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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Desmatamento na Amazônia cai 21%, mas aumenta 22% em unidades de conservação

Desmatamento na Amazônia cai 21%, mas aumenta 22% em unidades de conservação

Vista aérea de floresta e rios da Amazônia. Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano, interrompendo as sucessivas altas verificadas nos últimos cinco anos, apontam dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados hoje (22). Entre agosto de 2016 a julho de 2017 foi desmatada uma área de 2.834 quilômetros quadrados (km²). No período anterior, o acumulado chegou a 3.579 km². Apesar da melhora, a área desmatada corresponde a quase ao dobro do território da cidade de São Paulo (a capital paulista tem área de 1.521 km²). Já o desmatamento em unidades de conservação subiu 22%.

De acordo com Antônio Victor, pesquisador do Imazon, um dos motivos que podem explicar essa redução é o fato de a base de comparação do ano anterior ser alta. “Em 2016 tivemos a maior área já desmatada em um ano. Foi o maior pico de desmatamento já detectado pelo SAD desde 2008. Estamos comparando 2017 com um número bastante elevado”, disse. Além disso, ele destaca que, apesar de ser importante o recuo no desmatamento, o volume ainda impressiona. “É uma área considerável, pensando que o objetivo do Brasil é reduzir a zero.”

Unidades de conservação

A maioria das áreas desmatadas estão em terras privadas (61%) , seguida pelos assentamentos (15%) e terras indígenas (2%)Arquivo/Agência Brasil

Victor também chama atenção para o aumento do desmatamento em unidades de conservação. Em julho, foi a segunda área mais afetada, com 22% do total. “Há grande incidência do crescimento de alertas, nos últimos anos, na região do sul do Amazonas, envolvendo o estado do Amazonas e de Rondônia, onde há uma concentração de unidades de conservação, que estão sofrendo forte pressão para redução, alteração dos limites ou mesmo a extinção”, disse.

A maioria das áreas desmatadas estão em terras privadas (61%) , seguida pelos assentamentos (15%) e terras indígenas (2%) .

O levantamento, feito mensalmente, considera o período de agosto a julho por reunir os períodos de maior e menor quantidades de chuvas. “A chuva é um fator importante na logística de quem pratica o desmatamento, pois dificulta muito o acesso”, explicou. Victor explica que, historicamente, nos meses de julho a outubro – o verão amazônico, período com menos precipitações – costuma aumentar o desmatamento. “Se forem tomadas medidas de controle, fiscalização e de punição, tende a passar a mensagem que o Estado está atuante e tende a levar a uma redução”, disse.

Dados

Em julho deste ano, o SAD detectou 544 km² desmatados na Amazônia Legal – área que engloba os sete estados da Região Norte, o Mato Grosso e parte do Maranhão. O valor é semelhante ao verificado em julho de 2016, quando foram verificados 539 km².

No período entre agosto de 2016 a julho de 2017, Mato Grosso é o estado que lidera em volume de desmatamento, com 810 km², mas reduziu 15% em um ano. Em seguida está o Pará, com 714 km², uma queda de 31% em relação aos 1.030 km² somados em 2016. A mair diminuição foi detectada em Roraima, que passou de 71 km² para 45 km², um decréscimo de 37%.

O monitoramento oficial do desmatamento na Amazônia é feito pelo Sistema Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada anualmente. Ainda não há dados de 2016/2017. Victor explica que os modelos de monitoramento não permitem comparação, pois utilizam metodologias diferentes.

Fiscalização

Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a queda no desmatamento reflete o “reforço na fiscalização”. “A presença do Estado na Amazônia está muito forte e os resultados já estão sendo sentidos”, disse por meio de nota.

Entre as medidas destacadas pelo ministro está a recomposição orçamentária do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Pela primeira vez, recursos do Fundo Amazônia foram destinados para ações adicionais de comando e controle”, diz o texto.

Sarney Filho também apontou o incentivo ao desenvolvimento sustentável na região. Segundo ele, além das operações de fiscalização, é necessário estabelecer medidas para fortalecer a economia e a conservação ambiental na região. “Estamos implantando um modelo sustentável que valoriza a floresta em pé”, disse.

