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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Site flagra novo Toyota Corolla 2015 sem camuflagem.

Os amigos do Curitiba Racing flagraram o novo Toyota Corolla 2015 sem nenhuma camuflagem. O modelo estava gravando o comercial de lançamento na capital paranaense. Agradecemos ao Acir André que nos autorizou a reprodução do flagra. O novo Corolla será lançado em março já como modelo 2015. A produção das unidades pré-séries já começou na unidade de Indaiatuba (SP). As fotos mostram que as versões normais serão idênticas ao modelo europeu. Já a versão esportiva XRS seguirá os traços do modelo americano como já publicamos em novembro.
Os motores serão os mesmos 1.8 litro (144 cv) e 2.0 litros (153 cv) com comando duplo variável de válvulas. Já o câmbio automático será de sete velocidades. Ele tem funcionamento semelhante ao CVT (continuamente variável), mas com simulação permanente de sete marchas.


O Toyota 2015 é construído sobre uma nova plataforma. O sedã ficou maior: são 4,63 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,45 m de altura, 2,70 m de distância entre-eixos (o modelo atual tem 4,54 m de comprimento e 2,60 m de entre-eixos).


http://autossegredos.com.br/2014/02/01/site-flagra-novo-toyota-corolla-sem-camuflagem/

Toyota RAV4 2014: consumo, preços e especificações.

A Toyota do Brasil lança a linha 2014 do RAV4 - veículo que traz novos itens de série para as três versões, e que está disponível nas concessionárias da marca a partir de 1º de fevereiro.
As versões e respectivos preços da RAV4 2014 são os seguintes:
Toyota RAV4 2014 2.0L 4X2 – R$ 101.820,00, motor de 145cv e câmbio CVT com modo sequencial de 7 velocidades;
Toyota RAV4 2014 2.0L 4X4 – R$ 119.990,00, motor de 145cv e câmbio CVT com modo sequencial de 7 velocidades;
Toyota RAV4 2014 2.5L 4X4 – R$ 129.590,00, motor de 179cv e câmbio automático Super ECT de 6 velocidades com modo sequencial e inteligência artificial.
Entre as novidades, temos um sistema multimídia com GPS e leitor de DVD para as versões 4X4. O aparelho, que incorpora ainda leitor de DVD com funções para escolha de idioma, legenda, ângulos e tamanho de imagens, está disponível em uma tela de 7” sensível ao toque.
O sistema multimídia possibilita, ainda, visualização e navegação na tela touchscreen de sites localizados na web. O acesso à internet ocorre pela rede do celular de um dos ocupantes. Ou seja, é possível utilizar o multimídia do carro para acessar sites, assistir e compartilhar vídeos, fotos, entre outras facilidades.


Outra alteração é o fato de RAV4 2014 passar a ser equipadas com estepe temporário, garantindo 71 litros a mais de capacidade no porta-malas, passando dos atuais 476 litros, para 547 litros. 


Nova rodas
A versão topo de linha, equipada com o motor 2.5L e tração 4x4 agora conta com rodas exclusivas aro 18 polegadas com detalhes na cor preta. As novas rodas são calçadas com pneus mais largos e com perfil mais baixo. Outro item incorporado na linha 2014 foi o sensor de estacionamento, presente em todas as versões, desde a mais básica.


Mecânica
O conjunto mecânico mantém-se inalteado, com os 2.0L e 2.5L, que, segundo o INMETRO, apresentam os seguintes dados de consumo:


RAV4 2.0L 4x2 e 4x4: 9,5km/l na cidade e 10,9km/l
RAV4 2.5L 4X4: 8,7km/l na cidade e de 10,9km/l na estrada.


FONTE:
http://www.car.blog.br/2014/01/toyota-rav4-2014-consumo-precos-e.html

Novo Renault Fluence 2015 chega ao Brasil em outubro. A Renault do Brasil se prepara para aplicar no Renault Fluence vendido no Brasil a mesma reformulação pela qual passou o veículo na Europa.

Assim, o Renault Fluence 2015 com a nova frente tem estréia agendada para o Salão do Automóvel de São Paulo, que ocorre no mês de outubro.
Outra novidade do Novo Fluence 2015 será o fato de o carro passar a ser equipado com um sistema multimídia que congrega sistema de navegação (GPS) e que também permitirá acesso à Internet.
Com essas alterações a Renault supõe que seu sedã médio possa competir com o Novo Corolla - que chega em março - além de Civic, Cruze e Jetta.
Além do Fluence, chegam ao Brasil ainda este ano novo Kangoo, em fevereiro, e o Novo Sandero, no meio do ano. 

http://www.folha.uol.com.br/ Postado por Novo Blog do Largartixa

Montagem do esqueleto humano e o Corpo humano.

FONTE:
http://reridamaria.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-26T16:16:00-03:00&max-results=20&start=264&by-date=false

Brasil - Estados - Capitais.

FONTE:
http://reridamaria.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-26T16:16:00-03:00&max-results=20&start=264&by-date=false

Texto - O burro que vestiu a pele do leão.

FONTE:
http://reridamaria.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-26T16:16:00-03:00&max-results=20&start=264&by-date=false

Poluição atmosférica e o Ar poluído - atividades.



FONTE:
http://reridamaria.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-08-30T13:34:00-03:00&max-results=20&start=284&by-date=false

O Macaco e o Crocodilo.

FONTE:
http://reridamaria.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-08-30T13:34:00-03:00&max-results=20&start=284&by-date=false

Adolescência.

