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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Livro Vidas Secas de Graciliano Ramos...

Vidas Secas é um romance de Graciliano Ramos publicado em 1938 que faz parte da segunda fase do modernismo (geração de 1930). O livro aborda a pobreza e as dificuldades da vida do retirante no sertão nordestino, narrando as fugas de Fabiano e sua família das secas.

Resumo da obra

Fabiano, sua mulher e os filhos fogem da seca no sertão nordestino até encontrarem uma fazenda abandonada. Sem condições de continuar a viagem, eles se instalam nela. Poucos dias depois, a chuva chega ao sertão. O dono da fazenda aparece e Fabiano é contratado como vaqueiro.
Durante este período, Fabiano é preso, sua esposa Sinhá Vitória sonha com uma cama de amarração de couro, o menino mais velho pergunta sobre palavras e o menino mais novo tenta montar em um cabrito. A vida de vaqueiro segue até que a próxima seca os expulsa novamente. A família deixa a fazenda e parte para o sul em busca de sobrevivência.

Análise da obra

Contexto histórico

A obra foi escrita durante a década de 30, período de grande turbulência política no Brasil e no mundo. Os Estados Unidos viviam uma grande crise econômica e a Europa se recuperava do fim da Primeira Guerra. O Brasil era comandado por Getúlio Vargas que, em 1937, instalou o Estado Novo, um regime autoritário e anticomunista.          
Graciliano Ramos era influenciado pelo marxismo. Chegou a ser preso durante o Estado Novo e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro em 1945.           
Em Vidas Secas, Graciliano enfatiza como Fabiano é explorado pelo dono da fazenda, seu patrão o rouba nas contas, cobra preços abusivos pelos mantimentos e juros altíssimos. No final, Fabiano foge da seca e da dívida que tem com seu patrão. Mesmo após trabalhar mais de um ano, ele continua sem nenhuma posse.
As influências ficam claras quando Graciliano retrata a miséria de Fabiano. Essa miséria torna o homem bruto e ele mesmo se vê mais como um bicho do que como um ser humano. A condição de homem bruto faz com que Fabiano seja explorado pelo seu patrão e oprimido pelo governo. Mesmo que a miséria venha pelas condições da natureza (a seca) os homens se aproveitam dela em vez de ajudar os miseráveis.

Corrente literária

Vidas Secas é um romance regionalista que faz parte da segunda geração do modernismo, também conhecida como geração de 30. Essa fase é a consolidação dos marcos da Semana de Arte Moderna de 1922. A busca por uma literatura nacional levou os autores a procurar em suas regiões matéria-prima para suas obras. 
No caso de Graciliano Ramos a fonte foi o sertão. O livro é cheio de termos regionais e a escrita se aproxima mais da fala. Os temas sociais voltam para a literatura que agora também tem o papel de denunciar a miséria e a exploração.
A maior liberdade formal também possibilita novas experiências na narrativa. Em Vidas Secas observa-se isso nos capítulos que são soltos. Não há uma linearidade que una os capítulos como costumava acontecer com os romances. Eles são quase contos com suas narrativas próprias. 
Outra característica marcante é o aprofundamento psicológico das personagens. Nesta obra, o autor retrata pessoas simples, mas com diversas características, tornando-as personagens profundas. 

Personagens

Ilustração de Fabiano por Aldemir Martins 
Fabiano é o pai da família, um homem bruto, que muitas vezes se confunde com um bicho. Fala pouco e se comunica mais com grunhidos. É um homem bravo, com o coração perto da goela, porém respeita as autoridades.
Sinhá Vitória é a mãe, também não fala muito, porém de ter todas as palavras na ponta da língua. Seu maior desejo é uma cama de armação de couro.
Os filhos são o menino mais novo e o menino mais velho. O primeiro tem mais admiração pelo pai e quer ser igual a ele. O segundo gosta mais das palavras, queria que seus pais falassem mais, fica mais perto da mãe porque ela não é tão bruta. 
Baleia é a cachorra da família e a personagem que mais se assemelha a um ser humano. É a única personagem do romance que sente angústia e que mesmo sem falar sabe se comunicar melhor que os outros membros da família.
Outros personagens menores são o Soldado Amarelo, que prende Fabiano injustamente. O patrão de Fabiano e o Seu Tomás, que só aparece nas lembranças da família. Seu Tomás era um homem abastado, inteligente e que lia muito, porém isso de nada lhe serviu quando a seca chegou e ele também teve que abandonar a fazenda.

