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sábado, 3 de outubro de 2015

SAÚDE FEMININA » Endometriose


ENDOMETRIOSE

Doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença.

É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.

Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis.

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP


SINTOMAS

Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade, e 20% apenas infertilidade.

Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão:

• Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
• Dor pré-menstrual;
• Dor durante as relações sexuais;
• Dor difusa ou crônica na região pélvica;
• Fadiga crônica e exaustão;
• Sangramento menstrual intenso ou irregular;
• Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;
• Dificuldade para engravidar e infertilidade.

A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
Fontes:

Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Endometriose. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.165-173. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.
O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito por meio de exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.

Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcpia.

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SPVOLTAR AO TOPO


EXAMES

A endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar por meio do exame físico, ou seja, realizado durante a consulta ginecológica de rotina. Dessa forma, os exames de imagem são mais adequados para indicar a possível existência do problema, que será confirmada posteriormente por meio de exames laboratoriais específicos.

Entre os exames de imagem que podem sinalizar a endometriose, destacam-se:

Ultrassonografia transvaginal – Procedimento de menor custo, que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda.

Ressonância magnética – Exame mais caro, a ressonância magnética apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda.

Para identificar a existência da endometriose, outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico, como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal e a tomografia computadorizada. Após a identificação de alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, de modo a confirmar o diagnóstico. Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia.

Laparoscopia – Permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos. A Laparoscopia é mais vantajosa que a Laparotomia, porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença.

Laparotomia – É o procedimento tradicional e considerado mais invasivo em comparação à Laparoscopia. Envolve uma incisão abdominal maior para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente.

Hoje em dia, no entanto, existem diversos tipos de tratamentos não invasivos, que podem reduzir o número total de procedimentos a que a paciente é submetida. Vale ressaltar que a endometriose é uma doença crônica, e por isso o acompanhamento médico contínuo é fundamental.

Fonte:

PASSOS, Eduardo Pandolfi. et al. Videolaparoscopia. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 302-322.

SOUZA, Carlos Augusto B. et al. Endometriose. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158.

UENO, Jogi. Laparoscopia x Laparotomia. Disponível em: < http://laparoscopiaginecologica.net.br/2013/07/laparoscopia-x-laparotomia/>. Acesso em 18 jul. 2013.

PREVENÇÃO

A endometriose é uma doença benigna, que se caracteriza pela proliferação do tecido chamado endométrio para fora da cavidade uterina, local em que ele normalmente se desenvolve. O crescimento do endométrio faz parte do ciclo reprodutivo da mulher. Ao longo desse período, o tecido cresce, e quando não ocorre gravidez ele é eliminado em forma de menstruação. Entretanto, em algumas mulheres algumas células desse tecido migram no sentido oposto, podendo subir pelas tubas e chegar à cavidade abdominal, multiplicando-se e provocando a endometriose.

Não há consenso médico sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose, de modo que ainda é difícil falar diretamente em prevenção. Entretanto, diversos estudos sobre as características das mulheres que têm a doença ajudam a medicina a se aproximar de maiores respostas.

Enquanto alguns fatores de risco para a endometriose são bem conhecidos, ainda não é claro como determinados comportamentos, tais como o uso de determinados medicamentos, drogas, entre outros fatores, poderiam aumentar ou diminuir as chances de desenvolver a doença.

Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose: pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença.

A relação entre o uso de pílula anticoncepcional e a endometriose ainda é polêmica: há pesquisadores que encontraram aumento de risco, e outros que indicaram a redução ou ausência de efeito. Como alguns anticoncepcionais orais são utilizados por mulheres que apresentam cólicas menstruais (dismenorreia primaria), e a endometriose causa dor pélvica (dismenorreia e dispareunia), a pílula é muitas vezes prescrita para mulheres que têm a doença, sem que se tenha descoberto alguma relação de causa e efeito entre elas.

Filhas e irmãs de pacientes com endometriose têm maior risco de também desenvolver o problema. A identificação genética poderia ajudar a entender melhor a doença, mas é ainda difícil saber o quanto os genes realmente são relevantes em relação a outros fatores, como etnia e fatores ambientais.

Consumir muito álcool e cafeína são hábitos que têm sido associados ao aumento do risco ou piora do quadro de endometriose, enquanto fazer atividades físicas parece diminuir as chances de desenvolver a doença.

