IMPOSTÔMETRO:


Visite o blog: NOTÍCIAS PONTO COM

Visite o blog: NOTÍCIAS PONTO COM
SOMENTE CLICAR NO BANNER --

ANÚNCIO:

ANÚNCIO:

domingo, 22 de julho de 2018

Não jogue fora: 12 utilidades para aquele seu celular velho e parado...

Não jogue fora: 12 utilidades para aquele seu celular velho e parado

Sabe aquele celular que você deixou de canto na sua casa depois que trocou por um modelo mais novo? Então, que tal tirar ele do armário e botar o aparelho para funcionar, em vez de apenas servir para acumular pó? Nós te damos mais abaixo várias alternativas para você colocar em uso esse celular parado.
É claro que é preciso checar antes as condições em que o antigo smartphone está. Por motivos óbvios de economia, muitos brasileiros só trocam de celular quando o atual está esgotado. Mas alguma função básica da lista abaixo deve funcionar no seu aparelho antigo.
Os celulares modernos são maravilhosos por reunirem diversos gadgets em um só (videogame, iPod, etc), mas muitas vezes o espaço de um smartphone não é suficiente para executarmos tudo o que queremos. Por isso, por que não voltarmos para o passado e dividirmos algumas tarefas entre outros dispositivos parados?
12 usos para aquele seu celular que está parado

Câmera de segurança
Essa é uma alternativa até já conhecida, mas não muito usada. Alguns apps são capazes de transformar seu antigo telefone em uma câmera de segurança que você pode acompanhar de longe por meio de um notebook. É possível monitorar toda a sua casa dessa forma. Entre os apps que podem te ajudar, estão o Manything (iOS) e o IP Webcam (Android)
Saúde e fitness
Celulares viraram importantes aliados para exercícios físicos. Com diferentes capacidades, o uso de um antigo aparelho em prol de sua saúde vai depender do nível de sofisticação do celular antigo. Mesmo os smartphones mais básicos, contudo, possuem GPS e, por isso, são capazes de rodar apps como o Runtastic (iOS e Android), que monitoram seu deslocamento de acordo com o tipo de exercício e calculam a quantidade de calorias gastas.
Videogame
Celulares antigos podem ter um desempenho inferior aos atuais, mas ainda assim podem servir para jogar alguns games. Isso pode aliviar espaço e faria com que seu velho celular funcionasse como os antigos game boys. É claro que jogos mais modernos e pesados podem não rodar no seu smartphone parado, mas por que não tentar básicos como os famosos Candy Crush, Angry Birds, Temple Run?
Controle remoto e de mídias
Seu celular parado pode servir também como um controle remoto universal que você pode configurar. Há apps do tipo tanto na App Store quanto na Play Store, como o Remoto Inteligente. E, é claro, o celular pode ser usado como controle para comandar aplicativos da SmartTV, como Netflix e YouTube via Wi-Fi, e também produtos como o Chromecast.
Câmera ou porta-retrato digital
Seu celular antigo tem uma câmera ainda poderosa? Então, que tal usar ele só para essa função? Isso com certeza eliminaria muito espaço do seu novo celular -- apesar de que, claro, aproveitar a provavelmente mais moderna câmera do seu smartphone mais atual é algo bom, então pode fazer mais sentido usar o Google Fotos para armazenas as imagens na nuvem. O seu celular antigo, ainda assim, pode servir como um porta-retrato digital em sua casa com a exibição de quantas fotos você quiser. Basta para isso utilizar o app Dayframe no Android ou colocar o celular no modo Apresentação na galeria do iPhone.
Relógio e despertador
É certo que para praticamente todo mundo o celular já substituiu os antigos despertadores e rádio-relógios. Mas, se você é um saudosista fã dos relógios à beira da cama, seu smartphone antigo pode cumprir essa função. Basta baixar um app que faça essa função e que cubra o display com o horário. Na Play Store e na App Store, há vários aplicativos capazes dessa função -- uma opção para Android é o Digital Clock Live Wallpaper 7.
Tocador de música
É, a gente sabe que uma das principais funções do celular é ter 1001 utilidades e não fazer com que necessitemos, por exemplo, de MP3 Players. Mas se o seu celular tem pouca capacidade de armazenamento será bem difícil guardar músicas baixadas ou fazer o download de várias playlists do Spotify para ouvir offline. A solução pode ser usar aquele velho celular só para ouvir músicas.
GPS e ajudante de viagens
Todo mundo sabe que GPS leva a bateria do celular embora rapidinho. Então que tal manter um celular velho apenas como GPS quando for viajar? É possível baixar mapas para ver offline no Google Maps, assim como uma solução é compartilhar a conexão do seu celular principal para o usado como GPS durante a viagem. Dessa forma, você economiza bastante bateria de seu celular principal. Em viagens ao exterior, seu smartphone ainda pode servir como um guia ou um segundo celular para instalar um chip local, por exemplo.
Diversão para crianças ou monitor de bebês
Essa solução já é usada por muitos pais por aí, né? Muitos celulares velhos acabam parando nas mãos de crianças, que aproveitam para jogarem games e assistirem a desenhos no smartphone. É possível impor vários limites ao aparelho para que a criança não faça mau uso dele -- e, claro, é bom não deixar elas todo o tempo vidradas na telinha. Uma outra boa solução para pais é usar o celular como um monitor de bebês -- há vários apps por aí que ajudam nisso, como o Dormi - Baby Monitor.
Televisão alternativa
Se seu smartphone tiver uma tela grande, que tal aproveitar isso em cômodos da sua casa onde você não tem uma televisão posicionada? Ele pode ser colocado no banheiro ou, melhor ainda, na cozinha. Assim é possível ver séries e filmes no aparelho enquanto passa horas preparando uma receita por ali.

Transforme em um livro infinito
Livros digitais estão na moda -- apesar de muita gente ainda preferir os físicos. Seu antigo telefone pode funcionar como um e-reader, com o uso de apps como a Google Play Books ou o Kindle, da Amazon. Assim, você pode poupar dinheiro com os e-readers físicos e específicos para a função de leitura.
Peso de porta
Nada disso serve para seu celular velho? Então, meu amigo, é hora de usar ele como peso para evitar que aquela porta chata continue batendo. É claro que é uma brincadeira: o melhor é doar, passar adiante ou então reciclar seus componentes -- nunca jogue diretamente no lixo comum, por favor. 
Fonte: UOL

Operadoras voltam a pressionar Anatel para limitar franquia na internet fixa

Operadoras voltam a pressionar Anatel para limitar franquia na internet fixa

As operadoras de telefonia voltaram a pressionar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que caia a proibição da franquia limitada de dados na internet fixa.
Apesar das grandes empresas de telecomunicações planejarem a limitação do plano de dados em banda larga fixa, uma decisão da Anatel não permite que elas definam uma franquia para os clientes.
Oi, Vivo e NET se juntaram a Abrint, órgão que representa pequenas empresas de telecom, e ao Sindisat, sindicado de provedores via satélite, para pressionarem a Anatel para rever a proibição da franquia limitada. As companhias querem que o tema seja recolocado em discussão, e que, depois, a restrição à prática seja derrubada.
Ao UOL Tecnologia, Basílio Perez, presidente da Abrint, defendeu que as empresas devem ter permissão para limitar o plano de dados, mas com pacotes que oferecem a partir de 500 GB por mês - o que, segundo o executivo, é o suficiente para 2h30 diárias de Netflix.
O limite defendido por Perez é bem diferente do proposto pela Vivo em 2016, quando a operadora tentou implementar a prática mas acabou sendo impedida pela Anatel. A operadora planejava oferecer pacotes mensais entre 10 GB e 130 GB, e, após o consumo dos dados, a conexão poderia ser bloqueada ou teria a velocidade reduzida.
A Anatel nega que esteja sendo pressionada pelas empresas, e diz que, mesmo que fosse o caso, não há intenção de alterar a determinação que proíbe o estabelecimento de uma franquia limitada de dados na internet fixa.
Fonte: Olhar Digital

Brócolis, couve-flor e couve podem ter propriedade anticancerígena...

