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domingo, 9 de agosto de 2015

O que é a certificação digital? G1 Explica

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail parag1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
G1 Explica é uma série da coluna Segurança Digital que explica termos do mundo da segurança cibernética em um formato de perguntas e respostas. O tema de hoje é a certificação digital. A certificação digital é uma tecnologia antiga, mas que está em ascensão: é essa tecnologia que poderá criar uma "revolução" em todos os nossos processos burocráticos que ainda precisam de muito papel, assinaturas, selos e carimbos. Confira as perguntas e respostas abaixo para entender essa tecnologia.
1. O que é a certificação digital?
Um "certificado" é um documento que serve para provar algo. Fora da internet, um documento assinado à mão pode ser autenticado por um cartório. No meio digital, qualquer informação, inclusive uma "assinatura", pode ser infinitamente copiada. Essa situação gera um problema: como confiar em um documento digital?

A certificação digital é um conjunto de procedimentos e tecnologias para a autenticação de dados no mundo digital, servindo de solução para esse desafio. Por meio dessa certificação digital, um cidadão, um site ou uma empresa podem provar sua identidade e comprovar a autenticidade de documentos.
2. Quem usa a certificação digital? Qual a importância disso?
A certificação digital tem vários usos. No Brasil, os certificados digitais são usados nos sistemas de e-CPF e e-CNPJ. Esses sistemas podem ser usados para autenticar a interação das pessoas com o governo (declaração de imposto de renda e o acesso ao sistema da Nota Fiscal Paulista são exemplos). Advogados usam a certificação para assinar documentos enviados aos tribunais, de modo a impedir que terceiros se passem por eles em processos em trâmite eletrônico.

Sites de internet usam a certificação digital para comprovar sua identidade e poder exibir o "cadeado de segurança" no navegador. Programadores de software usam certificados para comprovar a origem dos programas. É assim que um celular pode saber que um aplicativo foi baixado da loja oficial do sistema, por exemplo.
É graças à certificação digital que processos burocráticos "do mundo real" podem ser realizados digitalmente com segurança.
Assim como outros documentos de identificação (como passaportes), cada sistema de certificação digital é separado dos demais e atende a um púbico específico ou a pessoas com uma finalidade específica.
3. Como funciona a tecnologia da certificação?
A tecnologia da certificação é baseada relações matemáticas complexas, mas elas são invisíveis. Do ponto de vista do utilizador, o mais comum é a existência de uma autoridade certificadora (AC), uma chave pública e uma chave privada.

A chave privada é como se fosse uma senha longa e deve ser guardada em sigilo pelo utilizador. A chave pública é derivada da chave privada a partir da fórmula matemática escolhida (existem múltiplas tecnologias para essa finalidade, que varia dependendo do sistema). Quando um utilizador cria uma "assinatura digital" usando sua chave privada, isso gera uma sequência que qualquer pessoa pode então verificar usando a chave pública, que é de livre distribuição.
A analogia a seguir não é totalmente correta, mas pode ajudar na visualização do processo: a chave privada é uma "caneta", que você usa para "escrever" a assinatura, enquanto a chave pública é um "modelo" que qualquer um pode olhar para ver se a assinatura deixada está correta.
Isso prova que há uma relação entre a chave pública e a privada, mas ainda há um problema: não há como saber se a chave é mesmo da pessoa correta. A chave não tem relação com seu conteúdo (se duas pessoas chamadas "José da Silva" criarem uma chave, ambas as chaves serão diferentes). É nesse momento que entra o trabalho da autoridade certificadora: ela dá o seu aval para a chave pública, garantindo que ela é daquela pessoa.
Dessa maneira, a confiabilidade do sistema também depende da confiabilidade dessa autoridade. Uma pessoa A não pode criar uma chave em nome de B e ter sua chave confirmada.
4. O que impede a duplicação da assinatura?
Qualquer "bit" digital pode ser copiado. Logo, se uma assinatura está em um documento, ela pode ser copiada para outro. Mas, no caso da certificação digital, isso não duplica a assinatura.

