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quinta-feira, 9 de junho de 2016

SIG – Sistemas de Informações Geográficas: Os SIG – Sistemas de Informações Geográficas – são um conjunto de procedimentos, equipamentos e programas computacionais empregados com o objetivo de analisar o espaço geográfico através de coletas de informações.

SIG – Sistemas de Informações Geográficas
Os SIG – Sistemas de Informações Geográficas – são um conjunto de procedimentos, equipamentos e programas computacionais empregados com o objetivo de analisar o espaço geográfico através de coletas de informações, armazenamento, registro, manipulação e visualização de dados a fim de melhor conhecer e representar a superfície terrestre. Trata-se de um importante instrumento de análise da realidade, utilizado por organizações, governos e pesquisadores, sendo também uma importante ferramenta para a produção de cartas, bases cartográficas e mapas temáticos.
A utilização dos sistemas de informações geográficas abrange desde o planejamento até a resolução de situações problemáticas. O exemplo mais clássico e mais amplamente utilizado para destacar a importância do SIG é o caso de um médico inglês que, em meados do século XIX, cartografou (mapeou) os casos registrados de um surto de cólera na cidade de Londres, o que lhe permitiu identificar a fonte causadora da doença: um poço d’água utilizado pela população.
O funcionamento dos SIG ocorre a partir da entrada e saída de dados. No primeiro momento acontece a sistematização de informações como dados gráficos, tabulares, digitais, fotografias aéreas, imagens de satélite, entre outros. Em seguida, ocorre o gerenciamento, a análise e o processamento desses dados, o que resulta na produção de relatórios, mapas, cartogramas, dados digitais, informações estatísticas e demais tipos de representação de um dado aspecto da realidade social ou até natural.

Dentre as funcionalidades dos SIG, convém destacar:

  1. Identificar um dado aspecto do espaço geográfico (como distribuição da população, localização de empresas, etc.) e realizar a sua representação cartográfica;
  2. Planejar ações públicas de investimento em obras ou intervenções urbanas;
  3. Planejar e prever gastos públicos com serviços como coleta de lixo, implantação de saneamento básico, construção de vias pavimentadas e muitos outros.
  4. Levantamento imobiliário para a determinação de loteamentos, cálculos de impostos e medição da valor especulativo de uma determinada área.
  5. Controle e coordenação do sistema de transporte, seja ele público, privado, municipal, interestadual ou nacional.
  6. Cadastro de moradores com base em critérios preestabelecidos, como renda, idade, entre outros, o que permite a realização dos mais diversos tipos de serviços, estudos acadêmicos e demais possibilidades.
  7. Uso individual, em que cidadãos utilizam equipamentos eletrônicos ou mapas para se deslocarem no espaço das cidades ou até do campo.
  8. Georreferenciamento de áreas rurais para auxiliar na produção agropecuária, na chamada “agricultura de precisão” ou para o controle do desmatamento e da ocupação ilegal em áreas de preservação ambiental.
Para a melhor compreensão acerca dos Sistemas de Informações Geográficas e seus elementos, é comum, na literatura especializada, a diferenciação de três tipos ou procedimentos dele constituintes: o sensoriamento remoto, o GPS e o geoprocessamento.

