde:

Estudos realizados sugerem a capacidade de uma alimentação rica em flavonoides prevenir doenças cardiovasculares e até mesmo alguns tipos de câncer, isso ocorre devido à função antioxidante que esses compostos exercem em nosso organismo, se ligando aos radicais livres e inativando-os, antes que os mesmo interajam com alguma molécula biológica, provocando reações danosas. Desse modo, os flavonoides são eficientes no combate a moléculas oxidantes que atuam provocando danos ao DNA e a formação de tumores.
Além da função antioxidante, eles também possuem funções anti-inflamatórias e são capazes de atuar na inibição do ciclo celular de células cancerosas, impedindo a proliferação das mesmas. Também tem propriedades que auxiliam no controle do Diabetes e previnem o surgimento de doenças cerebrovasculares. 

Fontes Alimentares

Os polifenóis, categoria na qual se encaixam os flavonoides, não são produzidos pelo nosso corpo, sendo fundamental a ingestão de cerca de 1 a 2 gramas/ dia dos mesmos.
Vamos conhecer um pouco mais sobre os alimentos que são fontes dessas substancias:
Chás: segundo estudos, os chás preto e verde são fontes consideráveis de quercetina, miricetina e kaempferol, recebendo os maiores destaques. A erva-mate é rica apenas quercetina e kaempferol e os chás de camomila, morango e boldo apesar de serem boas fontes, acabam possuindo as mesmas substancias em menores quantidades. Chás como os de hortelã e erva-cidreira apresentam quantidades bem menos significativas.
Frutas: as maiores quantidades de flavonoides encontradas em frutas amplamente consumidas no Brasil foram na acerola, nas frutas cítricas em geral, na pitanga e na maçã. Outras fontes que também merecem destaque são o caju, a goiaba, o morango, as uvas, cerejas, groselhas, amoras, framboesas e mirtilos; sendo que as cinco últimas não apresentam consumo significativo pela população brasileira.
Hortaliças: entre as hortaliças mais consumidas no Brasil, as que mais contêm flavonoides são a cebola branca, a couve, a rúcula, a salsa, a pimenta, o almeirão e a cebola roxa. Destaques também vão para os pimentões, tomates, espinafre e brócolis.
É importante também ressaltar que alimentos que sofrem processamentos apresentam menores quantidades de flavonoides do que alimentos in natura, isso pode ocorrer devido ao fato de muitas vezes descascarmos os alimentos, perdendo quantidades de matérias-primas com porções significativas de flavonoides.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Barnes, J; Anderson, LA; Phillipson JD. St John's wort (Hypericum perforatum L.): a review of its chemistry, pharmacology and clinical properties. J Pharm Pharmacol 2001; 53(5):583-600. 
De Vries JH, Janseen PL, Hollman PC, Van Staveren WA, Katan MB. Consumption of quercetin and kaempferol in free living subjects eating a variety of diets, Cancer Lett 1997; 114:141-4.
Hoffmann-Ribani, R.; Rodriguez-Amaya, DB. Otimização de método para determinação de flavonóis e flavonas em frutas por cromatografia líquida de alta eficiência utilizando delineamento estatístico e análise de superfície de resposta. Quím. Nova, no prelo.
Huber, LS; Rodriguez-Amaya, D. Flavonóis e flavonas: fontes brasileiras e fatores que influenciam a composição em alimentos. Alimentos e Nutrição, Araraquara, v. 19, n. 1, p.97-108, mar. 2008.
Loureiro, MP. Flavonoides. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.grupoalimentosfuncionais.blogspot.com.br
MARCHAND, L. L. Cancer preventive effects of flavonóides – a review. Biomed Pharmacother. v. 56, p. 296-301, 2002.
Oliveira, W. C. et al. Flavonoides: potencial terapêutico no estresse oxidativo. Revista de Ciencias Farmacêuticas Básica e Aplicada, Araraquara, v. 28, n. 3, p.241-249, jul. 2007. 