* Matéria atualizada às 19h49 para acréscimo da posição do Ministério do Meio Ambiente
Fonte – Camila Maciel, edição Fábio Massalli, Agência Brasil de 22 de agosto de 2017

Repensar, recusar, reduzir, consertar para reutilizar, compartilhar e finalmente, reciclar

Repensar, recusar, reduzir, consertar para reutilizar, compartilhar e finalmente, reciclar



Lâmpadas led recuperadas

Há alguns meses, um amigo nosso encerrou as atividades da empresa de importação de lâmpadas LED, que gerou uma quantidade grande de lâmpadas que foram trocadas em garantia e estavam queimadas. Essas lâmpadas teriam como destino final o aterro sanitário. Vendo aquela grande quantidade de lâmpadas, pensamos que deveríamos criar alguma maneira de consertar estas lâmpadas para reusá-las.

Procuramos na internet e não havia nada a respeito. Desmontamos e estragamos algumas até aprender como funcionavam, assim conseguimos recuperar algumas delas. Com isso, conseguimos recuperar aproximadamente 300 lâmpadas LED de aproximadamente 900 lâmpadas queimadas.

Com esta iniciativa da FUNVERDE, elas foram consertadas e poderão cumprir novamente sua finalidade, preservando o meio ambiente da extração de novos recursos naturais finitos no planeta. Lâmpadas LED tem alguns minerais que estão acabando no planeta: cobre em aproximadamente 30 anos, índio em aproximadamente 10 anos.

Sabemos que para se comprar uma lâmpada LED nova, o valor pode variar entre doze reais a vinte e cinco reais. Como estamos junto com as cooperativas de reciclagem desde 2010 e sabendo da situação financeira dos cooperados, resolvemos doar um lote de cinco lâmpadas para cada família de reciclador das cooperativas.

Além de gerar uma qualidade de luz confortável, as lâmpadas LED são até 90% mais econômicas que as incandescentes e proporcionam uma redução de cerca de 30% na fatura de energia elétrica. Outra vantagem é a sua durabilidade, muito maior do que as outras lâmpadas.

Não temos ideia de quanto tempo ainda irão durar estas lâmpadas recuperadas, mas com certeza, neste tempo, irão reduzir o valor da conta de energia elétrica, gerando economia para estas pessoas e ao mesmo tempo, gerar economia de energia para o sistema elétrico brasileiro, evitando que se construam novas usinas e assim impactando menos o ambiente.

Repensar, recusar, reduzir, consertar para reutilizar, compartilhar e finalmente, reciclar. Essas e outras ideias opostas ao consumismo inconsequentemente e a exploração desenfreada dos recursos naturais são ações e valores defendidos e praticados pela FUNVERDE para que as próximas gerações encontrem um planeta habitável.





























Fonte – Instituto FUNVERDE
http://www.funverde.org.br/blog/repensar-recusar-reduzir-consertar-para-reutilizar-compartilhar-e-finalmente-reciclar/

A máquina que move o desmatamento da Amazônia


A máquina que move o desmatamento da Amazônia
Criação ilegal de gado na Floresta do Jamanxim, Pará: tramita no Congresso projeto para reduzir proteção

Pecuária avança por áreas protegidas e está por trás de 65% do desflorestamento. No Amazonas, moradores de unidades de uso sustentável tentam conter destruição da mata

Na lógica que move a destruição da Floresta Amazônica, ainda é raro encontrar histórias de transformação como a de Roberto Brito de Mendonça, de 43 anos. Foram necessários 100 anos para que se rompesse – por suas mãos – uma vocação que parecia natural na família: o desmatamento ilegal.

Aos 12 anos, iniciado pelo pai e o avô, derrubou sua primeira árvore, às margens do rio Negro, no Amazonas. Trinta anos depois, abandonou a motosserra – e a ilegalidade. “Eu era revoltado com o governo que nos pedia para preservar. Na minha ignorância, eu falava: ‘Não estou nem aí, quero aproveitar a floresta da forma que eu conheço'”, conta Roberto, que dependia da madeira para sustentar a família.

A comunidade onde ele vive está dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata e o modo de vida das populações tradicionais. Com 103 mil hectares e 693 famílias espalhadas por 19 vilarejos, a unidade de conservação, no entanto, não está livre do risco.

“Hoje já temos a pressão de grandes fazendeiros migrando dos estados do Pará e Rondônia para o Amazonas, com grandes empresários fazendo investimentos”, afirma Renê Luis de Oliveira, coordenador-geral de fiscalização ambiental do Ibama.