Adolescência
Desenvolvimento do adolescente
Uma transição crítica
A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica a adolescência como o período de crescimento e desenvolvimento humano que ocorre depois da infância e antes da idade adulta, entre as idades de 10 aos 19. Ele representa uma das transições críticas no tempo de vida e é caracterizado por um ritmo enorme no crescimento e transformação que é apenas a segunda a de infância. Os processos biológicos conduzir muitos aspectos deste crescimento e desenvolvimento, com o início da puberdade marca a passagem da infância para a adolescência. Os determinantes biológicos da adolescência são bastante universal, no entanto, as características da duração e da definição deste período pode variar ao longo do tempo, as culturas e situações socioeconômicas. Este período tem visto muitas mudanças ao longo do século passado, ou seja, o início mais precoce da puberdade, depois, idade do casamento, a urbanização, a comunicação global e mudança de atitudes e comportamentos sexuais.
Experiências de desenvolvimento chave
O processo da adolescência é um período de preparação para a vida adulta, durante o qual ocorrem tempo várias experiências de desenvolvimento chave. Além de maturação física e sexual, essas experiências incluem o movimento para a independência social e econômica e desenvolvimento da identidade, a aquisição das competências necessárias para a realização de relacionamentos adultos e papéis, e da capacidade de raciocínio abstrato. Enquanto que a adolescência é um momento de enorme potencial de crescimento e, também é um momento de risco considerável, durante o qual contextos sociais exercem influências poderosas.
As pressões para se envolver em comportamentos de alto risco.
Muitos adolescentes enfrentam pressões ao uso de álcool, cigarros ou outras drogas e para iniciar as relações sexuais em idades mais precoces, colocando-se em risco elevado de lesões intencionais e não intencionais, gravidezes indesejadas e infecções de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), incluindo o da imunodeficiência humana imunodeficiência humana (VIH). Muitos também experimentar uma grande variedade de ajustes e problemas de saúde mental. Padrões de comportamento que são estabelecidas durante este processo, tais como o uso de drogas ou não uso e tomada de risco sexual ou de proteção, pode ter efeitos positivos e negativos duradouros sobre o futuro da saúde e bem-estar. Como resultado, durante este processo, os adultos têm a oportunidade única de influenciar os jovens.
Adolescentes são diferentes, tanto de crianças e de adultos. Especificamente, os adolescentes não são plenamente capazes de compreender conceitos complexos, ou a relação entre o comportamento e as consequências, ou o grau de controle que têm ou podem ter sobre a tomada de decisões de saúde, incluindo as relacionadas ao comportamento sexual. Esta incapacidade pode torná-los particularmente vulneráveis ??à exploração sexual e comportamentos de alto risco. Leis, costumes e práticas podem também afetar os adolescentes de forma diferente do que os adultos. Por exemplo, as leis e políticas muitas vezes restringir o acesso dos adolescentes à informação e aos serviços de saúde reprodutiva, especialmente quando eles são casados. Além disso, mesmo quando os serviços não existem, atitudes fornecedor sobre adolescentes fazendo sexo muitas vezes representam uma barreira significativa à utilização de tais serviços.
Família e comunidade são suportes fundamentais
Adolescentes dependem de suas famílias, os seus, comunidades, escolas, serviços de saúde e seus locais de trabalho para aprender uma ampla gama de habilidades importantes que podem ajudá-los a lidar com as pressões que eles enfrentam e fazer a transição da infância para a idade adulta com sucesso. Os pais, membros da comunidade, prestadores de serviços e instituições sociais têm a responsabilidade de promover o desenvolvimento tanto do adolescente e de ajustamento e de intervir de forma eficaz quando surgem problemas.
Fonte: www.who.int
Adolescência
A puberdade é o início da adolescência. Mas quando é a puberdade, exatamente? As mudanças hormonais começar tão cedo quanto 8 anos de idade.
Mas as mudanças físicas não costumam fazer-se conhecido por vários anos mais tarde.
Nas sociedades ocidentais modernas, costumamos dizer que a puberdade começa entre 11 e 12 anos para as meninas e entre 12 e 13 para os meninos.
95% de todas as raparigas começará algures entre 8 1/2 e 13, e 95% dos adolescentes um ano ou mais, entre 9 1/2 e 15.
O primeiro sinal claro da puberdade para as meninas é o início do desenvolvimento dos seios, por volta de 12 anos de idade. Há também um estirão de crescimento global que se inicia cerca de 10 1/2, os picos a 12, e começa a diminuir de cerca de 14. Mas a marca principal da puberdade éa menarca (pronuncia-MEN-ark-ee), do primeiro período. Nas sociedades ocidentais modernas, tende a acontecer entre os dias 12 e 13.
Curiosamente, em 1890, primeiro período de uma menina tende a ocorrer em 14 ou 15 anos. Em 1840, muitas vezes começou tão tarde como 17!
Pensa-se que estas variações foram principalmente devido a diferenças na alimentação. Além disso, observe que a idade média em que uma mulher se casa hoje é de cerca de 25. Em 1890, foi em torno de 22. Na Idade Média, poderia ser tão jovem quanto 12 ou 14. (Lembre-se que Romeu e Julieta eram apenas 16!)
O primeiro sinal da puberdade nos meninos é o início do crescimento dos testículos em torno da idade de 13 anos, eo crescimento do órgão reprodutor masculino em torno de 14.
O surto de crescimento para os meninos tende a começar em 12 1/2, o pico aos 14 anos, e diminui em 16 - daí a visão comum das meninas elevando-se sobre os seus parceiros em bailes de escola!
O surto de crescimento mencionado é de cerca de 8 a 10 cm (3 a 4 centímetros) de altura por ano para meninas e meninos - semelhante à taxa de crescimento de volta quando eles eram apenas 2 anos de idade! Com este surto, há uma perda significativa de gordura em meninos, principalmente nos membros, o que representa o olhar comum "varapau" entre os adolescentes. As meninas também podem perder a gordura, mas não tão drasticamente como meninos.
Uma infeliz tendência hoje, no entanto, é o aparecimento da obesidade na adolescência devido ao alto teor de gordura, açúcar elevado dieta muitos adolescentes adotar.
A adolescência é definitivamente um momento de aumento da força: Um menino de 14 anos tem 14 vezes as células musculares de um menino de 5 anos de idade.
A menina de 14 anos tem 10 vezes as células musculares de uma menina de 5 anos.
Psicologicamente, a adolescência é um tempo muito ocupado.
Tornando-se um adulto sexual envolve uma série de coisas que podem muito bem ter raízes instintivas: Os meninos competem entre si pela atenção por shows de capacidade física e os atos de ousadia, muitas vezes beirando a loucura, as meninas competem pela atenção dos meninos, mais comumente por tentativa para melhorar a sua aparência. Diferentes culturas têm diferentes detalhes, mas o padrão é bastante universal.
A única coisa mais importante parece ser a aceitação social. Se você não tem um círculo de amigos, no mundo adolescente, você não é nada.
Para muitos adolescentes, se o seu isolamento é devido a uma mudança da família ou inibição social, anomalias físicas ou não cumprimento das normas locais de atracção, não ser aceito é uma causa de depressão e às vezes suicídio.
Eu acredito que esta resposta é muito provável que nós herdamos de nossos ancestrais pré-humanos muito sociais: No grupo, e você pode muito bem estar morto.
Na adolescência mais tarde, duas coisas dominar a mente de um adolescente: encontrar um namorado ou namorada e encontrar uma maneira de ganhar a vida.
A maneira como essas necessidades são expressas podem variar de tentar fazer sexo com quem você vai ter e fazer, empréstimo ou roubar dinheiro suficiente para fazer uma boa exibição, a um esforço sério para criar as bases para uma parceria ao longo da vida baseada no amor e na formação para uma carreira financeiramente e pessoalmente gratificante.
O final da adolescência é muito mais uma coisa social como uma coisa fisiológica, por isso é muito difícil dizer quando isso é, mas em culturas ocidentais, geralmente pensamos de 18 como uma marca conveniente. Mas, com trabalho e família adiada enquanto eles são hoje em dia, muitas das tarefas tradicionais de adolescentes continuam bem na década de 20.
Porque o adolescente está em processo de romper com seus pais, muitas vezes há conflito entre eles. Idealmente, os adolescentes reconhecem seus pais sabedoria e educadamente sair de casa, enquanto o pai confiar os seus filhos para tomar suas próprias decisões e deixá-los ir. Infelizmente, muitas vezes não funciona dessa maneira. É quase como se a natureza está nos tornando tão repugnante para o outro que estamos absolutamente ansioso para ir nossos caminhos separados.
Estes conflitos entre pais e filhos adolescentes voltar muitas gerações. Sócrates e outros filósofos gregos reclamaram esta próxima geração de preguiçosos mimados, assim como escritores do renascimento e de todos os séculos.
Aqui está uma paráfrase de uma tal reclamação:
"Onde você foi?" 
"Eu não fui a lugar nenhum." 
"Se você não ir a qualquer lugar, por que você ocioso dizer? Vá para a escola ... Não vaguear na rua .... Não fique aproximadamente na praça pública ou passear sobre o boulevard .... Você que vagam na praça pública, você poderia alcançar o sucesso? ... Porque meu coração tivesse sido saciado com o cansaço de vocês, eu fiquei longe de você e não atenderam os seus medos e resmungos .... Por causa de seus clamores ... Eu estava com raiva de você .... Porque você não olha para sua humanidade, o meu coração foi levado como que por um vento mal. seus resmungos ter colocado um fim para mim, que me levou ao ponto da morte. "
Este é um pedaço de uma conversa entre um jovem suméria e seu pai, registrado em escrita cuneiforme cerca de 3 ou 4 mil anos atrás. (Da SN Kramer, Os sumérios, University of Chicago Press, 1963). Engraçado, eu poderia jurar que ouvi essa conversa só no outro dia!
C. George Boeree
Fonte: webspace.ship.edu

