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sábado, 8 de novembro de 2014

como criar uma senha única no Facebook

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

>>> Criando uma senha única no Facebook
Bom dia! Gostaria de saber: como eu faço para criar uma senha única no Facebook?Caroline

As senhas únicas são códigos extra de segurança usados junto com a senha normal e diferentes a cada acesso. No Facebook, esse recurso é chamado de "aprovação de login". Ele está disponível nas configurações de segurança da sua conta. Para ativá-lo, será preciso cadastrar um celular por SMS ou então usar o aplicativo do Facebook no celular (o que também permitirá a você gerar o código no próprio aparelho em vez de depender de SMS).

Se você possui um Windows Phone, o aplicativo do Facebook não terá o gerador o código. Nesse caso, você poderá cadastrar o seu aparelho apenas com o código por SMS. Uma vez cadastrado o número, no entanto, você pode usar o aplicativo "Autenticador", da Microsoft, para ler um código QR apresentado pelo Facebook.

Sempre que o Facebook entender que você está conectando de um novo dispositivo, o código único será solicitado. Portanto, se você perder o celular ou não tiver mais acesso ao número, não será possível fazer login.

Na seção "aprovação de login" das configurações do Facebook, há um link chamado "obter códigos" que fornece 10 códigos que podem ser usados quando o seu celular não estiver em mãos.

Esses códigos podem ser anotados e guardados em um local seguro. Cada um deles pode ser usado só uma vez, então use-os somente quando estiver sem celular – no caso de perda, roubo ou troca de número – ou você terá que obter novos códigos mais tarde.
O recurso de senhas únicas é uma aplicação do conceito de "autenticação de dois fatores" ou "two-factor authentication" (2FA, na sigla em inglês), pois depende de algo que você sabe (sua senha) e também algo que você tem (seu celular, nesse caso). Embora seja um pouco mais inconveniente, a segurança que você tem é muito maior.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/pacotao-em-video-como-criar-uma-senha-unica-no-facebook.html

O que fazer quando há um grande vazamento de senhas?


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.
Um pacote contendo cinco milhões de senhas do Google foi publicado em um fórum russo na semana passada. Como resposta, foram criados um site para "verificar" quem estava entre as vítimas e até uma extensão do Google Chrome. Pela rede, circulavam recomendações para a troca de senhas. O que, afinal, deve ser feito nesses casos?

Quando há um grande vazamento público de senhas como esse, quem deve tomar alguma atitude não é você, mas o prestador de serviço. Nesse caso, o Google. E foi isso que o Google fez: obteve o pacote de senhas roubadas e realizou uma verificação da sua base de usuários, determinando que menos de 2% das senhas estavam corretas. O Google passou a monitorar as contas e exigiu que essas pessoas trocassem suas senhas.

Se você trocou sua senha sem receber um alerta do Google, perdeu tempo. Se você foi até um site para verificar se o seu usuário estava na lista de senhas vazadas, também perdeu tempo.

A possibilidade de informações falsas e forjadas é muito grande. Isso é por conta da própria maneira que as senhas são roubadas: muitas vezes, são sites falsos que não verificam se a senha está correta ou não. Em outros casos, a senha já foi alterada até ser divulgada. Outras vezes, pessoas "testam" o formulário da página clonada com informações incorretas (é algo que não deve ser feito, mas ainda é muito comum).

Fornecer seu usuário para qualquer site que promete "verificar" sua conta não é uma boa ideia, porque você pode aparecer como "vítima" mesmo que a senha vazada esteja errada. Quando há o envolvimento de uma conta de e-mail, a situação é ainda mais grave, pois seu e-mail pode ser usado para trocar a sua senha em outros serviços. Perder o controle da sua conta de e-mail é algo muito grave, que demanda não apenas a troca de uma senha, mas de várias.

Também não é bom sair instalando programas ou extensões de navegador que prometem realizar uma verificação de segurança: esse tipo de oferta é muito comum em golpes on-line. Embora as intenções dos criadores desses serviços sejam nobres, não cabe ao internauta fazer essa verificação.

O prestador do serviço tem total capacidade de não apenas verificar a segurança das contas, mas também exigir a troca da senha caso esta tenha sido comprometida. O provedor não precisa fazer "recomendações": ele tem o controle do serviço e, portanto, pode "exigir" aquilo que deve ser feito.

Parece estranho, mas o ideal é não fazer nada. Aguarde orientações do seu provedor de serviço.Caso ele não se pronuncie publicamente, entre em contato com o suporte técnico e questione o que foi feito a respeito do caso. Novamente, nesse caso isso não se faz necessário: o Google já faz as verificações e orientou os usuários. Se você não foi notificado, não estava entre as vítimas do vazamento.

O que você pode fazer é adotar medidas preventivas. O Google, assim como o Facebook, Twitter e outros serviços, oferece a autenticação de dois fatores ou senhas únicas para aumentar a segurança no acesso à conta. Com isso, você usa um código recebido ou gerado no celular no acesso à conta, protegendo-se mesmo no caso de roubo da sua senha.

Se você ainda não utiliza esse serviço, procure conhecê-lo. Veja aqui para obter mais informações diretamente do Google.



Quando somos levados a tomar atitudes perigosas e desnecessárias, movidos pelo medo e pela dúvida, não estamos melhorando nossa segurança. Você não é o único responsável pela sua segurança, mas cabe a você, claro, escolher um provedor de serviço que tome as atitudes adequadas quando situações como essas aparecem.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/o-que-fazer-quando-ha-um-grande-vazamento-de-senhas.html

comprar na internet é seguro?