A assinatura funciona como um selo – semelhante aos selos que são usados para saber se um produto ou embalagem foi violado. A ideia da assinatura é que ela tenha uma relação com o conteúdo assinado. Se ela for colocada em outro documento ou o conteúdo do documento for alterado, a assinatura não vale.
Dessa maneira, se um advogado assina um documento e o cadastra em um processo eletrônico, aquilo não pode ser mais alterado sem invalidar a assinatura. Se um software com assinatura digital é modificado (por um vírus, por exemplo), ele também perde sua assinatura.
5. Quais são as possíveis falhas na tecnologia?
O tamanho da assinatura é limitado e, portanto, isso significa que há conflitos teóricos. Em outras palavras, em algum momento uma assinatura pode funcionar em outro documento. O cálculo necessário para determinar qual seria esse documento onde a assinatura funcionaria é extremamente complexo e pode não ser um documento útil. Por exemplo, pode ser um documento em que as letras não formam palavras em nenhum idioma, muito menos em português.

A duplicação da assinatura para um documento específico ("forjar a assinatura para um documento") deve ser extremamente difícil e, caso isso seja possível em prazos de tempo razoáveis (meses), considera-se que há uma falha na tecnologia. Não há casos conhecidos disso nos sistemas recomendados hoje.
Outro problema está na proteção das autoridades certificadoras e da própria chave privada de cada utilizador do sistema. No Brasil, chaves com três anos de validade devem ser armazenadas em cartões inteligentes por esse motivo: não deve ser possível extrair uma chave de um cartão.
No sistema de certificação de software usado no Windows, certificados digitais de empresas como Realtek (fabricante de chips), Adobe (do Photoshop) e Foxconn (fabricante do iPhone e de muitos outros eletrônicos) já foram roubados ou abusados por vírus de alguma forma. No sistema de certificação usado por navegadores para determinar a identidade dos sistemas, autoridades certificadoras já foram comprometidas ou de alguma maneira emitiram certificados indevidamente.
6. Qual o custo da certificação digital?
A emissão de certificados digitais, compostos por uma chave pública e uma chave privada, tem um custo mínimo. Esses certificados podem ser gerados em segundos, no máximo minutos, por um computador comum.

O custo do sistema está nos processos de validação desse certificado, como a confirmação da identidade do solicitante do certificado, o armazenamento em mídia adequada e assim por diante. Muitas empresas maiores utilizam sistemas de hardware (chamados pela sigla de "HSM") para armazenar suas chaves com mais segurança e esses sistemas também têm um custo.
Na prática, certificados de websites válidos por um ano são vendidos a R$ 90 (há opções gratuitas), certificados para websites com validação estendida custam R$ 400, certificados de programas custam de R$ 400 a R$ 900 e certificados brasileiros e-CPF por cerca de R$ 100 (valores anuais). Em alguns casos, há descontos para mais anos (é possível encontrar e-CPF por 3 anos por menos de R$ 150, por exemplo) e também há condições especiais de renovação em alguns casos. Esses preços são apenas para referência – há valores bem maiores.
Empresas que quiserem montar um sistema próprio de certificação para a comunicação entre seus funcionários também podem fazê-lo e nesse caso não é preciso depender de uma autoridade certificadora externa.
7. A certificação digital tem outros usos?
As assinaturas digitais atendem a um requisito da segurança da informação chamado de "não repúdio". Ou seja, quem assinou um documento digitalmente não pode depois dizer que não o fez.

Por conta da existência das autoridades certificadoras, que funcionam como "cartórios", a certificação digital também atende ao requisito da autenticidade (pois ela "identifica" o autor da assinatura) e da integridade (pois garante que o documento não foi modificado desde a assinatura).
Finalmente, a certificação digital pode ser usada junto de algoritmos criptográficos para transmitir dados de maneira sigilosa. É isso o que acontece, por exemplo, durante a visita a um site HTTPS, que tem o "cadeado". Os dados são embaralhados para que não seja possível "grampear" a conexão. A certificação também tem função de garantir a confidencialidade dos dados.