Com um debate científico ainda bastante acalorado sobre as causas da endometriose, o melhor que as pacientes podem fazer para manter a saúde em dia é consultar regularmente o ginecologista. Observar os sintomas e conhecer seu corpo também são atitudes que ajudam a perceber alterações, indicando a necessidade de voltar mais cedo ao consultório.

Fontes:

SOUZA, Carlos Augusto B. et al. Endometriose. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158.

VARELLA, Drauzio. Endometriose: entrevista. Disponível em: < http://drauziovarella.com.br/mulher-2/endometriose-3/>. Acesso em 19 jul. 2013.


TRATAMENTOS E CUIDADOS

Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada.
Tratamento cirúrgico:

Nesse procedimento, a endometriose é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. Em alguns casos, é possível eliminar apenas os focos da doença ou as complicações que ela traz – como cistos, por exemplo. No entanto, em situações mais sérias, o procedimento precisará até remover os órgãos pélvicos afetados pela enfermidade. Dependendo das condições da doença, é possível recorrer a tratamento por laparoscopia, com laser.

Também é possível a realização da videolaparoscopia, na qual diagnosticará o número de lesões, aderências, a obstrução tubária e já tratar a doença.
Tratamento com medicamentos:

Existem diversos medicamentos disponíveis no mercado para tratar a endometriose, como: analgésicos, anti-inflamatórios, análogos de GNHR, Danazol e Dienogeste. Atualmente também é possível reduzir os sintomas utilizando o DIU com levonorgestrel.

Antes de começar o tratamento, caso a paciente deseje engravidar, poderá ser indicado o encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana, pois a melhor alternativa para a mulher que possui endometriose e deseja ter filhos é a fertilização in vitro. Isso porque a presença da endometriose não afeta as taxas de gravidez quando escolhido esse método.

É importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

CONVIVENDO

Se a doença for detectada logo no início, o tratamento poderá ser instituído precocemente, aumentando a efetividade de alívio dos sintomas. Para isso, a mulher deverá relatar ao médico as situações atípicas e quaisquer outros problemas que possam ser sintoma da endometriose.

Uma dica para ajudar a monitorar informações de dor relacionadas à endometriose é o aplicativo da Bayer gratuito para iPhone e iPad, chamado Meu diário mensal.

O objetivo é auxiliar as mulheres com endometriose ou suspeita da doença, além de seus médicos, na coleta e organização de informações relacionadas ao ciclo menstrual, como dor, impactos nas rotinas diárias e padrão de sangramento. Dessa forma, a conversa com o especialista fica mais fácil.

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

http://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/endometriose/#sintomas

DSTs -- doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são muitas e podem ser causadas por diferentes agentes. Apesar disso, elas podem ter sintomas parecidos. Veja, abaixo, os principais sintomas das doenças mais comuns.
Sintomas: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), pode causar coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região.
Sintomas: Corrimento pelo canal de onde sai a urina, que pode ser amarelo purulento ou mais claro – às vezes, com cheiro ruim, além de poder apresentar coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante.
DST prováveis: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.

Sintomas: Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de “íngua” na virilha.
Sintomas: Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou “pé da barriga”) e durante a relação sexual.
DST prováveis: Gonorreia, clamídia, infecção por outras bactérias.

Sintomas: Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-flor.

Não sinta vergonha de conversar com o profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre sexo ou qualquer coisa diferente que esteja percebendo ou sentindo. É direito de todo brasileiro buscar esclarecimento e informações durante o atendimento de saúde.
Fonte: http://www.aids.gov.br/pagina/dst-1

O uso-de-camisinha-e-o-meio-mais-eficaz-de-prevencao-contra-o-hiv/

Uso de camisinha é o meio mais eficaz de prevenção contra o HIV

Diferença entre casos detectados por gênero vem diminuindo: último dado disponível mostra 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres

Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia no País está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano.

Existem mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, entretanto, essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, a proporção entre os sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2011, último dado disponível, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.

De acordo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), divulgada na última quinzena de janeiro, maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção contra as DST e a Aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do País não usou preservativo em relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Entre as mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorre de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV.

O uso de camisinha é considerado o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada.

Desde 1994, o governo federal distribui gratuitamente o preservativo em toda a rede pública de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o País que mais compra e distribui camisinhas no mundo (625 milhões de unidades, em 2013).

Em 2014, o Ministério da Saúde também distribuiu 6,4 milhões de testes rápidos para HIV, número 26% superior aos 4,7 milhões distribuídos em 2013. Das cerca de 734 mil pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil, atualmente, 80% foram diagnosticadas.