Zuanazzi JAS, Montanha JA. Flavonóides. In: Simões CMO, Schenkel EP, Gormann G, Mello JCP, Mentz LA, Petrovick PR. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5.ed. Porto Alegre/Florianópolis: Editora da UFRGS; 2002. p.577-614.

Vinagre de Maçã

O vinagre, usado como tempero de saladas e legumes pode ter mais benefícios do que você imagina: ele tem pouquíssimas calorias, ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, reduz o apetite e emagrece! Os efeitos terapêuticos do vinagre são bem estudados e decorrentes de seus componentes bioativos, incluindo ácido acético, ácido gálico, quercetina, catequina, epicatequina, ácido clorogênico, ácido cafeico, ácido p-cumarínico, ácido ferúlico e outros.  As pesquisas evidenciam sua ação antioxidante, antidiabética, antimicrobiana, antitumoral, antiobesidade, anti-hipertensiva e anticolesterol. 
Como é feito?
O vinagre pode ser feito a partir de qualquer fruta ou cereal que contenha açúcar, como maçã, uva, framboesa, maracujá, coco, cana de açúcar, kiwi, laranja, tangerina, manga, mel, melado, arroz, malte, milho, vinho, álcool. A matéria prima usada sofre um processo de fermentação por leveduras benéficas e por bactérias chamadas “acetobacter”. Os açúcares naturais são transformados em álcool, e depois este álcool é convertido em ácido acético, e a concentração usual nos vinagres é de 5% de ácido acético e 95 % de água. A presença de minerais, vitaminas e fitoquímicos (como os polifenóis) ajudam a dar um sabor diferenciado aos diversos tipos de vinagre.
Glicose e insulina
Diversos estudos têm demonstrado a capacidade do vinagre em ajudar no controle do peso por reduzir o pico de insulina e o nível de glicose após refeições ricas em carboidratos. A resistência insulínica e o aumento da glicemia (açúcar no sangue) estão ligados a inúmeras doenças, como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e obesidade. O efeito do vinagre é similar ao de drogas antiglicêmicas (que controlam o açúcar no sangue), como metformina e acarbose, reduzindo o nível de açúcar sanguíneo em até 25%. 
Perda de peso
Em um estudo para determinar a ação antiglicêmica do vinagre feito na Universidade do Arizona e publicado na revista Diabetes Care, surgiu um efeito colateral muito bem-vindo. Os participantes perderam peso no período de quatro semanas. Eles não tiveram picos de insulina, que acabam por estimular o apetite mais rápido após uma refeição que contenha carboidratos. Os participantes tomaram 2 colheres de sopa de vinagre de maçã diluído em água antes do almoço e do jantar. Este grupo perdeu uma média de 2 quilos em um mês. O grupo controle, que não tomou o vinagre, não teve o peso alterado.
Índice glicêmico
Outra pesquisa muito interessante, feita no Japão e publicada no European Journal of Clinical Nutrition, revelou que com a adição de vinagre ao arroz, um cereal composto basicamente de carboidratos e com alto índice glicêmico, este índice foi reduzido entre 20 a 35%. Isto significa que o vinagre usado como tempero no preparo de pratos ajuda a diminuir a quantidade de carboidratos que o organismo absorve. O índice glicêmico mede a quantidade de glicose e carboidrato contidos em um alimento, e quanto maior este índice, mais glicose no sangue e mais pico de insulina.
Ácido acético
O que contribui para a perda de peso é o ácido acético, presente em todos os tipos de vinagre (branco, tinto, balsâmico, de maçã, de arroz, etc.).  Este ácido inibe a ação de várias enzimas que digerem carboidratos, incluindo amilase, sacarase, maltase e lactase. Basicamente, o ácido acético é um bloqueador natural da absorção de amidos e açúcar. Quando estas enzimas são bloqueadas, os carboidratos passam direto através do trato digestivo, comportando-se como fibras insolúveis, que não podem ser digeridas. Assim são eliminadas muitas calorias, que se fossem absorvidas certamente iriam dificultar a perda de peso.