Adolescência
De acordo com Aberastury (1986), o essencial da adolescência é a necessidade de entrar no mundo do adulto.
A ansiedade provocada pelas mudanças corporais, de acordo com o mesmo autor, leva o adolescente a entrar em contato com seu mundo interno, fugindo desta forma, do mundo exterior. A crise provocada pelas mudanças da adolescência será determinada pelas características do mundo interior.
Sendo assim, o choque e a distância entre o mundo interno e realidade exterior determinarão a duração e a qualidade de sua crise emocional.
Nesta fase de adolescência, está presente o desejo de se tornar adulto em sua totalidade, porém a presença dos sentimentos de rivalidade e invalidez em relação a este adulto, classificarão quais características o adolescente terá como modelo.
De acordo com, Osório (1992), adolescência é uma etapa evolutiva peculiar ao ser humano. Nela culmina todo o processo maturativo biopsicossocial do indivíduo. Por isto, não podemos compreender a adolescência estudando separadamente os aspectos biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Eles são indissociáveis.
A adolescência deixou de ser considerada uma mera passagem da infância para a idade adulta, com mudanças físicas, aparecimento das características sexuais e mudanças de temperamento, e passou a ser considerada como momento crucial do desenvolvimento do indivíduo, marcando a aquisição da imagem corporal e a estruturação da personalidade.
O início da adolescência não pode ser determinado, pois varia de acordo com o ambiente sócio-cultural do indivíduo. Porém, está relacionado com a puberdade, quando ocorrem as modificações biológicas juntamente com as mudanças psicossociais, ocorrendo em média, dos 12 aos 15 anos.
Segundo Osório (1992), esta fase é caracterizada pelos seguintes fatores:
1. Redefinição da imagem corporal, consubstancial na perda do corpo infantil e da conseqüente aquisição do corpo adulto (em particular, dos caracteres sexuais secundários)
2. Culminação do processo de separação/individualização e substituição do vinculo de dependência simbiótica com os pais da infância por relações objetais de autonomia plena
3. Elaboração de lutos referentes à perda da condição infantil
4. Estabelecimento de uma escala de valores ou código de ética próprio
5. Busca de pautas de identificação no grupo de iguais
6. Estabelecimento de um padrão de luta/fuga no relacionamento com a geração precedente
7. Aceitação tácita dos ritos de iniciação como condição de ingresso ao status adulto
8. Assunção de funções ou papéis sexuais auto-outorgados, ou seja, consoante inclinações pessoais independentemente das expectativas familiares e eventualmente (homossexuais) até mesmo das imposições biológicas do gênero a que pertence. (p.12).
E ainda, imagem corporal é uma representação condensada das experiências passadas e presentes, reais ou fantasiadas, do corpo do indivíduo. Ela involucra aspectos conscientes e inconscientes.
A estrutura da imagem corporal é determinada por:
Percepção subjetiva da aparência e habilidade à função
Fatores psicológicos internalizados
Fatores sociológicos.
À medida que o corpo vai se transformando e adquirindo os contornos definitivos do adulto, o adolescente vai gradualmente plasmando a imagem corporal definitiva de seu sexo. Como na sua mente há uma espécie de protótipo idealizado dessa imagem corporal, ocorre um conflito entre a imagem fantasiada desse modelo idealizado e a imagem real do seu corpo em transformação. Essa é a raiz das ansiedades do adolescente com respeito a seus atributos físicos e a desejada capacidade de atrair o sexo oposto.
Ainda, de acordo com Herbert (1987), na adolescência, a interação pais/filhos é um fator muito importante, pois é nesta relação que o adolescente vai tentar encontrar seu lugar no mundo e buscar sua liberdade psicológica, buscando também:
A liberdade de ser uma pessoa por si mesmo, ter os próprios pensamentos e sentimentos, determinar os próprios valores e planejar o próprio futuro no nível existencial mais amplo.
Vanessa Müller
Referências Bibliográficas
ABERASTURY, A. e col. O mundo do adolescente. In: Adolescência. Trad. Ruth Cabral. 4. ed. Porto Alegre. Artes Médicas. 1986.
HERBERT, M. A natureza da adolescência. In: Convivendo com adolescentes. Rio de Janeiro. Beltrand Brasil. 1987.
OSÓRIO, L.C. O que é adolescência, afinal? In: Adolescente Hoje. 2a. Ed. Porto Alegre. Artes Médicas. 1992.
Fonte: www.psicologiamooca.com.br
Adolescência
ADOLESCÊNCIA: uma concepção crítica
Discutindo a concepção de adolescência
A adolescência tem sido vista na Psicologia como uma fase do desenvolvimento que apresenta características muito especiais, tais como rebeldia, crise de identidade, conflito geracional, tendência grupal, necessidade de fantasiar, evolução sexual manifesta e outras mais. Apesar de admitirmos que estas características são visíveis na maior parte de nossos jovens, entendemos que a Psicologia, ao desenvolver sua concepção sobre a adolescência, tem naturalizado este fenômeno, ou seja, a Psicologia não tem apresentado a adolescência como tendo sido produzida socialmente, no decorrer da história das sociedades ocidentais.

