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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Evolução humana

Evolução humana

Em oposição ao criacionismo, a teoria evolucionista parte do princípio de que o homem é o resultado de um lento processo de alterações (mudanças). Esta é a idéia central da evolução: os seres vivos (vegetais e animais, incluindo os seres humanos) se originaram de seres mais simples, que foram se modificando ao longo do tempo.
Essa teoria, formulada na segunda metade do século XIX pelo cientista inglês Charles Darwin, tem sido aperfeiçoada pelos pesquisadores e hoje é aceita pela maioria dos cientistas.
Após abandonar seus estudos em medicina, Charles Darwin (1809 – 1882) decidiu dedicar-se às pesquisas sobre a natureza. Em 1831 foi convidado a participar, como naturalista, de uma expedição de cinco anos ao redor do mundo organizada pela Marinha britânica.
Em 1836, de volta  à Inglaterra, trazia na bagagem milhares de espécimes animais e vegetais coletados em todos os continentes, além de uma enorme quantidade de anotações. Após vinte anos de pesquisas baseadas nesse material, saiu sua obra prima: A Origem das Espécies através da seleção natural, livro publicado em 1859.
A grande contribuição de Darwin para a teoria da evolução foi a idéia da seleção natural. Ele observou que os seres vivos sofrem modificações que podem ser passadas para as gerações seguintes.
No caso das girafas, ele imaginou que, antigamente, haveria animais de pescoço curto e pescoço longo. Com a oferta mais abundante de alimentos no alto das árvores, as girafas de pescoço longo tinham mais chance de sobreviver, de se reproduzir e assim transmitir essa característica favorável aos descendentes. A seleção natural nada mais é, portanto, do que o resultado da transmissão hereditária dos caracteres que melhor adaptam uma espécie ao meio ambiente. [...]
A idéia seleção natural não encontrou muita resistência, pois explicava a extinção de animais como os dinossauros, dos quais já haviam sido encontrados muitos vestígios. O que causou grande indignação, tanto nos meios religiosos quanto nos científicos, foi a afirmação de que o ser humano e o macaco teriam um parente em comum, que vivera há milhões de anos. Logo, porém surgiria a comprovação dessa teoria, à medida que os pesquisadores  descobriam esqueletos com características intermediárias entre os humanos e os símios.

As etapas da evolução humana

Primatas: Os mais antigos viveram há cerca de 70 milhões de anos. Esses mamíferos de pequeno porte habitavam as árvores das florestas e alimentavam-se de olhas e insetos.
Hominoides: São primatas que viveram entre aproximadamente 22 e 14 milhões de anos atrás. O procônsul, que tinha o tamanho de um pequeno gorila, habitava em árvores, mas também descia ao solo; era quadrúpede, isto é, locomovia-se sobre as quatro patas. Descendente do procônsul, o kenyapiteco às vezes endireitava o corpo e se locomovia sobre as patas traseiras.
Hominídeos: Família que inclui o gênero australopiteco e também o gênero humano. O australopiteco afarense, que viveu há cerca de 3 milhões de anos, era um pouco mais alto que o chimpanzé. Já caminhava sobre os dois pés e usava longos braços se pendurar nas  árvores. Mais alto e pesado, o australopiteco africanoviveu entre 3 milhões e 1 milhão de anos. Andava ereto e usava as mãos para coletar frutos e atirar pedras para abater animais.
Homo habilis: Primeiro hominídeo do gênero Homo. Viveu por volta de 2 milhões de anos a 1,4 milhões de anos atrás. Fabricava instrumentos simples de pedra, construía cabanas e, provável,ente, desenvolveu, uma linguagem rudimentar. Seus vestígios só foram encontrados na África.
Homo erectus: Descente do Homo habilis, viveu entre 6 milhões de anos e 150 mil anos atrás. Saiu da África, alcançando a Europa, a Ásia e a Oceania. Fabricava instrumentos de pedra mais complexos e cobria o corpo com  peles de animais. Vivia em grupos de vinte a trinta membros e utilizava uma linguagem mais sofisticada. Foi o descobridor do fogo.
Homem de Neandertal: Provável descendente do Homo erectus, viveu há cerca de 200 mil a 30 mil anos. Habilidoso, criou muitas ferramentas e fabricava armas e abrigos com ossos de animais. Enterrava os mortos nas cavernas, com flores e objetos. Conviveu com os primeiros homens modernos e desapareceu por motivos até hoje desconhecidos.
Homo sapiens:  Descendente do Homo erectus, surgiu entre 100 mil e 50 mil anos atrás. Trata-se do homem moderno. Espalhou-se por toda a Terra, deixando variados instrumentos de pedra, osso e marfim. Desenvolveu a pintura e a escultura.