Em toda a Amazônia Legal, a sistemática do desmatamento segue um roteiro conhecido pelos fiscais: o invasor derruba a floresta em terra pública, vende madeira para se capitalizar, planta capim e coloca o gado. Mais tarde, as terras de interesse da agricultura dão lugar ao cultivo de soja, arroz e milho.

O método “boivigia”

Em sobrevoos de fiscalização, é possível avistar áreas desmatadas sem qualquer construção –apenas os bois vigiam o terreno. “Os grileiros invadem esperando, um dia, a regularização fundiária de uma terra que é pública”, afirma Oliveira.

O rebanho bovino na Amazônia Legal saltou de 37 milhões de cabeças em 1995, o que era equivalente a 23% do total nacional, para 85 milhões em 2016 – cerca de 40%. “A pecuária para a criação de gado é a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amazônia, ocupando 65% da área desmatada”, afirma o estudo recente do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

Marlene Alves da Costa, uma das lideranças comunitárias na RDS Rio Negro, já precisou barrar invasores que queriam trazer gado para as terras. “Gado aqui é proibido. O que ainda acontece é o roubo de madeira. Cortam de dia, escondido, e levam embora à noite. Mas nós denunciamos”, conta.

Os moradores tradicionais de Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Rondônia, não conseguiram o mesmo. Segundo o Ibama, trata-se de uma unidade de conservação mais desmatada do estado. “Fazendeiros tomaram conta. São mais de 50 mil cabeças de gado na reserva”, relata Oliveira.

As áreas ocupadas por populações tradicionais, extrativistas, não barram os invasores. “É comum a gente verificar aliciamento desses povos dentro das reservas extrativistas e de uso sustentável. Eles acabam vendendo sua terra e, muitas vezes, são até afugentados pelos grandes proprietários”, relata Oliveira. “É muito complexo”.

Alvo fácil para grileiros

As florestas públicas sem destinação são o alvo mais fácil para os grileiros e seus bois. “São 60 milhões de hectares de florestas não destinadas na Amazônia. São terras públicas que estão à mercê da grilagem”, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em Desmatamento Zero do Greenpeace. O tamanho da área em questão equivale a quase o dobro do território da Alemanha.

“Os povos da floresta são fundamentais para a conservação. Qualquer planejamento tem que levar em consideração as populações tradicionais, os indígenas, garantir o direito à terra e atividades econômicas que mantenham a floresta em pé”, diz Mazzetti a favor do aumento das unidades de conservação.

A pecuária não entraria nesta lista. O controle dessa atividade, inclusive, virou prioridade para coibir a destruição do ecossistema. Em mais de um ano de investigação, o Ibama multou 14 frigoríficos que compraram produtos vindos de áreas desmatadas ilegalmente ou embargadas.

Mazzetti destaca ainda o peso da política: “É fundamental que o governo não aprove medidas que sigam na direção contrária. E o que a gente vê é o contrário: propostas discutidas no Congresso que dão a expectativa de redução de unidades de conservação, ou desafetação, o que acaba contribuindo com a invasão dessas áreas.”

Após a aprovação da chamada MP da Grilagem (MP 759/16), tramita no Congresso o projeto que reduz a proteção na Floresta Nacional do Jamanxim, Pará. Na última quarta-feira, o governo federalpublicou um decreto que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. A reserva, criada em 1984, possui cerca de 47 mil quilômetros quadrados.

Desmatamento e vocação

Embora o balanço divulgado pelo Imazon tenha apontado queda de 21% do desmatamento entre agosto de 2016 e julho de 2017, a situação não é de alívio. “A gente ainda está em 2017 muito aquém de onde deveríamos estar para dizer: ‘Estamos no rumo da eliminação do desmatamento e de cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris'”, comenta Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Para ele, Brasília erra ao mandar o seguinte recado: “Com a anistia do Código Florestal, da grilagem, de invasão de áreas protegidas, retirada de direitos de povos indígenas, flexibilização de leis ambientais, eles mostram que o crime florestal compensa.”