Brócolis, couve-flor e couve podem ter propriedade anticancerígena

Couve-flor, brócolis e couve-manteiga são vegetais que fazem parte do grupo das crucíferas. Eles apresentam muitos benefícios para a saúde e são considerados alimentos funcionais. Esses vegetais são ricos em fibras, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, selênio) e vitaminas (E, K e C), além de apresentarem baixo teor calórico e serem fontes de luteína, betacaroteno, quercetina e antioxidantes.
Outro importante benefício dessa família é uma substância chamada sulforafane, um fitonutriente com capacidade de estimular o gene com função anticancerígena. Estudos apontam que o ácido indol-3-carbinol encontrado nesses vegetais tem a capacidade de neutralizar as células tumorais sensíveis ao hormônio estrógeno, como os do ovário, mama e próstata.
Recentemente, um estudo da Universidade Chungbuck, na Coréia do Sul, publicado pelo periódico científico Obesity, mostrou que esses vegetais também atuam contra o ganho de peso e ajudam no combate à obesidade. Os pesquisadores observaram que as substâncias dos vegetais interferem no desenvolvimento dos adipócitos, que controlam o aumento das células de gordura, sendo capaz de parar o processo que faz com que esse grupo celular cresça e se multiplique.
Além de todos esses benefícios, cada um dos vegetais que fazem parte das crucíferas possuem benefícios particulares e devem ser consumidos em uma dieta balanceada.
Brócolis
É um dos vegetais mais nutritivos. O mais indicado é comê-lo cru em saladas ou preparados no vapor. Possui glucorafanina, que ajuda nas propriedades antioxidantes dos tecidos do corpo, além das propriedades anti-inflamatórias. É também excelente fonte de magnésio e cálcio, que ajudam na regulação da pressão arterial.
Couve
Ingrediente importante nos diversos pratos dos brasileiros, ela também ajuda a fixar o cálcio nos ossos e possui ação anti-inflamatória e cicatrizante. Possui uma variedade grande de vitaminas e minerais que, combinados aos fotoquímicos presentes na folha, ajudam na absorção dos nutrientes dos outros alimentos da refeição.
Couve-flor
Excelente fonte de vitaminas, como as vitaminas B1, B2, B3 e B6, e vitaminas C, K e E. Além disso, ela fornece os minerais essenciais como magnésio, cálcio, fósforo, potássio e manganês.
Couve de Bruxelas
Rica em fitonutrientes, que ajudam o sistema imunológico, e alto teor de fibras, que reduz o colesterol. Estudos recentes também apontam que alguns compostos desse vegetal bloqueiam a atividade de enzimas sulphotransferase, que podem ser prejudiciais para saúde e a estabilidade do DNA.
Repolho
Rico em fibras, o vegetal é ótimo para digestão e possui nutrientes que ajudam na saúde do revestimento intestinal e do estômago. O repolho ainda auxilia os níveis de bactérias no intestino, reduzindo as ruins e aumentando as boas.
Dr. Durval Ribas Nutrólogo - CRM 40093/SP
Fonte: Minha Vida

Antiácido, antitérmico: Conheça perigos de remédios que não exigem receita

Antiácido, antitérmico: Conheça perigos de remédios que não exigem receita

Quatro em cada cinco adultos norte-americanos tomam remédios expostos nos balcões das farmácias e vendidos sem receita médica, mais frequentemente para tratar doenças como dores, tosse e resfriados, febres, alergias, problemas de pele, azia e outros males digestivos. É fácil entender as razões. Esses medicamentos são convenientes, estão disponíveis nas farmácias e mercados e são mais baratos do que ir ao médico e pagar, às vezes, apenas para conseguir uma receita.
De acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana, existem mais de 300 mil remédios e produtos que não precisam de receita no mercado dos EUA, um número que continua a crescer. De acordo com a Associação de Produtos de Consumo de Saúde, um grupo comercial da indústria, desde 1975, mais de 100 ingredientes, indicações ou dosagens deixaram de precisar de receita nos Estados Unidos.
No ano passado, os americanos gastaram cerca de US$ 44 bilhões em medicamentos sem receita, o que, segundo a indústria, gerou uma economia de cerca de US$ 102 bilhões para o sistema de saúde em visitas médicas, exames de diagnóstico e medicamentos prescritos.
Além de economizar o tempo e o dinheiro dos consumidores, esses dão a muitas pessoas a sensação de ter controle sobre sua saúde e seu bem-estar. No entanto, um em cada cinco adultos que se automedicam admitem tomar mais do que a dose recomendada ou usar o produto com mais frequência do que a bula indica.
Poucos consultam um médico – ou mesmo o farmacêutico – sobre a segurança e a sensatez de usar um certo remédio. Uma pesquisa com consumidores feita em 2001 para o Conselho Nacional de Informação e Educação do Paciente descobriu que a maioria das pessoas lê apenas partes das bulas e rótulos e, por isso, pode perder informações essenciais para o uso correto da medicação.
Mesmo quando os remédios que não precisam de receita são usados corretamente, pode haver problemas. Algumas substâncias não devem ser tomadas por pessoas com certas condições de saúde ou combinadas com outras – prescritas ou não – por causa da possibilidade de interações adversas.
Paracetamol pode afetar o fígado
Por exemplo, o paracetamol (acetaminofeno), ingrediente ativo do Tylenol e seus vários concorrentes, é o remédio mais usado sem receita, tomado normalmente para diminuir a dor ou a febre. Mas o acetaminofeno também é utilizado frequentemente em outros medicamentos que não precisam ser indicados por um médico, como produtos para tosse, resfriados e alergias e analgésicos que exigem prescrição como o Percocet e o Vicodin. Em grandes quantidades, o acetaminofeno pode causar danos graves ao fígado.
Overdoses de acetaminofeno causam 30 mil hospitalizações todos os anos, geralmente por causa de falência aguda do fígado. Um estudo com 500 pessoas publicado em 2012 no The Journal of General Internal Medicine revelou que 24 por cento excederiam sem saber o limite seguro de quatro mil miligramas da droga em um período de 24 horas usando apenas um produto que contém a substância. Cerca de 46 por cento entrariam em overdose ao tomar ao mesmo tempo dois produtos com esse analgésico.
De acordo com o Conselho Nacional, um terço dos americanos diz que combina remédios para tratar sintomas múltiplos, mas apenas uma em dez pessoas afirma que lê a bula inteira de cada medicamento que toma. Por isso, a maioria não sabe das duplicações potencialmente tóxicas e das interações danosas.
Uso de mais de um medicamento aumenta chances de intoxicação
Atrás de vantagens de vendas, muitas empresas que produzem remédios que não precisam de receita oferecem produtos com múltiplos ingredientes para tratar vários sintomas simultaneamente. No entanto, a maioria dos consumidores não precisa de todas as substâncias ativas em um medicamento e, dessa maneira, aumentam desnecessariamente o risco de intoxicação.
Cerca de 40 por cento dos medicamentos vendidos sem receita são usados por pessoas de mais de 65 anos, com maiores chances de ter uma condição de saúde que pode contraindicar o uso de alguns desses remédios. Por causa de doenças crônicas, de mudanças relacionadas com a idade na maneira em que o corpo processa algumas substâncias e do número de remédios prescritos que os idosos normalmente tomam, eles correm mais riscos de sofrer efeitos adversos e problemas com interações.
Entre os perigos ligados aos medicamentos que os pacientes mais velhos enfrentam de maneira desproporcional estão quedas, depressão, confusão, alucinações e má nutrição.
Laxantes podem causar dependência
Só porque um produto é vendido no balcão da farmácia, não significa que seja inofensivo. Os laxantes, por exemplo, estão entre os remédios sem receita mais mal usados, e não só pelas pessoas que abusam deles na esperança de perder peso. Quando tomados com muita frequência para prevenir a constipação, os laxantes têm o poder de causar dependência. O intestino pode perder sua habilidade para funcionar bem sem eles.
Pílulas para dormir que não necessitam de prescrição e que contêm anti-histamínicos podem apresentar o problema oposto: perder sua eficiência com o tempo, o que faz com que as pessoas comecem a tomar mais do que a dose recomendada. Elas não devem ser usadas por mais de duas semanas. Mesmo quando tomadas da maneira correta, podem causar sono diurno, confusão mental e espessamento das secreções do pulmão.
Antiácido pode causar diarreia
Algumas pessoas com azia crônica tomam antiácidos para diminuir os efeitos dos ácidos do estômago. Mas eles também podem causar diarreia e constipação, e bloquear a absorção de alguns medicamentos prescritos. As melhores escolhas disponíveis são os bloqueadores de H2 (como Pepcid e Zantac) e inibidores da bomba de prótons (como Nexium, Prilosec e Prevacid) que impedem a produção de ácidos no estômago. Mas esses medicamentos também são perigosos quando tomados por muito tempo, incluindo quebras de ossos e deficiência de magnésio, que podem levar a convulsões.
Quando as substâncias anti-inflamatórias não esteroides, como a aspirina, o ibuprofeno e o naproxeno, são tomados por muito tempo, também podem causar danos, incluindo úlceras, problemas nos rins ou no fígado e um aumento do risco de ataque cardíaco ou derrame. E assim por diante.
Apesar de os remédios vendidos livremente serem normalmente seguros quando usados de vez em quando e corretamente por adultos saudáveis, esses problemas de saúde crônicos podem causar reações adversas potencialmente sérias. O site FamilyDoctor.org possui uma lista de condições médicas que talvez precisem de precauções extras: asma, sangramentos ou coágulos, dificuldades respiratórias, diabetes, próstata aumentada, epilepsia, glaucoma, gota, doenças no coração, e problemas psiquiátricos e de tiroide.
Precauções antes de tomar qualquer remédio
Pessoas que têm condições de saúde subjacentes ou que usam um ou mais medicamentos deveriam consultar seus médicos antes de tomar remédios vendidos no balcão da farmácia. No mínimo, checar com o farmacêutico. Se você compra todos os remédios prescritos na mesma farmácia, é mais fácil descobrir potenciais interações adversas das substâncias. Se isso não ocorrer, leve com você uma lista de todas as prescrições e medicamentos sem receita que toma e pergunte ao farmacêutico.
Entre outras precauções sensatas a tomar quando for comprar um remédio no balcão da farmácia estão: ler a bula inteira, incluindo ingredientes, dosagens, intervalo e tempo indicados e advertências; prestar atenção se o medicamento deve ser tomado com comida ou com o estômago vazio; não misturar remédios e álcool; evitar tomar suplementos minerais e vitamínicos ao mesmo tempo; e, se tiver qualquer reação alérgica ou problemas, anote a causa para evitar aquela substância no futuro.
Fonte: UOL (Com NYT)