É preciso lembrar, porém, que esse painel não está completo. Ele apenas resume o que foi possível concluir a partir dos fósseis estudados até hoje. Ainda faltam muitas peças no quebra cabeça  da evolução humana, por exemplo, o tão procurado "elo perdido", aquele espécime com características de primatas e de humanos, que explicaria um importante passo da humanidade em sua fascinante aventura sobre a Terra.
http://www.sohistoria.com.br/ef2/evolucao/p2.php

Teorias sobre a origem do homem americano e brasileiro

Teorias sobre a origem do homem americano e brasileiro

Chegando à América

A hipótese tradicional propõem que o ser humano chegou ao continente americano atravessando uma ponte de gelo ou terras emersas na região do Estreito de Bering, entre os atuais Estados Unidos e Rússia.
Segundo essa hipótese, alguns cientistas afirmam que a chegada dos primeiros grupos teria acontecido há cerca de 20 mil anos, durante a última glaciação, época em que a temperatura do planeta esteve extremamente baixa e as geleiras avançaram dos pólos em direção ao equador.
Esses primeiros ocupantes da América, que teriam vindo das atuais Mongólia e Sibéria, na Ásia, seriam caçadores e estariam perseguindo suas presas quando fizeram a travessia para a América do Norte. Tudo indica que, naquele momento, o nível do mar estava aproximadamente 150 metros mais baixo do que atualmente, formando assim uma sólida faixa de gelo. Essa camada de gelo teria se desfeito quando a temperatura do planeta subiu, dando origem ao atual Estreito de Bering.
A migração de seres humanos através do Estreito de Bering não pode ser descartada, mas é provável que tenham existido outros caminhos. É possível também que homens e mulheres tenham chegado ao continente americano muito antes dessa data.

O homem brasileiro

Ainda não se sabe ao certo quando os primeiros grupos humanos começaram a povoar o território brasileiro.
Durante muitos anos, esses grupos forma crescendo e avançando em todas as direções do continente, ocupando inclusive o território que hoje é o Brasil. Como eram nômades, deslocavam-se de um lugar para o outro, alimentando-se de animais, peixes, frutas e raízes.
Eles percorreram o continente em direção ao sul, acompanhando rebanhos de animais e caçando bisões, mamutes, castores e preguiças gigantes. Os cientistas encontraram fósseis desses animais e pontas de flechas que indicam os caminhos por onde andaram nossos antepassados.
Com o passar do tempo, alguns grupos foram se fixando em diferentes lugares. Passaram a domesticar animais e a cultivar a terra, formando pequenas aldeias.
Muitos cientistas afirmam que os grupos humanos já estavam aqui a 12 mil anos. Outros falam em 25 mil anos. O fato é que trabalhos recentes mostram que há 10 mil anos o Brasil não era um deserto de gente. Diferentes povos já haviam se espalhado por regiões como a Amazônia, o Nordeste, o Pantanal e o Cerrado.

Vestígios da humanidade

Os fósseis são as principais fontes de informação utilizadas pelas pessoas que estudam a origem da humanidade.
O fóssil não é parte do ser vivo. Alguns minérios, com o tempo substituem o material orgânico, preservando a forma original do ser vivo. Então, dá-se o nome de fóssil às formas petrificadas ou endurecidas dos seres vivos, com pelo menos 10 mil anos.
http://www.sohistoria.com.br/ef2/origemhomem/

JOVEM GESTANTE COMETE SUICÍDIO EM INDAIAL, NO BAIRRO WARNOW.JOVEM DE VINTE E SEIS ANOS FOI ENCONTRADA DEPENDURADA APÓS COMETER SUICÍDIO.