Além de uso camisinha em todas as relações sexuais, o Ministério da Saúde recomenda que não sejam compartilhadas seringas e outros objetos que furam ou cortam.


Tratamento

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV , vírus causador da aids , mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem aids.

Com o surgimento do coquetel, as pessoas infectadas passaram a viver mais. O tempo de sobrevida é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde.

Para combater o HIV, é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais combinados, sendo dois medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido. O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para avaliar as adaptações do organismo ao tratamento, seus efeitos colaterais e as possíveis dificuldades em seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja, aderir ao tratamento . Por isso, é fundamental manter o diálogo com os profissionais de saúde, compreender todo o esquema de tratamento e nunca ficar com dúvidas.

O papel do SUS

O governo federal garante a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo SUS. Desde 1996, o Brasil distribui, gratuitamente, o coquetel antiaids para todos que necessitam do tratamento.

A rede de assistência conta hoje com 518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Gradualmente, as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas na atenção aos pacientes vivendo com HIV.

Atualmente, o Ministério da Saúde oferece 22 medicamentos com 39 fórmulas e, entre 2005 e 2013, o País mais que dobrou (2,14 vezes) o total de brasileiros em tratamento, passando de 165 mil, em 2005, para cerca de 350 mil em 2013.

O ampliação da assistência às pessoas com HIV e Aids e o incentivo ao diagnóstico precoce fazem parte das estratégias do Ministério da Saúde no cumprimento da meta “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e Agência Brasil

Novas diretrizes da OMS propõem doses de prevenção contra a Aids

Todas as pessoas que têm HIV deveriam ser postas imediatamente em tratamento antirretroviral e todos em risco de infecção deveriam tomar doses de drogas similares por precaução, segundo as novas diretrizes de prevenção e tratamento da Organização Mundial de Saúde divulgadas nesta quarta-feira. As novas diretrizes aumentam em nove milhões o número de pessoas que deveriam receber tratamento e em muitos milhões os que deveriam tomar as doses preventivas — diretrizes anteriores recomendavam essas doses preventivas para gays, prostitutas e pessoas com parceiros infectados.

A terapia antirretroviral padrão consiste na combinação de pelo menos três fármacos antirretrovirais para suprimir o vírus HIV e parar a progressão da Aids. "Reduções enormes foram vistas nas taxas de morte e sofrimento, quando é feito uso de um esquema antirretroviral potente, particularmente nos estágios iniciais da doença", informa o documento da OMS.
Desde 2013, a OMS também recomenda o uso dessa terapia para a prevenção da infecção pelo HIV, particularmente para as mulheres grávidas, crianças pequenas e as principais populações expostas ao risco de HIV.

O quanto isso vai custar e como será pago ainda não foi determinado. E se isso pode ser feito em escala mundial ainda está em análise, porque a despesa é enorme, não apenas para as drogas em si, mas para os sistemas de cuidados de saúde que podem entregá-los e supervisionar a sua utilização segura.
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O diretor executivo do Fundo Global para Combater a Aids, Tuberculose e Malária, Mark Dybul, disse ao “New Yok Times” que as duas recomendações são “importantes para nos levar mais rapidamente às metas de tratamento e prevenção”. Deborah Birx, coordenadora do programa global de Aids dos Estados Unidos e chefe do Plano de Emergência do Presidente para Alívio da Aids chamou as novas diretrizes de “transformadoras para o controle da epidemia”.
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Especialistas em HIV geralmente concordam que, sem uma vacina contra o HIV no horizonte a melhor esperança é oferecer a combinação de tratamento e profilaxia, já que a estratégia de abstinência, confiança e preservativo não tem dado resultado.
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Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) defendem que a adoção desse novo tratamento por vários anos até agora fizeram a epidemia encolher em várias cidades que receberam dinheiro para colocá-lo em prática, incluindo São Francisco e Vancouver.
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Cerca de 37 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV, de acordo com a OMS, e cerca de 28 milhões de se qualificam para o tratamento, segundo as diretrizes anteriores.

Em outubro o Ministério da Saúde avalia doses de prevenção
No Brasil, desde 2013 o Ministério da Saúde distribui, através do Sistema Único de Saúde (SUS), antirretrovirais para todos os portadores de HIV. Também são distribuídos pelo SUS medicamentos para a profilaxia pós-exposição (Pep), até 72 horas após a relação sexual sem preservativo.
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Já quanto à profilaxia pré-exposição (Prep), o Ministério da Saúde espera os resultados de pesquisas em andamento na Fiocruz, USP, UFBA e UFMG para avaliar como funcionaria na prática a administração das doses de tenofovir + entricitabina (o composto que ficou mundialmente conhecido como Truvada). Em outubro, uma reunião de trabalho com pesquisadores e a comunidade pode definir que política adotar e como seria o funcionamento desse sistema no SUS.