Rittl dirige a crítica ao governo Temer e às concessões à bancada ruralista. “O chefe da bancada, inclusive, se esquece que a agricultura, que ele em tese defende, depende de água, que depende de floresta. Então preservar floresta nada mais é que assegurar um serviço ambiental para a produção agrícola nacional”, comenta, sobre a entrevista concedida pelo deputado e chefe da bancada ruralista Nilson Leitão à DW Brasil. “Ele demonstrou ter uma visão muito míope sobre o papel das florestas.”

Das margens do rio Negro, Roberto acompanha preocupado esses embates. O ex-desmatador, agora empreendedor, espera que nada atrapalhe sua nova vocação. Para ele, é a falta de conhecimento que atiça o instinto de destruição. “Passamos 100 anos para descobrir que a floresta tem valor”, menciona, lembrando a história de sua família. “O meu sonho é que as pessoas locais tenham a mesma oportunidade. Porque é através das pessoas locais que a preservação vai começar.”

Fonte – Nadia Pontes, DW de 24 de agosto de 2017 
http://www.funverde.org.br/blog/a-maquina-que-move-o-desmatamento-da-amazonia/

Remover agrotóxicos de alimentos

Remover agrotóxicos de alimentos



Não, não se iluda. Não acredite no que a indústria do veneno quer fazer você acreditar, porque você NAO consegue remover o veneno do seu alimento. A única opção é comprar comida não envenenada, isto é, orgânica!

Existe uma crença que boa lavagem, cloro ou iodo possam remover agrotóxicos dos alimentos. Pelo que se depreende, atualmente ocorre absorção dos agrotóxicos pelo metabolismo das culturas vegetais. Por isso, se imagina que seja tarefa impossível a remoção dos agrotóxicos dos alimentos.

Receitas caseiras a base de água sanitária, água oxigenada, iodo, hipoclorito, bicarbonato e carvão ativado, podem afetar a tireoide.

Os agrotóxicos são substâncias químicas ou biológicas normalmente utilizadas para combater possíveis pragas que podem vir a causar danos aos cultivos. São herbicidas que combatem ervas daninhas, inseticidas que combatem pragas e fungicidas que atuam sobre fungos e uma série de outras substâncias.

Os agrotóxicos são divididos basicamente em grupos de transmissão por contato ou sistêmicos. Os agrotóxicos sistêmicos, mais usados atualmente penetram no fruto desde a seiva e se incorporam ao ácido desoxirribonucleico (DNA) do vegetal. Logo, não podem ser removidos como resíduo físico. Seu acúmulo no organismo leva ao câncer, alergias em geral, doenças generativas e desequilíbrios hormonais. Em gestantes, podem ser teratogênicos e causar má formação fetal.

Higienizar os vegetais é fundamental para eliminar possíveis parasitas contudo, remove apenas parte ínfima dos agrotóxicos usados nos cultivos. Para eliminar micro-organismos biológicos e parasitas em geral, o mais recomendado é deixar de molho em soluções à base de cloro ou cloreto de sódio e permanganato de potássio, produtos tradicionalmente à venda em supermercados e distribuídos gratuitamente em postos de saúde mantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na ausência de ambos, soluções de limão ou vinagre diluídos em água resolvem perfeitamente.

O brasileiro já consome em média 5 litros anuais de agrotóxicos, muitos dos quais proibidos em outros países, que são adulterados e contrabandeados sem qualquer controle. Consumir produtos orgânicos, além de ser mais recomendável para a saúde, fortalece a agricultura familiar, mantém a terra nas mãos de pequenos produtores, não financia a agroindústria de agrotóxicos e de transgênicos e qualquer produtor de fertilizantes sintéticos, que não contaminam apenas os alimentos, mas também o solo e os lençóis freáticos do entorno.

Deixar vegetais de molho no vinagre antes de levá-los à mesa pode ser ótimo para matar micróbios, mas nem sempre vai funcionar quando se quer tirar agrotóxicos de frutas e verduras, relataram especialistas ouvidos por sites de órgãos de comunicação como G1.

Em 15 de 20 culturas analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), foram encontrados ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à agência, como o endossulfan em pepino e pimentão; acefato em cebola e cenoura; e metamidofós em pimentão, tomate, alface e cebola.

Para o engenheiro de alimentos Carlos Eduardo Sassano, professor da Universidade de Guarulhos, o problema seria resolvido se os agrotóxicos fossem utilizados da maneira correta. “Se fossem usados dentro dos padrões permitidos, não teria problema”, defende. Se questiona se existe maneira correta e adequada de manejar esta venenama.