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>>> Compras pela web
Gostaria de saber se fazer compra pela internet é seguro. Obrigada.
Roseli Andrade

Sempre há um risco em qualquer atividade, Roseli. Quando você compra uma mercadoria pessoalmente, ela pode ter um defeito ou vício oculto, ser falsificada ou ter uma origem duvidosa que dificulte a obtenção de suporte técnico ou garantia, por exemplo. Mesmo esse produto adquirido pessoalmente pode não estar de acordo com aquilo que foi ofertado.

Da mesma forma, uma loja física pode ter seu sistema comprometido por um hacker de maneira que a leitora do cartão do estabelecimento esteja roubando informações dos cartões. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos com as redes de varejo Target e Home Depot.

Na web os riscos também existem. Há risco de a mercadoria não ser entregue ou não estar de acordo com o anunciado. E há medidas que você pode adotar para reduzir as chances de ter problemas.

Segurança do computador: Não use computadores públicos para fazer compras. No seu computador pessoal, proteja-se com atualizações de software, antivírus e com cuidados na navegação on-line. Você precisa proteger o seu PC para resguardar seus dados e sua privacidade, portanto esse cuidado não é exclusivo para compras na web.

Segurança da loja on-line: Isso é difícil de determinar. Esqueça selos de segurança e coisas do gênero. Observe o cadeado de segurança que a loja deve exibir quando você realiza o cadastro e quando digita informações sensíveis, como sua senha ou o número do cartão de crédito.

Confiabilidade da loja: Assim como no mundo fora da internet, o ideal é fazer negócio com quem você conhece e confia. Não adianta querer pular em uma superpromoção quando ela aparece na sua frente se você não conhece a loja. O ideal é realizar compras de baixo valor para conhecer como a loja funciona, saber como ela lida com prazos, com a entrega e com o atendimento pós-venda.

Pesquisas on-line ajudam, sem dúvida, mas, como no mundo real, há lojas boas e ruins, e também há sorte e azar. Com as suas experiências e as experiências de conhecidos em quem você confia, você poderá conhecer melhor as lojas on-line e comprar nas de sua preferência.

Se o seu computador está protegido e a loja for de qualidade, não tem erro, Roseli. Comprar na internet é seguro e confortável. E a lei brasileira garante o direito de desistir da compra em até 7 dias da data de entrega, caso o produto não seja como você queria.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/3.html

Pacotão: produto com defeito comprado on-line e segurança do modem


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>>> Troca de produto comprado pela web
E quanto ao produto? Prazos de troca por defeito ou avaria ou produtos violados, como faço?
Natalia Oliveira

Esta coluna informou no último pacotão em vídeo que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece um prazo de arrependimento de até sete dias após a entrega de um produto comprado de forma não presencial – o que inclui a internet. A Natalia pergunta, então, sobre produtos com defeito ou avaria.

Pela lei, há um prazo de garantia mínimo de 90 dias. Dentro desse prazo, existem certas regras que o fornecedor é obrigado a cumprir, inclusive o de trocar ou consertar um produto em até 30 dias. Caso isso não seja feito, o dinheiro deve ser devolvido. No caso de problemas, você pode consultar o Procon para saber quais são seus direitos.

Após esse período, entra em vigor o contrato de garantia da loja ou do fornecedor do produto, caso exista algum. Ou seja, a regra varia depois de 90 dias, pois cada produto tem um contrato próprio que declara o que a garantia cobre e como ela será acionada. Em muitos casos você já não entra mais em contato com a loja, e sim com a assistência técnica ou rede própria do fornecedor – exceto quando uma garantia estendida foi adquirida na hora da compra.

Certos produtos são vendidos apenas com a garantia legal de 90 dias.

Produtos violados são um caso mais complicado. Algumas lojas fazem uso de transportadoras e embalagens que orientam sobre como detectar a violação e para não abrir o pacote no caso de suspeitas. Isso vai facilitar a troca do produto no caso de problemas. Caso a violação só seja percebida depois, entre em contato com a loja o mais rápido possível e, novamente, procure a orientação do Procon caso a loja se recuse a realizar a troca.

>>> "TR-069"
O firmware do Modem/ Roteador Wi-fi disponibilizado pela empresa provedora de acesso à internet foi totalmente personalizado e possui uma opção, chamada TR-069, através da qual a empresa consegue acesso irrestrito ao dispositivo fornecido ao cliente. No caso do meu modelo, é possível desativar essa opção; porém como o código-fonte do firmware é fechado, não da para confiar. Como um usuário comum pode se proteger de um possível uso malicioso desse recurso? Configurei o dispositivo para trabalhar em modo Bridge, e o conectei a outro roteador rodando o firmware OpenWrt. O que mais posso fazer?
Cassius Clay

O TR-069 é um importante recurso de segurança. É verdade: através dele, provedores de serviços de internet conseguem manter um controle sobre o modem-roteador dos clientes. Mas ele é necessário.

Isso porque a segurança da sua conexão com a internet é de responsabilidade também do seu provedor. Em caso de problemas ou interferências com o equipamento, o provedor deve ter condições de monitorar a rede e tomar as atitudes adequadas. Isso devia, aliás, acontecer com mais frequência do que acontece.

De qualquer forma, se você não confia no seu provedor, você não pode confiar na própria internet. Lembre-se que seu provedor já tem acesso a diversas informações sobre sua navegação na web, com ou sem o TR-069. São eles que fornecem o seu serviço de conexão, afinal.