SENSORIAMENTO REMOTO

O sensoriamento remoto é conceituado como o conjunto de técnicas de captação e registro de informações geográficas da superfície terrestre. Esse registro pode ser realizado tanto a partir da obtenção de imagens quando através do acúmulo de dados referentes a uma dada porção do espaço. Em algumas definições, considera-se sensoriamento remoto qualquer análise do espaço que seja feita a partir da intermediação de algum instrumento digital, configurando uma visualização indireta da realidade.
O processo de obtenção de imagens no sensoriamento remoto obedece a dois métodos principais: o primeiro deles é a aerofotogrametria, que é a obtenção de fotografias aéreas e o segundo é o registro de imagens por satélites.
A técnica da aerofotogrametria foi desenvolvida através do uso de balões no século XIX, antes mesmo do sensoriamento remoto, que foi criado ao longo da Primeira Guerra Mundial. Com o tempo, primeiramente para fins bélicos, desenvolveu-se a metodologia de se fixar câmeras fotográficas em aviões, que seguem rotas preestabelecidas. Nesse sistema, as fotos são processadas por aparelhos chamados restituidores, onde passam por um processo de montagem, o que hoje é realizado por programas de computador. Assim, é possível mapear ou ter uma visualização completa de uma dada área ou região.
aerofotogrametria
Com o aprimoramento tecnológico no campo espacial, acelerado principalmente pela ocasião daGuerra Fria, também se desenvolveram o uso de imagens de satélite, que conseguem captar, com ampla precisão, qualquer área da superfície terrestre. O principal satélite é o Landsat, lançado originalmente pelos Estados Unidos em 1972 e que já foi substituído diversas vezes, sempre por um versão tecnologicamente mais avançada e mais precisa. Várias organizações públicas e privadas fazem uso dessas imagens, incluindo o IBGE. Além desse, um outro sistema é o CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), resultante de um acordo realizado entre o Brasil e a China.

GPS – SISTEMA GLOBAL DE POSICIONAMENTO

O GPS (Global Position System: Sistema Global de Posicionamento) é um sistema composto por três diferentes segmentos: a utilização do sensoriamento remoto, o controle terrestre dessas informações e a utilização delas pelos usuários em aparelhos que também costumam receber o nome “GPS”, o que também pode ser realizado atualmente por computadores, sites, aparelhos celulares, tablets, veículos e outros.
Em geral, o GPS utiliza-se de um conjunto de dezenas de satélites, que analisam e enviam imagens para um base terrestre. Essa base é a responsável por receber e qualificar essas imagens, incluindo a cartografia de ruas, bairros e demais tipos de localidade, o que se torna muito útil no sentido de facilitar o deslocamento em grandes cidades e a obtenção de endereços. Atualmente, existem sites e aplicativos de smartphones que permitem o traçado de rotas alternativas em áreas urbanas para evitar congestionamentos, bloqueios de estradas e trânsito lento, o que demonstra uma das muitas utilidades práticas do GPS.
GPS no Celular

GEOPROCESSAMENTO

O Geoprocessamento é considerado a etapa final dos Sistemas de Informações Geográficas. Ele consiste na utilização de imagens obtidas pelo sensoriamento remoto para a produção de interpretação de dados, o que é gerenciado por uma rede de equipamentos e softwares, que são comumente chamados de “programas GIS”. Entre os softwares mais utilizados, destacam-se oArcView e o ArcGis, ambos produzidos pela ESRI (Environmental Systems Research Institute). Em geral, o produto final do geoprocessamento são as bases cartográficas e os mapas temáticos, o que inclui os mapas didáticos disponíveis na internet e em livros didáticos.
Atualmente, tanto o Geoprocessamento em si quanto as demais formas de SIG encontram-se amplamente popularizadas, através da difusão da internet e na disponibilização de ferramentas online, como o Google Earth, o Google Maps (ambos da Google), o Ovi Maps 3D (da Nokia), o Microsoft Worldwide Telescope (da Microsoft), dentre outros.
Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia
http://escolaeducacao.com.br/sig-sistemas-de-informacoes-geograficas/