Com tanta flexibilidade, as áreas de aplicação da certificação digital são muitas. Com documentos assinados digitalmente, não há necessidade de procedimentos como reconhecimento de firma e cópias autenticadas. Você poderia, por exemplo, obter uma cópia da sua conta de telefone assinada digitalmente pela operadora, ou uma cópia do seu diploma de graduação assinado pela universidade e fazer qualquer inscrição ou cadastro que peça esses documentos on-line e com total confiabilidade.
http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/o-que-e-certificacao-digital-g1-explica.html

Proteja seu PC com uma conta de usuário limitada

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail parag1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
A coluna Segurança Digital traz hoje um guia atualizado de uma dica que já foi dada neste espaço outras vezes: a criação de uma conta de usuário limitada (conta "padrão") no Windows. Quando você utiliza uma conta de usuário limitada em vez de uma conta de administrador, alterações em arquivos e configurações do sistema passam a exigir uma senha. Essa configuração deixa você mais atento aos momentos de maior risco e diminui sua exposição para brechas de segurança no Windows.
Além disso, se o seu computador é utilizado por mais de uma pessoa, manter uma conta administrativa separada das demais facilita a manutenção da segurança no sistema. Você pode impedir seus filhos ou outras pessoas não autorizadas mudem configurações ou instalem sem querer um vírus que possa prejudicar o computador.
Se você executar um vírus nesta configuração limitada, mas não fornecer sua senha, o vírus não poderá fazer modificações no sistema. Isso significa que a remoção da praga digital será muito mais simples. Inclusive, se você entrar com a conta administrativa e criar um novo usuário, esse novo usuário já não estará infectado.
Este guia serve para Windows 7 e 8. Vamos lá?
1. Acesse as configurações de usuário no Painel de Controle
a) No menu iniciar ou na tela inicial (Windows 8), procure e abra o "Painel de Controle" (basta digitar "Painel de Controle" e a opção deve aparecer).

b) Acesse "Contas de usuário e proteção p/ família" (Windows 8) / "Contas de usuário e segurança familiar" (Windows 7)
c) Clique em "Contas de Usuário". 

Você chegará à tela abaixo.






2. Crie a nova conta de usuário administrativo
Você não pode mudar sua conta de usuário sem que exista um usuário administrador no sistema.

a) Clique em "Gerenciar outra conta"
b) Clique em ""Adicionar uma conta de usuário"

Daqui em diante, há uma diferença entre o Windows 7 e Windows 8.




Windows 7:

c) O sistema pedirá a você o nome da conta. Você não deve usar essa conta diariamente, então coloque um nome como "Conta Administradora", escolha o tipo de conta de "Administrador" e confirme.
d) No Windws 7, a conta criada vem sem senha. Clique na conta criada na lista de contas e clique em "Criar uma senha" na lista de opções. Coloque uma senha razoável, mas não muito longa (você vai precisar digitar essa senha, use entre 7 e 10 caracteres). Anote essa senha e guarde, você não pode esquecê-la.

Windows 8:
c) o Windows pede um e-mail para sincronizar uma conta com a Microsoft. Isso não é necessário, então escolha a opção no final "Entrar sem uma conta da Microsoft (não recomendado)". Você não vai usar essa conta diariamente, então há motivo para ter ela associada a uma conta Microsoft.


d) O sistema pedirá a você o nome da conta e a senha. Como você não vai usar essa conta, use um nome como "Conta Administradora". Coloque uma senha razoável, mas não muito longa (você vai precisar digitar essa senha, use entre 7 e 10 caracteres). Anote essa senha e guarde, você não pode esquecê-la.
e) Na tela para de seleção de contas, clique na conta criada. Clique em "Alterar o tipo de conta" e selecione "Administrador".

3. Altere sua conta para limitada/padrão

a) Clique em sua conta na lista de contas
b) Clique em "Alterar tipo de conta"
c) A opção "Padrão" deve agora estar liberada. Escolha e confirme.
d) Faça logout ou reinicie o computador.



Fazendo essa configuração, sempre que um programa precisar de uma permissão administrativa, você verá um aviso solicitando a senha da conta administrativa criada.