Há três caminhos de administração do medicamento para as pessoas em exposição ao risco: tomar um comprimido quatro vezes por semana (menos que isso não há proteção); um comprimido sete vezes por semana; ou sob demanda, que seria tomar dois comprimidos até duas horas antes da relação sexual, outro comprimido 24 horas depois, e outro 48 horas depois. Esse medicamento impede a multiplicação do vírus. Mesmo que o HIV entre no organismo, não consegue se multiplicar.


- A eficiência desses medicamentos é até maior que a da camisinha. E não existe compensação de risco, ou seja, já foi provado que a pessoa não vai deixar de usar camisinha por causa do remédio - diz o diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita. - A população sabe que a camisinha é eficaz, mas 45% da população brasileira não usa, tem que haver um plano B.


Os efeitos colaterais desses medicamentos, segundo Mesquita, são baixos: o tenofovir teria de 2% a 3% de complicações renais após cinco anos de uso e a entricitabina, poucas reações.


- É uma opção real - diz ele.


Fonte: O Globo

Câmara aprova anistia a multas por falta de extintor de incêndio


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 1º, um projeto de lei que concede anistia aos motoristas multados pela falta de extintor de incêndio ou pelo uso de equipamento vencido. O texto foi aprovado com uma emenda que torna a anistia válida a partir de 1º de janeiro de 2015.
O projeto prevê ainda que os Estados devem ressarcir, em até três meses da publicação da lei, todos os condutores que tiverem efetuado o pagamento da infração, com reajuste feito pela taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano. O ressarcimento, de acordo com o texto, pode ser feito por meio de créditos aos condutores ou na forma de abatimento de multas e de tributos em atraso.

O deputado Mendonça Filho (DEM-PE), autor da medida, diz que a anistia "pretende fazer justiça aos condutores de veículos automotores penalizados por determinação pretérita e equivocada do Contran (Conselho Nacional de Trânsito)". "Tal obrigatoriedade apenas onerou os motoristas brasileiros que se viram forçados a adquirir um equipamento que nunca apresentou resultados satisfatórios", diz Mendonça, que chama de "trapachada" as diversas decisões do Contran a respeito da obrigatoriedade ou não do dispositivo.

No último dia 17, o Contran anunciou que o uso de extintor de incêndio em veículos de passeio passou a ser optativo no Brasil. A decisão foi tomada com base em uma série fatores, mas o que mais pesou foi que os fabricantes de extintores disseram que seria necessário de 3 a 4 anos para atender a demanda pelo dispositivo do tipo ABC.

Para veículos de transporte comercial de passageiros, como ônibus, micro-ônibus, caminhões, caminhões-tratores e também para o transporte de produtos inflamáveis, líquidos e gasosos, o uso do dispositivo continua obrigatório. Em caso de extintor fora da validade ou sem, o motorista será punido com cinco pontos na CNH e multa de R$ 127,69.

A obrigatoriedade de extintores do tipo ABC em veículos de passeio, substituindo o do tipo BC, foi anunciada em dezembro do ano passado para passar a valer em todos os veículos a partir de 1º de janeiro de 2015.

No dia 5 de janeiro, pela falta de extintores no mercado para substituição, o governo divulgou uma nova nota, que adiou a exigência para março. Em 25 de março, uma nova prorrogação ocorreu, levando a obrigatoriedade para julho. Antes da data - em junho - houve nova postergação do uso para outubro, até que finalmente caiu com a decisão do mês passado.

NOTICIAS S/A

Vai visitar o Brasil? Conselhos úteis para não levar porrada na rua

Meu caro amigo,

Fico muito feliz que esteja vindo ao Brasil para uma visita. E, com a alta do dólar, garanto que você ficará mais feliz ainda.


Você me pede alguns conselhos. Bem, além aqueles de praxe – como não consumir água de origem desconhecida (no caso de São Paulo, isso é fácil porque ela anda em falta) e não dar mole com a carteira se visitar o Congresso Nacional – sugiro outros para garantir uma estada feliz.


Não beije ou ande de mãos dadas com outro cara em público. Em alguns locais, basta saberem que você é gay para levar porrada.


Não saia à rua de vermelho. Se acharem que é comunista, pode levar porrada.