Minerais
O ácido acético aumenta a absorção dos minerais presentes nos alimentos. Tomar vinagre diluído em água antes das refeições melhora o processo digestivo e aumenta a capacidade do organismo de aproveitar os minerais essenciais.
Glicogênio
Ainda tem mais. O ácido acético ajuda a converter a glicose em glicogênio, que é armazenado pelos músculos e fígado como fonte de energia para as atividades do dia a dia. O glicogênio é usado de forma rápida pelo corpo e não se transforma em gordura. Quanto mais glicogênio, mais energia, e mais eficientes se tornam os nossos músculos, o que facilita a malhação e a recuperação após a atividade física.
Detonador de gorduras
Outro estudo japonês publicado na revista Bioscience, Biotechnology & Biochemistry, foi feito com 175 homens e mulheres obesos que consumiram 2 colheres de sopa de vinagre diluído em água durante 12 semanas, antes das refeições principais. Ao final houve redução de gordura visceral, de peso corporal e do nível de colesterol e triglicerídeos.
Vinagre de maçã
Os diversos tipos de vinagre (branco, tinto, balsâmico, de arroz, de vinho, de framboesa) são usados basicamente para cozinhar e temperar. Todos contem ácido acético e contribuem para o emagrecimento. No entanto, o vinagre de maçã tem diversas propriedades que contribuem para a saúde e tem sido utilizado há séculos como um remédio tradicional para uma variedade de problemas médicos. 

Ações funcionais
O vinagre de maçã contém ácidos acético, málico, lático e cítrico, enzimas, diversos polifenóis, traços de pectina, betacaroteno e minerais, principalmente potássio. Além de atuar no controle do peso, o vinagre de maçã melhora a digestão, previne cãimbras, tem ação diurética, acelera a eliminação de toxinas, reduz a glicemia e o colesterol. Ele também alivia a rigidez articular, pois o ácido acético age como um quelante, eliminando cristais de minerais que se depositam nas articulações. O vinagre de maçã se encaixa na categoria de alimento funcional, pois ajuda a prevenir e tratar doenças.
Como comprar
É importante comprar vinagre de maçã orgânico, não pasteurizado e não filtrado. O vinagre ideal é o que apresenta uma fina teia boiando no conteúdo, a “mãe”, ou seja, as enzimas e culturas bacterianas benéficas do processo de fermentação. Isto significa que ele é um alimento vivo.
Como tomar
Para proteger o aparelho gastrointestinal e evitar uma possível irritação ou sensação de queimação (refluxo) é importante que o vinagre seja tomado sempre de forma diluída, uma colher de chá em um copo de água antes das refeições. Ele pode ser misturado em água com gás, o que ajuda a tornar o sabor mais agradável. Ao temperar saladas use à vontade, e neste caso ele pode ir puro, pois a quantidade é pequena. Mais uma opção é usar o vinagre no tempero e preparo de pratos como assados e refogados.
Quantidade
Todos os estudos citados foram feitos com o consumo de 2 a 4 colheres de sopa por dia, diluídas em água. Se ficarmos com 2 colheres de sopa diárias (30 ml), isto equivale a 6 colheres de chá (30 ml):
- 1 colher de sopa contem 15 ml 
- 1 colher de chá contem 5 ml 
Dica
Toda vez que for tomar água ou suco, coloque uma pequena porção de vinagre de maçã, tipo algumas gotas ou uma colher de cafezinho. Assim o sabor fica totalmente escondido e você se beneficia das propriedades do vinagre o dia todo.