Essa medida evita cliques acidentais em avisos de permissão do Controle de Contas de Usuário e diminui os problemas que aparecem em computadores compartilhados.
Caso só você utilize o computador e você tenha bastante confiança que jamais vai dar um "sim" por acidente, você pode continuar usando uma conta de administrador, desde que tenha o "Controle de Contas de Usuário" na configuração máxima. O Windows jamais deve ser utilizado por uma conta de administrador sem o Controle de Contas de Usuário ativado.
A configuração do Controle de Contas de Usuário também está no Painel de Controle, como parte da "Central de Ações".
O que significa quando um programa me pede essa permissão?
Quando um programa pede a você uma permissão do Controle de Contas de Usuário ou sua senha de administrador (caso você tenha criado uma conta limitada), isso significa que o programa quer acessar arquivos ou alterar configurações que pertencem ao sistema.

Por exemplo, um programa não precisa dessas permissões para modificar seus documentos ou fotos, porque esses arquivos são "seus". Mas um programa normalmente precisa dessas permissões no momento da instalação, porque ele está modificando uma pasta que é do sistema.
Uma página web, por exemplo, jamais pede essas permissões. O Chrome não exige permissões de administrador, porque ele é instalado como software de usuário. O Firefox instala um serviço de atualização que pode atualizar o navegador sem permissões administrativas. Então, receber um aviso desses durante uma visita a um site na web seria algo muito suspeito, a não ser que você tivesse baixado um programa.
Prestar atenção nesses avisos e se forçar a digitar a senha pode ajudar você a prestar atenção no que está acontecendo em seu computador e ajudar a barrar algo ruim que vai acontecer. É como se você pudesse ser o goleiro. O sistema é a zaga e deixou algo passar, mas você ainda pode impedir o vírus de terminar o trabalho.
Isso não significa que uma praga digital não pode causar danos, mas as ações de um vírus sem permissões ficam bastante restritas. O vírus não terá permissões suficientes para, por exemplo, interferir com a operação do antivírus.
http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/proteja-seu-pc-com-uma-conta-de-usuario-limitada.html

Troca de IP e redirecionamentos na NET - pacotão de segurança

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail parag1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

>>> Troca de IP
Tenho uma dúvida sobre a configuração do roteador. Muitos especialistas em segurança da Informação recomendam alterar o "IP" do roteador por causa dos ataques dos hackers que usam de "Força Bruta" para ter direitos administrativos do mesmo porem eles não dizem se a alteração do IP é na WAN ou LAN para ter maior segurança. Você poderia me dizer qual alteração que eles se referem do IP? É do WAN ou do LAN? Abraços.
Paulo Sollo

Paulo, o IP da "WAN" é o IP "externo" do roteador e ele é atribuído pelo provedor de internet. Não cabe a você "alterá-lo". Você pode forçar uma autenticação nova do roteador (basta desligá-lo e ligá-lo novamente ou usar uma opção do próprio equipamento para reiniciar), mas você não controla esse processo. Por exemplo, o provedor pode atribuir a você o mesmo IP que já estava.
O IP que pode ser trocado é o IP da LAN, o IP interno do roteador. A ideia é que ataques ocorrem contra os IPs que vem configurados de fábrica para cada equipamento e, por isso, se você alterar o IP do roteador na rede interna, o ataque não vai conseguir atingir o roteador. Em termos simples, o ataque, que acontece a partir do seu navegador quando você visita um site ou abre um e-mail, vai mirar o endereço errado.
Essa dica funciona contra muitos tipos de ataques que vêm ocorrendo, mas não é uma bala de prata. Um recurso chamado "WebRTC" presente nos navegadores permite a um website pegar o seu endereço IP na rede local, o que já abre um leque de possibilidades mais sofisticadas para esses ataques (veja um exemploaqui). Se você for infectado com um vírus, a troca de IP do roteador não lhe protege de modo algum, e isso poderia causar problemas para seus outros equipamentos (como celulares).
A dica realmente importante - que esta coluna já deu - é a modificação da senha do roteador. Você não pode deixar a senha de fábrica.
Se você entende de rede o bastante para querer mudar o IP do seu roteador, então você deve saber também como atualizar o firmware do equipamento, ou seja, atualizar o sistema do roteador. Isso normalmente exige um download da versão atualizada no site do fabricante e o uso de uma opção no painel de administração. Isso também ajuda na segurança.
De qualquer forma, a troca de IP é uma medida interessante, mas não ela é mais por paranoia, já que ela faz pouco. O importante é mudar a senha.
ARRIS TG862
>>> Redirecionamentos e NET
Acabei de ver uma reportagem sobre a falha de segurança do roteador da NET. Como estou com este problema, liguei para a NET, mas eles não sabem como resolver e simplesmente querem me cobrar R$ 90,00 para trocar o roteador. Pelo que entendi na reportagem, a operadora (no meu caso a NET) é a responsável por resolver este problema. Gostaria da orientação de como agir com a NET. Desde já agradeço.
Renata Oaquim