Aspectos de destaque na obra

Graciliano Ramos representa com primor a miséria do retirante ao retratar os humanos como bichos e os bichos (a Baleia) como humanos. Fabiano se confunde com um animal por ser bruto, se comunicar com grunhidos, e estar à mercê da natureza (da seca e da chuva). 
Fabiano quer se revoltar contra as injustiças que sofre por parte do patrão e do soldado amarelo, porém, como um animal domesticado, aceita os maus-tratos. As crianças seguem pelo mesmo caminho. Sem educação, aprendem com os pais como viver, ouvindo poucas palavras e levando muitos safanões. 
Já a Baleia tem sonhos, se comunica com seu corpo de forma mais eficaz que os humanos se comunicam com as palavras. Salva a família da fome no começo do livro e o capítulo de sua morte é um dos trechos mais bonitos da prosa brasileira. 
Ilustração da Baleia por Aldemir Martins 

Resumo por capítulo

Mudança

O primeiro capítulo do livro retrata Fabiano, sua mulher e os filhos andando pelo sertão até chegarem a uma fazenda abandonada. Com muita fome, sede e sem condições de prosseguir viagem, eles se instalam por lá. O capítulo termina com uma façanha da cachorra Baleia, que caça um preá e salva todos da fome.

Fabiano

Chove no sertão. Com o fim da seca, o dono da fazenda regressa. Fabiano é contratado como vaqueiro e ele se questionar se é homem ou bicho.

Cadeia 

Fabiano vai para a cidade comprar mantimentos, se envolve num jogo de cartas com um soldado amarelo e acaba sendo preso. Fabiano não sabe falar direito e a falta de comunicação o coloca na prisão injustamente.

Sinhá Vitória

Nesse capítulo, há uma espécie de apresentação dessa personagem e de sua relação com as pessoas da sua família. Narra seus afazeres domésticos enquanto o marido dorme na rede. O único sonho de Sinhá Vitória é uma cama de armação de couro.

O menino mais novo 

Narra a admiração que esse personagem tem pelo seu pai, quando o vê vestido de vaqueiro montando uma égua brava. De tão admirado, o menino mais novo tenta montar uma cabra para imitar o pai, mas sem sucesso.

O menino mais velho 

Ele quer saber o que é inferno, uma palavra muito bonita que ele ouve, mas não sabe o que significa. Procura a mãe para ajudá-lo pois seu pai é muito bruto. Porém, a resposta da sua mãe também não o satisfaz. Ele não acredita que uma palavra tão bonita  seja o nome de um lugar tão ruim.

Ilustração do Menino mais Velho e Sinhá Vitória por Aldemir Martins 

Inverno

É o momento em que as chuvas alagam o sertão. A família tem medo de morrer afogada. No entanto, a chuva também afasta o medo da fome e da seca. Enquanto chove, eles ficam dentro de casa ouvindo as histórias de Fabiano, que são inventadas e com pouca verossimilhança. 

Festa

Toda a família se arruma para ir a um evento de Natal da cidade. Porém, no meio do caminho, todos já estão descalços e com lama nos pés. Fabiano bebe muita cachaça, tenta arrumar briga e depois dorme no chão usando as roupas como apoio. Sinhá Vitória admira a quermesse e a beleza das coisas, sonhando em ter uma cama de verdade, e os meninos andam atrás da cachorra.

Baleia

É o nono capítulo e o mais marcante do livro. Fabiano que sacrificar a cachorra que está doente. Mas o tiro não sai preciso e acerta as nádegas da Baleia. Ela consegue escapar até o lamaçal. Ferida e à beira da morte, Baleia pensa no ocorrido de forma confusa: pensa nas suas obrigações de cuidar do gado, das crianças e na sua casa. No final ela morre sonhando com um paraíso, um mundo cheio de preás e um Fabiano enorme.

Contas

 O patrão trata Fabiano de forma injusta. Ele tem direito a uma parte do gado, mas fora isso tem que recorrer à dispensa do patrão para outros mantimentos. O patrão cobra tudo muito caro e logo Fabiano gasta mais do que ganha. Ele fica endividado com o patrão, que cobra juros. Fabiano esboça uma revolta, mas aceita as contas do patrão por medo de ser demitido.

O Soldado Amarelo

Fabiano reencontra o soldado amarelo sozinho e perdido nas veredas. Ele pensa em se vingar do soldado, mas desiste e o ajuda a achar o seu caminho. 

O mundo coberto de penas

 As aves estão levantando voo e partindo para o sul. Este é o sinal que a seca está voltando. Fabiano vê as aves e fica com raiva. 