Não faz muito sentido querer desativar ou interferir com o funcionamento do TR-069. As medidas que você tomou, em especial a de colocar o dispositivo atrás de outro, podem não ter efeito algum, pois o TR-069 estabelece meios de conexão indireta.
Se você quer se proteger do seu próprio provedor, vai ter de fazer uso de uma Rede Virtual Privada (VPN). Mas essa, também, terá de ser confiável. Mais cedo ou mais tarde, você terá de confiar em alguém.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/pacotao-produto-com-defeito-comprado-line-e-seguranca-do-modem.html

Já fez seu backup da semana? Veja dicas para proteger seus dados

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

Hoje a coluna Segurança Digital volta a um tema que nunca deve ser esquecido: backups. Um backup é uma cópia adicional ou cópia de segurança dos dados. Graças a ele, seus arquivos continuam acessíveis, mesmo com uma falha de software ou hardware que impeça o funcionamento normal do computador.

Ter algum arquivo em um pen drive ou DVD não é suficiente para ele ser considerado um backup, a não ser que aquele arquivo também esteja disponível no disco rígido do seu computador ou até mesmo em um algum serviço on-line – na chamada "nuvem". O importante é que o arquivo esteja disponível em mais de um lugar.
Como medida de proteção, o backup é uma das mais trabalhosas para usuários domésticos, porque a estrutura para automatizar backups costuma ser cara. O preço por gigabyte de soluções como armazenamento em rede (NAS – Network Attached Storage) é alto, em parte porque esses aparelhos são direcionados ao mercado de pequenas ou médias empresas.

Infelizmente, o backup é uma medida insubstituível: não há antivírus, postura ou atitude que possa evitar que seu computador apresente defeitos que eventualmente impeçam o acesso aos dados.

Backup de dados no celular: a nuvem vale a pena?
Manter os dados do celular protegidos com o backup na "nuvem" é conveniente: em muitos casos basta instalar um aplicativo ou mesmo usar funções do próprio sistema operacional do telefone para que os dados sejam imediatamente enviados quando uma conexão wi-fi estiver disponível. Não será preciso se preocupar com as fotos e vídeos que você captura com o celular, portanto.

Entretanto sempre há um risco em qualquer atividade. Esse risco pode ser mais ou menos evidente, mas está lá. Com raras exceções, a busca por mais segurança costuma trazer uma perda de conforto ou conveniência.

E essa conveniência tem um preço: como o recente vazamento de fotos de famosas nos mostrou, o armazenamento em nuvem também aumenta a possibilidade de que seus dados sejam acessados por hackers. Por outro lado, muitos serviços de armazenamento em nuvem, como o Google Drive, o Dropbox, OneDrive e o iCloud, exigem a autenticação de dois fatores, em que um código gerado ou recebido no celular é usado para acessar o serviço junto com a senha.

Caso você queira fazer o seu backup na nuvem, o uso desses recursos é altamente recomendado. Mas usar duas senhas em vez de uma só na hora de realizar o acesso também é menos conveniente.

A alternativa é copiar manualmente os dados do seu celular para seu computador. O backup não será tão simples, mas o acesso a eles numa eventual falha do celular

Backup no PC: sincronizando dados
Ferramentas de backup costumam ter ênfase na compactação de dados, porque isso diminui a quantidade de informação que precisa ser armazenada. É um pensamento para grandes empresas, que precisam armazenar muitos dados. No entanto a compactação cria dificuldades na hora de acessar os arquivos que foram compactados.

Assim, é mais fácil realizar uma cópia simples: um "CTRL-C / CTRL-V" dos arquivos que você quer salvar. Há, porém, alguns problemas com isso: quando você atualizar o seu backup, que é algo que você deve fazer periodicamente (como o título sugere, toda semana, pelo menos), todos os arquivos serão copiados, mesmo aqueles que não mudaram.

Isso é especialmente ruim se você estiver usando um pen drive para armazenar o seu backup. A memória usada em pen drives possui um limite de escrita, da maneira que quanto mais dados você escrever, menos tempo ela vai durar. Não é interessante, portanto, regravar arquivos que não mudaram.

A solução para isso está na sincronização: o uso de um software capaz de comparar os arquivos, determinar quais mudaram e copiar somente o que mudou.

Existem vários programas que oferecem essa função. Dois exemplos gratuitos são o Freefilesync (site oficial) e o Synkron (site oficial). Ambos estão disponíveis em português (ver fotos abaixo).

O princípio de funcionamento desses programas é o mesmo: deixar duas pastas com conteúdo idêntico, copiando apenas o que foi modificado desde a última sincronização. Você pode agendar sincronizações para facilitar, mas não há necessidade disso: basta conectar o seu pen drive ao computador e sincronizar sua pasta de conteúdos com o pen drive.

O processo de sincronização pode ir nas duas direções (se o disco de backup tem um arquivo mais novo, ele será copiado para seu computador). Mas cuidado com isso: se os arquivos dos dois lados foram modificados, um deles será perdido. O ideal é não trabalhar nos arquivos da unidade de backup.

Com esse processo simples de sincronização, você pode manter o seu backup atualizado sem muito trabalho e prolongando a vida útil da sua unidade de backup.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/ja-fez-seu-backup-da-semana-veja-dicas-para-proteger-seus-dados.html

Pacotão em vídeo: um vírus precisa ser 'executado' para infectar o PC?