Contraindicações
Não exagere na dose e nunca tome sem diluir. De modo geral, o vinagre pode ser usado por todos, sem restrição, exceto quem tem úlcera ativa ou indisposição ao consumir o condimento. Diabéticos e cardíacos podem consumir sem medo, desde que respeitem a dose máxima de 2 colheres de sopa por dia. As pessoas que sofrem com problemas gástricos não devem consumir muito vinagre. O vinagre de maçã tomado de forma diluída não irrita estômagos saudáveis, e pode até ser usado em casos de refluxo com acompanhamento profissional. A sensibilidade individual deve ser respeitada, e se houver qualquer desconforto o vinagre deve ser descontinuado.
Outros tipos de vinagre
Vinagre balsâmico: escuro e bastante aromático, é feito com uvas selecionadas da região de Modena, na Itália. O autêntico vinagre balsâmico passa por um longo processo de fermentação, feita em barris de madeira, que deve durar pelo menos 10 anos. É excelente no preparo de molhos para saladas, para temperar legumes ou para enriquecer molhos de cozimento e refogados. 
Vinagre de arroz: é o vinagre japonês obtido a partir da fermentação do arroz. Mais suave e ligeiramente adocicado, pode ser encontrado em lojas de produtos orientais. É misturado ao arroz cozido para fazer sushi e usado em pratos agridoces, e também pode ser usado para temperar saladas e legumes.
Vinagre de vinho: é elaborado a partir do vinho tinto ou branco. Sua qualidade difere de uma marca para outra e alguns são bem ácidos. Ótimos para temperar qualquer alimento, para fazer pratos marinados e picles.
Vinagre de álcool: o mais forte e de sabor rascante, apresenta uma concentração mais elevada de ácido acético. Use apenas em conservas e no preparo de picles, ou para desinfetar as suas hortaliças e frutas.
Vinagre de champanhe ou de espumante: trata-se de um produto de cor pálida e sabor elegante, como a bebida da qual procede. Deve ser usado para temperar saladas e legumes cozidos.
Vinagre de xerez: produto típico da Espanha possui sabor delicado e exclusivo. Ideal para saladas e para aromatizar pescados e carnes brancas.
Vinagre de malte: é um produto escuro e fermentado, feito a partir do malte de cevada. É usado tradicionalmente na Inglaterra para acompanhar pratos com peixe e em molhos para saladas.
Vinagres aromatizados: os vinagres podem ser aromatizados com ervas, especiarias, frutas ou alho, e são indicados para molhos de saladas. Os aromatizados com frutas, como o de framboesa, podem ser usados em molhos para sobremesas, mousses, sorvetes ou borrifados sobre panquecas e wafles. 
Texto elaborado por: Dra. Tamara Mazaracki.
Título de Especialista em Nutrologia –  Associação Brasileira de Nutrologia;
Membro Titular da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia;
Pós-graduação em Medicina Ortomolecular, Nutrição Celular e Longevidade – FACIS-IBEHE – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Centro de Ensino Superior de Homeopatia;
Pós-graduação em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – IBRAPE.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
*Comprehensive Reviews in Food Science 2016. Vinegar functions on health: constituents, sources, and formation mechanisms.
*Journal of Food Science 2014. Functional properties of vinegar.
*Annals of Nutrition & Metabolism 2010. Examination of the antiglycemic properties of vinegar in healthy adults.
*Medscape General Medicine 2006. Vinegar: Medicinal uses and antiglycemic effect.
*Life Science Journal 2012. Influence of apple cider vinegar on blood lipids.

Como Escolher A Melhor Água

Considerando a área total terrestre, dois terços são constituídos por água. Desse volume imenso, a grande parte, que totaliza 97,5%, é salgada e encontrada em oceanos e mares. Apenas 2,493% são doce, mas possui difícil acesso, localizando-se em geleiras e aquíferos. Somente 0,007% são doce e disponível para consumo humano através de rios, lagos e na atmosfera.