 Fuga

A seca volta e a fazenda já não oferece mais subsistência. A família parte pelo sertão em direção ao sul em busca de uma cidade grande. "O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos".

Filme Vidas Secas

O romance de Graciliano Ramos ganhou um filme em 1963 do diretor Nelson Pereira dos Santos, considerado um dos precursores do movimento do Cinema Novo. Sua adaptação recebeu diversos prêmios e foi indicada à Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1964.

Sobre o autor Graciliano Ramos

 Foi escritor, jornalista e político brasileiro. Nasceu em 27 de outubro de 1882 em Quebrângulo, Alagoas, e morreu em 1953 no Rio de Janeiro. Além de Vidas Secas(1938), uma de suas maiores obras é São Bernardo (1935), também ambientada no sertão nordestino.
Graciliano Ramos viveu em diversas cidades do Nordeste. Quando terminou o segundo grau, se mudou para o Rio onde exerceu a profissão de jornalista. Em 1915 retornou para o Nordeste onde ficou até 1936, quando foi preso pelo governo Vargas. Graciliano foi solto em 1937 e morou no Rio de Janeiro até sua morte.
Ele era "um homem do seu meio físico e social, ao mesmo tempo que um romancista voltado para a introspecção, a análise, os motivos psicológicos" (Álvaro Lins). Ele uniu as suas vivências no sertão com a sua consciência política para escrever Vidas Secas
Graciliano ganhou diversos prêmios por sua obra, com destaque para o prêmio da Fundação William Faulkner (Estados Unidos) pelo romance Vidas Secas, como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea em 1962.
https://www.culturagenial.com/livro-vidas-secas-de-graciliano-ramos/

Quadro Guernica de Pablo Picasso...

Quadro Guernica de Pablo Picasso

Quadro Guernica
O artista espanhol se inspirou no bombardeamento da cidade Guernica no dia 26 de abril de 1937. Neste dia, aviões alemães da Legião Condor destruíram quase completamente a cidade espanhola. Guernica (ou Gernika em basco) é uma cidade da província da Biscaia, localizada na comunidade autônoma do País Basco.
Por este motivo, este quadro tem também um significado político e funciona como uma crítica à devastação causada pelas forças Nazistas aliadas com o ditador espanhol Franco. Outra possível interpretação indica que o quadro Guernica funciona como um símbolo de paz ou anti-guerra.
Depois de ter sido terminado (demorou aproximadamente um mês a ser terminada), o quadro fez uma digressão pelo mundo, tendo ficado globalmente reconhecido e atraindo a atenção do resto do mundo para a Guerra Civil Espanhola.
Com o início da Guerra Civil Espanhola (em 1936), o falecimento da sua mãe em 1939 e o princípio da Segunda Guerra Mundial, o artista teve uma fase mais escura. Algumas das suas obras criadas nessa altura revelam o seu estado de espírito mais atormentado, como por exemplo o quadro Guernica e a série de "Dona Maar".
Quando rompeu a Segunda Guerra Mundial, o artista resolveu emprestar a sua pintura ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), onde esteve até 1981, ano em que regressou a Espanha.
Guernica é uma pintura a óleo sobre tela de grandes dimensões, com 7.76 metros de comprimento e 3.49 metros de altura. Atualmente, esta pintura está exposta em Madri, no Museu Reina Sofia.

Análise do quadro Guernica

O contexto histórico é essencial para interpretar esta pintura. Neste momento, a Espanha vivia um conflito entre as forças Republicanas e os Nacionalistas, liderados pelo General Francisco Franco. Os Nacionalistas contaram com o apoio do exército Nazista e autorizaram os alemães a bombardearem Guernica, como forma de testarem novas armas e táticas de guerra, que viriam a ser usadas mais tarde na Segunda Guerra Mundial.
Depois do ataque destruidor, Pablo Picasso - que estava morando em França na altura - estava trabalhando numa obra para apresentar numa Exibição em Paris a pedido do Governo Republicano Espanhol, mas decidiu abandonar a sua ideia original para criar uma obra relacionada com o ataque em Guernica.

Cores

O preto e branco foram as cores escolhidas pelo o autor, que servem para intensificar a sensação de drama causado pelo bombardeamento.