Após morte de jovem no interior do Ceará, fica o alerta: não use o celular carregando

Após morte de jovem no interior do Ceará, fica o alerta: não use o celular carregando

A morte de um jovem de 16 anos no interior do Ceará após um choque elétrico trouxe novamente à tona o perigo de usar o celular enquanto a bateria do dispositivo está sendo recarregada.
O caso aconteceu dentro de uma escola em Tianguá, 310 km de Fortaleza. Dentro do laboratório de informática do colégio, o estudante Iago Aguiar desconectou o aparelho da tomada e inseriu o carregador na entrada USB do computador, aparentemente para continuar a recarga. Ao tentar atender uma ligação recebida minutos depois, o jovem recebeu o choque elétrico.
A causa da morte ainda está sendo investigada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) em Sobral. De qualquer forma, vale o alerta: evite ao máximo usar aparelhos que estejam conectados em uma rede que fornece energia, seja tomada ou computador.
A morte do jovem, infelizmente, não foi a única do tipo. Recentemente, uma bombeira voluntária teve boa parte do corpo queimado em um incêndio e faleceu dias depois. Especula-se que ele tenha começado após um curto-circuito provocado por um celular que estava recarregando na tomada.
Segundo especialistas, um curto-circuito (e possíveis incêndios ou explosões provocados por carregadores de celular) não é algo tão comum, mas o perigo existe sempre que estamos falando de redes elétricas. 
A porta USB ou o carregador não são os maiores vilões em casos de incêndio, segundos os especialistas. Mas o perigo pode estar no uso de carregadores piratas ou na rede elétrica com problemas.
Carregadores originais, homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), só fornecem energia para o celular se eles estiverem ligados ao aparelho. Os especialistas afirmam que eles funcionam como um interruptor sem a lâmpada quando não estão ligados ao aparelho. Por isso, o risco de eles causarem algum curto-circuito é bem pequeno.
No caso dos piratas, isso não tem como ser garantido. Ele pode fornecer energia além da necessária para que o celular seja recarregado e puxar energia mesmo quando o celular não está conectado, explica o professor João Carlos Lopes Fernandes, do Instituto Mauá de Tecnologia.
A recomendação é sempre tirar o carregador da tomada assim que o ciclo de recarga for concluído, seja ele original ou pirata. Isso por que existe também o risco de um raio atingir a rede elétrica em dias de chuva. Aí, nenhum sobrevive, dependendo do impacto.
Além disso, problemas na rede elétrica do local potencializam curto-circuitos, segundo Antonio Carlos Gianoto, professor do departamento de engenharia elétrica da FEI. Se a rede for muito velha e não passar por manutenção preventiva com frequência, há chances reais de choque ou incêndios.
O mesmo vale para computadores e notebooks que também ajudam durante na recarga de bateria. É fundamental que eles passem por manutenções, porque conduzem essa eletricidade.
E você já ouviu falar ou leu alguma notícia relacionada a mortes no chuveiro ou banheiras? Nestes casos, o risco de um curto-circuito é bem grande, já que a água pode funcionar como um bom condutor de eletricidade.
Ou seja, evite lugares úmidos, sempre tire tudo da tomada após o uso, e não use o celular enquanto ele está recarregando.
Fonte: UOL