Ocorre lembrar de experiência pessoal emblemática. Colaboradora do serviço de higienização de um grande hospital, referência no centro-oeste brasileiro, dentro de sua concepção humilde e sincera, certa noite numa ala destinada a pacientes com câncer terminal, fez constatação diagnóstica da maior relevância.

Indivíduos de origem europeia, expostos a substâncias cancerígenas desde a primeira revolução industrial, da máquina a vapor, estão exibidos ao contágio de substâncias químicas potencialmente cancerígenas. Aduziu que estes pacientes eram amplamente hegemônicos na referida ala hospitalar.

Cidadãos de origem afrodescendentes, segundo a colaboradora, costumavam ir a óbito por “unha encravada” numa clara alusão de um “chiste”, ”blague” ou pilhéria jocosa.

De 3.130 amostras coletadas pela agência, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade. A dificuldade cresce nas situações em que há penetração da substância.

De acordo com o médico Wanderlei Pignati, as estatísticas não mostram essas doenças relacionadas a agrotóxicos porque é difícil fazer exames para identificar substâncias tóxicas no organismo. “Aqui em Mato Grosso, se eu quiser fazer uma análise de suspeita de resíduos de agrotóxicos no sangue ou na urina, tenho que mandar a amostra para o Rio de Janeiro ou São Paulo”.

Os fabricantes de defensivos agrícolas, por meio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), defendem que os produtores rurais estão cada vez mais preocupados em aplicar corretamente os agrotóxicos.

“A ANDEF considera fundamental tranquilizar a população quanto à segurança dos alimentos tratados com defensivos aplicados de acordo com as recomendações agronômicas e oficialmente registrados”, afirmou a instituição em nota divulgada à imprensa.

A preocupação com resíduos tóxicos na comida ganhou força quando um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) indica a alta presença de agrotóxicos nos alimentos brasileiros.

Segundo Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX) da Faculdade de Medicina da USP, “se o agrotóxico for de superfície, de aplicação limitada à parte externa do alimento, elimina-se o risco na maioria das vezes lavando bem”, diz. Os casos do morango e do tomate, por exemplo, poderiam ser “facilmente resolvidos” assim. Mas como já se viu, hoje os agrotóxicos empregados são predominantemente sistêmicos ou metabólicos.

O médico Wanderlei Pignati, professor de Saúde Ambiental na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é mais cético em relação à água. Para ele, “lavar os alimentos não resolve praticamente nada. Vai eliminar o agrotóxico que tem na casca, mas o grande problema está dentro”, afirma.

Ocorre enfatizar que nada é contra a livre-iniciativa. Que sem dúvida sempre foi e parece que sempre será o sistema que melhor recepciona a liberdade e a democracia. Mas uma nova autopoise sistêmica para o arranjo social, é urgente, principalmente nesta exposição irresponsável a que se submete a vida humana.
 

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Fonte – EcoDebate de 24 de agosto de 2017
http://www.funverde.org.br/blog/remover-agrotoxicos-de-alimentos/

15 plantas que ajudam no controle de pragas na horta

Conheça algumas maneiras de repelir os indesejáveis insetos de forma natural.

Uma boa forma para equilibrar o micro ambiente da sua horta é fugir ao máximo do princípio da monocultura e plantar espécies diversificadas. Em uma floresta por exemplo, existe um ambiente controlado pela diversificação de espécies, sejam elas plantas, fungos, animais, insetos ou bactérias.

Neste caso é apenas uma horta, então uma forma natural e eficiente é a utilização de algumas plantas que possuem efeito de armadilha ou simplesmente repelem as pragas que prejudicam a plantação. Por isso fizemos uma listinha de plantas que auxiliam no controle das pragas mais comuns em hortas orgânicas.


Alecrim (Rosmarinus officinalis): O alecrim é considerado uma planta fácil de se cultivar e muito indicada para jardineiros principiantes, tendo boa tolerância a pragas. O arbusto é capaz de afastar a borboleta-da-couve e a mosca-da-cenoura. A sálvia é uma ótima companheira para o alecrim.

Foto: iStock Photo

Alfavaca: Também conhecida como manjericão de folha larga, esta planta é muito comum no tempero de peixes. Além disso, o seu cheiro forte repele moscas e mosquitos. Mas, atenção, a alfavaca não deve ser plantada perto da arruda.