POR VOLTA DAS 10:30 HORAS DA MANHÃ DE HOJE (09/06) UMA JOVEM DE VINTE E SEIS ANOS FOI ENCONTRADA DEPENDURADA APÓS COMETER SUICÍDIO, O FATO ACONTECEU NA RUA ARTHUR HOESCHL, NO BAIRRO WARNOW EM INDAIAL.

Por volta das 11:33 horas, o CBVI (Corpo de Bombeiros Voluntários de Indaial) comunicou a Polícia Civil de Indaial que uma jovem tinha sido encontrada, já sem sinais de vida, enforcada no banheiro de sua residência.
A partir da verificação do fato, a Polícia Civil acionou a Perícia e o IML para a remoção do corpo da jovem, este que foi conduzido para o IML de Blumenau.

A vítima estava grávida

Conforme depoimentos de familiares, a vítima de iniciais D.J.H. estava grávida, com cerca de quatro meses de gestação.

Segundo informações, a jovem estava casada havia mais de dez anos, e antes da gravidez ela fazia uso constante de calmantes, e consta ainda que após a gravidez ela teria deixado de usar esses medicamentos.

O Marido Estranhou que a esposa não atendeu o telefone

O marido de iniciais A. A. J. teria saído para trabalhar cedo, e como costumava fazer diariamente ele ligava por volta das 10:00 hs para saber como estava sua esposa, que hoje não foi diferente e por volta das 10:00 hs ele telefonou para saber notícias da esposa.

Segundo o marido, ele estranhou que a esposa não atendeu o telefone, e dessa forma ele fez contato com seu pai e pediu que ele fosse até a casa deles verificar pessoalmente.

Tempos depois o Pai chegou em seu local de trabalho dando a notícia do suicídio de seu esposa.


O Pai do marido e sogro da vítima foi quem encontrou o corpo

O sogro da vítima e pai do marido da mesma de iniciais A. L. J., após o pedido de seu filho, dirigiu-se até a residência do casal, lá chegando, ele teria encontrado o portão da casa fechado, então ele chamou pela jovem e a mesma não lhe atendeu. Diante disso ele pulou o muro da residência e após entrar na casa encontrou a nora enforcada no banheiro e já sem os sinais vitais.

Imediatamente ele acionou os Bombeiros Voluntários de Indaial que rapidamente chegaram ao local e constataram o suicídio, diante disso, o Pai foi avisar o seu filho pessoalmente em seu local de trabalho.

http://www.valealternativo.com.br/n/888/jovem-gestante-comete-suicidio-em-indaial#

Guerra de Canudos

Guerra dos Canudos


A chamada Guerra de Canudosrevolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.

Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.

Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens. A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas.

Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.

A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções.


Povoação de Canudos, Bahia, Brasil.

A figura de Antônio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos. Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".

A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia de esmolas, e viajava pelo Sertão.
O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas idéias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

Campanha militar

A primeira reação oficial do governo da Bahia deu-se em outubro de 1896, quando as autoridades de Juazeiro apelaram para o governo estadual baiano em busca de uma solução. Este, em novembro, mandou contra o arraial um destacamento policial de cem praças, sob o comando do tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Os conselheiristas, vindo ao encontro dos atacantes, surpreenderam a tropa em Uauá, em 21 de novembro, obrigando-a a se retirar com vários mortos. Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial.

Comandada pelo major Febrônio de Brito, em janeiro de 1897, depois de atravessar a serra de Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos jagunços, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa.

Na capital do país, o governo federal ante este fato e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi mortalmente ferido e passou o comando para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.

No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897 então, providenciou-se a quarta e última expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época. No decorrer da luta, o próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo, base das operações.

O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Após várias batalhas, a tropa conseguiu dominar os jagunços, apertando o cerco sobre o arraial. Depois da morte de Conselheiro (supõe-se que em decorrência da desinteria), em 22 de setembro, parte da população de mulheres, crianças e idosos foi colocada à disposição das tropas federais, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado.