Sem dúvida, nenhum psicólogo negará que há fortes influências sociais sobre a adolescência. Mas "o social" sempre aparece como uma moldura que dá forma e expressão ao fenômeno inevitável da adolescência. Ou seja, entendemos que é bastante diferente aceitarmos que a sociedade e a cultura influenciam a adolescência e concebermos que a adolescência é constituída socialmente. Na primeira visão, há uma naturalização do desenvolvimento humano e a adolescência é vista como uma fase inevitável, pela qual todos os jovens deverão passar. O que muda são apenas as suas formas de expressão.
Temos buscado uma saída teórica que supere esta visão naturalizante da adolescência, presente na Psicologia em geral; uma saída que supere a visão que temos denominado de visão liberal de homem.
Para sermos mais didáticos, apresento as duas visões básicas aqui citadas:
A VISÃO LIBERAL: nesta visão, o HOMEM está concebido a partir da idéia de natureza humana: um homem apriorístico que tem seu desenvolvimento previsto pela sua própria condição de homem. Este desenvolvimento pode ser facilitado ou dificultado pelo meio externo, social e cultural. Um homem livre, dotado de potencialidades.
Na relação HOMEM/SOCIEDADE, encontramos a visão de que a sociedade é sempre algo externo e independente dele e que está organizada para facilitar e contribuir com o desenvolvimento humano, mas que, em geral, a organização social é algo que tem dificultado e prejudicado o total desenvolvimento das potencialidades humanas. Os outros, enquanto indivíduos isolados, com os quais se entra em relação (uma relação próxima e afetiva) são importantes colaboradores no desenvolvimento das potencialidades. No geral e no sentido amplo, a sociedade é vista como contrária ao desenvolvimento natural da humanidade contida em cada homem.
O FENÔMENO PSICOLÓGICO nestas concepções aparece como algo dado; algo que o homem já possui aprioristicamente; algo que pertence à natureza humana. Esse fenômeno é visto como pertencendo ao mundo interno; é privado e íntimo. O fenômeno é, além disso, a essência do homem; refere-se ao eu, a um "verdadeiro eu". É o que há de mais individual e particular no homem. O fenômeno psicológico mantém, no entanto, uma relação com o mundo externo, que estimula ou impede, ajuda ou dificulta seu desenvolvimento. As vezes, o fenômeno psicológico é visto como produto ou como resultado de processos internos e relações com o mundo externo, que o configuram de determinada maneira; essas visões não escapam da visão apriorística do fenômeno.
Quanto à concepção da PRÁTICA PSICOLÓGICA, temos na visão liberal, definições centradas na idéia da doença, da cura, sendo a prática vista como conjunto de ações que visam à correção ou o tratamento de distúrbios. A visão é sempre adaptativa e técnica.
A SAÚDE PSICOLÓGICA é vista como um conjunto de condições apresentadas pelo indivíduo que lhe permite a adaptação ao seu meio social e físico. São características de seu comportamento, ou são capacidades, ou é um estado em que o indivíduo se encontra, ou ainda condições de seu aparelho psíquico que lhe permitem comportar-se e estar no mundo social de forma adaptada. São visões “morais” ou “médicas” da saúde. Estas visões têm sido responsáveis pelo ocultamento das determinações sociais da subjetividade e de fenômenos como a adolescência. Entendemos que é preciso abandonar as visões naturalizantes, principalmente pelo fato de que elas geram propostas de trabalho que aceitam a realidade social como imutável e que não vêem nas questões da Psicologia determinações que são sociais.
A VISÃO SÓCIO-HISTÓRICA é aquela que entendemos como a que permite a superação desta visão liberal.
Nesta, o HOMEM é histórico, isto é, um ser constituído no seu movimento; constituído ao longo do tempo, pelas relações sociais, pelas condições sociais e culturais engendradas pela humanidade. Um ser, portanto, em permanente movimento; um ser que tem características forjadas pelo seu tempo, pelas condições de sua sociedade, pelas relações que estão sendo vividas. O homem é visto a partir da idéia de condição humana e não de natureza humana. A condição humana se refere ao fato de o homem construir as formas de satisfação de suas necessidades e ao fato de fazer isso com os outros homens, e é das formas que constrói e da maneira como faz isso com os outros homens que tem as condições para se constituir.
A RELAÇÃO INDIVÍDUO/SOCIEDADE é vista como uma relação dialética, na qual um constitui o outro. O homem se constrói ao construir sua realidade.
O FENÔMENO PSICOLÓGICO, nesta visão, é coerente com essa visão de homem e é também histórica. O fenômeno psicológico surge e se constitui a partir das suas relações com seu mundo físico e social. É na atividade sobre o mundo e na vivência das relações sociais que acompanham essa atividade que o homem se constrói. Todos os elementos internos, do mundo psicológico, são forjados nessas relações. No conjunto social, através fundamentalmente de mediações como a linguagem, a homem vai desenvolvendo sua consciência, sua forma de significar o mundo; este conjunto psicológico de significações - sentidos pessoais - orienta o homem nas suas ações.
A concepção de PRÁTICA PROFISSIONAL, coerente com esta visão de homem, pensa a intervenção fundamentalmente na linha da promoção de saúde. Reflexões sobre a realidade e ações e projetos coletivos são condições básicas para a saúde do indivíduo.
SAÚDE PSICOLÓGICA é vista como possibilidade de transformação da realidade. Saúde é capacidade de enfrentamento e suas possibilidades estão diretamente relacionadas ao meio social, às condições oferecidas pelo meio social.
Essa visão gera uma concepção de adolescência diferente da visão liberal. A visão sócio-histórica é aquela à qual buscamos dar nossa contribuição, por considerarmos que avança e faz avançar a Psicologia.
1º. porque vincula o desenvolvimento do homem à sociedade, vinculando também a Psicologia ao desenvolvimento social. Ao falarmos do desenvolvimento humano e da adolescência não poderemos nos furtar a falar e compreender a sociedade. Entendemos, assim, que para compreender o homem é necessário compreender a sociedade.
2º. porque “despatologizamos” o desenvolvimento humano e o tornamos histórico. Passamos a compreender que as formas que assumimos como identidades, personalidades e subjetividades são construídas historicamente pela humanidade. A sociedade, construída por nós mesmos, nos dá os limites e as possibilidades de “sermos”.
3º. porque deixamos de ser tão moralistas ou prescritivos de uma suposta normalidade. Aquilo que é normal em nossa sociedade é porque interessou aos homens valorizar, mas não é nem natural, nem eterno. Tudo, no psiquismo humano, pode ser diferente. Os modelos de normalidade e de saúde precisam ser considerados historicamente.
E a Adolescência? Para darmos uma noção de nossa conceituação de adolescência, responderemos brevemente a três questões:
A adolescência existe?
Há características naturais na adolescência?
O que é a adolescência?
A adolescência existe?
Sim, existe, mas é criada historicamente pelo homem, enquanto representação e enquanto fato social e psicológico. É constituída como significado na cultura, na linguagem que permeia as relações sociais.
Fatos sociais surgem nas relações e os homens atribuem significados a esses fatos: definem, criam conceitos que representam esses fatos; são marcas corporais, são necessidades que surgem. são novas formas de vida decorrentes de condições econômicas, são condições fisiológicas, são descobertas científicas, são instrumentos que trazem novas habilidades e capacidades para o homem... Quando definimos a adolescência como isto ou aquilo, estamos constituindo significações (interpretando a realidade), a partir de realidades sociais, significações estas que serão referências para a constituição dos sujeitos.
Há características naturais na adolescência?
Não. A adolescência não é um período natural do desenvolvimento. É um momento significado, interpretado pelo homem. Há marcas que a sociedade destaca e significa. Mudanças no corpo e desenvolvimento cognitivo são marcas que a sociedade destacou. Muitas outras coisas podem estar acontecendo nesta época da vida no indivíduo e nós não destacamos. Assim como essas mesmas coisas podem estar acontecendo em outros períodos da vida (por exemplo na menopausa) e nós também não marcamos.
Reconhecemos, no entanto, que há um corpo se desenvolvendo e que tem suas características próprias. Mas nenhum elemento biológico ou fisiológico tem expressão direta na subjetividade (subjetivo aqui entendido como tudo que se constitui num plano estável interno). Como afirma Gonzalez sobre a elemento biológico e genético do desenvolvimento, que nunca “...vai linearmente converter-se numa subjetividade, porque passa pela mediação de outros elementos muito complexos.” (Gonzalez,1997). As características fisiológicas aparecem e são significadas pelas pessoas adultas e pela sociedade. A menina que tem seus seios se desenvolvendo não os vê, sente e significa como possibilidade de amamentar seus filhos no futuro. Com certeza, em algum tempo ou cultura, isso já foi assim. Hoje, os seios tomam as meninas sedutoras e sensuais. Esse é o significado atribuído em nosso tempo. A força muscular dos meninos já foi significada como possibilidade de trabalhar, guerrear e caçar. Hoje é beleza, sensualidade e masculinidade.