Impactos ambientais e tipos de poluição

Entende-se por impacto ambiental o resultado das ações humanas ou acontecimentos naturais que se manifestam através da alteração brusca do meio ambiente, como uma erupção vulcânica, um terremoto, um processo erosivo, a construção de uma barragem, dentre outros exemplos. Em muitos casos, essa expressão aparece associada à forma com que o ser humano produz o seu espaço geográfico e impacta a dinâmica da natureza, por meio de consequências diretas e indiretas de seu trabalho.
No Brasil, o conceito de impacto ambiental é delimitado legalmente pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Segundo esse órgão, no artigo 1º da Resolução 001/86, o impacto ambiental é “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas”. Ainda segundo esse organismo, essas alterações caracterizam-se como impacto ambiental por afetar:
  • As condições de vida da população
  • As atividades socioeconômicas
  • Os seres vivos e seus ecossistemas
  • Os recursos ambientais e suas condições
  • Qualidade e disponibilidade desses recursos
Os impactos ambientais não necessariamente representam efeitos negativos para o ambiente. No entanto, é muito difícil avaliar exatamente a característica com que ele se manifesta, pois, muitas vezes, os efeitos são sentidos em larga escala e se expressa em uma cadeia muito complexa de acontecimentos. Além disso, determinados impactos ambientais podem levar um certo tempo para se manifestar, a exemplo do que ocorre com as alterações climáticas.
Diante dessa realidade, torna-se necessária a realização de estudos de impactos ambientais sempre que uma obra de médias e grandes proporções é realizada, com o risco de ter a sua aprovação vetada pelo poder público. Os dois tipos mais conhecidos são o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e o RIMA (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente). Nesses relatórios, devem estar elencados e devidamente descritos, de forma imparcial e técnica, todos os impactos gerados pela execução do projeto, bem como as possíveis medidas de contrapelos a esses efeitos.
No entanto, é comum que grandes construções, empreendidos e até ações públicas resultem em severos danos ao meio ambiente, como o desmatamento desmedido, a extinção de rios e outros fatores. Dentre esses problemas, um dos mais severos, sem dúvidas, é o aumento da poluição, que se manifesta tanto em espaços naturais quanto no meio geográfico, gerando problemas que afetam tanto as populações humanas quanto toda a cadeia de seres vivos que habitam a Terra.
A poluição se estabelece em proporções tão amplas no planeta atualmente, que é possível classifica-la nos mais diversos tipos: atmosférica, fluvial, oceânica, dos solos, sonora e visual.

Poluição Atmosférica

A poluição do ar é causada pela emissão de gases considerados poluentes e partículas sólidas para aatmosfera. A consequência diretamente percebida é a alteração da qualidade de vida da população, sobretudo em grandes cidades, o que acarreta na multiplicação e agravamento de doenças respiratórias. Um outro efeito da poluição atmosférica, segundo a maior parte da comunidade científica, envolve as alterações climáticas, como a intensificação do efeito estufa e o aquecimento global.
Poluição do Ar
Poluição do Ar
Os principais “vilões” dos problemas climáticos resultantes da poluição atmosférica são os GEE’s (Gases do Efeito Estufa), que absorvem boa parte da radiação infravermelha e dificulta a dispersão do calor acumulado pela superfície terrestre para o espaço. Assim, o efeito estufa, que é um sistema natural de conservação das temperaturas do planeta, acaba gradativamente se intensificando e, com isso, tornando-se o principal fator responsável pela elevação médias das temperaturas. Com isso, além do desconforto climático, estudos vêm apontando o gradativo descongelamento das calotas polares e, com isso, a elevação do nível dos oceanos.

Poluição Fluvial

Corresponde à poluição ou alteração química da composição da água dos rios e lagos, envolvendo, também, os impactos gerados sobre as reservas subterrâneas de água doce. Os principais casos estão associados à deposição incorreta de esgotos em áreas urbanas; o depósito irregular de lixo no leito dos rios pela população ou, às vezes, até pelo poder público; o escoamento de compostos químicos utilizados na agricultura e levados pelas chuvas até os cursos d’água; o direcionamento incorreto de resíduos industriais, entre outros fatores.
Poluição nos Rios
Poluição nos Rios
Se considerarmos os fato de que todo curso d’água estabelece-se em uma bacia hidrográfica, podemos entender que a poluição desta obviamente resulta na degradação dos rios, o que se manifesta de maneira mais acentuada em áreas de grande ocupação humana. Assim, a poluição ruas, estradas e ambientes em geral acaba sendo levada pela água das chuvas em direção aos rios, poluindo-os. Não por acaso, a maior parte dos rios urbanos encontra-se poluída e totalmente inutilizável para as práticas humanas.