Em tal momento de rendição, há relatos de que foi instituída, suspeitadamente por oficiais de baixa patente do exército, o que se denominou de pena da "gravata vermelha" - execução sumária de prisioneiros já subjugados, que eram posicionados de joelhos e degolados. Estima-se que parte da população civil rendida, que ainda não havia sido dizimada pela fome e pelas doenças no arraial, e não somente os prisioneiros combatentes, tenha sido executada dessa forma por tropas federais, o que constituiu num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.

O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.

Consequências da Guerra dos Canudos


Antônio Conselheiro morto, em sua única foto conhecida.

O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

População sobrevivente do conflito em Canudos

Dica de filme e livro:  A Guerra de Canudos foi imortalizada por Euclides da Cunha na sua obra Os Sertões, publicada em 1902, e que inspirou Mario Vargas Llosa a escrever seu romance "A Guerra do Fim do Mundo", 1980. Além disso, a guerra inspirou muitos filmes, entre eles o de longa-metragem Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende, 1997.






http://www.sohistoria.com.br/

Ética e Morte: Falando de morte com os alunos.

Ética e Morte: Falando de morte com os 

alunos.

Atividade: 


AS HISTÓRIAS INFANTIS E A MORTE

Para esta atividade, leve os alunos até o Laboratório de Informática da escola. Peça que se organizem em grupos e, com a colaboração do professor responsável, leiam algumas histórias infantis que abordam questões como perdas, separações e ausências, procurando reconhecer as ideias subjacentes à concepção de morte em cada história. Deverão registrar o trabalho realizado por eles nos cadernos!

Sugestão de links de histórias:


Após a realização dos trabalhos, peça aos grupos para socializar com toda a classe as ideias e as análises realizadas por eles, referentes à concepção de morte nas histórias lidas. 

Nesse momento, o professor poderá incrementar o debate, abordando alguns aspectos que possibilitam uma análise crítica sobre a relação entre as histórias lidas e as ideias de morte.

Sugestão de questões: 
  •   Vocês conseguiram perceber o contraste entre as histórias clássicas da literatura infantil e as de Clarice Lispector, na forma de abordar a morte? Como cada uma delas trata a questão da morte?
  • Em quais histórias vocês puderam reconhecer o caráter protetor dado às crianças, evitando a experiência de dor da perda?
  • Que histórias abordam a morte de forma reversível, como aquelas dos heróis imortais dos desenhos? 
  • Em quais histórias puderam reconhecer a concepção de morte como um acontecimento universal e irreversível? Dentre outras.
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=452

Festas juninas: seu significado e seus símbolos

Festas juninas: seu significado e seus 

símbolos

Atividade


1. Leitura do Texto a seguir: 

Existem duas explicações para o nome Festa Junina. A primeira diz que este nome surgiu porque as festividades acontecem durante o mês de junho. A outra explicação diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seria uma homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, essa festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, quando o Brasil era governado por Portugal. Mas outros povos também influenciaram as nossas festas juninas como os chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada que deu origem às danças de quadrilha. De Portugal e da Espanha teria vindo a dança de fitas, muito comum em festas juninas do Brasil.

Todos esses elementos culturais vindos de Portugal , Espanha e França foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros, dando origem às festas juninas como elas são hoje em dia. 
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora sejam cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, por causa dos riscos de incêndio. As bandeirinhas de papel de seda servem para enfeitar as festas. 

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, existem as simpatias para as mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio” que elas devem comer com toda a fé. Diz a tradição, também, que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca falte comida.

Após a leitura do texto, a professora levantará algumas questões que serão discutidas pelos alunos, que verbalizarão livremente suas ideias, confrontando suas opiniões:

  • Quem já ouviu falar no pão de Santo Antônio? Para que serve?
  • Você sabe o que é "simpatia"? Quem conhece alguma?
  • As festas juninas atuais apresentam brinquedos modernos como pula-pula e tobogãs gigantes. Também trazem comidas que não são típicas, como hambúrgueres, pizzas e outras. O que vocês acham disso?
  • Vocês acham que as festas tradicionais são importantes? Por quê? E a festa do nosso colégio, qual a importância dela?