Da mesma forma, o jovem não é algo “por natureza”. São características que surgem nas relações sociais, em um processo onde o jovem se coloca inteiro, com suas características pessoais e seu corpo. Como parceiro social está ali, com suas características, que são interpretadas nessas relações; tem, então, o modelo para sua construção pessoal. É importante frisar que o subjetivo não é igual ao social; há um trabalho de construção realizado pelo indivíduo e há um mundo psíquico de origem social, mas que possui uma dinâmica e uma estrutura próprias. Este mundo psíquico está constituído por configurações pessoais, onde significações e afetos se mesclam para dar um sentido às experiências do indivíduo. Os elementos deste mundo psíquico vêm do mundo social (atividades do homem e linguagem), mas não são idênticos.
O que é a adolescência?
Temos que refazer a questão e perguntar: Como se constituiu historicamente este período do desenvolvimento? Isto porque para a teoria sócio-histórica só é possível compreender qualquer fato a partir de sua inserção na totalidade onde este fato foi produzido, totalidade essa que a constitui e lhe dá sentido.
Assim, a adolescência deve ser compreendida nesta inserção. É importante perceber que esta totalidade social é constitutiva da adolescência, ou seja, sem estas condições sociais a adolescência não existiria ou não seria esta da qual falamos. Não estamos nos referindo, portanto, a condições sociais que facilitam, contribuem ou dificultam o desenvolvimento de determinadas características do jovem; estamos falando de condições sociais que constroem uma determinada adolescência.
E como teria sido construída a adolescência?
Adélia Clímaco (1991) nos ensinou que, na sociedade moderna, o trabalho, com sua sofisticação tecnológica, passou a exigir um tempo prolongado de formação, adquirida na escola. Além disso, o desemprego crônico/estrutural da sociedade capitalista trouxe a exigência de retardar o ingresso dos jovens no mercado e aumentar os requisitos para este ingresso.
A ciência, por outro lado, resolveu muitos problemas do homem e ele teve a sua vida prolongada, o que trouxe desafios para a sociedade, em termos de mercado de trabalho e formas de sobrevivência.
Estavam dadas as condições para que se mantivessem as crianças mais tempo sob a tutela dos pais, sem ingressar no mercado de trabalho. Mantê-las na escola foi a solução. A extensão do período escolar e o conseqüente distanciamento dos pais e da família e a aproximação de um grupo de iguais foram as conseqüências destas exigências sociais. A sociedade então assiste à criação de um novo grupo social com padrão coletivo de comportamento – a juventude/a adolescência.
Outro fator importante em nossa breve análise histórica é que a adolescência pode ser entendida também como forma de justificativa da burguesia para manter seus filhos longe do trabalho.
A Adolescência se refere, assim, a esse período de latência social constituída a partir da sociedade capitalista gerada por questões de ingresso no mercado de trabalho e extensão do período escolar, da necessidade do preparo técnico e da necessidade de justificar o distanciamento do trabalho de um determinado grupo social.
Essas questões sociais e históricas vão constituindo uma fase de afastamento do trabalho e preparo para a vida adulta. As marcas do corpo, as possibilidades na relação com os adultos vão sendo pinçadas para a construção das significações. Para essa construção, é básica a contradição que se configura nesta vivência entre as necessidades dos jovens e condições pessoais de satisfação e as possibilidades sociais de satisfação delas. É dessa relação e de sua vivência enquanto contradição que se retirará grande parte das significações que compõem a adolescência. A rebeldia, a moratória, a instabilidade, a busca da identidade e os conflitos. Essas características, tão bem anotadas pela Psicologia, ao contrário da naturalização que se fez delas, são históricas, isto é, foram geradas como características desta adolescência que aí está. Por exemplo, a oposição aos pais. Esta é uma característica bem marcada da adolescência em nosso meio social.
Ao invés de aceitá-la como natural, devemos buscar sua gênese nas relações sociais e entendê-la como resposta do jovem à contradição vivida. Ele está forte, grande, capaz de sobreviver e transformar o mundo na direção das necessidades pessoais e sociais. Seu corpo já lhe permite esta condição. Está apto inclusive para procriar. No entanto, as condições sociais são restritivas. Depende ainda dos pais, não trabalha, não é independente e por isso está ainda sob as ordens e autoridade de seus pais. Esta contradição vivida por alguns jovens, com certeza, é um dos determinantes da característica da rebeldia na juventude. Interessante registrar que a característica parece se soltar de sua condição de origem e tomar-se modelo para a juventude. E isto acontece.
Outra questão importante, antes de terminarmos, é se a adolescência acontece para todos os jovens de um grupo social onde haja a adolescência como fenômeno social. Ou seja, em nossa sociedade, todos os jovens passam obrigatoriamente pela adolescência? Aqui, para não correr o risco de ser simplista, dado que não fizemos estudos nesta direção, gostaria de responder que sim e que não. Não, porque, na visão sócio-histórica, nada acontece obrigatoriamente. Isto seria naturalizar o fenômeno. A adolescência acontecerá quando as condições sociais para seu surgimento estiverem dadas. Então, é absolutamente possível que tenhamos vários jovens que não vivem a experiência da adolescência. E responderia também que sim. Sim, mas não obrigatoriamente. Sim, porque os meios de comunicação, em nossa sociedade, espalham o modelo da adolescência dominante (é importante lembrar que a adolescência é um fenômeno típico dos jovens das classes altas), que será modelo de identificação para aqueles que estão naquela idade, daquele tamanho, acontecendo com seu corpo aquilo que está acontecendo com o corpo do outro; ele pode ainda se identificar com a condição social do outro, com as relações vividas etc. Seus pais podem ter lido sobre o fenômeno da adolescência e estar esperando que ela aconteça e este é um importante fator na gênese da adolescência. E aí vai surgindo a adolescência, mas claro que “adaptada” à realidade social vivida por aquele grupo. Então, ela poderá ter roupas parecidas, mas sua música poderá ser outra, seus hábitos e rituais poderão ser outros, seus problemas diferentes.
Registre-se aqui a importância de se perceber estas diferenças para que não continuemos fazendo o que fazemos: construir projetos e intervenções profissionais com jovens de grupos sociais desprivilegiados socialmente com os modelos e visões de adolescência das camadas médias e altas. E fazemos isto porque pensamos que a adolescência é natural, portanto igual para todos.
É preciso superar estas visões liberais e entender-se a adolescência como constituída socialmente a partir de necessidades sociais e econômicas dos grupos sociais e olhar e compreender suas características como características que vão se constituindo no processo. Cada jovem se constituirá em relações que dão por suposto esta passagem e esperam encontrar no jovem aquelas características. Os modelos estarão sendo transmitidos nas relações sociais, através dos meios de comunicação, na literatura e através das lições dadas pela psicologia. Nós, psicólogos, somos também construtores privilegiados dos modelos de adolescência, pois nossas teorias vão definindo e divulgando como é “ser jovem”. Os pais vão se comportando, assim que os sinais do corpo aparecem, como pais sofredores de filhos “aborrecentes”. A sociedade, por outro lado, o tolerará. Todos serão pacientes com o adolescente, porque todos sabem que "passa". E o jovem, frente a esses modelos, frente às mudanças que seu corpo vai apresentando, seguirá convicto de que agora é a hora de ser rebelde.
Infelizmente, as teorias psicológicas, que fizeram uma boa descrição do empírico da adolescência, erraram, a nosso ver, quando a naturalizaram, universalizaram e patologizaram, ao invés de entendê-la como histórica, pois ocultam assim as condições sociais geradoras da adolescência, tornando-se ideológicas.
A adolescência é um momento rico no desenvolvimento das pessoas. Nada possui de patológico ou doentio. A adolescência, ao contrário da doença mental, é caracterizada pelo aumento do vínculo do sujeito com a realidade. Visões negativas da adolescência só têm servido para desvalorizar as contribuições sociais e políticas da juventude. Conceber a adolescência de outra forma significa revolucionar nossas teorias e nossas práticas com os jovens. E isto tem sido muito difícil!
Ana Mercês Bahia Bock
Referências bibliográficas
GONZALEZ, F.R. Respeito à pluralidade científica, em Jornal do CRP, do Conselho Regional de Psicologia - 6ª. região, set/out, 1997, (3-5)
CLÍMACO, Adélía A S. Repensando as concepções de adolescência. 