5 motivos pelos quais a maior parte das dietas falha

5 motivos pelos quais a maior parte das dietas falha

A maioria das pessoas associa a palavra “dieta” à privação. Uma pesquisa divulgada nesta semana, encomendada por uma companhia alimentícia do Reino Unido mostrou que duas a cada cinco pessoas que fazem dieta regularmente desistem logo nos primeiro sete dias. Além disso, apenas 20% destas conseguem seguir firme até o terceiro mês. As informações são do site Health.com.
Muitas pessoas também aliam as dietas à malhação na busca pela perda de peso, mas não conseguem manter a rotina a longo prazo. A solução, de acordo com a especialista em dieta e nutrição Cynthia Sass, é identificar as armadilhas e implementar estratégias para perder peso de forma sustentável. Veja 5 dicas importantes neste sentido:
1. Rebelião do corpo
Dietas drásticas ou muito restritas podem provocar mudanças de humor, dores de cabeça, fadiga física e mental, irritabilidade, problemas digestivos e confusão mental. Ninguém quer se sentir dessa forma, e o fato é que mudando a dieta para melhor você deveria se sentir, ao contrário: energizado, feliz e lúcido.
Solução: revisite sua história e tente não repetir antigos erros. Você conhece seu corpo melhor do que ninguém, ou seja, sabe exatamente o que não funciona. Na maior parte dos casos, dietas baseadas em pouquíssimas calorias ou em baixo carboidrato são as maiores culpadas.
Adicionar pequenos lanches entre as refeições, comer porções menores e incluir frutas ao cardápio são apenas algumas das práticas corretas a serem feitas. Embora pareça estranho, é necessário comer mais quando se quer perder peso. Isso porque restringir muito o número de calorias ingeridas pode comprometer o seu metabolismo. Para não errar, tente o equilíbrio: não coma muito, nem muito pouco.
2. Com fome
Sentir fome cinco minutos depois que você comeu, ou mesmo uma hora depois, não é necessário para manter suas curvas. Na verdade, a fome crônica indica que sua dieta não está balanceada, o que pode fazer com que o corpo conserve mais energia e dificulte a perda de peso.
Solução: inclua em sua alimentação itens que aumentam a sensação de saciedade, ricos em proteína magras (ovos orgânicos, peixe, aves, feijão e lentilha); fibras (frutas, vegetais, grãos integrais, feijão e lentilha) e gordura boa (abacate, nozes, sementes, azeite extra virgem e óleo de coco).
Outra boa estratégia é apostar em alimentos que possam ser ingeridos em volume maior sem trazer muitas calorias, como frutas e vegetais frescos e ricos em água; além de alimentos ricos em amido, como pipoca orgânica.
3. Com desejo
O controle de peso a longo prazo é um compromisso de vida. O fato de não encontrar uma maneira de cometer pequenos ‘pecados’ é a principal razão para as pessoas ficarem engordando e emagrecendo, no eterno efeito sanfona. Isso porque tentar ser perfeito o tempo todo leva aos sentimentos de privação, ressentimento e até mesmo raiva e depressão.
Solução: tire da cabeça a mentalidade “tudo ou nada”. Se você está preocupado com os exageros, permita algumas “escapadas” alimentares para reduzir o risco de comer demais. Por exemplo: uma vez por semana, você pode comer uma sobremesa ou um cookie. Além disso, inclua na dieta alimentos ricos em nutrientes e que também são muito gostosos, como o abacate ou o chocolate amargo.
4. Pressão social
Comentários como “você não precisa perder peso” ou “você parece muito magra” são ouvidos com frequência por quem está tentando levar uma alimentação mais saudável. Sendo assim, algumas pessoas acabam se sentindo culpadas. Um estudo mostrou que amigos que comem juntos consomem mais comida porque sentem uma espécie de “permissão” para comer em excesso.
Solução: tente quebrar o padrão de se alimentar por diversão. Ao invés de jantares e happy hours, tente marcar com os amigos um cinema, ou sair para dançar. Para os que não te apoiam, explique que a mudança alimentar é importante para você e peça ajuda.
5. Emoções
Desde crianças somos programados para nos alimentar com emoção. Celebramos datas com refeições, usamos comida como uma forma de afeto. Um dia terrível no trabalho ou uma promoção rapidamente são convertidos em comida.
Solução: fortes emoções tendem a abafar os pensamentos racionais, e distanciar-nos das consequências. Quando estiver realmente triste, com raiva, ou com medo, é fácil tomar sorvete e notar que vai se sentir melhor agora, mas tente também se lembrar de como vai se sentir amanhã. Não é fácil, mas se você tentar não comer com a emoção pelo menos 50% do tempo, já vai ver uma grande diferença no seu peso.
Fonte: Terra

7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte...

7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte

Ainda que todas as mulheres do planeta usassem corretamente qualquer um dos métodos anticoncepcionais existentes, cerca de 6 milhões de gestações inesperadas ocorreriam. Essa estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) dá uma dimensão da possibilidade de falha nas estratégias disponíveis para evitar uma gravidez. Sem falar na quantidade de gente que não pensa em ter filhos e, mesmo assim, não se protege direito contra uma gravidez indesejada. Cenários como esses ajudam a explicar por que a chamada pílula do dia seguinte (também conhecida pela sigla PDS) passou a ser tão procurada nas farmácias – sua venda é feita sem prescrição.
Acontece que, recentemente, uma usuária da PDS escreveu um relato (que foi reproduzido em diversos meios de comunicação) no qual conta que teve uma gravidez fora do útero — chamada de gravidez ectópica — após tomar o comprimido. E é claro que muitas dúvidas surgiram sobre o método e sua segurança. Por isso, perguntamos a nossos leitores o que eles gostariam de saber a respeito do assunto e conversamos com especialistas para esclarecer as questões – até para entender quais são, de fato, os riscos da pílula do dia seguinte. Veja a seguir:
1- Muita gente se refere à pílula do dia seguinte como uma “bomba de hormônios”. Isso é verdade? Ela pode trazer efeitos colaterais?
“Uma dose da PDS contém o equivalente à metade de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicionais, dessas que a mulher usa todos os dias”, esclarece a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. E, segundo a ginecologista Luciana Potiguara, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, essa enxurrada hormonal pode trazer efeitos colaterais, sim. “Além de desregular o ciclo menstrual, é possível que provoque vômitos. Aliás, se isso acontecer nas primeiras duas horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Outros sintomas como vertigem, cefaleia e dor nas mamas também podem aparecer”, alerta a médica.
2- Mas, afinal, é válido usar esse método de contracepção? Se sim, em quais circunstâncias?
“A pílula do dia seguinte é, na verdade, uma conquista das mulheres”, afirma Albertina. “Você ter acesso a um método de emergência é bacana. O perigo está em fazer dessa emergência um ritual cotidiano”, arremata. A expert ainda faz questão de lembrar que, mesmo tomando a pílula direitinho (no máximo 72 horas após a relação), ela ainda falha em 15% dos casos. “A cada 20 mulheres que tomam, três engravidam”, calcula. “A PDS deve ser usada somente em situações de relação sexual desprotegida próxima do período fértil, de ruptura do preservativo, de estupro ou de relação sexual sem uso de nenhum método contraceptivo”, completa Luciana.
3- De quanto em quanto tempo é possível tomá-la? 
A pílula é lembrada como aquela “do dia seguinte”, mas, entre os especialistas, ela é mais conhecida como “pílula de emergência” ou “contracepção de emergência”. Isso quer dizer que ela realmente só deve entrar em cena em um caso de extrema necessidade. “O ideal é utilizá-la uma vez por ano. Ela é menos segura que a pílula normal e ingeri-la direto aumenta o risco de gravidez e de confusão no ciclo menstrual. A mulher passa a não reconhecer o funcionamento do próprio corpo”, esclarece Albertina.
De acordo com uma pesquisa conduzida pela especialista, apesar desses poréns, tem muita gente abusando do método. “Algumas adolescentes chegam a tomar a PDS até três vezes no mesmo mês”, conta a médica. Essa prática traz diversas repercussões para a saúde. “Tem os efeitos psicológicos, como irritação, medo de engravidar, culpa etc. Além disso, pode bagunçar o ciclo, causar alterações de pele (espinhas), deixar o cabelo oleoso e contribuir para o acúmulo desnecessário de gordura. A mulher não precisa passar por isso”, conclui.
“A pílula do dia seguinte é uma medicação de emergência e não foi testada para uso frequente”, reforça Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
4- É possível que a pílula do dia seguinte cause (ou contribua para) a ocorrência da gravidez ectópica, ou seja, fora do útero?
Ao que tudo indica, sim. A explicação para isso é que a pílula do dia seguinte diminui o movimento natural das trompas. Só que é a atividade dessa estrutura que faz com que o óvulo fecundado seja enviado ao útero para se desenvolver. Então, se as trompas não se movimentam, o óvulo pode ficar parado ali. E é aí que está o perigo. Com o desenvolvimento do feto no lugar errado, as trompas podem se romper, causando uma hemorragia.
Note que estamos falando em óvulo fecundado. Ou seja, é crucial ter em mente que a pílula do dia seguinte pode falhar – e que isso não é tão incomum assim. “Depois de usá-la, é importante esperar pela menstruação, e também vale fazer o teste de gravidez. Todo cuidado é pouco”, diz Albertina. Se o teste de gravidez der positivo, só é possível detectar que o óvulo está fora do lugar por ultrassom.
Vale lembrar, no entanto, que a causa mais comum de gravidez ectópica é alteração da trompa por infecções e inflamações pélvicas.
5- Se a mulher engravidar mesmo depois de ter tomado a pílula o bebê pode nascer com alguma sequela?
Se o óvulo conseguir se deslocar para o útero e lá se desenvolver, a princípio não existe nenhum tipo de prejuízo para a criança. A ginecologista Luciana reforça: “Não há qualquer evidência científica de que a contracepção de emergência exerça efeito após a fecundação, resultando em aborto ou anomalias fetais”.
6- Tomar a pílula do dia seguinte enquanto está usando anticoncepcional comum (supondo que a mulher tome de maneira bem irregular) pode trazer problemas? 
Bom, já sabemos que a pílula do dia seguinte equivale à meia cartela daquela que se toma todo dia. Então, imagina só o caos que se instala no organismo de quem toma o anticoncepcional desregradamente e ainda, vez ou outra, utiliza uma “bomba de hormônios” junto. “Isso é uma confusão que precisa ser evitada. É uma questão de cautela com seu próprio corpo. A mulher não precisa dessa bagunça hormonal”, aponta Albertina. O ideal mesmo é encontrar estratégias para não precisar da pílula do dia seguinte.
7- Há contraindicações em relação ao uso desse contraceptivo de emergência?
Sim. “Em paciente com histórico ou risco conhecido de trombose”, responde Zlotnik, do Einstein. “Na verdade, todas as contraindicações para a pílula anticoncepcional servem também para a do dia seguinte”, afirma Albertina. E lembre-se: caso passe mal com o uso do comprimido, é necessário buscar ajuda médica. “Não se trata de terrorismo. Mas é fundamental ser cuidadosa quando se recorre a esse o método”, conclui a especialista.
Fonte: Saúde