Poluição Oceânica

A poluição das águas oceânicas é um problema de maiores proporções do que se imagina, pois essa degradação pode resultar extinção de muitas espécies, trazendo prejuízos sobre a cadeia ecológica. Além disso, muitos seres vivos que habitam os mares produzem oxigênio a partir da absorção de gás carbônico, a exemplo dos fitoplânctons.
Em muitos casos, a poluição dos mares e oceanos acontece em virtude da própria poluição fluvial, quando os rios deságuam suas águas poluídas no litoral. Além disso, a poluição diretas dos mares em áreas costeiras e os problemas relacionados a derramamentos de petróleo também ocasionam em graves impactos ambientais.
Poluição por derramamento de Petróleo
Poluição por derramamento de Petróleo

Poluição dos Solos

A poluição dos solos afeta não tão somente os recursos utilizados para a produção agropecuária, mas também pode gerar impactos sobre o lençol freático, principalmente em áreas de grandes reservas hídricas, como os aquíferos. Em áreas de aterro sanitário, lixões e até em cemitérios, ocorre a produção de um líquido poluente altamente tóxico chamado “chorume”, que pode gerar severos problemas ambientais.
No meio agrícola, o principal tipo de poluição gerado sobre os solos acontece pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, fertilizantes e insumos agropecuários em geral. Os impactos variam entre a infertilidade do solo à sua contaminação generalizada. Em muitos casos, recomenda-se a redução na utilização desses produtos em benefício da adubação orgânica e de métodos naturais de controle de pragas.
Poluição do Solo
Poluição do Solo

Poluição Sonora e Visual

poluição sonora e a poluição visual são quase sempre geradas e consideradas problemáticas no espaço das cidades, onde há uma grande aglomeração de pessoas.
No caso da poluição sonora, o excesso de ruídos gerados pelo trânsito e também por equipamentos eletrônicos, instrumentos empregados na construção civil e outros geram, além de um grande desconforto, fortes prejuízos à saúde humana. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o volume máximo de som tolerado pela audição de uma pessoa é 65 decibéis, um valor muito abaixo do que frequentemente se encontra em alguns espaços urbanizados.
Poluição Visual e Sonora
Poluição Visual e Sonora
Já a poluição visual é causada pelo excesso de publicidades e formas comunicativas expressas em cartazes, banners, outdoors e muitas outras formas de comunicação visual. Essa maior concentração de estímulos visuais é considerada prejudicial, tanto no que se refere ao condicionamento estético da paisagem das cidades, quanto na geração de estresse nas pessoas que vivem o ritmo das metrópoles. Não obstante, muitas cidades espalhadas pelo mundo vêm adotando severas leis para o controle da poluição visual, incluindo o município de São Paulo e outras grandes capitais mundiais.
Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia

Clima e Tipos Climáticos: Saiba quais são os tipos de climas do Brasil e do Mundo. Descubra os climas do brasil e os tipos de climas do mundo.

