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quarta-feira, 24 de maio de 2017
Funções Cognitivas...
Funções Cognitivas
Esse post é um complemento do post sobre memória e atenção.
Resolvemos dedicar um post só para esse tema, pois assim o outro post
não ficaria longo demais e para que vocês leiam com atenção sobre essas
funções que são tão importantes no nosso dia a dia.
Funções executivas (FE) são
funções reguladoras do comportamento humano, funções necessárias para
formular metas e planejar como alcançá-las. São todas as atividades
mentais autodirigidas que ajudam uma pessoa a resistir a distração,
solucionar problemas internos e externos e criação de estratégias para
alcançar um objetivo.
Vamos dividi-las em duas categorias principais: habilidades de pensamento e auto-regulação.
Muitos alunos têm problemas com o funcionamento executivo, em especial os com autismo e TDAH.
É
importante reconhecer que o funcionamento executivo não está
relacionado com a inteligência. Você pode ter um QI de gênio e ter um
sério comprometimento para habilidades em FE. Da mesma forma, você
poderia ter um QI mais baixo e tem grandes habilidades e ser capaz de
funcionar no dia-a-dia de forma mais eficaz. É importante reconhecer que as dificuldades em FE não são preguiça.
O aluno não faz sua lição de casa porque ele não consegue. Muitas
vezes, esse mesmo aluno, passa horas a cada noite tentando, mas não
realiza a tarefa. Déficits de funcionamento executivo são reais e temos
que trabalhar para resolvê-los e ensinar o aluno a ser mais capaz de
ajudar a si mesmo para ser bem sucedido.
Existem algumas chaves para
abordar habilidades de funcionamento executivo que significa ir além de
apenas ensinar estratégias individuais. O foco deve ser em ensinar os
alunos a desenvolver, utilizando estratégias de acesso e utilização, e
não apenas fornecer acomodações.
Então,
quando avaliar os déficits de uma pessoa, uma das principais perguntas
que precisamos fazer é se é um déficit de motivação ou um déficit de
habilidade. Muitas vezes é uma questão de motivação. Isso
significa que temos de encontrar formas de motivação do indivíduo para
utilizar as estratégias. Acabamos focamos no problema e achamos que ele é
difícil e ele não é. Vamos pegar o exemplo de um autista que não quer
ir pro banho e isso acontece diariamente. Esse é um problema muito comum
entre autistas por uma variedade de razões. Em primeiro lugar, muitos
desses indivíduos não reconhecem o impacto que não tomar banho tem sobre
uma rotina por causa de seus déficits sociais. Tem também questão
sensorial, que torna esse momento complicado. Tudo isso diminui a
motivação. Se a criança não sabe como encaixar o banho na sua rotina sem
se desregular, então precisamos pensar em formas de motivá-lo para
tomar motivadores externos que vão além do normal que é se sentir fresco
e limpo (o reforçador para a maioria de nós). Esta criança não é
preguiçosa; ela não está motivada para superar problemas reais que
tornam o banho difícil e sem sentido para ela.
Uma vez que podemos determinar se
a função subjacente dos comportamentos é a motivação ou habilidade
relacionada, podemos começar a desenvolver intervenções baseadas nessas
funções. Se
é uma questão de motivação, precisamos aumentar o reforço para
completar a tarefa usando a estratégia ou diminuir o esforço envolvido,
de alguma forma, de modo que não é preciso tanta motivação. Exemplo: Se
a criança (adolescente ou adulto) não quer tomar banho, você tem que
tornar a atividade atraente e usar algum reforçador: decorar o banheiro,
comprar brinquedos de banho, mostrar a importância do banho, levar
personagens preferidos para tomar banho junto, premiar com elogios cada
etapa conquistada. Outra maneira de agir é diminuir o esforço: faça
pequenas metas. Não exija que a criança tome banho sozinha todos os dias
de forma perfeita como um passe de mágica. Brinque no banho e o ajude a
fazer tudo. Depois que ela estiver adaptada ao ambiente e o banho tiver
na rotina, comece a ensiná-lo a tomar banho sozinho aos poucos.
Primeiro ensine a lavar as mãos e braços, o resto com ajuda, depois as
pernas e pés, até se lavar por completo. Depois ensine a escolher
roupas, colocar, etc. Tudo aos poucos.
Se é um déficit de habilidade, então nós temos que dividir a tarefa e ensinar os passos sistematicamente. Se
um aluno tem dificuldade para fazer um trabalho a longo prazo porque
ele não consegue organizar os passos e seguir adiante, então temos que
ensiná-lo a adquirir essa habilidade.