terça-feira, 17 de julho de 2018

Alimentos poderão ter avisos para altos teores de gordura, açúcar e sal

Alimentos poderão ter avisos para altos teores de gordura, açúcar e sal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 21, um relatório para que alimentos e bebidas passem a ser vendidos no país com rótulos de advertência para altos teores de gordura, açúcar e sal. A expectativa é de que a nova regra, que ainda está em discussão, seja publicada neste semestre e que novos rótulos estejam no mercado entre 180 dias a um ano depois da sua entrada em vigor.

A forma como essa advertência será estampada nos produtos, no entanto, ainda deverá ser definida num processo de tomada de subsídios. Interessados terão 45 dias para opinar, entre outras coisas, sobre o design que será adotado e sobre prazo que a indústria poderá ter para se adequar às novas regras.

Embora o relatório aprovado seja preliminar, a indústria alimentícia sai derrotada do processo. Sua proposta de advertência, considerada pela agência como confusa e pouco informativa, foi retirada da lista de seis formatos de avisos que poderão ser votados. “Nada impede que nós apresentemos novamente o formato durante a tomada de subsídios. E vamos fazê-lo”, avisou o gerente-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Silva Cesário. As empresas deverão também pedir mais prazo para responder à tomada de subsídios.

O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, afirmou, no entanto, que o prazo concedido é suficiente. Ele afastou, ainda, a possibilidade de se retomar a discussão para as advertências através de “semáforos”, como propõe a CNI. “Essa discussão já está superada”, afirmou.

O relatório propõe seis formas de advertências admissíveis. Elas podem vir estampadas em círculos, octógonos, triângulos ou virem em inscrições num quadrado. Além da advertência na parte frontal da embalagem, o relatório propõe mudanças na tabela nutricional. Ela deve incluir os teores de açúcar (hoje esse item não consta na tabela) e deixa de apresentar o item de gordura trans.

“Muitas vezes, o produto vem com zero de gordura trans”, observa Barbosa. “Isso poderia induzir o consumidor a pensar, erroneamente, que o produto é saudável, porque ele pode trazer uma quantidade muito grande de gordura saturada.” Ele observa, ainda que, como há a tendência de a gordura trans ficar restrita a apenas poucos produtos, tal inscrição se tornaria dispensável.

Os valores da tabela nutricional serão feitos também com uma referência padrão: 100 ml ou 100 gramas. Hoje, a referência muitas vezes são porções, como duas colheres, três unidades. “É preciso um padrão para dar ao consumidor a exata noção do que está consumindo”, afirma Barbosa. Os padrões que vão definir o que é alto teor de açúcar, gordura e sal foram estabelecidos pela própria Anvisa. “Eles são inspirados nos indicadores da OMS, mas com algumas diferenças”, disse Barbosa.

Urgência
A proposta foi bem recebida pelo advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Rodrigues Britto. “O importante, contudo, é que a discussão seja rápida. O tema já foi muito debatido e a adoção de mudanças nos rótulos é urgente”, disse. A nutricionista Ana Martins é de opinião semelhante.

Ela elogia o fato de produtos com selo de advertência estarem impossibilitados de apresentar advertências como “rico em vitamina”, “enriquecido com”. “A rotulagem, por si só, não vai reduzir o problema da obesidade no Brasil, que é crescente. Mas ela é um instrumento valioso. Para que consumidor saiba o que está comprando, saiba o que está consumindo.”

A tomada de subsídios é uma etapa nova nos processos da Anvisa. Esta foi a primeira vez que ele foi usado e deverá ser praxe em processos considerados mais polêmicos. Terminada esta etapa, uma minuta de resolução deverá ser preparada. Ela irá para consulta pública e, somente então, a resolução será publicada. Barbosa, no entanto, está convicto de que todas essas etapas serão concluídas até o início do próximo semestre. “O assunto já foi bastante discutido.”

Fonte: Veja.com

Beterraba auxilia nos treinos, previne doenças e ajuda no controle do colesterol

Beterraba auxilia nos treinos, previne doenças e ajuda no controle do colesterol

A beterraba é uma raiz que possui sabor adocicado, é rica em diversos nutrientes e as formas de ser consumida são muito versáteis: crua, cozida, na salada, em sopas e em sucos são alguns exemplos.

Benefícios da beterraba
O pigmento que dá a beterraba sua cor roxo-avermelhado é a betacianina, um poderoso agente de combate ao câncer, principalmente o câncer de cólon, de acordo com a nutróloga Valéria Viana. "Os glóbulos sanguíneos absorvem a betacianina e podem aumentar a capacidade de transporte de oxigênio em até 400%. A beterraba possui também um fitonutriente chamado proantocianidinas que é anticancerígeno", completa ela.

As beterrabas são excelentes fontes de vitaminas do complexo B, tais como B1, B2, B5, B6 e B9. Esta última, chamada também de ácido fólico, é importantíssima para a mulher grávida, uma vez que é utilizada para o desenvolvimento normal da coluna vertebral da criança, de acordo com Valéria.

Já o suco de beterraba é muito alcalino, o que o torna eficaz no tratamento da acidose. Beber regularmente o suco pode ajudar a aliviar a constipação.

Essa raiz também é rica em fitoesteróis, substâncias vegetais que não são produzidas pelo organismo humano. Estes, por sua vez, promovem a redução do colesterol em 30 a 40%.