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>>> Contaminação por vírus
"Olá Altieres. Um vírus para ser ativado no PC, precisa necessariamente ser executado para que seja possível uma invasão ou somente de baixar um arquivo contaminado, sem executar, já se pode automaticamente ocorrer um ataque?"
Alan Patrick
Alan, existe uma "separação" entre dois tipos de "bits" diferentes no computador: código (programas) e dados. Vírus são programas e programas precisam, sim, serem executados. Dados, também, precisam ser acessados para serem carregados na memória. A diferença é que dados são considerados seguros e o seu computador interage com dados o tempo todo, mesmo quando você não percebe que isso está acontecendo.

Por exemplo, basta você abrir uma pasta com fotos ou vídeos para que o sistema operacional gere miniaturas das imagens. Ao fazer isso, o sistema já está carregando os dados desses arquivos.

Mesmo seu antivírus pode ter um erro que faça código ser executado quando um arquivo é analisado pelo programa, o que ocorre automaticamente na proteção em tempo real. Esse tipo de vulnerabilidade existe e já foi corrigida em mais de um produto antivírus.
Quando o programa responsável por essa leitura de dados tem uma falha de segurança, um hacker pode se aproveitar disso e criar um arquivo de dados especial que, quando lido pelo programa, fará com que o programa eleve esses dados à condição de código. Aí um vírus poderá ser executado sem que você abra um programa contaminado.

Códigos capazes de explorar essas falhas de segurança são chamados de "exploits" e é por isso que manter seus softwares e o sistema operacional atualizados é tão importante. O software atualizado não é mais vulnerável às brechas conhecidas, o que fecha essas portas para os hackers e obriga o invasor a tentar convencê-lo a abrir um programa. É mais fácil evitar abrir um programa específico e é algo que você pode evitar com um pouco de cuidado, então proteger o seu computador fica mais fácil.

Há alguns anos era possível executar automaticamente programas com certas atividades como colocar um CD ou DVD no computador ou mesmo conectar um pen drive. Embora convenientes, esses recursos de execução automática criavam brechas de segurança e foram modificados em versões mais recentes do Windows.

Querendo ou não, você está "abrindo" o arquivo malicioso: ele está sendo lido pelo seu computador. A questão é como isso acontece: como aparentemente você não autorizou isso explicitamente, a impressão que fica é que a contaminação ocorreu de forma automática. Mas, em algum momento, algum programa teve de ler os dados do arquivo malicioso – ou executá-lo, dependendo do caso. Você normalmente não quer que isso aconteça, então trata-se de um erro do software ou de uma escolha infeliz do desenvolvedor.
http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/pacotao-em-video-um-virus-precisa-ser-executado-para-infectar-o-pc.html

Empresas também são culpadas por vazamentos de dados.


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

No vazamento das fotos de famosas pelo iCloud e agora de diversas fotos trocadas pelo Snapchat, usuários dos serviços têm, sem nenhuma dúvida, alguma responsabilidade. Mas os prestadores de serviço também são responsáveis e, mais do que isso, diversos outros vazamentos de dados de empresas ocorreram neste ano, embora eles não tenham recebido tanta atenção.

O primeiro vazamento de dados notório em 2014 foi o da Target, uma gigante do varejo norte-americano. Dados de cartões de crédito foram obtidos por criminosos que conseguiram infectar os sistemas da empresa com um vírus. Por causa do incidente, o presidente da empresa foi demitido. O número de vítimas pode se aproximar de cem milhões.

No mês passado foi a vez da Home Depot, outro grande varejista norte-americano, revelar que sofreu um ataque de vírus. Estima-se quedados de 56 milhões de clientes tenham ido parar nas mãos de criminosos. A rede de lojas Kmart também revelou este mês que sofreu um ataque.

Duas redes de restaurantes dos Estados Unidos, a Jimmy John’s e a Dairy Queen, também admitiram que sofreram ataques, mas não há número de vítimas. Sabe-se apenas que centenas de franquias foram infectadas.

E, por fim, o banco JPMorgan também sofreu um ataque que resultou na violação de dados de 76 milhões de clientes. Isso tudo aconteceu apenas neste ano.

Há algo de curioso nesses casos. Quando um vazamento de dados ocorre e a culpa é dos usuários, rapidamente surgem "dicas" do que fazer, de como se proteger. A Apple melhorou a segurança do iCloud, por exemplo. Mas e essas empresas que sofreram ataques? E nossas empresas brasileiras, que nem mesmo são obrigadas a revelar quando são invadidas e expõem nossos dados?

Especialistas não gostam muito de comentar esses casos. Por um motivo simples: essas empresas são possíveis clientes.

No mundo conectado, a responsabilidade pelos nossos dados deixou de ser só nossa. E embora seja válido e necessário que façamos nossa parte, nós, cidadãos, sempre seremos os maiores prejudicados, mesmo quando o erro não for nosso.

A legislação ao redor do mundo tem tentado enfrentar esse problema, mas no Brasil praticamente não há iniciativas nesse sentido. O Marco Civil da Internet estabelece limites de compartilhamento de dados por parte de empresas, mas ninguém é obrigado a notificar aquelas pessoas que tiveram informações roubadas.
A notificação não é o bastante, porém. A empresa precisa também se responsabilizar pelas consequências do vazamento. E essas não é uma medida que precisa ser nociva para as empresas. Pelo contrário: ela pode ajudar na prevenção.