Não pegue Uber. Um grupo de taxistas pode te arrancar fora do táxi e você pode levar porrada junto com o motorista.


Não grite se um carro quase atropelar a sua bicicleta. Carros são sagrados por aqui. Você pode, na melhor das hipóteses, levar porrada.


Não discuta com um policial que foi desrespeitoso contigo. Você pode levar porrada. E ser preso. E, daí, levar mais porrada.


Não visite um terreiro. Um cristão fundamentalista pode estar à espreita e você pode levar porrada na saída.


Avise para a sua irmã para ela não brigar com quem tentar beija-la à força na balada. Ela pode levar uma cotovelada, um soco na cara ou outros tipos de porrada.


Ah, e não venha negro. Sei que você nasceu com essa cor de pele. Mas jovem negro leva porrada no Brasil sem precisar de razão.


Boa parte dos brasileiros foi ensinado que a violência é o principal instrumento de resolução de conflitos. Por falta de instituições públicas ou sociais confiáveis que assumam esse papel, por achar que alguns possuem mais direitos que outros por conta de dinheiro ou músculos, por alguma patologia que nunca consegui entender muito bem mas que deve estar atrelada à falta de abraços de mãe.


Além disso, também temos problemas de memória. Enquanto o país não acertar as contas com o seu passado ditatorial, não terá a capacidade de entender qual foi a herança deixada por ele – na qual estamos afundados até o pescoço, nos define e contribui para uma cultura de agressão.


Espero que aproveite ao máximo a viagem. E não se esqueça: o Brasil é a terra da felicidade e do amor. Basta não tentar subverter a ordem estabelecida.


Abraço forte.


Saka


Por: Leonardo Sakamoto


Fonte: Blog do Sakamoto/UOL

O Brasil atinge a marca de R$ 1,5 tri em impostos pagos só em 2015.



O Brasil deve atingir, por volta das 10h50 desta sexta-feira (2), a marca de R$ 1,5 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia deste ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).


Em 2014, a marca foi atingida 17 dias mais tarde.


"Apesar da recessão, a carga tributária continua subindo. O governo precisa controlar seus gastos o mais rapidamente possível", diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).


Impostômetro
O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP, no centro de São Paulo.


Também pela internet, qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os Estados e municípios.


O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.


Nova metodologia
As comparações entre 2015 e 2014 já contemplam a nova metodologia do Impostômetro.


Em maio deste ano, foi alterada a forma de medição da carga tributária na ferramenta, em função da mudança na metodologia do cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) implementada em março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Com isso, os valores exibidos pelo painel passaram a considerar novos dados de arrecadação de Imposto de Renda e de contribuições federais.


Também foram incluídas arrecadações de municípios que, antes, não estavam sendo informadas à Secretaria do Tesouro Nacional.


Fonte: UOL

Balança tem melhor setembro desde 2011 e saldo supera US$ 10 bilhões no ano

A balança comercial teve um superávit (exportações maiores que as importações) de US$ 2,94 bilhões em setembro – o melhor resultado para o mês desde 2011, quando o superávit foi de US$ 3,07 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta quinta-feira (1º).


No mesmo mês de 2014, a balança teve déficit (importações maiores que as exportações) de US$ 939 milhões.


Apesar do resultado positivo do mês passado, houve queda nas exportações. As vendas ao exterior somaram US$ 16,14 bilhões, uma média diária de US$ 769 – 13,8% menos em setembro de 2014. As importações, no entanto, caíram mais: 32,7%, para US$ 13,2 bilhões, média diária de US$ 769 milhões.


"O principal fator para a queda das importações foi a demanda interna [mais fraca por conta da recessão na economia], mas o dólar também têm impacto [nas compras do exterior]", avaliou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão.


No caso das exportações, houve recuo nas vendas de todas as categorias de produtos: semimanufaturados (-12,2%), básicos (-19,6%) e manufaturados (-4,6%). Já a queda nas importações foi puxada por menores gastos com combustíveis e lubrificantes (-61,9%), matérias-primas (-26%), bens de consumo (-23,4%) e máquinas e equipamentos para produção (-27,4%).


Parcial ao ano
Já no acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segunda dados oficiais, o saldo positivo (exportações menos importações) somou US$ 10,24 bilhões. Trata-se do melhor resultado para este período desde 2012, quando o superávit ficou em US$ 15,69 bilhões. Em igual período do ano passado, foi contabilizado um déficit de US$ 742 milhões.