Renata, o que coluna afirmou é que existem responsabilidades que são suas e responsabilidades que são do fabricante ou, no caso, do prestador de serviços, porque o equipamento é específico e está atrelado ao serviço prestado. Isso não significa que realmente há qualquer responsabilidade da NET nesse caso.
Como a NET ainda não respondeu a coluna sobre a questão dos redirecionamentos discutidos nesta coluna na semana passada, não tenho como informar quais foram as medidas tomadas pela companhia para proteger os clientes desses ataques e se há uma falha no roteador. A coluna pediu novamente um posicionamento da operadora e continua sem resposta.
Também não se sabe de que forma o ataque está ocorrendo. Então, a responsabilidade não está clara.
De qualquer forma, a "receita" para solucionar o problema está no texto publicado na semana passada. Basta entrar no painel de administração do modem e retirar a opção de "DNS Override".Não há indícios até o momento de que seja preciso trocar o roteador.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/troca-de-ip-e-redirecionamentos-na-net-pacotao-de-seguranca.html

Como bloquear spam e configurar senha na rede sem fio - pacotão de segurança

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail parag1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
>>> Como evitar ou bloquear e-mails indesejados
- Já há algum tempo, venho recebendo muitos e-mails das mais diferentes fontes, que não são de meu interesse. Alguns são de sites que eu lembro que consultei, mas em seguida esses sites ficam enviando mensagens quase todo dia, a toda hora.
- Pergunto: o que devo fazer para bloquear definitivamente esse tipo de e-mail?
Por favor, me ajude.
Erasmo Maia

Erasmo, o que você está recebendo são e-mails de spam ou "lixo eletrônico".

Você não precisa fornecer o seu e-mail em qualquer site para receber esse spam. Existem programas usados para coletar qualquer endereço de e-mail publicado na web. O programa "navega" na internet e vai seguindo links, armazenando qualquer sequência que tenha um formato de um e-mail. Alguns endereços são também coletados por vírus.
Ou seja, se qualquer amigo seu for infectado, é possível o vírus "anote" seu endereço de e-mail a partir do computador do seu amigo. Depois, o seu endereço vai parar nas mãos dos criminosos. Os golpistas juntam todos os endereços recolhidos em um "listão" e vendem tudo para quem quiser realizar "e-mail marketing" ou mesmo para propagar outros vírus.
Além dos criminosos, muitas empresas também vendem ou cedem informações de clientes a terceiros. Lá pelas tantas, o e-mail cai na mão de alguém que decide guardar a lista e repassar a outras pessoas. E você acaba recebendo cada vez mais spam.
Sendo assim, não há mágica para evitar receber spam. Mas algumas dicas ajudam a diminuir o incômodo:

- Algumas mensagens incluem um link para que você remova seu e-mail da lista de cadastro. Seguir esses links às vezes não é boa ideia, mas diversas listas respeitam a sua escolha. Ao cancelar o cadastro, você deixa de receber as mensagens. Isso às vezes não funciona e até piora a situação. No entanto, caso você tenha mesmo solicitado ofertas ou notícias de algum site e depois tenha mudado de ideia, esse método costuma ser efetivo.