2.  Produzindo cartazes:

a) Sentados em grupos de três, os alunos criarão cartazes alusivos à Festa Junina em cartolinas ou folhas de papel pardo. Todos os símbolos apresentados no texto deverão aparecer nos trabalhos, acrescentados de outros que eles conhecerem. A professora poderá fornecer aos alunos retalhos de papel colorido, folhas secas de bambu, revistas velhas para que possam tirar imagens interessantes, estimulando sempre os alunos para que façam o melhor possível. Esse trabalho também poderá ser feito em uma aula de Artes, estabelecendo-se, assim, uma relação interdisciplinar.

b) Os cartazes serão expostos no mural da sala ou nos corredores da escola para enfeitá-lo e para que todos possam apreciar os trabalhos. 

Recursos complementares

A professora poderá desenvolver um trabalho muito interessante com os alunos. Ela pedirá que eles pesquisem e tragam para a escola "simpatias". Os alunos, em um grupo maior, apresentarão as que conseguiram para toda a turma. Em seguida, poderão escrevê-las em pequenos cartazes, ilustrando-as, para depois serem expostas pelos corredores da escola.

Oxalá, Axé, Olorum e Candomblé... Você Sabe Qual Religião É?

Oxalá, Axé, Olorum e Candomblé... Você 

Sabe Qual Religião É?

Atividade:


Professor, inicie a aula questionando seus alunos sobre o significado das palavras: Órum, Olorum, Oxalá, Ayê, Ododua, Orixás etc. Questione também sobre a influência da cultura africana na cultura brasileira: quais costumes são preservados ou originaram da cultura africana.

Para contextualizar o tema, o professor poderá utilizar os vídeos "Origens: A cor da cultura: mojubá",  parte 1, 2 e 3, disponíveis em:





Questione seus alunos sobre as diferenças de costume apresentados no vídeo com os ensinamentos aprendidos sobre a formação do mundo, os santos, os costumes etc. Discuta também os pontos que mais chamaram a atenção dos alunos.

Após esta analise do vídeo, cada aluno terá que fazer uma redação sobre as percepções encontradas no vídeo e a relação com a sua formação: familiar, social, local etc. O texto deve ser postado no blog do aluno. 

Atenção professor! Incentive seus alunos para criação de blogs. A ferramenta estimula a escrita, reflexão, discussão sobre diversos temas, a articulação das ideias, o trabalho criativo, cooperativo e colaborativo. O aluno passa a ser mais ativo e reflexivo diante das informações. Caso ele tenha dificuldades para utilizar a ferramenta, indicamos o tutorial:http://www.sitedaescola.com/aulas_inovadoras/ju/tutorial%20blog.pdf . Para criar um blog, sugerimos aplicativo on-line Blogger: http://www.blogger.com/home

Agora que os alunos já conhecem um pouco mais sobre a religião afro-brasileira é hora da pesquisa! Divida a turma em 14 grupos, cada grupo deverá pesquisar sobre um dos Orixás abaixo:
  • Exú: senhor da comunicação
  • Ogum: senhor dos caminhos e do progresso
  • Oxossi: o grande caçador, provedor da comunidade
  • Ossain: senhor das folhas
  • Omolu: dono da Terra
  • Oxumaré: serpente-arco-íris
  • Xangô: divindade dos raios e trovões
  • Oya-iansã: deusa guerreira
  • Oba: guerreira caçadora
  • Yemanjá: mãe universal
  • Ewá: educadora ética
  • Nana: mãe ancestral
  • Oxum: senhora da fertilidade
  • Oxalá: senhor da paz
Atenção professor! Acompanhe as pesquisa de forma que todo o grupo participe, uma sugestão é criar funções dentro da equipe: pesquisador, iconógrafo, redator, revisor, diagramador etc. Cada aluno ficará responsável por pesquisar um item do tema, mas terá que dominar todo o conteúdo. O avanço e as percepções individuais sobre a pesquisa devem ser publicados no blog do aluno. Os grupos além de postar o texto escrito, deverão utilizar imagens, áudios e vídeos sobre a temática pesquisada. 