Tipos de Climas
O clima é o padrão de comportamento da atmosfera, formado por um conjunto de elementos naturais, tais como a umidade, os ventos, as temperaturas, a radiação solar, as chuvas e muitos outros. Assim, a combinação desses elementos constitui a forma com que a dinâmica da paisagem se condiciona pela atuação das variações atmosféricas em um dado período.
Para entender o funcionamento do clima e os principais tipos climáticos é preciso ter, primeiramente, a clareza com relação à diferença entre tempo e clima.
O tempo, tratado no sentido meteorológico, diz respeito às condições momentâneas da atmosfera, de forma a se modificar com uma relativa frequência. Assim, quando falamos que choveu essa tarde ou que, ao longo do mês, houve uma severa estiagem, estamos falando das características meteorológicas e, portanto, do tempo de uma região. Na TV, um meteorologista não costuma apontar as características do clima, mas sim as variações do tempo nas diferentes localidades do país.
O clima, por outro lado, é tratado no sentido climatológico e corresponde ao conjunto de variações do tempo de um determinado lugar, se referindo a algo mais ou menos fixo ou com um maior período de transição. Em algumas definições, considera-se que o clima se manifesta em um conjunto de variações de, pelo menos, 12 anos, mas isso não é necessariamente uma regra. Assim, quando falamos que, no mês de novembro, sempre chove em uma região ou que, as temperaturas do século XX aumentaram 1ºC em média, estamos falando de condições climáticas.
Desse modo, a climatologia é a ciência que estuda o clima atmosférico, o que geralmente é realizado a partir de dados meteorológicos coletados durante um longo período, preocupando-se tanto com a caracterização climática quanto com as transformações da atmosfera, o que inclui fenômenos como oAquecimento Global, glaciações e outros. Já a meteorologia é a ciência que estuda o tempo e preocupa-se, em maior parte, em realizar previsões a curto e médio prazo e entender a influência dos fenômenos climáticos sobre o tempo meteorológico.

PRINCIPAIS TIPOS CLIMÁTICOS DA TERRA

Os estudos sobre o clima permitiram a compreensão e a caracterização dos diversos tipos climáticos que recobrem a superfície terrestre. A seguir, conheceremos as características básicas dos principais tipos, sem considerar, portanto, os subtipos e os microclimas específicos.
  • Clima Equatorial

Clima Equatorial
Clima Equatorial
clima equatorial se manifesta em regiões localizadas próximo à Linha do Equador, onde a radiação solar é mais intensa ao longo do ano. As médias pluviométricas são muito altas, geralmente superiores 2000mm por ano, com temperaturas médias anuais de 25ºC e baixa amplitude térmica. Por conta da atuação das massas de ar e do ar quente nessa região, além das chuvas intensas, formam-se grandes florestas que ajudam na manutenção do equilíbrio climático, a exemplo da floresta Amazônica na América do Sul e da floresta do Congo na África.
  • Clima Tropical

Clima Tropical
Clima Tropical
clima tropical, como o nome sugere, manifesta-se em áreas tropicais, ou seja, que se localizam nas proximidades dos trópicos de Capricórnio e de Câncer, caracterizadas pelo domínio de massas de ar quentes e secas nas áreas continentais e quentes e úmidas nas áreas litorâneas e oceânicas. Nesse clima, temos um verão quente e chuvoso e um inverno frio e seco, com médias pluviométricas que variam entre 1000 e 2000 mm e temperaturas com médias de 20ºC anuais.
  • Clima Temperado

Clima Temperado
Clima Temperado
Esse tipo climático se manifesta em regiões localizadas entre os trópicos e os círculos polares, com médias latitudes. Tratam-se das áreas do planeta que mais apresentam as definições expressas das quatro estações do ano e suas características, com médias térmicas anuais que variam de 9ºC a 16ºC. Nas áreas litorâneas e oceânicas, o regime de chuva é regular, ou seja, bem distribuído ao longo do ano e umidade elevada, embora o frio seja menos intenso. Já nas áreas continentais, a exemplo da Europa e da América do Norte, atuam massas de ar temperadas e polares, com um inverno mais frio e um verão quente e chuvoso.
  • Clima Polar

Clima Polar
Clima Polar
É o tipo de clima que se manifesta nas regiões polares da Terra, ou seja, ao norte do Círculo Polar Ártico e ao sul do Círculo Polar Antártico, envolvendo também as regiões de entorno. É marcado pelo intenso frio e pela predominância das massas de ar polares, com destaque para áreas localizadas na Antártida e na Groenlândia. Nas áreas polares, o sol não aparece durante 186 dias ao longo do ano, o que contribui para a formação de grandes geleiras que eventualmente derretem durante o verão.
  • Clima frio de Montanha ou de Altitude