Tese de doutorado, 1991, PUCSP
Fonte: projetoenvolver.files.wordpress.com

Penicilina.

Penicilina
A Penicilina é um dos agentes antibióticos descobertos e amplamente utilizado primeiros, derivada do fungo Penicillium.
Os antibióticos são substâncias naturais que são libertadas por bactérias e fungos no seu ambiente, como um meio de inibir outros organismos - é guerra química em escala microscópica.
Sir Alexander Fleming
Nascido agosto. 6, 1881, Darvel, Escócia e morreu 11 de março de 1955, em Londres, Inglaterra.
Em 1928, Sir Alexander Fleming observou que colônias da bactéria Staphylococcus aureus pode ser destruído pelo fungo Penicillium notatum, provando que havia um agente antibacteriano não em princípio. Este princípio mais tarde levar a medicamentos que poderiam matar certos tipos de bactérias causadoras de doenças dentro do corpo.
No momento, no entanto, a importância da descoberta de Alexander Fleming não era conhecido.
O uso de penicilina não começou até a década de 1940, quando Howard Florey e Ernst Chain isolado o ingrediente ativo e desenvolveu uma forma de pó do medicamento.
História
Originalmente notado por um estudante de medicina francês, Ernest Duchesne, em 1896. A penicilina foi re-descoberta pelo bacteriologista Alexander Fleming trabalhando no Hospital de St. Mary, em Londres, em 1928.
Ele observou que uma placa de cultura de Staphylococcus tinha sido contaminada por um mofo azul-verde e que as colônias de bactérias adjacentes ao molde estavam sendo dissolvido.
Curioso, Alexander Fleming cresceu o molde em uma cultura pura e descobriu que ele produzia uma substância que matou um número de bactérias causadoras de doenças. Nomeando a substância penicilina, Dr. Fleming, em 1929, publicou os resultados de suas investigações, observando que sua descoberta pode ter valor terapêutico se pudesse ser produzida em quantidade.
Alexander Fleming descobre a penicilina
Em 1928, o bacteriologista Alexander Fleming fez uma descoberta da possibilidade de um já descartado, contaminado placa de Petri. O molde que tinha contaminado a experiência acabou por conter um antibiótico potente, penicilina. No entanto, apesar de Fleming foi creditado com a descoberta, foi mais de uma década antes que alguém virou penicilina na droga milagrosa para o século 20.

Bacteriologista britânico e prêmio Nobel Sir Alexander Fleming (1881 - 1955) em seu laboratório no Hospital St Mary, Paddington. (1941)
Na manhã de setembro, em 1928, Alexander Fleming estava sentado à sua mesa de trabalho no Hospital de Santa Maria, depois de ter acabado de voltar de um período de férias no The Dhoon (sua casa de campo) com sua família. Antes ele havia deixado de férias, Fleming tinha empilhados vários de seus pratos de Petri para o lado do banco para que Stuart R. Craddock poderia usar sua bancada de trabalho, enquanto ele estava fora.
De volta das férias, Fleming foi a triagem através das pilhas autônoma longos para determinar quais poderiam ser recuperadas. Muitos dos pratos tinham sido contaminadas. Fleming colocou cada uma delas em uma pilha crescente em uma bandeja de Lysol.
Muito do trabalho de Fleming focado na busca de uma "droga maravilha". Embora o conceito de bactérias tinha sido em torno desde Antonie van Leeuwenhoek descreveu pela primeira vez em 1683, não foi até o final do século XIX que Louis Pasteur confirmou que as bactérias causado doenças. No entanto, apesar de terem esse conhecimento, ninguém ainda tinha sido capaz de encontrar um produto químico que iria matar as bactérias nocivas, mas também não prejudicam o corpo humano.
Em 1922, Fleming fez uma descoberta importante, lisozima. Ao trabalhar com algumas bactérias, o nariz de Fleming vazou, deixando alguns de muco para o prato. As bactérias desapareceu. Fleming havia descoberto uma substância natural encontrada em lágrimas e muco nasal que ajuda a combater os germes do corpo. Fleming agora percebi a possibilidade de encontrar uma substância que pode matar as bactérias, mas não afetar negativamente o corpo humano.
Em 1928, enquanto a triagem através de sua pilha de pratos, ex-assistente de laboratório de Fleming, D. Merlin Pryce parou para conversar com Fleming.
Fleming aproveitou a oportunidade para queixar da quantidade de trabalho extra que ele tinha que fazer, já que Pryce havia transferido a partir de seu laboratório.
Para demonstrar, Fleming vasculhou a grande pilha de pratos que ele tinha colocado na bandeja Lysol e tirou vários que haviam permanecido com segurança acima do Lysol. Se não houvesse tantos, cada um teria sido submerso em Lysol, matando as bactérias para fazer as placas de seguro para limpar e reutilizar.
Apesar de pegar um prato especial para mostrar Pryce, Fleming notou algo estranho nisso. Embora tivesse sido afastado, um molde tinha crescido no prato. Isso em si não era estranho. No entanto, este molde em particular parece mataram as bactérias Staphylococcus aureus que foram crescendo no prato. Fleming percebeu que este molde tinha potencial.
O que foi que o molde?
Fleming passou várias semanas crescendo mais mofo e tentando determinar a substância em particular no molde que matou as bactérias. Depois de discutir o molde com micólogo (especialista molde) CJ La Touche, que tinha seu escritório abaixo Fleming de, eles determinaram o molde para ser um fungo Penicillium.
Fleming então chamado o agente antibacteriano activo no molde, a penicilina.
Mas de onde veio o molde vem? Muito provavelmente, o molde veio de La Touche quarto andar de baixo. La Touche foi coletar uma grande amostragem de moldes para John Freeman, que estava pesquisando a asma, e é provável que alguns flutuou até o laboratório de Fleming.
Fleming continuou a executar numerosas experiências para determinar o efeito do molde sobre outras bactérias nocivas. Surpreendentemente, o molde de matar um grande número deles. Fleming, em seguida, correu testes adicionais e encontrou o molde a ser não-tóxico.
Poderia ser este o "droga maravilha"? Para Fleming, que não era. Embora viu o seu potencial, Fleming não era um químico e, portanto, não foi capaz de isolar o elemento activo antibacteriano, a penicilina, e não pode manter o elemento activo suficiente para ser utilizado em seres humanos. Em 1929, Fleming escreveu um artigo sobre suas descobertas, que não angariar qualquer interesse científico.
Doze anos depois
Em 1940, o segundo ano da Segunda Guerra Mundial, dois cientistas da Universidade de Oxford estavam pesquisando projetos promissores em bacteriologia que poderia ser melhorado ou continuou com a química. Australiano Howard Florey e Ernst Chain refugiado alemão começou a trabalhar com penicilina. Usando as novas técnicas químicas, eles foram capazes de produzir um pó castanho que manteve a sua potência antibacteriana durante mais do que alguns dias. Eles experimentaram com o pó e achei que fosse seguro.
Precisando da nova droga imediatamente para a frente de guerra, a produção em massa começou rapidamente. A disponibilidade de penicilina durante a Segunda Guerra Mundial, salvou muitas vidas que de outra forma teriam sido perdidos devido a infecções bacterianas em até pequenas feridas. Penicilina também tratada a difteria, gangrena, pneumonia, sífilis e tuberculose.
Reconhecimento
Embora Fleming descobriu a penicilina, levou Florey e Chain para torná-lo um produto utilizável. Embora ambos Fleming e Florey foram nomeado cavaleiro em 1944 e todos os três (Fleming, Florey e Chain) foram agraciados com o Prêmio Nobel de 1945 em Fisiologia ou Medicina, Fleming ainda é creditado pela descoberta da penicilina.
Fonte: inventors.about.com