Distribuir a tarefa em passos
(por exemplo, escolher um tema, pesquisar o assunto, fazer um esboço,
escrever um rascunho, escrever o projeto final); em seguida escrever os
passos em um calendário com a data final (data da entrega). Obs: Fazemos
isso também com tarefas de casa: se a tarefa é pra daqui a dois dias,
fazemos metade em um dia e metade em outro. Quando tem que entregar tudo
no mesmo dia dividimos assim: Quando você chegar no número 3 te damos
pausa de 10 minutos. Quando você chegar no 6 paramos para assistir um
vídeo sobre máquinas de lavar. Quando acabar você ficará livre pra
descansar e fazer o que quiser. E colocamos no concreto, em uma folha a
parte todas as tarefas e a medida que vão sendo concluídas, riscamos e
comemoramos!
Temos que oferecer estratégias e
não acomodações para que o autista adquira independência como os outros
alunos e domine habilidades FE. Depois temos que ensiná-los a criar suas
próprias estratégias de planejamento e organização. Temos que
ensiná-los também a lutar pelos seus direitos: mais tempo nas provas,
provas adaptadas, etc. É claro que isso acontecerá com autistas verbais e
mais velhos.
A verdade é que todos nós usamos
acomodações e estratégias para nos ajudar com funcionamento executivo.
Usamos post-it, bips em celulares, secretárias que comandam as agendas,
etc. Mas temos que trabalhar a diminuição de ajuda até que a pessoa
consiga agir de forma independente. Temos
que preparar nossos meninos para o ensino fundamental II, ensino médio,
faculdade e mercado de trabalho desde que eles são pequenos.
Outras estratégias:
- Pense em um mural estratégico
ou para toda a classe com ferramentas para organizar materiais, tarefas e
tempo de cada atividade.
- Ter tempo para a reflexão em sala de aula ou atividades para que os alunos adivinhaem quanto tempo cada atividade vai tomar.
- Escolher, a cada atividade, um
aluno para cuidar do tempo. Ele fica com um temporizador e avisa quando
acabar o tempo da atividade.
- Trabalhar com eles o uso de um calendário para que possam planejar seus deveres.
Concluindo e recapitulando:
As principais funções executivas “básicas” são:
- atenção (seletiva, concentrada e difusa);
- memória de trabalho;
- controle inibitório (contenção dos impulsos);
- auto-regulação (inclusive emocional)
- Metacognição (capacidade de raciocinar sobre o próprio conhecimento cognitivo).
Essas funções executivas básicas são a base para a estruturação de processos executivos mais complexos como:
- planejamento (requer alto grau
de atenção, memória de trabalho, adequado controle inibitório e
auto-regulação, além de uma habilidade metacognitiva aguçada);
- tomada de decisão (também requer o uso de todas as habilidades acima citadas);
- flexibilidade cognitiva
(considerar diversos pontos de vista, aprender rapidamente e mudar de
estratégia quando as estratégias previamente aprendidas já não surtem
mais o efeito desejado);
- manutenção do foco e
persistência ao alvo (capacidade de manter “na sua mente”, por períodos
que podem ser relativamente longos, o seu objetivo e persegui-lo, mesmo
que precise mudar de estratégias e fazer novas re-avaliações e
planejamentos).
Brinquem junto com suas crianças, adolescentes e até adultos! Fiquem com a mensagem abaixo!
Fontes:
Este post é tradução deste link (inclusive imagens) com adaptações do Estou Autista!
Receita: Bolo de Fubá ...
Receita: Bolo de Fubá
Ingredientes
2 ovos
2 xícaras de leite
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de fubá
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de óleo
2 colheres das de chá de fermento em pó
(use como medida a xícara de chá)
Modo de Preparo
Bata no liquidificador em velocidade alta, os ovos, o óleo, o leite e o açúcar
Quando estiver homogêneo, vá acrescentando a farinha e o fubá
A massa via começar a ficar grossa ,então ajude mexendo com uma colher
Quando estiver tudo bem misturado acrescente o fermento em pó e misture bem
Unte uma assadeira grande de buraco no meio com óleo e açúcar (de preferência cristal)
Leve ao forno médio até dourar
Cerca de 40 minutos
Espete um palito ou faca para ter certeza de estar assado
Quando estiver quase totalmente frio pode desenformar
Fica macio
Não é um bolo de fubá seco
Maravilhoso
http://espacoaprendente.blogspot.com.br
Percepção Espacial - atividades
Fonte:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.319833218137327.76612.239108836209766&type=1
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