Foto: iStock Photo

Alho: Além de ser um dos temperos mais utilizados na culinária, cultivar o alho em sua horta é benéfico, principalmente se você cultivar tomates. A planta atua como um repelente para pragas que costumam atacá-los.

Foto: iStock Photo

Anis (Pimpinella anisum): Também conhecida como erva-doce, seu caule é muito utilizado em saladas e sua fruta em forma de semente é usada em confeitaria e em licor. O anis tem a capacidade de repelir as traças.

Foto: iStock Photo

Arruda (Ruta graveolens): Repele formigas e ratos, assim como o Poejo.

wallygrom
Capuchinha (Tropaeolum majus): Também conhecida popularmente como chagas, flor-do-sangue e agrião-do-méxico, é uma flor que pode ser comestível, desde que seja cultivada sem o uso de agrotóxicos. Ela repele nematóides, serve como planta-isca para afídeos (piolhos) e vermes que atacam e matam as plantas e insetos.

Foto: iStock Photo

Cheiro-de-mulata: Conhecida pelos nomes de catinga-de-mulata, tanaceto, atanásia ou erva-de-São-Marcos, o aroma forte desta planta medicinal repele insetos voadores. Ela pode ser plantada em toda área da horta. A erva ainda é utilizada para fazer a água de cheiro, utilizada pela religião do Candomblé, por isso seu apelido, cheiro-de-mulata.

Foto: iStock Photo

Citronela (Cymbopogon): É eficaz contra moscas, mosquitos e formigas. Repele também o Aedes aegypti.

Starr Environmental

Coentro (Coriandrum sativum): O coentro, muito utilizado na culinária brasileira, principalmente no norte e nordeste, é eficiênte no contole de pulgões e ácaros.

Foto: iStock Photo

Cosmos (Cosmos bipinnatus): Tenho visto o pessoal utilizar muito esta espécie que atrai polinizadores, repele nematoides e afasta lagartas que atacam a couve, rúcula e brócolis. Além de produzirem belas flores, é claro.

somosverdes – Fernando Pereira

Gerânio: Além de serem muito bonitos e possuirem diversas cores de flores, os gerânios ajudam a proteger o jardim, pois a espécie é um repelente natural de insetos.

Foto: iStock Photo

Hortelã (Mentha sp): A planta herbácea é muito cultivada em todo o mundo devido às suas essências aromáticas. O cheiro da hortelã repele lepidópteros, como a borboleta-da-couve, formigas e ratos. É uma boa opção cultivar a hortelã nas bordas das lavouras.

Foto: iStock Photo

Losna (Artemisia absinthium): Planta medicinal, também conhecida como Absinto, Erva-do-fel, Alenjo, Erva-de-santa-margarida, Sintro ou Erva-dos-vermes. Além de possuir odor inseticida, ela afasta animais de sua horta.

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Manjericão (Ocimum basilicum): As folhas do manjericão são muito utilizadas para molhos e temperos. O seu odor, além de muito agradável, ajuda a repelir moscas e mosquitos.

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Sálvia (Salvia officinalis): Repele a mariposa do repolho.

Tagete ou cravo-de-defunto (Tagetes erecta): Vulgarmente conhecido como cravo-de-defunto, por possuir odor considerado forte e até desagradável, ele é um ótimo repelente natural de muitos insetos em especial para mosca-branca e protege contra os nematóides.



Tomilho (Thymus vulgaris): A planta, muito utilizada na culinária em temperos de carnes e molhos, requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O arbusto do tomilho tem poder de afastar a borboleta-da-couve, considerada praga em algumas plantas cultivadas, principalmente da couve, couve-flor e brócolis, onde as lagartas desfolham a planta, evitando que a lagarta devore-as.

Foto: iStock Photo
 
http://www.funverde.org.br/blog/page/48/

Por que a Amazônia é vital para o mundo?

Por que a Amazônia é vital para o mundo?

Floresta leva umidade para toda a América do Sul, influencia regime de chuvas na região, contribui para estabilizar o clima global e ainda tem a maior biodiversidade do planeta.


A decisão do governo brasileiro neste mês de extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), abrindo uma área na Amazônia do tamanho do território da Dinamarca para exploração mineral, recebeu críticas acirradas não só de ambientalistas, mas também repercutiu fortemente na mídia internacional antes de ser suspensa pela Justiça Federal.