Clima frio de Montanha ou de Altitude
Clima frio de Montanha ou de Altitude – Autor: Ben Tubby
De modo similar ao clima polar, esse tipo climático apresenta baixíssimas temperaturas durante todo ano, manifestando-se em áreas de grandes montanhas e atitudes elevadas, geralmente superiores aos 3500 metros acima do nível do mar. Em algumas áreas, as médias térmicas anuais ficam em 0ºC ou menos, com um rigoroso regime de precipitação quase sempre manifesto em forma de neve, com cerca de 1500 mm por ano.
  • Clima desértico

Clima desértico
Clima desértico
É o clima característico dos grandes desertos quentes que recobrem a superfície terrestre, a maioria deles localizados em áreas tropicais e subtropicais. Costumam apresentar temperaturas elevadas ao longo de todo o ano, com máximas que atingem os 45ºC. No entanto, a amplitude térmica é muito acentuada, pois durante a noite o frio é intenso devido ao fato de a areia absorver rapidamente as temperaturas, esfriando o ambiente, o que é facilitado pela ausência de umidade.
Em alguns desertos, chega a fazer 0ºC durante algumas horas da madrugada. As chuvas são raras e não ultrapassam os 200 mm por ano. Geralmente, algum fator climático, como as massas de ar e as formas de relevo, está entre as causas responsáveis pela formação dos grandes desertos da Terra.
  • Clima Semiárido

Clima Semiárido
Clima Semiárido – Autor: Allan Patrick
clima semiárido é o tipo climático caracterizado pelas elevadas temperaturas, com médias anuais iguais ou superiores a 27ºC e chuvas escassas, com 770 mm por ano. O regime pluviométrico, além de ser muito baixo, é mal distribuído ao longo do ano, ou seja, ocorre durante apenas alguns poucos meses. No Brasil, o semiárido abrange a região conhecida como “Polígono das Secas”, que situa-se em uma parte da região nordeste do país e no norte de Minas Gerais. Há evidências desse tipo climático também em praticamente todos os continentes terrestres.
Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia

Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Sustentável
Muito se debate, ao longo das últimas décadas, sobre a forma com que os seres humanos vêm transformando o meio natural e provocando sobre ele os mais diversos tipos de transformação. Dessa forma, sob a preocupação de se desenvolver estratégias para otimizar a relação das sociedades com o meio ambiente e garantir a preservação dos recursos, buscou-se a criação de conceitos capazes de tornar essa tarefa mais simplificada ou mais facilmente compreendida.
Assim, surge a ideia de desenvolvimento sustentável que, por convenção, é definido como a capacidade de as sociedades utilizarem os recursos naturais existentes de forma a garantir a sua preservação para as gerações futuras. Esse conceito foi originalmente desenvolvido no ano de 1972, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada na cidade de Estocolmo, Suécia. O objetivo, então, era o de promover a ideia de que é possível um crescimento econômico sem que isso prejudique a preservação da natureza.
Na década seguinte, mais precisamente no ano de 1987, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, vinculada a ONU, elaborou o Relatório Brundtland, oficialmente nomeado como “Nosso Futuro Comum”. Nele, o conceito de desenvolvimento sustentável baseado na concepção de desenvolvimento econômico que não comprometa as gerações posteriores foi referendado, como fruto das discussões realizadas ao longo das grandes conferências internacionais sobre o tema.
A elaboração desse relatório culminou na promoção da chamada Agenda 21, que buscou implementar um conjunto de medidas a fim de salientar uma posição contrária ao modelo de desenvolvimento adotado pelas nações desenvolvidas e reproduzido pelas subdesenvolvidas e emergentes.
Para melhor compreendermos a aplicabilidade do conceito de desenvolvimento sustentável, é preciso ter claro o debate a respeito dos recursos naturais e seus tipos. Eles são frequentemente classificados em renováveis e não renováveis.