As reservas de água doce são distribuídas desigualmente no mundo e vêm sendo exauridas e poluídas por substâncias químicas e biológicas de forma bruta. A Organização das Nações Unidas (ONU) indica que a população mundial se elevará muito até o ano de 2050, atingindo cerca de 11,2 bilhões de pessoas. Devido a isso, ela considera de grande preocupação o crescimento demográfico a essas taxas em relação a disponibilidade futura de recursos hídricos.
O setor de água mineral vem se desenvolvendo a altas taxas nas últimas décadas e se tornando o segmento de bebidas que mais cresce, atingindo 20% ao ano. O volume de consumo de água mineral é o quinto maior entre as bebidas, ficando atrás de refrigerantes, leite, cerveja e café solúvel e à frente de sucos. O Brasil ainda tem um dos mais baixos índices de consumo de água mineral per capita, da ordem de 35 litros/ano.
Mas no que devemos prestar atenção na hora de escolher uma água mineral?
- pH (ácida/alcalina);
- Teor de sódio;
- Embalagem na qual está acondicionada (plástico ou vidro).
pH
A alcalinidade total de uma água é dada pelo somatório das diferentes formas de alcalinidade existentes, ou seja, é a concentração de hidróxidos, carbonatos e bicarbonatos, expressa em termos de carbonato de cálcio, pois a alcalinidade mede a capacidade da água em neutralizar os ácidos.
Normalmente as águas superficiais possuem alcalinidade natural em concentração suficiente para reagir com o sulfato de alumínio nos processos de tratamento. Quando a alcalinidade é muito baixa ou inexistente, há a necessidade de se provocar uma alcalinidade artificial com aplicação de substâncias alcalinas, tal como cal hidratada ou barrilha (carbonato de sódio) para que o objetivo seja alcançado, em casos de alcalinidade elevada, procede-se ao contrário, acidificando-se a água até que se obtenha um teor de alcalinidade suficiente para reagir com o sulfato de alumínio ou outro produto utilizado no tratamento da água.
Seria então interessante procurar águas com pH acima de 7,5. A explicação é que nosso sangue tem pH médio de 7,4, se há ingestão de alimentos com pH menor que esse, o corpo deverá se esforçar muito para equilibrar a acidez que isso gera, deixando órgãos mais ácidos e favorecendo o processo de envelhecimento.
Teor de Sódio
A grande maioria dos sais minerais são benéficos à saúde, mas deve-se ficar atento à quantidade ingerida. Atualmente o consumo de alimentos industrializados está em alta e os mesmos contêm altas quantidades de sódio. O excesso de sódio na alimentação causa retenção de líquidos, o que leva ao aumento da pressão arterial. Por isso, o alerta serve principalmente para as pessoas que sofrem com hipertensão, problemas cardiovasculares e renais, que são potencializados com o alto consumo desse elemento. Por que então ingerir mais desse mineral na água? Devemos tê-la como fonte de hidratação e não como mais um meio de ingerir sódio e prejudicar a saúde.
A ANVISA regulamenta que os rótulos das águas com mais de 200mg/l de sódio deve vir destacado “contêm sódio”. E ainda destaca que não pode exceder a quantidade de sódio de 60mg/100ml.
Portanto, devemos priorizar águas com teor de sódio ainda mais baixo que o permitido. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) deve-se consumir menos de 2g de sódio ou menos de 5g de sal por dia. Por exemplo, se você beber um litro de água mineral com 103,06g de sódio, já estará consumindo cerca de 5% da sua cota diária.
Embalagem a qual está acondicionada (plástico ou vidro)
Atualmente, há preocupações em relação à exposição de humanos e outros animais aos agentes e substâncias químicas, que promovem alterações no sistema endócrino e nos hormônios, denominados desreguladores endócrinos (DE).
Dentre as várias substâncias capazes de afetar o sistema endócrino, destaca-se o bisfenol A (BFA). É uma substância química produzida em grandes quantidades para o uso principalmente na produção de plásticos policarbonato e resinas epóxi. 