Além disso, a beterraba possui nitratos, substâncias que produzem no sangue um tipo um gás conhecido como óxido nítrico. O óxido, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos e as artérias, reduzindo a pressão arterial. "Por isso, um estudo britânico da Universidade Rainha Mary, em Londres, publicado no jornal Hypertension da American Heart Association, constatou que um copo de 250 ml de suco de beterraba por dia é suficiente para diminuir em 7% a pressão arterial. Ou seja, essa raiz é aliada de quem tem hipertensão", afirma Valéria. Veja outras propriedades da beterraba:
  • Rica em fibras
  • Fonte de carboidratos
  • Cobre
  • Magnésio
  • Manganês
  • Cálcio
  • Potássio
  • Nitratos
  • Vitamina A
  • Vitamina C
  • Vitamina E
  • Vitamina K
  • Antioxidantes como carotenoides e licopeno
A beterraba é eficaz contra a anemia?
Ao contrário do que muitos acreditam, a beterraba não é um alimento rico em ferro. Por isso a sua contribuição é pequena, não servindo para combater a anemia. "Confira os seguintes dados comparativos: uma xícara de beterraba ralada possui 0,8mg de ferro não-heme (forma do ferro pouco absorvido pelo organismo), enquanto que um bife pequeno tem em média 7,5mg do nutriente", alerta o nutrólogo Lucas Penchel. O especialista conta também que um bife de fígado contém aproximadamente 8,5mg de ferro heme (ferro bem absorvido pelo organismo) - ou seja, muito mais do que a beterraba. Ela é um excelente alimento com muitas propriedades benéficas à saúde, mas a sua ingestão não combate a anemia, apenas auxilia na prevenção.

Beterraba é aliada de quem pratica exercícios
Ingerir o suco de beterraba auxilia no aumento da resistência física e permite que atletas, principalmente em provas de resistência como corrida e ciclismo, consigam se exercitar por até 16% de tempo a mais, de acordo com um estudo realizado pela University of Exeter, do Reino Unido.

"O suco de beterraba contém alto teor de nitrito, que é transformado em nitrato (nitração) e o mesmo se modifica para óxido nítrico (NO2). O óxido nítrico, como já foi citado, é responsável de fazer um relaxamento da musculatura da parede dos vasos sanguíneos, resultando em uma vasodilatação e aumento do fluxo de sangue, diminuindo a pressão arterial e aumentando a absorção de nutrientes nos músculos do corpo", explica Valéria. Isso resultará em aumento de massa magra, aumento de força (devido maior velocidade da contração da fibra muscular) e uma melhor recuperação muscular após o exercício, com um incremento a mais de resistência física.

"Além de tudo isso, a beterraba possui em sua composição o nitrato que, no organismo, é um dos precursores do óxido nítrico, substância que promove vasodilatação, ou seja, aumenta o calibre dos nossos vasos, levando mais nutrientes e oxigênio aos músculos. Na prática de exercício físico esse efeito é desejado, pois aperfeiçoa a utilização do oxigênio, auxiliando na melhora do desempenho durante os treinos", acrescenta a nutricionista Rucielli Frohlich.

Beterraba no pré-treino
No pré-treino, Valéria indica ingerir o suco (que leva uma beterraba pequena ou média com água) até 60 minutos antes do treino, tempo suficiente para obter os benefícios no organismo.

"Há também o suco rosa, que é a combinação de laranja com beterraba crua, resultado de um estudo publicado no Journal of Applied Physiology pelo professor Andy Jones. Este estudo demonstra que a mistura melhora em até 10% o desempenho físico, e ainda ajuda na recuperação muscular", completa Valéria. A grande vedete deste suco é a beterraba, por suas quantidades de óxido nítrico. A laranja por sua vez, além de ser rica em vitamina C, tem a função de combater os radicais livres que são gerados com os exercícios físicos.

Beterraba previne Alzheimer, Parkinson e depressão
O vegetal é responsável pelo aumento do fluxo sanguíneo que chega ao cérebro, fazendo com que ele trabalhe e tenha grande funcionalidade. De acordo com o nutrólogo Lucas Penchel, o poder antioxidante da beterraba também é eficaz no combate de doenças degenerativas como o Alzheimer e Parkinson. O triptofano e a betaína podem ainda atuar na mente, afastando a depressão e ajudando no relaxamento e bem-estar.

Melhora a saúde do coração
No Instituto de Diabetes e Coração Baker, na Austrália, foi feito um estudo com 30 voluntários que ingeriram 500 ml de suco de beterraba e foram monitorados por um período de 24 horas. "Os resultados demonstraram grande redução da pressão arterial após seis horas do consumo do suco. Segundo os pesquisadores, a alta concentração de nitratos na beterraba é a responsável por esse grande benefício", diz Penchel.

Ele explica que essas substâncias são convertidas em óxido nítrico no organismo, que relaxa os vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue e, consequentemente, reduzindo a pressão. O nitrato também é importante na dieta de quem pratica atividade física, pois potencializa o aproveitamento dos nutrientes pelos músculos, tornando-se uma boa fonte de energia.

Beterraba na gravidez
A beterraba na gravidez é um elemento muito nutritivo, pois tem a capacidade de purificar o sangue e, de acordo com Penchel, protege a criança dos possíveis defeitos e danos no nascimento. "A beterraba também aumenta a resistência física das mulheres grávidas, o que é um bônus durante o parto. Grande fonte de carboidratos bons, vitaminas A e B, fibra solúvel, e também proteína", comenta o especialista. Por último, mas não menos importante, a beterraba ajuda a diminuir a pressão arterial, muito comum durante a gravidez, fazendo dela um alimento aliado na prevenção da eclâmpsia. "Além de conter ácido fólico, que é imprescindível para a formação adequada de medula espinhal de um feto. Como tal, ele também ajuda a prevenir doenças, como a espinha bífida", completa o nutrólogo.

Ajuda no controle do colesterol e triglicérides
O excesso de gordura não dói, muitas vezes não é notado, mas pouco a pouco vai se instalando em nossas artérias sem percebermos. Esse acúmulo de gordura endurece as artérias, aumentando o risco da arteriosclerose ou de acidentes cerebrovasculares (AVC) - e tudo isso pode ser evitado se cuidarmos um pouco mais de nossa alimentação e estilo de vida. "Para reduzir níveis alterados de colesterol e triglicérides, é imprescindível o consumo de vegetais, e um modo ideal de consegui-lo é mediante o consumo de saladas e sucos. A beterraba é perfeita nesse cenário, por ser um carboidrato de baixo índice glicêmico, ou seja, a velocidade com que vira açúcar no sangue é de forma lenta, prevenindo diabetes e dislipidemia. Assim como os morangos, ela é rica em antioxidantes, responsáveis por reduzirem aparecimentos de patologias", afirma ele.

Beterraba fortalece os ossos
Incluir beterraba em sua dieta resulta em ossos e dentes mais fortes. "Beterraba contém sílica, que ajuda o corpo a utilizar o cálcio corretamente. O cálcio é o nutriente essencial para ossos fortes e saudáveis, além de ser rica em outros nutrientes, como ácido fólico, vitamina C, manganês, magnésio e cobre", ressalta Penchel.

Todos esses nutrientes desempenham um papel fundamental no fortalecimento dos ossos. "O que fazer: comer metade de uma beterraba diariamente em forma de salada vai ajudar na prevenção de osteoporose e doença dos ossos frágeis", conclui o nutrólogo.

Açúcar de beterraba?
De acordo com a nutróloga Valéria Viana, o açúcar da beterraba depois de pronto é quimicamente idêntico ao açúcar da cana, cada um com uma composição de 100% sucrose (sacarose). O açúcar de beterraba é utilizado principalmente no norte da Europa, e o açúcar da cana de açúcar é usado pela grande maioria do mundo.

"Uma pessoa com diabetes deve ter uma alimentação bem balanceada e, se estiver com a glicemia controlada, pode usar a beterraba crua ou cozida na salada (1 pires dos de chá no máximo por refeição)", afirma ela.

Como escolher a beterraba
Sim, a escolha adequada da beterraba é um ponto bastante importante. "Prefira com tamanho pequeno e médio, pois são mais macias e saborosas. Observe se a casca está lisa e sem manchas ou rachaduras e, se tiver folhas, estas devem ser de cores homogêneas e brilhantes, pois seu consumo é recomendado devido ao alto teor de nutrientes", afirma Valéria.