De acordo com dados oficiais, a melhora do saldo comercial de janeiro a setembro deste ano está relacionada, entre outros fatores, com o baixo patamar das importações. Nos nove primeiros meses deste ano, as compras do exterior somaram US$ 134,24 bilhões, com queda de 22,6% frente ao mesmo período do ano passado.


Ao mesmo tempo, o patamar de importações, no acumulado deste ano, somou US$ 717 milhões pela média por dias úteis. Se fechasse neste patamar em 2015, seria a menor média diária de compras do exterior desde 2009 - quando somou US$ 510 milhões.


Nos nove primeiros meses deste ano, as exportações somaram US$ 144,49 bilhões, com média diária de US$ 772 milhões (queda de 16,3% sobre o mesmo período do ano passado).


Conta petróleo impacta resultado
Ainda segundo o governo, a melhora da balança comercial, no acumulado deste ano, também está relacionada, também, com a queda do preço do petróleo. Como o Brasil mais importa do que vende petróleo ao exterior, o recuo do preço favorece a melhora do saldo comercial do país.


Os números mostram que a conta petróleo, que inclui petróleo, derivados e combustíveis, teve déficit de US$ 3,55 bilhões de janeiro a setembro deste ano, contra um resultado negativo de US$ 12,88 bilhões em igual período do ano passado.


Somente este fator, portanto, foi responsável por uma melhora de US$ 9,32 bilhões no saldo comercial na parcial de 2015 - o que equivale a cerca de 85% da reversão total (US$ 10,98 bilhões) do saldo nos nove primeiros meses de 2015.


Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,95 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.


De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.


Estimativas do mercado e do BC para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 11 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.


Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 12 bilhões para 2015, com exportações em US$ 192 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 180 bilhões.


Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, o superávit comercial da balança comercial em todo este ano pode atingir a marca dos US$ 15 bilhões. "O último trimestre do ano é superavitário. É possível que se chegue a até 15 bilhões [de saldo positivo]", disse ele.


Fonte: G1

Dilma corta 8 ministérios e anuncia redução de 10% no salário dos ministros


A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou oficialmente nesta sexta-feira (2) a reforma ministerial, vista como uma resposta à crise política e fiscal do governo. Além de confirmar o corte de oito pastas, a presidente anunciou a redução de 10% no salário dos ministros, entre outras medidas de redução de gastos.


A reforma ampliou o espaço do PMDB, de seis para sete ministérios, e contemplou ainda o PDT com o Ministério das Comunicações. O objetivo é assegurar apoio ao governo no Congresso em meio à discussão sobre um eventual impeachment da presidente e à votação do ajuste fiscal.


Foram cortadas dez pastas e criadas outras duas, a partir da fusão de pastas e secretarias com status de ministério. Assim, o Brasil terá agora 31 pastas com status de ministério. Antes eram 39.


A redução de ministérios sinaliza o esforço do governo em reduzir gastos, embora especialistas apontem que a economia conseguida não será significativa. O cálculo do governo é que a reestruturação das pastas vai gerar uma economia de R$ 200 milhões por ano. O ajuste proposto para 2016 envolve um esforço fiscal de R$ 64,9 bilhões, entre corte de gastos e aumento de arrecadação. Ontem, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que o principal impacto da reforma será a melhoria da gestão.


Em agosto, Barbosa havia anunciado a intenção de cortar dez pastas, mas pressões dos partidos por espaço no governo, principalmente de PT e PMDB, levaram à atual configuração da reforma.


"O Estado brasileiro, em especial o Executivo, deve estar preparado para assumir uma dupla função. De um lado, ser o parceiro da iniciativa privada. E de outro assegurar igualdade de oportunidades a todos os cidadãos e cidadãs brasileira. Por isso, melhorar a gestão pública federal é um desafio constante", disse Dilma ao anunciar as mudanças.


"A fusão de alguns ministérios tem um objetivo claro: fortalecer e dar maior eficiência e maior foco às políticas públicas", declarou.