Quando não há nenhum risco para você caso uma informação seja perdida, por que não guardar essa informação? Por outro lado, se você for penalizado ao vazar esse dado, é melhor pensar duas vezes na hora de solicitá-lo. Talvez o melhor seja nunca possuir a informação – porque aí ela não poderá ser roubada.
A lição maior de todos esses vazamentos é que não precisamos apenas nos educar, como se todas as soluções de segurança estivessem prontas e tudo se resumisse a conhecê-las. Precisamos repensar muita coisa, porque, seja lá o que estamos tentando fazer, não está dando certo.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/empresas-tambem-sao-culpadas-por-vazamentos-de-dados.html

Pacotão de segurança: vírus em atualização falsa do Flash Player

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

>>> "Atualização de Player" ao ver vídeo na web
Ao visualizar um vídeo na internet, apareceu uma janela do Chrome pedindo para atualizar o player. Como aparecia o logo do Google Chrome, instalei a atualização e junto instalou o vírus Omigaplus. Varri a internet sobre como remover esta praga e consegui retirar dos navegadores, porém agora não consigo mais atualizar o antivírus (avira free). Será que é esta praga que está impedindo a atualização? Como faço para resolver o problema, pois a ferramenta indicada em vários sites (Spyhunter) apenas faz a varredura e não elimina a praga. Você poderia me ajudar?
Maurício Costa

Há muitos "guias de remoção de vírus" na web que são apenas publicidade. Em vez do Spyhunter, tente softwares como o AdwCleaner e o MalwareBytes Anti-Malware (MBAM).

E ainda antes de tentar essas ferramentas, vá até o Painel de Controle, em "Adicionar ou remover programas" e verifique se o Omiga Plus está presente na lista. Em alguns casos, é possível desinstalá-lo dessa forma, embora talvez ainda seja necessário restaurar as configurações de pesquisa do navegador.

Se mesmo assim não for possível remover o programa, você terá de buscar auxílio específico para seu caso em fóruns na internet ou com um técnico especializado.

Dito isso, é importante ressaltar que em nenhum momento será preciso atualizar o Flash Player no Google Chrome. Isso porque o Google Chrome já acompanha o Flash Player em sua instalação, e o navegador atualiza o plugin automaticamente. Repito: jamais, em nenhuma circunstância, será preciso baixar ou atualizar o plug-in do Flash para o Google Chrome.

Para outros navegadores, o Flash apresenta uma janela de atualização separada do navegador.


(Exemplo de fraude usando tema do Flash Player)

Praticamente todas as vezes que um site afirmar que é preciso baixar algo para visualizar um vídeo, isso se trata de uma fraude ou golpe e seu computador será infectado por um vírus ou terá um programa indesejado instalado como resultado. Essas janelas devem ser fechadas ou ignoradas, mesmo quando forem exibidas por sites legítimos. Isso porque essa temática é uma das preferidas por hackers quando eles inserem anúncios maliciosos ou invadem sites.

Caso você ache que precise instalar o Flash, visite o site oficial da Adobe neste link.



>>> Identificando serviço seguro de VPN
E como identificar se um serviço de VPN, oferecido de forma paga ou gratuita, é confiável? Quais os critérios a serem observados?
Cassius Clay

Cassius, veja o seguinte: serviços de Rede Virtual Privada (VPN) destinados ao público geral são oferecidos para quê? Em muitos casos, são para pessoas que querem realizar atividades ilícitas na web. Como um serviço oferecido para esse público, nessa circunstância, pode ser considerado "confiável"?

A tecnologia de VPN é usada por empresas para fins lícitos, sem dúvida, mas essas são redes privadas, como o nome sugere. Um serviço público de VPN que apenas faz a intermediação do seu acesso à web, no entanto, serve apenas de "proxy" e não cria de fato uma "VPN" no sentido tradicional, embora use a mesma tecnologia.

Então, se você quiser adquirir um serviço de VPN, você terá que ficar atento para o marketing. Muitas empresas de VPNs "anônimos" já forneceram informações à Justiça, guardam dados dos seus usuários ou mesmo podem ter problemas judiciais por não cumprirem a lei.

Quanto mais absurda for a promessa de um serviço, maior a probabilidade de que ele pode não estar cumprindo com o que vende ou não ser mantido por uma equipe competente. Sempre há exceções, claro, mas em tudo há um risco.

Como eu disse a você em outra resposta, em algum momento você terá de confiar em alguém e assumir riscos. Mas é preciso analisar a natureza do serviço que está sendo contratado. Às vezes, a própria proposta é falha e não merece confiança.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/2.html

Saiba o que é 'malvertising' e proteja-se de golpes em anúncios


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

Uma pesquisa da fabricante de antivírus Trend Micro revelou na semana passada que criminosos conseguiram veicular anúncios maliciosos no YouTube, levando visitantes de vídeos populares para uma página legítima, mas que fora comprometida por hackers para redirecionar a um kit de ataque que instala um vírus no sistema dos internautas. Essa prática – de colocar um código malicioso em reservados à publicidade – é chamada de "malvertising".

O termo "malvertising" é a união de duas palavras em inglês "malicious" e "advertising" – "propaganda maliciosa", em português. Não existe um tipo de site que seja o alvo mais comum. Anúncios desse tipo já foram vistos no Google, no Facebook e também em sites de notícia, como o "New York Times", além de muitos sites menores.

O objetivo do malvertising é carregar um código malicioso diretamente no site. Nesse caso, não é preciso interagir com o anúncio: só de o anúncio ser carregado, o código já será executado no navegador. Se esse código não for suficiente para instalar um vírus no computador, o anúncio pode tentar se sobrepor ao conteúdo do site, tentando confundir o visitante.

Se isso não for possível, o malvertising também pode ocorrer com um anúncio como qualquer outro, que precisa de interação direta do internauta para ser ativado. Quando é assim, o link do anúncio é que terá um site malicioso.