A beterraba em excesso faz mal?
Sim, como todo alimento em excesso faz mal. "Principalmente para pessoas propensas a desenvolver ou que já tenham pedras nos rins e em pessoas que sofrem de síndrome do intestino irritável. Isso porque a beterraba contém Oxalato, uma substância que podem contribuir para a formação de pedras nos rins, tendo também ação anti-nutricional podendo interferir na absorção de alguns micronutrientes", destaca o nutrólogo Lucas Penchel.

Referências: Valéria Viana, nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)/AMB/CFM com especialização em Terapia Nutricional e Nutrição Clínica pelo GANEP no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo/SP; Lucas Penchel, nutrólogo Diretor da Clínica Penchel

Fonte: Minha Vida

Veja o que a ciência diz dos benefícios e malefícios do café

Veja o que a ciência diz dos benefícios e malefícios do café

1. Os efeitos do café
A cafeína é uma bebida muito usada para aumentar o desempenho. O estimulante de sabor amargo acelera o sistema nervoso central, o que faz a pessoa se sentir acordada, alerta e com mais energia. Mas os efeitos do café no organismo não param por aí. Enquanto você lê essa matéria, cientistas fazem testes com a cafeína para entender suas consequências no corpo humano. Veja algumas descobertas recentes a seguir.

2. Faz bem para a memória
Uma pesquisa de cientistas da Universidade Johns Hopkins concluiu que duas xícaras de café podem fazer muito bem para a memória. O estudo testou a memória de 160 voluntários durante 24 horas. O grupo incluiu pessoas que não bebiam café regularmente. Durante o experimento, os cientistas observaram que quem tomou comprimidos de cafeína teve um desempenho melhor nos testes de memória do que as que ingeriram placebos. Michael Yassa, líder do estudo, concluiu que a cafeína faz bem para a memória de longo prazo ao melhorar o processo de consolidação da memória. Mas também ficou comprovado que a cafeína não ajuda a recuperar a memória. Apesar dos resultados promissores, Yassa alerta que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína. É preciso ingerir a bebida com moderação e sem se esquecer dos riscos para a saúde. O excesso de cafeína tem efeitos colaterais, como insônia, nervosismo e alteração do ritmo cardíaco.

3. Pode salvar vidas de motoristas
Um estudo publicado no British Medical Journal descobriu que motoristas que consomem café têm 63% menos chances de se envolver em acidentes. Os cientistas acompanharam 1.047 motoristas. Cada participante deveria dirigir um caminhão com pelo menos 10 toneladas e percorrer pelo menos 200 km. De todos os motoristas, 530 já tinham se envolvido em acidentes automobilísticos enquanto trabalhavam nos 12 meses anteriores ao começo do estudo. Os cientistas também consideraram o peso dos motoristas, a rotina de trabalho, de exercícios e de sono, o consumo de álcool e as distâncias percorridas. Os resultados mostraram que os motoristas que consumiram substâncias com cafeína tinham uma probabilidade 63% menor de dormir ao volante em comparação com os motoristas que não tomam cafeína. Ou seja, o consumo de cafeína pode manter o motorista acordado pode protegê-lo do sono e salvar sua vida. Porém, os cientistas destacam que o efeito estimulante da cafeína não é duradouro e que não deve ser considerada uma substituta ao sono.

4. Reduz risco de suicídio
Uma pesquisa associou o consumo do café com a redução de cerca de 50% do risco de suicídio em homens e mulheres. Os cientistas envolvidos no projeto são da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos EUA. Foram analisados dados de três grandes pesquisas feitas nos Estados Unidos entre 1988 e 2008. Entre os mais de 200 mil participantes estavam consumidores de bebidas com e sem cafeína. As informações revelaram que as chances de suicídio caem pela metade entre adultos que consomem entre duas e quatro xícaras de café diariamente. Isso acontece porque o café estimula o sistema nervoso central e age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Os pesquisadores acreditam que isso explica as menores taxas de depressão encontradas entre apreciadores do café em estudos anteriores. Apesar de diminuir o risco de suicídio, os cientistas recomendam que adultos deprimidos não tomem mais café, porque quando o consumo da substância é maior do que o habitual pode causar efeitos colaterais.

5. Pode ajudar a evitar câncer de fígado
Tomar café diariamente pode proteger as pessoas de desenvolver a forma mais comum de câncer de fígado, segundo uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia. O estudo incluiu 179.890 homens e mulheres nos EUA. Os voluntários foram acompanhados por até 18 anos para que os pesquisadores pudessem rastrear o consumo de café e seus estilos de vida. Quem bebia de uma a três xícaras por dia tinha uma chance 29% menor de ter o câncer em comparação com as pessoas que bebiam menos de seis xícaras por semana. E as pessoas que bebiam mais de quatro xícaras por dia apresentaram um risco 42% menor.

6. Evita depressão feminina
Uma pesquisa da Harvard School of Public Health (HSPH) concluiu que mulheres que bebem café possuem menos chances de desenvolver a depressão. Segundo o estudo, o índice de manifestação da doença é 20% menor no grupo de mulheres que ingere quatro ou mais xícaras da bebida ao longo do dia. Os pesquisadores estudaram 50 739 mulheres, com idade média de 63 anos. Elas estavam livres da doença quando o estudo começou em 1996.

7. Mas também pode causar transtorno mental
Uma pesquisa afirma que o excesso de cafeína pode causar transtorno mental temporário e síndrome de abstinência. Entre os sintomas da intoxicação estão inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e alteração do ritmo cardíaco. Quem exagerou no café e sofreu cinco ou mais desses sintomas pode estar com intoxicação. Para aliviar o problema é preciso cortar o consumo, que também tem algumas complicações, como fadiga, dor de cabeça, dificuldade em se concentrar e depressão leve. Esses sintomas de abstinência de cafeína são transitórios. Alguns especialistas consideram a inclusão da intoxicação e da abstinência no manual um exagero. Mas o psicólogo Alan Budney explica que a sociedade precisa ficar atenta aos efeitos da cafeína, que está cada vez mais presente na rotina das pessoas.

Fonte: Exame.com

5 comportamentos atuais que causam dor de cabeça

É difícil falar em uma única causa para a dor de cabeça, já que incômodos frequentes estão, na verdade, associados a muitos fatores que caracterizam o estilo de vida atual. A pesquisa descobriu os cinco gatilhos da dor de cabeça no futuro.

"Em meio a tudo isso, a tecnologia assume um papel ambíguo: se por um lado estimula a hiperconectividade, o que desencadeia muitos dos gatilhos, por outro oferece ferramentas inovadoras que ajudam a manter o uso dos dispositivos tecnológicos sob controle. A saída, portanto, é entender de que modo a tecnologia afeta a saúde e como usá-la a nosso favor, sem acionar gatilhos de comportamento", explica Julia Curan, Consultora da WGSN Mindset.

Nos tópicos abaixo, você descobre quais foram os gatilhos do futuro identificados pela pesquisa de tendências e como evitá-los com atitudes simples e mudanças de hábito que favorecem a saúde como um todo, além de conhecer algumas iniciativas que ajudam a solucionar o dilema das dores de cabeça da modernidade. Fique atento e saiba mais:

Ansiedade sem limites
No mundo todo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 264 milhões de pessoas sofram com ansiedade. No Brasil, 9,3% da população é diagnosticada com o transtorno, o que nos torna o país mais ansioso do mundo. Em um contexto como esse, portanto, é difícil manter sentimentos e emoções em equilíbrio, o que impacta muitos outros setores da vida, além de desencadear as dores de cabeça.

"Quanto estamos ansiosos, por exemplo, é comum optar por alimentos de baixo valor nutricional, como aqueles que são ricos em açúcar, cafeína, álcool e carboidratos refinados", explica a nutricionista Marcia Daskal.

A neurologista Célia Roesler, diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia e vice-coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, salienta a relação da ansiedade com o sono: "Num estado ansioso, sentimos ainda mais dificuldade para dormir. Nesse aspecto, a tecnologia pode desempenhar um papel negativo, principalmente quando usada em excesso ao longo do dia e antes de dormir".