Veja abaixo as mudanças anunciadas:


Ministérios extintos ou fundidos

Ministérios da Previdência Social será fundido ao Ministério do Trabalho
Ministério da Pesca e Aquicultura será extinto e absorvido pela Agricultura
Secretaria de Política para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Secretaria de Direitos Humanos foram extintas e fundidas para criar o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos
Secretaria Geral da Presidência e a Secretaria de Relações Institucionais: fundidas na Secretaria de Governo
Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança da presidente, perderá o status de ministério e será transformado em gabinete militar
Secretaria de Assuntos Estratégicos foi extinta. Ela era comandada pelo ministro Mangabeira Unger e formulou o programa Pátria Educadora, mote da atual gestão
Secretaria da Micro e Pequena Empresa será absorvida pela Secretaria de Governo
Novas medidas de redução de gastos
Além da redução de ministérios, Dilma anunciou novas medidas de redução de gastos no governo. A principal delas é o corte no salário dos ministros, cuja remuneração atual é de R$ 30,9 mil.
Criação da comissão permanente de reforma do Estado

Corte de 30 secretarias nacionais em ministérios
Redução em 20% com gastos de custeio e contratação de serviços
Limite de gastos com telefone, passagens e diária
Metas de eficiência no uso de energia elétrica e água
Corte de 10% na remuneração dos ministros
Revisão de todos os contratos de aluguel, segurança e administrativos
Venda de imóveis da União não utilizados para políticas públicas
Corte de 3.000 cargos em comissão
Pastas já existentes sob nova direção
Por fim, Dilma anunciou mudanças no comando em pastas já existentes.

Ministério da Saúde: sai Arthur Chioro (PT-SP), entra o deputado federal Marcelo Castro (PMBD-PI)
Ministério da Ciência e Tecnologia: sai Aldo Rebelo (PC do B-SP) e entra o deputado federal Celso Pansera (PMDB-RJ)
Secretaria de Portos: sai Edinho Araújo (PMDB-SP) e entra Helder Barbalho (PMDB-PA). Barbalho era titular da Pesca, que será extinta
Ministério da Defesa: sai Jaques Wagner (PT-BA) e entra Ricardo Berzoini (PT-SP)
Ministério da Educação: sai Renato Janine e entra Aloizio Mercadante (PT-SP), atualmente na Casa Civil

Fonte: UOL

Locais de prova do Enem 2015 são divulgados; confira

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou na tarde desta sexta-feira (2), o cartão de confirmação de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Lá constam informações como o local da prova. Neste ano, o cartão não será enviado pelos Correios e o estudante deverá acessá-lo pela internet, na página do participante no site do Enem.


Clique aqui para acessar o cartão de confirmação de inscrição. Ele está disponível na Página do Participante, dento do portal do Inep. A escolha do local é baseada na escolha do município feita pelo estudante.


O presidente do Inep, Francisco Soares, informou que uma das motivações para a mudança é o custo de produção gráfica e distribuição dos cartões. Segundo ele, serão economizados R$ 16,5 milhões. “Outra motivação é uma mudança no perfil dos candidatos que estão muito mais familiarizados com a internet, com o uso da máquina, portanto não prejudica ninguém. Juntou-se, então, a necessidade financeira à oportunidade de mudança de perfil dos candidatos”, disse.


Para acessar o cartão, o participante deverá informar o número do CPF e a senha. É a mesma senha criada no momento da inscrição, mas, caso tenha esquecido, ela poderá ser recuperada por e-mail ou por mensagem SMS no celular.


Além do local de prova, o cartão contém o número de inscrição, a data e o horário das provas, a opção de língua estrangeira, solicitação de certificação do ensino médio, se for o caso, além da indicação do atendimento especializado ou específico, se houver sido solicitado pelo participante.


O cartão poderá ser salvo, em formato PDF, na máquina do estudante, mas Soares recomenda que ele imprima e leve o cartão para o local de prova. “Se o estudante tiver tempo, ele deve visitar o local de prova. É um momento importante na vida do candidato e quanto menos atropelo tiver, melhor”, disse o presidente do Inep.


As provas do Enem serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. Os portões serão abertos ao meio-dia e fechados às 13h, no horário de Brasília. Os malotes das provas, entretanto, só serão abertos meia hora após o fechamento dos portões. O presidente do Inep afirmou que, este ano, haverá mais procedimentos de segurança na aplicação do exame e a presença de um certificador na abertura dos malotes.


Balanço das inscrições
Mais de 7,7 milhões de candidatos confirmaram a inscrição e 867,9 mil vão utilizar a prova para obter a certificação de ensino médio. O total de inscrições é 11,19% menor que em 2014. O número de estudantes que farão o Enem pela primeira vez também caiu em relação aos últimos anos. Em 2015, mais de 2,6 milhões passarão pelo teste pela primeira vez; em 2014, o número havia chegado a 5,3 milhões.