A CNN, por exemplo, criticou a medida e lembrou que o desmatamento e a mineração estão destruindo a floresta num ritmo impressionante. Mas, afinal, por que a preservação da Floresta Amazônica interessa tanto ao mundo? O fato é que a Amazônia influencia o equilíbrio ambiental de todo o planeta e tem papel fundamental na economia do Brasil. Entenda por quê.

Regime de chuvas

A área da Floresta Amazônica, ao contrário de ser improdutiva, produz imensas quantidades de água para o restante do país. Os chamados "rios voadores", formados por massas de ar carregadas de vapor de água gerados pela evapotranspiração na Amazônia, levam umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Esses rios voadores também influenciam chuvas na Bolívia, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai e até no extremo sul do Chile. A umidade vinda da Amazônia e os rios da região alimentam regiões que geram 70% do PIB da América do Sul.

Segundo estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro pode bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água em forma de vapor por dia – mais que o dobro da água usada diariamente por um brasileiro. Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, pode evapotranspirar mais de 1.000 litros por dia, bombeando água e levando chuva para irrigar lavouras, encher rios e as represas que alimentam hidrelétricas no resto do país.

Assim, preservar a Amazônia é essencial para o agronegócio – o mesmo que devasta a floresta –, para a produção de alimentos e para gerar energia no Brasil.

O desmatamento prejudica a evapotranspiração e, por consequência, a rota desses rios, podendo afetar assim o regime de chuvas no restante do país e diversas atividades econômicas. Como resultado do desmatamento, até 65% da Amazônia corre o risco de se transformar em savana ao longo dos próximos 50 anos.

Além disso, o Rio Amazonas é responsável por quase um quinto das águas doces levadas aos oceanos no mundo.

Mudanças climáticas

A Amazônia e as florestas tropicais, que armazenam de 90 bilhões a 140 bilhões de toneladas métricas de carbono, ajudam a estabilizar o clima em todo o mundo. Só a Floresta Amazônica representa 10% de toda a biomassa do planeta.

Já as florestas que foram degradadas ou desmatadas são as maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa depois da queima de combustíveis fósseis. Isso porque as florestas saudáveis têm uma imensa capacidade de reter e armazenar carbono, mas o desmatamento para o uso agrícola ou extração de madeira libera gases do efeito estufa para a atmosfera e desestabiliza o clima.

Vale lembrar que 2016 foi o terceiro ano consecutivo a ser considerado o mais quente da história. O Acordo de Paris, cujo objetivo é manter o aquecimento da temperatura média do planeta abaixo de 2°C, passa necessariamente pela preservação de florestas.

Dados da ONU de 2015 mostram o Brasil como um dos dez países que mais emitem gases do efeito estufa no mundo, com 2,48% das emissões. Para cumprir suas metas de redução de emissões dentro do acordo internacional, o Brasil se comprometeu a alcançar, na Amazônia brasileira, o desmatamento ilegal zero até 2030 e a compensação das emissões de gases de efeito de estufa provenientes da supressão legal da vegetação até 2030.

Equilíbrio ambiental

Como a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia possui a maior biodiversidade, com uma em cada dez espécies conhecidas. Também há uma grande quantidade de espécies desconhecidas por cientistas, principalmente nas áreas mais remotas. Assegurar a biodiversidade é importante porque ela garante maior sustentabilidade natural para todas as formas de vida, e ecossistemas saudáveis e diversos podem se recuperar melhor de desastres, como queimadas.

Preservar a biodiversidade amazônica, portanto, quer dizer contribuir para estabilizar outros ecossistemas na região. O recife dos corais da Amazônia, por exemplo, um corredor de biodiversidade entre a foz do Amazonas e o Caribe, é um refúgio para corais ameaçados pelo aquecimento global por estar em uma região mais profunda.

Segundo o biólogo Carlos Eduardo Leite Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, esse recife poderá ajudar a repovoar áreas degradadas dos oceanos no futuro, mas petroleiras Total e BP têm planos de explorar petróleo perto da região dos corais da Amazônia, ameaçando assim esse ecossistema.

A biodiversidade também tem sua função na agricultura: áreas agrícolas com florestas preservadas em seu entorno têm maior riqueza de polinizadores, dos quais depende a produção de alimentos, como café, milho e soja.