Mas como esses anúncios acabam aparecendo até mesmo em sites populares?

Na web, anúncios nem sempre são vendidos diretamente por portais. Há muitas empresas que fazem o agenciamento de publicidade em nome dos sites. Uma agência pode até comprar um espaço para revendê-lo, criando diversos intermediários entre o anunciante e o portal. Tudo isso tende a acontecer muito rápido, enquanto anunciantes e agências buscam descobrir onde terão o melhor retorno com sua publicidade.

A venda também ocorre por meio de leilões, em que o maior valor pago pode ficar com o espaço. Os criminosos participam desses leilões e vencem, garantindo a vaga dos anúncios maliciosos. Embora existam casos registrados de invasão aos sistemas que gerenciam os anúncios, o mais comum é que os criminosos paguem pela inclusão da peça ligada ao golpe.

Para piorar, eles também adotam diversas técnicas para dificultar a identificação do código malicioso do anúncio. Às vezes, a publicidade é programada de tal maneira que a parte fraudulenta não será carregada pelo sistema que faz a verificação dos anúncios. No caso divulgado pela Trend Micro, o link do anúncio ia para um site governamental da Polônia e que estava sob o controle dos responsáveis pela fraude.

É por isso que os anunciantes e os portais têm tanta dificuldade em separar as peças maliciosas das legítimas.

Como se proteger
Embora os espaços de publicidade sejam de responsabilidade do site, todos estão sujeitos a sofrerem um ataque, seja de malvertising ou mesmo uma alteração na página feita por hackers. Seguem algumas dicas:

1. Mantenha o navegador web, plugins e o sistema operacional atualizados. Isso garante a segurança do seu computador no caso de algum anúncio que tente carregar automaticamente um código e instalar um vírus sem a sua autorização.

2. Cuidado com janelas que se sobrepõem aos sites. Uma tática comum dos anúncios maliciosos é se sobrepor ao site, de maneira que você não consiga acessar nenhum conteúdo da página sem interagir com a peça publicitária. Nesse caso, clicar em qualquer lugar da página poderá levar você para o site dos golpistas. Tente fechar o site e abri-lo novamente – isso faz com que outro anúncio seja carregado. Se o problema persistir, o site pode ter sido alterado por hackers.

Um dos temas preferidos dos criminosos é a atualização de um componente do navegador: a mensagem diz que você precisa baixar uma nova versão do Flash Player (acima), por exemplo. Baixar e executar o programa fará com que você contamine o seu computador com um vírus.

3. Não forneça dados pessoais após clicar em uma publicidade. Anúncios maliciosos também costumam se disfarçar de promoções. O site não tem nenhum código malicioso, mas pede que você forneça dados, como seu número de cartão de crédito, para participar da promoção. Em outros casos, o site malicioso tenta se passar por uma loja on-line. Esses são os casos mais difíceis de distinguir do site real; o ideal é que você procure pela loja em mecanismos de pesquisa para se certificar de que está no endereço verdadeiro e que a promoção existe.

Siga a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
Foto: Reprodução/G1
http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/saiba-o-que-e-malvertising-e-proteja-se-de-golpes-em-anuncios.html

Desative programas indesejados com o Autoruns

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

Seja um programa chato ou mesmo uma praga digital, um código precisa ser executado para entrar em operação. Mesmo depois que um vírus foi executado uma vez, ele precisa garantir que será executado pelo sistema novamente mais tarde. Há diversas maneiras para se fazer isso no Windows, e o sistema não possui uma ferramenta própria para gerenciar de maneira simples todas os programas que, em algum momento, são carregados de forma automática.

É aí que entra o Autoruns, uma ferramenta desenvolvida pela SysInternals, que hoje pertence à Microsoft.

O Autoruns é semelhante ao programa "Msconfig", que faz parte do Windows, mas é muito mais completo (no Windows 8, a função do Msconfig de gerenciar a inicialização de programas foi transferida para o Gerenciador de Tarefas). O Autoruns vasculha diversos locais do registro e mostra uma lista de programas carregados pelo sistema em diversas circunstâncias, inclusive ao navegar por pastas e ao executar vídeos (codecs).

Caso um programa seja indesejado, basta desmarcar a caixa de seleção e reiniciar o sistema. Ele não será mais executado automaticamente.

Faça o download do Autoruns aqui (link direto). Há uma versão em linha de comando dentro do arquivo (autorunsc), mas esta coluna irá apenas comentar sobre a versão gráfica.


Riscos
Alguns programas podem parar de funcionar se você desativá-los no Autoruns. O Autoruns permite que você clique com o botão direito e escolha "Delete" para apagar uma entrada definitivamente, porém não é preciso fazer isso. Se você simplesmente desmarcar a caixa de seleção, o Autoruns cria um backup, permitindo que a entrada apareça novamente quando você executar o Autoruns. Basta clicar na caixa para reativar a entrada e o programa deve voltar a funcionar.

Ocultando entradas
Para facilitar a análise do relatório do Autoruns, vá em Options e clique em "Filter". Marque "Verify code signatures" e "Hide Microsoft entries". Essa primeira opção adiciona um "(Verified)" ao lado de arquivos cuja origem foi autenticada, enquanto a segunda opção oculta as entradas do Windows e da Microsoft, o que reduz significativamente o tamanho do relatório e agiliza a análise.

Administrador
O Autoruns inicialmente permite que você gerencie apenas os programas do seu usuário, mas ele exibe um relatório completo do sistema. As entradas que começam com "HKLM" e as da categoria WMI só podem ser desativadas caso o Autoruns seja executado como administrador (File > Run as Administrator).