América Espanhola.

Os exploradores espanhóis, denominados juridicamente adelantados, recebiam direitos vitalícios de construir fortalezas, fundar cidades, evangelizar os índios e deter os poderes jurídico e militar. Isso, sob a condição de garantir para a Coroa o quimo de todo o ouro e prata produzidos e a propriedade do subsolo. Dessa forma, a Espanha procurava assegurar, sem gastos materiais, a ocupação de seus territórios na América, o fortalecimento de sua monarquia e o aumento das riquezas do Estado.

Ciclo da mineração

A partir de meados do século XVI, com a descoberta de minas de ouro no México e de prata no Peru, organizaram-se os núcleos mineradores, que requeriam uma grande quantidade de mão-de-obra. Aproveitando-se da elevada densidade populacional da Confederação Asteca e do Império Inca, os exploradores passaram a recrutar trabalhadores indígenas, já acostumados a pagar tributos a seus chefes, sob a forma de prestação de serviços. Para adequar o trabalho ameríndio, foram criadas duas instituições: a encomienda e a mita.
Encomienda - Sistema de trabalho obrigatório, não remunerado, em que os índios eram confiados a um espanhol, o encomendero, que se comprometia a cristianizá-los. Na prática, esse sistema permitia aos espanhóis escravizarem os nativos, principalmente para a exploração das minas:
Mita - Sistema que impunha o trabalho obrigatório, durante um determinado tempo, a índios escolhidos por sorteio, em suas comunidades. Estes recebiam um salário muito baixo e acabavam comprometidos por dívidas. Além disso, poderiam ser deslocados para longe de seu lugar de origem, segundo os interesses dos conquistadores.
A escravização indígena, pela encomienda e pela mita, garantiu aos espanhóis o necessário suprimento de mão-de-obra para a mineração, porém trouxe para as populações nativas desastrosas conseqüências. De um lado, a desagregação de suas comunidades, pelo abandono das culturas de subsistência, causou fome generalizada. Do outro, o não-cumprimento das determinações legais que regulamentavam o trabalho das minas provocou uma mortalidade em massa, quer pelo excesso de horas de trabalho, quer pelas condições insalubres a que esses indígenas estavam expostos.
Lutas entre espanhóis e astecas em Tenochtitlán, antiga capital do México em 1520, segundo gravura índia. contra os cavalos, canhões e armas de aço dos espanhóis, os índios tinham fracos escudos de pele ou madeira, pedações de pau e lanças de madeira. Repare no canto direito superior, a representação de uma capela cristã em chamas.
O aniquilamento da população, ao lado do extermínio das culturas agrícolas, que provocou uma escassez de gêneros alimentícios, fez com que os proprietários das minas e os comerciantes investissem seus lucros em áreas complementares de produção, para o atendimento do mercado interno. Foram organizadas as haciendas, áreas produtoras de cereais, e as estâncias, áreas criadoras de gado.
Esse setor complementar resolveu o problema de abastecimento para as elites coloniais. A massa trabalhadora, por seus ganhos irrisórios, ainda não conseguia satisfazer as suas necessidades básicas, sendo obrigada a recorrer a adiantamentos de salários. Todavia, impossibilitados de saldar seus compromissos, os trabalhadores acabavam escravizados por dívidas.

A destruição das comunidades indígenas no império espanhol

(...) Os índios das Américas somavam entre 70 e 90 milhões de pessoas, quando os conquistadores estrangeiros apareceram no horizonte; um século e meio depois tinham-se reduzido, no total, a apenas 3,5 milhões.
(...) Os índios eram arrancados das comunidades agrícolas e empurrados, junto com suas mulheres e seus filhos, rumo às minas. De cada dez que iam aos altos páramos gelados, sete nunca regressavam.
As temperaturas glaciais do campo aberto alternavam-se com os calores Infernais do fundo da montanha. Os índios entravam nas profundidades, e “ordinariamente eram retirados mortos ou com cabeças e pernas quebra­das, e nos engenhos todo o dia se machucavam”. Os mitayos retiravam o minério com a ponta de uma ,barra e o carregavam nas costas, por escadas, à luz de uma vela. Fora do socavão, moviam enormes eixos de madeira nos engenhos ou fundiam a prata no fogo, depois de moê-la e lavá-la.
Ilustração de Theodore de Bry para a obra de Frei Bartolomeu de Las casas (século XVI). Esse monge dominicano denunciou à monarquia espanhola as barbaridades cometidas pelos espanhóis contra os índios. Pouco ou nada adiantou.
A mita era uma máquina de triturar índios. O emprego do mercúrio para a extração da pra­ta por amálgama envenenava tanto ou mais do que os gases tóxicos do ventre da terra. Fazia cair o cabelo, os dentes e provo­cava tremores incontroláveis. (...) Por causa da fumaça dos fornos não havia pastos nem plantações num raio de seis léguas ao redor de Potosi, e as emanações não eram menos implacáveis com os corpos dos homens.