Produtos da floresta

As espécies da Amazônia também são importantes pelo seu uso para produzir medicamentos, alimentos e outros produtos. Mais de 10 mil espécies de plantas da área possuem princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas.

Neste ano, uma pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, mostrou que a planta unha-de-gato, da região Amazônica, além de ser utilizada para tratar artrite e osteoartrose, reduz a fadiga e melhora a qualidade de vida de pacientes em estágio avançado de câncer.

Produtos da floresta são comercializados em todo o Brasil, como açaí, guaraná, frutas tropicais, palmito, fitoterápicos, fitocosméticos, couro vegetal, artesanato de capim dourado e artesanato indígena. Produtos não-madeireiros também têm grande valor de exportação: castanha do Brasil, jarina (o marfim vegetal), rutila e jaborandi (princípios ativos), pau-rosa (essência de perfume), resinas e óleos.

A rica diversidade no rio Amazonas
Ecossistema único

Cerca de 21% das espécies de peixes de água doce conhecidas no mundo estão no Brasil. Grande parte delas vive no rio Amazonas e seus afluentes. 
 
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Qual a diferença entre bomba de hidrogênio e bomba atômica?

Qual a diferença entre bomba de hidrogênio e bomba atômica?

Saiba quais são as características fundamentais da bomba termonuclear, que a Coreia do Norte diz ter testado, e da bomba atômica – duas das armas mais destrutivas da história.


Desenvolvida pelos EUA, a primeira bomba H foi detonada no Oceano Pacífico em 1952 e apagou a ilha Elugelab do mapa

A Coreia do Norte anunciou no último fim de semana ter realizado um teste com uma bomba de hidrogênio, também conhecida como bomba termonuclear, se distanciando assim de seus experimentos com armas nucleares de primeira geração. Mas qual a diferença entre uma bomba atômica e a bomba de hidrogênio ou bomba H, mais avançada?

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Detonação

A diferença fundamental entre uma bomba de hidrogênio e uma bomba atômica é o processo de detonação. Em bombas atômicas, como as que foram detonadas em Nagasaki e Hiroshima em 1945, o poder explosivo resulta da liberação repentina de energia após a separação (fissão) dos núcleos de um elemento químico pesado, como o plutônio. Esse procedimento é conhecido como fissão nuclear.


Anos após a primeira bomba atômica ser desenvolvida no estado americano do Novo México, os Estados Unidos criaram uma arma que tinha como base a tecnologia da bomba atômica, mas que expandiu o processo de detonação para criar uma explosão mais forte. Essa arma é conhecida como bomba termonuclear, bomba de hidrogênio ou bomba H.

O processo de detonação de uma bomba termonuclear inclui várias etapas, começando com a detonação de uma bomba atômica. A primeira explosão gera temperaturas de milhões de graus, criando energia suficiente para forçar a aproximação de seus dois núcleos leves, combinando-os num segundo estágio conhecido como fusão nuclear – no caso, de isótopos de hidrogênio.

Forma

Segundo especialistas, a bomba mais recente da Coreia do Norte demonstra uma clara diferença em relação às armas anteriores e possui uma câmara que sugere uma bomba de hidrogênio de duas etapas.

"As imagens mostram uma forma mais completa de uma possível bomba de hidrogênio, com uma bomba primária de fissão e um segundo estágio de fusão conectados em forma de ampulheta", disse Lee Choon-geun, pesquisadora do Instituto de Políticas de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul.


Potência

A potência destrutiva de uma bomba termonuclear pode ser de centenas a milhares de vezes maior que a de uma bomba atômica.

O poder explosivo de uma bomba atômica frequentemente é medido em quilotoneladas (kt), ou mil toneladas de trinitrotolueno (TNT), enquanto as explosões de bombas termonucleares são geralmente medidas em megatoneladas, ou o equivalente a uma detonação de um milhão de toneladas de TNT.



Os ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki
O primeiro ataque

Em 6 de agosto de 1945, o avião Enola Gay lançou, sobre Hiroshima, a primeira bomba nuclear da história. A bomba carregava o inocente apelido de "Little Boy". A cidade tinha então 350 mil habitantes. Um em cada cinco morreu em questão de segundos. Hiroshima foi praticamente varrida do mapa. 
 
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