Uma forma de contornar esse sentimento ansioso tão característico do nosso tempo é prestar atenção a esses setores básicos da vida que são prejudicados pelo transtorno, como a alimentação e sono, e priorizá-los. Também é preciso saber quando se desconectar do mundo virtual, dedicando tempo para fazer outras atividades com calma, que também trazem prazer. Pode ser um encontro "analógico" com os amigos, a leitura de um livro, uma sessão tranquila de meditação no parque e outras atividades do gênero.

O site Time to Log Off propõe algo do tipo, com um plano Detox Digital 5:2 - uma espécie de guia para que você viva dois dias completamente analógicos na semana, sem nada de tecnologia. Não vale usar nem o despertador do celular, viu? Esse também é o momento de restabelecer conexões humanas, trocando as conversas por aplicativos por encontros na vida real e interações com pessoas desconhecidas.

Cérebro sobrecarregado
Ficar conectado praticamente o dia inteiro faz com que você seja bombardeado por diversos tipos de estímulos diferentes, sem conseguir parar e filtrar tudo aquilo. Ao contrário do que parece, isso não é positivo para o organismo, principalmente quando falamos de dores de cabeça, que são estimuladas por esse tipo de estresse e pela sobrecarga digital. O resultado é o esgotamento cerebral, quando não conseguimos mais nos concentrar ou mesmo focar em atividades simples, como a leitura de um texto ou uma conversa com um conhecido.

Um exemplo é quando estamos jantando com alguém e acessamos as redes sociais de repente, sem nenhum motivo aparente, só para ver o que está acontecendo. A ciência chama isso de FOMO ("fear of missing out", que em português significa "medo de ficar de fora"), quando as pessoas não conseguem parar de interagir com as redes sociais e documentar tudo o que estão fazendo.

Uma saída para o esgotamento cerebral e as dores de cabeça causadas por ele é reduzir a exposição a tantos estímulos. Esse afastamento pode ajudar a diminuir o estresse e permite que você se reconecte com aquilo que realmente importa, como momentos com os amigos, hobbies e atividades físicas. É possível contar com a ajuda de aplicativos para evitar a exaustão mental, o que mostra que a tecnologia também pode ser utilizada a nosso favor.

Pós-verdade: bolha e emoções à flor da pele
Pós-verdade foi o termo que melhor definiu 2016, de acordo com o Oxford Dictionary, e você provavelmente já se sentiu acometido por ele. A pós-verdade ganha forma quando emoções e crenças pessoais têm mais valor ou importância, para a opinião pública, do que fatos verdadeiros. Por isso, com a pós-verdade as pessoas podem perder a capacidade de julgar o que é real daquilo que é falso, movidas apenas por bolhas que refletem e repercutem ideias semelhantes às suas.

"A busca pelo verdadeiro significado do 'real' e os constantes atritos com o mundo longe das redes sociais, onde as bolhas não funcionam sem os algoritmos, também são situações capazes de causar dor de cabeça e profunda desesperança. Nesse ponto, só a tecnologia pode ajudar a romper as bolhas e criar ferramentas de averiguação de informações, como fazem os departamentos de fact-checkers de alguns veículos de comunicação, que tentam barrar as notícias falsas", salienta a psicóloga Juliane Peres Mercante, especialista em cefaleias e doutora pelo departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP.

Para além das redes, é preciso vivenciar esse tipo de expansão da mente na vida real, com experiências offline, por exemplo. A psicóloga indica que "você pode buscar sessões coletivas de meditação, ioga ou até mesmo pequenas maratonas, que promovem bem-estar e te afastam da bolha das redes sociais, aumentando a interação com pessoas diferentes. Tudo isso ajuda a combater a sensação de 'isolamento coletivo' da pós-verdade".

Busca pelo perfeccionismo
Para muitas pessoas, o sucesso está atrelado ao excesso de trabalho e atividades. Essa é uma das conclusões apontadas por um estudo feito pela University of Bath em parceria com a York St. John University, levando em conta a geração dos millennials - também chamada de Geração Y. De acordo com a pesquisa, os millennials são 33% mais propensos a acreditar que o ambiente onde vivem exige a perfeição, do trabalho à vida social. Essa busca pelo perfeccionismo pode levar a frustrações, angústia, tensão e, consequentemente, dores de cabeça, pois a pressão da autoexigência é muito alta.

Nesse gatilho entra também a ideia de que precisamos estar produzindo algo o tempo todo para termos algum valor para a sociedade, ainda que intelectual. A produtividade se torna, portanto, sinônimo de qualidade de vida, fazendo com que as pessoas se mantenham ocupadas por 24h, sem conseguir suportar momentos de tédio e calmaria.

Não há nada de errado em querer ser produtivo e eficiente, desde que na medida certa. O problema, na verdade, está nas consequências por trás da exigência desenfreada, que pode trazer sérios riscos para a saúde física e mental de qualquer pessoa, principalmente em sociedades cada vez mais ansiosas e conectadas.

"O amadurecimento emocional é um poderoso antídoto para a cobrança excessiva e as dores de cabeça decorrentes desse problema. É preciso entender que a imperfeição faz parte da vida e reagir a essa contestação sem angústia ou agonia, com uma 'apatia' positiva, por assim dizer. A prática da meditação mindfulness também ajuda, já que propõe um exercício de consciência a respeito das emoções por meio da respiração meditativa, o que reduz o estresse", salienta Célia Roesler, diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia e vice-coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Para começar, a dica é contar com o apoio de aplicativos que oferecem meditações guiadas, como o Headspace App, que também tem uma versão especial para as crianças.

Vício do barulho
Para quem vive em grandes metrópoles, é um luxo cogitar alguns minutos de silêncio total. Apesar de precisarmos dessa pausa para os ouvidos, o "completo vazio" do silêncio também é encarado como algo assustador, já que estamos viciados em sons de sirenes, buzinas, escapamentos, aviões, fones de ouvido e outras distrações ininterruptas. Mas precisamos entender que nosso corpo não nasceu para viver nesse estado de alerta constante. Prova disso são os resultados de uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, que mostram que 3% dos ataques e derrames cardíacos fatais na Europa são causados pelo ruído do trânsito7.

Para a neurologista Célia Roesler, "o estresse causado pelo barulho urbano pode desencadear hipertensão arterial, distúrbios do sono, doenças cardíacas, problemas psicológicos, dores de cabeça e outros problemas de saúde. Além disso, o ruído crônico incessante também pode estimular o envelhecimento precoce do aparelho auditivo. Por esse e todos os outros motivos citados anteriormente, é fundamental adotar alguns momentos de descanso para os ouvidos, sem fones e longe do caos da cidade. Parece difícil engatar uma mudança desse porte, mas alguns cuidados e a própria tecnologia podem ajudar".

Em primeiro lugar, é importante entender o silêncio como uma parte importante da vida. Novamente, a meditação é uma boa ferramenta para recuperar instantes silenciosos no dia a dia, devolvendo um pouco de quietude à mente. Alguns minutos por dia, praticados regularmente, são suficientes para conquistar essa paz meditativa. Dispositivos tecnológicos também podem ajudar, como os fones de ouvido Mindset8, que usam sensores de eletroencefalografia para registrar a atividade cerebral do usuário e alertá-lo de possíveis distrações, com bloqueio de ruídos.

"Com todas essas informações em mãos sobre os gatilhos comportamentais das dores de cabeça, é possível adotar um estilo de vida voltado à prevenção do problema de saúde, com mudanças de hábito que, em essência, são bem simples. Tomar consciência do exagero (de som, tecnologia, exigência, ruídos, redes e tudo o que nos cerca) é o primeiro passo para, então, redescobrir o equilíbrio entre estímulo e quietude de que tanto precisamos", finaliza Julia Curan.

Fonte: Minha Vida