A administração colonial

A fim de garantir o monopólio do comércio, a Espanha criou dois órgãos administrativos:
Casa de Contratação, sediada em Sevilha, para organizar o comércio, funcionar como Corte de Justiça e fiscalizar o recolhimento do quinto;
Conselho das Índias, que funcionava como Supremo Tribunal de Justiça, nomeava os funcionários das colônias e regulamentava a administração da América, através dos vice-reinados e capitanias gerais.
Os vice-reis, escolhidos entre membros da alta nobreza metropolitana, eram representantes diretos do monarca absoluto. Cabia-lhes controlar as minas, exercer o governo, presidir o tribunal judiciário das audiências e zelar pela cristianização dos índios. Os capitães-gerais, subordinados aos vice-reis, encarregavam-se de controlar os territórios estratégicos, mas ainda não submetidos pela metrópole.
Para controlar a entrada de metais preciosos e afastar os ataques dos piratas, foram instituídos o regime de porto único e os comboios anuais de carregamentos. Porém, estas medidas provocaram efeito contrário, estimulando o contrabando, devido à escassez e à demora na chegada de mercadorias.
“O único porto por onde era permitido sair em direção à América e dela retornar era o de Sevilha, substituído em 1680 por Cádiz. Na América, existiam três terminais: Vera Cruz (México), Porto Belo (Panamá) e Cartagena (Colômbia). Os comboios de flotas e galeones, que partiam de Sevilha e chegavam a esse porto, serviam para proteger a prata que era transportada. Tanto zelo e tantas restrições ao comércio colonial explicam-se pela preocupação do Estado espanhol de garantir a cobrança de impostos alfandegários.” (Adaptado de: Luis Koshiba e Denise Manzi Frayse Pereira, História da América, p. 12-13.)
Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br
América Espanhola
Para sabermos um pouco mais sobre a emancipação política na América Espanhola, é preciso recordar como foi a sua colonização. É preciso compreender como a sociedade se comportava e lembrar mercantilismo, colônias de exploração, etc, para podermos dizer que mesmo se tornando independentes, a estrutura dessas sociedades não se modificou.

Colonização

A Espanha era uma metrópole mercantilista, isto quer dizer que, as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que dependiam das regras impostas pela metrópole.
O fator mais importante pela colonização espanhola foi a mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham , especialmente da Bolívia, a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade, a mineração, a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas, como, a agricultura e a criação de gado necessários para o consumo de quem trabalhava nas minas.
Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura, passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola.

A Exploração do Trabalho

Em alguns lugares como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração do trabalho escravo negro, porém, de modo geral o sistema de produção na América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena.
Os indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário nas minas, pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e tratados com violência a maioria dos indígenas morria muito rápido.

A Sociedade Colonial Espanhola

A grande maioria da população das colônias era composta pelos índios. A população negra escrava, era pequena, e, foi usada como mão de obra , principalmente nas Antilhas.
Quem realmente mandava e explorava a população nativa eram os espanhóis, brancos, que eram a minoria mas, eram os dominadores.
Assim podemos dividir a sociedade entre brancos ( dominadores ) e não-brancos ( dominados ).
Mesmo entre a população branca havia divisões como :
Chapetones - colonos brancos nascidos na Espanha, eram privilegiados.
Criollos - brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos, proprietários de terras mas, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.
Além disso, a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.

A Administração Espanhola

Os primeiros conquistadores, foram também os primeiros administradores. Eles recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem descoberto.
Com o crescimento das riquezas, como o ouro e prata descobertos, a Coroa espanhola foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou, ela própria a administrar.
Dessa forma, passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para elaborar leis e controlar as colônias.

Emancipação Política da América Espanhola

Só é possível compreender como as colônias espanholas na América conseguiram se libertar, se voltarmos atrás e recordarmos o Iluminismo.
No inicio do século 19, a Espanha ainda dominava a maior parte de suas colônias americanas, mas, da França chegavam novas idéias. Era a época das Luzes ! Os ares eram de liberdade, os filósofos do Iluminismo pregavam que a liberdade do Homem estava acima de qualquer coisa. Não aceitavam que os reis pudessem usar sua autoridade acima de tudo. Afinal, os iluministas valorizavam a Razão, dizendo que o Homem era dono de seu próprio destino e devia pensar por conta própria.
Publicações feitas na França e na Inglaterra contendo essas idéias estavam chegando às colônias escondidas das autoridades. Idéias de liberdade também vinham através de pessoas cultas que viajavam e fora, descobriam um pouco mais da filosofia iluminista. Mas, quem eram essas pessoas cultas ?
Quando nós vimos a Sociedade Colonial Espanhola, estudamos os CRIOLLOS. Eles eram brancos, nascidos na América, que tinham propriedades rurais, podiam ser também comerciantes ou arrendatários das minas. Eles tinham dinheiro mas não tinham acesso aos cargos mais altos porque esses cargos só podiam ser dos CHAPETONES. Então, os Criollos usaram o dinheiro para estudar. Muitos iam para as universidades americanas ou européias e, assim tomavam conhecimento das idéias de liberdade que corriam mundo com o Iluminismo.
Os Criollos, exploravam o trabalho dos mestiços e dos negros e eram donos da maior parte dos meios de produção e estavam se tornando um grande perigo para a Espanha. Por isso, a Coroa espanhola decidiu criar novas leis :
-os impostos foram aumentados;
-o pacto colonial ficou mais severo ( o pacto colonial era o acordo pelo qual as atividades mercantis da colônia eram de domínio exclusivo de sua metrópole );
-as restrições às indústrias e aos produtos agrícolas coloniais concorrentes dos metropolitanos se agravaram.
(assim, as colônias não podiam desenvolver seu comércio com liberdade )
Os Criollos tinham o exemplo dos EUA que haviam se libertado da Inglaterra. E, a própria Inglaterra estava interessada em ajudar as colônias espanholas porque, estava em plena Revolução Industrial. Isto quer dizer que, precisava de encontrar quem comprasse a produção de suas fábricas e, também de encontrar quem lhe vendesse matéria prima para trabalhar. Assim, as colônias espanholas receberam ajuda inglesa contra a Espanha.
Quando aconteceu a Revolução Francesa, os franceses, que sempre tinham sido inimigos dos ingleses, viram subir ao poder Napoleão Bonaparte. Foi quando a briga entre França e Inglaterra aumentou. Por causa do Bloqueio Continental, imposto pela França, a Inglaterra não podia mais fazer comércio com a Europa continental (com o continente).
Por causa disso, a Inglaterra precisava mais do que nunca de novos mercados para fazer comércio, portanto ajudou como pôde as colônias espanholas a se tornarem independentes.
A França também ajudou, porque Napoleão Bonaparte com seus exércitos, invadiu a Espanha e colocou como rei na Espanha, seu irmão. Portanto, automaticamente, sendo dependente de França, a Espanha passou a ser inimiga também da Inglaterra. Isso foi o motivo que a Inglaterra queria para colocar seus navios no Oceano Atlântico e impedir que a Espanha fizesse contato com suas colônias espanholas.
Os Criollos então, se aproveitaram da situação e depuseram os governantes das colônias e passaram a governar, estabelecendo de imediato a liberdade de comércio.
Mesmo depois que o rei espanhol voltou ao poder, a luta pela independência continuou e a Inglaterra seguiu ajudando, porque sem liberdade não haveria comércio.

Conclusão

Assim nós podemos ver, que talvez por causa da maneira como foi dominada e explorada, a América Espanhola teve muitas dificuldades de se tornar independente. A interferência da Inglaterra e até mesmo da França foram fundamentais, embora fosse por interesse próprio.
Fonte: www.crazymania.com.br