“Podem ter causado impacto [para a redução das inscrições] decisões como a de que, a partir de 2016, quem teve isenção este ano e não compareceu aos dois dias do exame não terá mais o benefício. Pode ser que um grupo de candidatos tenha avaliado isso”, disse Soares. “O que é importante deixar claro, entretanto, é que ninguém deixou de fazer inscrição no Enem por questões financeiras. Todas as carências que se enquadravam nos critérios legais foram atendidas”.


O presidente do Inep lembra que o total de candidatos inscritos é muito maior que o número daqueles que terminam o ensino médio, que deve ficar em torno de 1,5 milhão de alunos em 2015.


A relação de inscrições por faixa etária e gênero permanece semelhante à dos anos anteriores. Soares destaca o alto número daqueles que declaram a cor/raça no Enem, 97,96% dos inscritos. Do total de inscritos, 45,48 se declararam pardos, 37,16% brancos, 12,69% pretos, 2,05% amarelos e 0,58% indígenas.


Desde o ano passado, o Inep também identifica os alunos transexuais e travestis pelo nome social. Em 2015, 278 estudantes solicitaram e terão os dois nomes, o civil e o social, constando no cartão de confirmação de inscrição e no cartão-resposta do Enem. “Nós encontramos uma solução institucional de acolhimento. São 7 milhões de pessoas muito diversas, e o exame tem que encontrar a maneira de acolher a diversidade”, disse o presidente do Inep.


Pessoas com deficiência ou condição especial também puderam solicitar atendimento específico. Do total de inscritos, serão 57 mil atendimentos especializados para pessoas que declararam autismo, baixa visão, cegueira, deficiência auditiva, física e intelectual, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez e surdo-cegueira. Também serão prestados 92,8 mil atendimentos específicos para idosos, pessoas que guardam o sábado, gestantes, lactantes e hospitalizados.


São 101,3 mil recursos que serão disponibilizados, como auxílio ledor e para transcrição, guia-intérprete, de libras, leitura labial, prova ampliada ou em braile, sala de fácil acesso, apoio para a perna e pé e mesa para cadeira de rodas.


Fonte: Diário do Nordeste (Com Agência Brasil)

ISSO É UMA VERGONHA:Novo ministro da Saúde quer ampliar taxação da CPMF.


O novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, quer dobrar a arrecadação da CPMF sem aumentar a alíquota de 0,2% proposta pelo governo. Ele propõe que o imposto incida não só sobre as operações de débito, mas também de crédito. E para conquistar apoios no Congresso, a receita seria dividida com estados e municípios.

Didático, ele explicou sua proposta logo após ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff para o cargo, nesta sexta-feira:

— João dá um cheque a Pedro de R$ 1000. Com 0,2% corresponde a R$ 2. Então saem da conta de João R$ 1002 reais - R$ 1000 do cheque e R$ 2 da CPMF. Entram na conta de Pedro R$ 998 reais: R$ 1000 do cheque com desconto de R$ 2 da CPMF. João continua pagando R$ 2 e Pedro, que não pagava nada, passa a pagar R$ 2. Ninguém se incomoda porque a alíquota continua baixa e o governo arrecada o dobro.

Ainda de acordo com o novo ministro da Saúde, metade dos recursos ficariam com o governo federal e a outra metade seria dividida entre estados e municípios para ser aplicada na seguridade social.

— A saúde tem basicamente dois grandes problemas: subfinanciamento e problemas de gestão — afirmou Castro.

Ele disse que já expôs sua proposta de mudança na CPMF para a presidente Dilma e os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Ricardo Berzoini (Governo) e Aloizio Mercadante (Educação).

Há, no entanto, grande resistência no Congresso para aprovar um novo imposto.

— Esperamos que o PMDB e todos os partidos que querem salvar a Saúde, que é o principal problema do Brasil, apoiem.

Fonte: O Globo

FATOS DO DIA: 03 de outubro

FATOS DO DIA: 03 de outubro

1143 - É eleito o Papa Celestino II.
1952 - É detonada a primeira bomba atómica britânica.
1953 - É fundada a Petrobras.


Nasceram neste dia…
1804 - Allan Kardec (foto), codificador da doutrina espírita (m. 1869).
1897 - Louis Aragon, poeta e escritor francês (m. 1982).
1925 - Gore Vidal, escritor estado-unidense (m. 2012).



Morreram neste dia…
1226 - São Francisco de Assis, santo italiano (n. 1181).
1896 - William Morris, co-fundador britânico do Movimento das Artes e Ofícios (n. 1834).
1910 - Miguel Bombarda, médico psiquiatra, escritor e político português (n. 1851).



Fonte: Wikipédia