A exposição humana ao BFA não é insignificante, considerando que policarbonatos e resinas epóxi, tendo como base o BFA, apresentam várias aplicações, como, por exemplo, garrafas de bebidas, potes de comida para bebês, revestimento anticorrosivo em latas de alumínio, fabricação de discos compactos, selantes dentários, equipamentos de segurança e dispositivos médicos.
O BFA migra em níveis de pg.µL-1 dos produtos do policarbonato ou de revestimento epóxi em latas à água durante processos térmicos.
O BFA migra também das mangueiras de PVC (cloreto de polvinila) à água em temperatura ambiente e pH neutro. Tal composto tem sido recentemente relatado como o mais potente mimetizador antropogênico. Análises do BFA demonstraram que este composto induz proliferação, alteração na região reprodutiva da fêmea, bem como câncer no testículo e na próstata, redução de esperma, desmaculinização, feminilização, alteração nas funções de imunidade e diminuição de fertilidade em pássaros, peixes e mamíferos.
O consumo de águas engarrafadas tem crescido muito nos últimos tempos, sendo a maioria das garrafas feita de polietileno tereftalato (PET) – um plástico derivado do petróleo - , das quais podem migrar determinadas substâncias, como o BFA.
Por isso devemos escolher o produto cuja fonte é mais próxima do local de consumo. Pois as garrafas de água são transportadas de caminhão e costumam pegar muito sol, o que leva ao aquecimento do plástico favorecendo a liberação de BFA para a água. Outra opção é escolher as águas que são acondicionadas em garrafas de vidro.
Diferentes Tipos de Água e Benefícios para a Saúde

Nome
Benefício
Sulfurosa
Indicada para problemas articulares, do aparelho digestivo e doenças de pele. É também cicatrizante.
Ferruginosa
Ajuda a combater a anemia e estimula o apetite. É indicada também para a parasitose.
Carbogasosa
Eficaz contra a hipertensão arterial e repões energia. É também diurética e digestiva.
Radioativa
Ajuda a dissolver cálculos renais, favorece a digestão, alivia cólicas estomacais e intestinais. Também atua como calmante.
Alcalina-bicarbonatada
É digestiva e diurética. Auxilia no tratamento de úlceras e esofagite.
Magnesiana
Laxante, contribui para o bom funcionamento do estômago e do intestino. Em excesso pode provocar diarreia.
Carbônica
Reduz o apetite e auxilia na hidratação da pele.
Iodetada
Apropriada para inflamações de faringe, insuficiência da tireoide, reumatismo e problemas no fígado e nos rins.
Litinada
Auxilia na depuração do ácido úrico. Também é calmante devido ao efeito sedativo do lítio.
Alcalino-terrosa cálcica
Ajuda a repor deficiências de cálcio no corpo.
Cloretadas
Indicadas para moléstias gastrointestinais e gastrites.
               Fonte: ABINAM – Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
BRASIL. “Regulamento Técnico Para Águas Envasadas e Gelo”. Resolução RDC n°274, de 22 de setembro de 2005.
Brito Neta, MS; Leal, MPN; Reis, AS. Análise físico-química, microbiológica de água mineral produzida no nordeste e comercializada em Teresina – Piauí. Rev. Interd. 2013; v.6, n.2, p.33-37.
Guerra, CK. Influências no consumo de água mineral em Porto Alegre. [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 2009.
Goloubkova, T; Spritzer, PM. Xenoestrogênios: o exemplo do Bisfenol-A. Arq. Bras. Endocrinol Metab 2000; v.44, n.4.
Matta, MHR. et al.Determinação de bisfenol A (BFA) em água mineral por meio de CG/DCE – uma nova proposta de metodologia para análise. Rev. Inst. Adolfo Lutz 2012; v.71, n.4.
Meuer, MC; Rocha, GDW. Como escolher a melhor água. Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 18/07/2017.
Rebelo, MAP; Araújo, NC. Águas minerais de algumas fontes naturais brasileiras. Rev Ass Med Brasil 1999; v.45, n.3, p: 255-260.