Procurando por pragas digitais
Para tentar identificar vírus que estão sendo carregados pelo sistema, observe as colunas "Publisher" e "Image path". "Publisher" é o nome do desenvolvedor do programa, enquanto "Image path" é o nome do arquivo que contém o programa que está sendo carregado. Não deixe que a palavra "image" confunda você – essa coluna nada tem a ver com figuras.

O nome do arquivo e a pasta em que ele está são bons pontos de partida para realizar pesquisas na web para saber do que se trata o programa que está sendo carregado.

Já a coluna "Publisher" tem o nome do desenvolvedor. Caso você tenha marcado a opção "Verify code signatures", como recomendado acima, cada entrada terá um "(Verified)" o ou um "(Not verified)" ao lado do nome do desenvolvedor. As entradas com "(Verified)" são menos perigosas, porque foram verificadas com assinatura digital, mas há casos em que vírus também usam assinaturas. Porém, um "(Verified)" junto de um nome conhecido como Microsoft ou Adobe normalmente indica que a entrada é segura.

Não existe receita para saber se uma entrada foi adicionada por um vírus. Mesmo empresas grandes às vezes não protegem seus arquivos com assinaturas digitais. Essas informações, porém, ajudam você a identificar os primeiros programas suspeitos caso seu computador esteja com algum problema.

Você também pode enviar os arquivos mais suspeitos para o site VirusTotal, que analisa o arquivo em diversos antivírus.

Função Compare
O Autoruns permite que você salve o relatório (File > Save). Esse relatório pode depois ser comparado (File > Compare) e, com isso, você pode identificar o que foi alterado desde a última execução. Por exemplo, você pode fazer um relatório antes de instalar um programa e depois compará-lo com um relatório depois da instalação, o que permitirá que você identifique imediatamente o que foi acrescentado pelo programa.

Modo Seguro
Para desativar um vírus, o ideal é iniciar o computador em Modo Seguro. Ligue ou reinicie o computador e pressione F8 repetidamente até que um menu apareça. Escolha "Modo Seguro". Observe que algumas entradas identificadas pelo Autoruns são executadas mesmo em Modo Seguro e, portanto, um vírus poderá impedir que sua entrada seja desativada mesmo nesse modo. Nesse caso, use um CD de boot do Linux e renomeie o arquivo suspeito (veja aqui como criar um CD ou USB com Linux). No caso de problemas para iniciar o computador, renomeie o arquivo para nome original e procure um especialista.

Categorias de inicialização
Saiba, resumidamente, o que indica cada aba do Autoruns:

Everything: inclui todas as informações coletadas pelo Autoruns.

Logon: são programas executados após o login no Windows. É o método mais comum para iniciar programas de todo tipo. Atenção especial para as entradas "Userinit" e "Shell", que raramente são usadas por programas legítimos, exceto pelo próprio Windows.

Explorer: códigos carregados pelo Windows Explorer, que é o programa usado para navegar em pastas e arquivos e para criar a barra do menu "Iniciar" do Windows. As entradas "ShellServiceObjectDelayLoad", e "SharedTaskScheduler" são as mais usadas por vírus, mas é raro.

Internet Explorer: plug-ins e barras de ferramentas do Internet Explorer. Se o seu navegador está cheio de barras indesejadas, é aqui que elas devem aparecer.

Scheduled Tasks: programas executados pelo Agendador de Tarefas do Windows.

Services: são programas executados antes mesmo do login no Windows e são executados com permissões próprias. Usado por vírus mais sofisticados.

Drivers: drivers são programas executados com mais permissões que programas comuns, normalmente para interagir com o hardware do computador. Usam a extensão ".sys". Nas versões de 64 bits do Windows, drivers precisam de assinatura digital, o que dificultou seu uso por vírus. Tenha muito cuidado ao realizar alterações nesta categoria.

Codecs: programas executados automaticamente para reproduzir áudio e vídeo. São normalmente inofensivos. Modificações nesta categoria podem interferir com a capacidade do sistema de abrir arquivos de vídeo.

Boot Execute: programas executados como parte do processo de inicialização do Windows. Esta categoria está normalmente vazia caso você tenha escolhido ocultar as entradas do Windows e da Microsoft.

Image hijacks: essas entradas permitem que um programa secundário seja executado junto de outro programa. São altamente suspeitas.

Appinit: um arquivo DLL configurado como "AppInit" será carregado junto de quase todos os outros programas no sistema. É às vezes usado por vírus e é chato de remover, pois é executado mesmo em Modo Seguro.

KnownDLLs: esses arquivos são registrados para uso por diversos programas. Em geral, são arquivos comuns do Windows que são carregados pelos programas para interagir e chamar funções do sistema, como rede ou interação com arquivos. Um vírus pode alterar uma dessas entradas para carregar um arquivo modificado e contaminado. Tenha cuidado ao fazer modificações nesta categoria.

Winlogon: programas referentes ao login do Windows. Usado para carregar opções especiais de login, como leitores biométricos.

Winsock Providers / LSA Providers / Network Providers: são programas que interagem com as operações de rede e internet do Windows. Usado por programas antivírus para checar arquivos em download e também por gerenciadores de download ou outros programas de otimização e serviços de rede. Pode ser usado por vírus para capturar dados em transmissão.

Print Monitors: serviços de impressão. Raramente utilizado por vírus.

WMI: também raramente utilizado por vírus.