- O seu provedor de e-mail deve utilizar um filtro antispam para bloquear essas mensagens. Se você está recebendo spam demais, o filtro não está funcionando. Você pode marcas as mensagens como "Spam" ou "Lixo eletrônico" para "ensinar" ao filtro quais são as mensagens que você considera indesejáveis. O Gmail, do Google, tem um filtro especialmente bom, além de separar sua caixa de entrada em categorias (uma delas inclusive para "promoções"), desentulhando sua caixa principal.
- Se a situação ficou muito ruim, talvez você tenha que abandonar seu endereço de e-mail e criar um novo para contatos particulares, mantendo o antigo para situações em que você é obrigado informar um e-mail (cadastros em sites, por exemplo).
Para evitar esse problema, você pode recorrer a e-mails descartáteis:
Gmail: No Gmail, é possível colocar uma palavra qualquer depois do seu endereço de e-mail. Para isso, basta usar um sinal "+", como em "seuemailaqui+qualquerpalavra@gmail.com". O Gmail ignora a parte "+qualquerpalavra". Essa medida não é muito boa, porque seu endereço de e-mail original continua fazendo parte do endereço.

Yahoo: clique na engrenagem para acessar "Configurações". Clique em "Segurança" e na parte inferior, em "E-mails descartáveis", clique em "Criar nome base". Você pode então criar até 500 endereços que terão o formato "nomebase-palavra@yahoo.com". Quando um dos endereços começar a receber spam, basta removê-lo. O nome base pode ser qualquer coisa, então o seu e-mail verdadeiro não é exposto.

Mailinator: caso você precise de um e-mail realmente descartável, pode usar o Mailinator. Mas um endereço Mailinator é público. Se você cadastrar esse e-mail em um site, qualquer pessoa poderá abrir a mesma caixa e ver ou resetar sua senha.

 
Dessa maneira, o ideal para um e-mail descartável é a criação de uma conta exclusiva para isso ou o uso do recurso do Yahoo.

Nada disso impede por completo o recebimento de spam. Mas depois de reduzir um pouco o fluxo de mensagens indesejadas, evitando expor o endereço, o filtro antispam costuma dar conta do restante do problema.
>>> Configuração de senha no roteador
Tenho um roteador Wi-Fi em minha casa, mas a conexão está sem senha e gostaria de colocar por segurança. Acontece, que tenho um notebook Macbook Pro, conectado sempre via wifi, e o roteador não está ligado a nenhum desktop.

Como faço para gerar uma senha de segurança?
Dorival Del Franco Junior

Dorival, você precisa colocar uma senha na sua rede o quanto antes!

A configuração é normalmente feita pelo seu navegador. Você precisa das seguintes informações:

O endereço do roteador. Há um endereço configurado de fábrica que consta no manual, você também pode verificar as propriedades da sua conexão (em "Preferências de rede" e então no botão "Avançado") para encontrar o valor do IP do "Roteador"; no Windows, você precisa abrir a "Central de Rede e Compartilhamento", abrir o link da conexão e então clicar em "Detalhes");

O usuário/senha de acesso. Essa informação é dada pela operadora (algumas operadoras podem colocar uma senha específica em equipamentos cedidos a clientes) ou no manual de instruções do equipamento. Também é possível achar com uma pesquisa na internet. (Se você não mudou essa senha, aproveite e mude-a também.) Algumas combinações de usuário/senha de fábrica comuns são "admin/admin", "root/root", "root/admin" e "admin/epicrouter".





Com o endereço em mãos, basta acessá-lo em seu navegador web: http://[endereço aqui] (sem os colchetes). Será solicitada a senha.

Se você não conseguir acessar o painel, pode ser porque o seu equipamento tem uma restrição que só permite mudanças de configuração a partir de computadores conectados via cabo. Isso é bom, porque impede que seu roteador seja totalmente modificado por um ataque pela rede sem fio. Mas você vai precisar de um cabo de rede para continuar.
Você não precisa de um desktop. Se o seu Macbook Pro não tem a entrada para rede cabeada, você vai precisar de um adaptador Thunderbolt ou USB que permita o acesso. Não é para ter outro jeito – se tiver, é porque o mecanismo de segurança que seu roteador tentou utilizar está com uma vulnerabilidade!

Uma vez no painel, procure as configurações da sua rede sem fio e faça os ajustes desejados. O guia em vídeo preparado por esta coluna (veja aqui) pode ajudá-lo com os termos técnicos que aparecerão na tela. Em resumo, utilize "WPA2" e, se o seu roteador dá a opção de PSK ou Radius, escolha "PSK". Essa é a configuração adequada para uma rede doméstica. 
http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/como-bloquear-spam-e-configurar-senha-na-rede-sem-fio-pacotao-de-seguranca.html