Sobre a Morte e o Morrer

Sobre a Morte e o Morrer

Atividade:


Inicie a aula propondo aos alunos a seguinte questão: 

Para vocês, o que é a morte?

Incentive-os a falar livremente sobre o que pensam acerca da morte e do morrer, registrando na lousa as suas respostas. (Professor, as definições dos alunos podem estar associadas ao imaginário infantil; aos valores familiares, sociais e culturais; às crenças religiosas; à concepção de morte como um fim natural do ciclo da vida, dentre outras). 

Ao final, peça aos alunos que construam o conceito de morte a partir do que disseram e do que foi anotado na lousa pelo professor, copiando-o em seus cadernos. 

Na sequência, exiba aos alunos as imagens sugeridas abaixo. A cada exibição, converse com as crianças sobre o que as imagens poderiam representar e as possíveis relações entre elas e as ideias de morte por elas transmitidas. 



Dando continuidade, para ampliar o conceito de morte criado pela turma, solicite aos alunos que se organizem em grupos. Distribua um texto informativo sobre o tema “morte” para cada grupo, a fim de que leiam e produzam uma síntese sobre os aspectos mais significativos discutidos no texto. Os alunos deverão copiar a síntese produzida pelo grupo no caderno e, ao final, socializá-la com toda a classe. Neste momento, o professor poderá sugerir aos alunos que busquem os pontos de semelhança e diferença entre os textos dos grupos e o conceito de morte elaborado coletivamente por eles, podendo reescrevê-lo, acrescentando novas informações. 

Sugestão de textos: 

Trabalhando com Imagens - Cristianismo e Judaísmo

Trabalhando com Imagens - Cristianismo e 

Judaísmo

Atividade:

Observe as imagens abaixo:
1
2
3
4
5

Agora faça o que se pede:

  • Professor, sugira aos alunos que acessem os links das imagens acima, referentes a passagens bíblicas, para visualizá-las em seu computador.
  • Depois, os alunos devem salvar as imagens no computador e elaborar para cada imagem um título e uma legenda bem criativa.
  • Todos os alunos deverão socializar suas imagens com todos da turma.


Pesquisa:

Apesar de partilhar algumas crenças comuns, o judaísmo e o cristianismo também apresentam importantes diferenças entre si. Proponha aos alunos que formem grupos de até quatro integrantes e que façam uma pesquisa sobre o Judaísmo e o Cristianismo, seguindo o roteiro abaixo:

  • Quais as semelhanças entre o judaísmo e o cristianismo?
  • Quais a diferenças entre o judaísmo e o cristianismo?
  • Por que Jerusalém é importante para judeus e cristãos?
  • Quais são os monumentos em Jerusalém que representam os judeus?
  • Quais são os monumentos em Jerusalém que representam os cristãos?
  • No Brasil, há uma cidade que também é considerada sagrada para os fiéis de uma religião?
  • Depois, os alunos deverão montar uma apresentação com os dados e imagens da pesquisa.
  • Os grupos deverão socializar suas apresentações com todos da turma.
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=462

Vários são os olhares sobre a morte

Resultado de imagem para Vários são os olhares sobre a morte

Vários são os olhares sobre a morte

Atividade:



Para iniciar esta atividade, leve os alunos até o Laboratório de Informática da escola. Lá chegando, peça que se organizem em grupos para a realização de um trabalho de pesquisa sobre os olhares de diferentes culturas acerca da morte. 

Com a colaboração dos professores de História, Geografia, Língua Portuguesa, Filosofia, Educação Artística e Informática da escola, cada grupo deverá pesquisar sobre uma determinada cultura para conhecer os rituais, as crenças, os costumes, as tradições e os significados atribuídos à morte pelos diferentes povos. 

Na sequência, os grupos deverão produzir um “dossiê” sobre as curiosidades e as peculiaridades culturais diante da morte. Os “dossiês” poderão ser ilustrados com fotos, gravuras, desenhos, pinturas, dobraduras, dentre outros e, posteriormente, divulgados num encontro com a comunidade escolar. 

A morte na Cultura Ocidental:



A morte na cultura oriental:



A morte na cultura indígena:



A morte na cultura africana:




http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=466