Composição

Esta é uma obra cubista, pois inclui figuras geometricamente decompostas, usando elementos surrealistas e técnicas que seriam associadas ao cubismo.
O cavalo e o touro são dois dos elementos mais destacados do quadro, sendo elementos muito populares na cultura espanhola. Uma possível interpretação é que este ataque representa um ataque à cultura espanhola, uma tentativa de destruir os ideais defendidos pelos cidadãos espanhóis.
Além disso, também é possível ver o horror causado em seres humanos, com um soldado morto no chão, uma mãe que chora a morte do filho morto nos seus braços (esquerda do quadro), uma mulher em desespero enquanto a sua casa é destruída em chamas (direita do quadro), uma mulher com a perna ferida que tenta fugir de todo o caos causado (no centro da pintura) e uma mulher com um lampião, que parece iluminar o resto dos elementos (no centro do quadro).
Alguns elementos parece que têm algo escrito dentro, como se fossem formados por folhas de jornal. Isso indica como o pintor foi informado sobre o ataque ocorrido em Guernica.
A espada quebrada representa a derrota do povo, que foi quebrado pelos seus opositores, enquanto os edifícios em chamas indicam a destruição não apenas em Guernica, mas a destruição causada pela Guerra Civil.
https://www.culturagenial.com/quadro-guernica-de-pablo-picasso/

Significado de Abaporu de Tarsila do Amaral...

Significado de Abaporu de Tarsila do Amaral

Abaporu é uma clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral. O nome da obra é de origem tupi-guarani que significa "homem que come gente" (canibal ou antropófago), uma junção dos termos aba (homem), pora (gente) e ú(comer).
Quadro Abaporu de Tarsila do Amaral
Abaporu de Tarsila do Amaral
A tela foi pintada por Tarsila em 1928 e oferecida ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade. Os elementos que constam da tela, especialmente a inusitada figura, despertaram em Oswald a ideia de criação do Movimento Antropofágico. O Movimento consistia na deglutição da cultura estrangeira, incorporando-a na realidade brasileira para dar origem a uma nova cultura transformada, moderna e representativa da nossa cultura.
O quadro Abaporu foi vendido no ano de 1995 para o argentino Eduardo Constantini por 1,5 milhões de dólares e encontra-se exposto no MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires).
Em março de 2011, o Abaporu foi emprestado pelo MALBA para integrar a exposição "Mulheres, Artistas e brasileiras", realizada no Salão Oeste do Palácio do Planalto, em Brasília, que reuniu 80 obras do século XX, pertencentes a 49 artistas mulheres do Brasil. Esta iniciativa consistiu em uma homenagem ao mês da mulher. 
Clique aqui para conhecer um pouco mais da vida e obra de Tarsila do Amaral.

Análise da Obra Abaporu

Esta obra marca a fase antropofágica da pintora Tarsila de Amaral que ocorreu entre 1928 e 1930. É possível identificar traços característicos da artistas, como a escolha de cores fortes e inclusão de temas imaginários ou alteração da realidade.
Na pintura vemos um homem com grandes pés e mãos, e ainda o sol e um cacto. Estes elementos podem representar o trabalho físico que era o trabalho da maioria naquela altura. Por outro lado, a cabeça pequena pode significar a falta de pensamento crítico, que se limita a trabalhar com força mas sem pensar muito, sendo então uma possível crítica para a sociedade daquela época.
O homem representado transmite uma certa melancolia, pois o posicionamento da cabeça e expressão denotam alguma tristeza ou depressão. Além disso, o pé grande também pode revelar uma forte conexão do ser humano com a terra.
Quanto às cores usadas, para haver uma clara alusão ao Brasil pois há destaque para o verde, amarelo e azul, cores predominantes da bandeira brasileira.
Este quadro, que tem oitenta e cinco centímetros de altura e setenta  e três centímetros de largura, é considerado por alguns críticos como o quadro mais importante produzido no Brasil.

Releitura de Abaporu por Romero Britto

O Abaporu teve grande influência em vários artistas brasileiros. Romero Britto, pintor e escultor brasileiro, produziu um quadro que é uma releitura da obra Abaporu, da autoria de Tarsila do Amaral.
Abaporu de Romero Britto https://www.culturagenial.com/abaporu/

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

JOGOS PARA EDUCAÇÃO FÍSICA ENSINO FUNDAMENTAL I


JOGOS PARA EDUCAÇÃO FÍSICA 
 ENSINO FUNDAMENTAL I

Segue abaixo link para desenvolver aulas de educação física com jogos e brincadeiras, como solicitado pela Professora Adriana. Bom  trabalho!


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Fonte:http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=173

TEXTOS PARA LEITURA 2º ao 5ºANOS

TEXTOS PARA LEITURA


2º  ao 5ºANOS

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