Sidebar Gadgets: são os gadgets da área de trabalho do Windows. Se você não reconhece alguns dos gadgets, normalmente é seguro desativar.

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/1.html

Lucro do Banco do Brasil é de R$ 2,78 bilhões no 3º trimestre No trimestre anterior, lucro havia sido maior, de R$ 2,89 bilhões. Carteira de crédito ampliada do banco subiu e atingiu R$ 732,7 bilhões.

Lucro do Banco do Brasil é de R$ 2,78 bilhões no 3º trimestre
No trimestre anterior, lucro havia sido maior, de R$ 2,89 bilhões.
Carteira de crédito ampliada do banco subiu e atingiu R$ 732,7 bilhões.
Banco do Brasil
(Foto: Reprodução GloboNews)

O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (5) ter registrado lucro líquido de R$ 2,78 bilhões no terceiro trimestre, ante R$ 2,829 bilhões nos três meses anteriores, uma queda de 1,7%. No mesmo período de 2013, o lucro havia sido de R$ 2,704 bilhões.

No ano, de janeiro a setembro, a instituição financeira teve lucro de R$ 8,287 bilhões, valor 35% menor do que o registrado no mesmo perídoo de 2013.

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil atingiu R$ 732,7 bilhões em setembro, indicando uma alta de 12,3% em 12 meses. A carteira de crédito pessoa física encerrou o nono mês do ano em R$ 175,1 bilhões, aumento de 6,9% sobre o mesmo período do ano passado, respondendo por 23,9% do total da carteira, com destaque para as operações de financiamento imobiliário.

O crescimento no lucro na comparação anual ocorreu apesar de um incremento de 16,9% na provisão para perdas com crédito, a R$ 4,571 bilhões, montante que ficou praticamente estável ante o segundo trimestre deste ano.

A reserva maior veio junto com crescimento da inadimplência no banco, com base em operações vencidas há mais de 90 dias, cujo índice passou de 1,97% no terceiro trimestre de 2013 para 2,09% no período de julho a setembro deste ano. No segundo trimestre, a taxa foi de 1,99%.

Além disso, um dos indicadores de inadimplência futura, o de operações vencidas há mais de 60 dias, também cresceu, passando de 2,36% no terceiro trimestre do ano passado para 2,47% no final de setembro deste ano, após 2,37% no segundo trimestre.

Na semana passada, o Bradesco abriu a temporada de balanços das instituições financeiras e anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 3,875 bilhões no terceiro trimestre de 2014. O valor ficou 2,6% acima do registrado no trimestre anterior (R$ 3,778 bilhões) e 26,5% superior ao resultado do terceiro trimestre do ano passado.

Nesta terça-feira, o Itaú Unibanco informou que teve lucro líquido de R$ 5,404 bilhões no terceiro trimestre de 2014, 10,3% acima dos R$ 4,899 bilhões atingidos nos três meses anteriores.

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/11/lucro-do-banco-do-brasil-e-de-r-278-bilhoes-no-3-trimestre.html

Mudanças bruscas - C4 Lounge.

Mudanças bruscas
Por Péricles Malheiros
35 208 km

Primeiro foi o editor Péricles Malheiros. Depois, nosso consultor técnico Fabio Fukuda. “Na cidade, ao me aproximar com o C4 Lounge de um semáforo fechado, por exemplo, as passagens de terceira para segunda e, principalmente, de segunda para primeira marchas estão mais perceptíveis. No instante antes da parada total do carro, dá até para ouvir um barulho metálico abafado no câmbio, simultâneo ao tranco e à redução para a primeira marcha”, disse Péricles.

“Definitivamente, o câmbio perdeu suavidade nas trocas, sobretudo nas reduções”, comentou Fukuda. Diante da repetição das críticas, pediremos uma verificação quando chegar a hora da próxima revisão, aos 40 000 km.

Outros pontos foram destacados no último mês: o elevado nível de consumo de combustível (sobretudo na cidade) e a vastidão da cabine e do porta-malas. “O C4 e o Corolla são os melhores companheiros de viagem da atual frota”, diz o editor Ulisses Cavalcante.

CONSUMO
No mês: 6,9 km/l com 30,6% de rodagem na cidade
Desde jan/14: 6,4 km/l com 36,5% de rodagem na cidade
Combustível: etanol

GASTOS NO MÊS
Combustível: R$ 1 352

http://quatrorodas.abril.com.br/blogs/longaduracao/2014/10/31/mudancas-bruscas/

Novo Hyundai Azera é apresentado. Sedã desenvolve 293 cavalos de potência.

Novo Hyundai Azera é apresentado.
Sedã desenvolve 293 cavalos de potência.

O novo e esperado Hyundai Azera 2015 foi apresentado oficailmente no Salão de Miami, nos Estados Unidos.

O modelo ganhou um novo parachoque, uma grade de radiador revisada e uma suas rodas de liga leve de 18 polegadas foram reestilizadas. A versão top de linha ainda recebeu novíssimos faróis de neblina de LED.

Apesar de não ter sido mostrada fotos do seu interior, a empresa garante que o modelo recebeu um novo console central, que abriga um moderno sistema de navegação com uma tela de oito polegadas, além de sistema de segurança, como um alerta que ajuda aos pais de jovens motiristas a controlar a velocidade do carro, hora de funcionamento, movimento, via texto, e-mail ou ambos.

O carro tem motor 3.3 litro V6 Lambda II, com 293 cv de potência e 35,18 mkgf de torque. Não foi informado quando o sedã estará à venda.

http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/fabricantes/novo-hyundai-azera-apresentado-salao-miami-810784.shtml