Os recursos naturais renováveis são aqueles que possuem uma capacidade natural de renovação na natureza, ou seja, que podem ser repostos. O principal exemplo é a água, haja vista que o ciclo da água permite a renovação dessa na natureza de maneira constante, embora isso não signifique que a sua forma própria para consumo, a potável, esteja sempre disponível. Outros exemplos são os chamados recursos inesgotáveis, como os ventos e a energia advinda do sol.
recursos naturais
Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que são considerados finitos, ou seja, que não possuem uma capacidade natural de reposição ou que essa demore um tempo geologicamente muito extenso para se concretizar. O maior exemplo na atualidade é o petróleo que leva milhões de anos para se formar. Além dele, os minerais também não possuem uma capacidade rápida de reposição natural.
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Nessa perspectiva, o desenvolvimento sustentável se viabiliza pelo uso prioritário dos recursos naturais renováveis, o que não significa que eles devam ser utilizados sem nenhum tipo de controle. A água, por exemplo, corre o risco de extinção, mas não de maneira geral, e sim no que se refere à sua disponibilidade para consumo direto, o que é acarretado pela poluição e assoreamento de rios, extinção de nascentes, desmatamentos em áreas de encostas, entre outros processos.
É claro que o desenvolvimento sustentável não é um amplo consenso e sua aplicabilidade encontra muitos desafios. Um deles é definir em que nível deve se operar o crescimento econômico em concílio com a natureza. De um lado, há quem defenda visões mais radicais, como a total preservação do meio ambiente, com métodos de cultivos totalmente alternativos e orgânicos no campo, com a diminuição drástica do consumo para diminuir a poluição industrial, dentre outras ações. De outro, defende-se que apenas algumas reformas ou alterações no modelo atual de desenvolvimento já seriam mais que suficientes para garantir a sustentabilidade.
economia verde
Um dos conceitos desenvolvidos no âmbito desse debate é o de economia verde, que corresponde ao conjunto de ações e processos socioeconômicos de produção que contribuam para a ampliação da prática do desenvolvimento sustentável. Assim, entende-se que as decisões tomadas no âmbito social e tecnológico devem seguir e serem pautadas pela conservação do meio ambiente, incluindo a recuperação de áreas degradadas e diminuição de impactos gerados sobre grandes intervenções antrópicas.
De todo modo, embora o conceito de desenvolvimento sustentável seja amplamente defendido, sua aplicação depende da resolução de oposições ideológicas e da maior preocupação de alguns governos, sobretudo dos países mais desenvolvidos e industrializados, em centrar-se nesse objetivo.
Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia
http://escolaeducacao.com.br/desenvolvimento-sustentavel/

Classificação do Relevo Brasileiro: A Classificação do Relevo Brasileiro para melhor compreender a estrutura física do nosso país, foram elaborados diferentes modelos de classificação.

Classificação do Relevo Brasileiro
O território brasileiro, com uma área de aproximadamente 8.516.000 km², é considerado um país com dimensões continentais. Por esse motivo, ele apresenta uma grande diversidade no que se refere à fisionomia de suas paisagens e às características de suas formas de relevo, o que tornou o seu detalhamento uma tarefa bastante difícil. Assim, para melhor compreender a estrutura física do nosso país, foram elaborados diferentes modelos de classificação do relevo Brasileiro.
Em termos gerais de caracterização, o espaço físico do Brasil é conhecido por ter uma formação geologicamente antiga, o que significa que ele esteve, ao longo das eras geológicas, mais tempo exposto à ação dos agentes externos ou exógenos de transformação do relevo, como as chuvas, os ventos e demais fatores. Por isso, as formas superficiais foram bastante desgastadas ao longo do tempo, o que explica, por exemplo, a ausência de grandes cadeias montanhosas no país.
A primeira classificação do relevo brasileiro – incluindo o seu mapeamento e total caracterização – só ocorreu na década de 1940, quando foi possível, então, ter uma noção inicial das composição geomorfológica do território nacional. Essa classificação foi realizada pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), liderada pelo professor e pesquisador Aroldo de Azevedo.
Na classificação do relevo brasileiro, segundo Aroldo de Azevedo, o Brasil ficou dividido em 59% de planaltos, conceituados como terrenos acidentados com mais de 200 metros, e 41% de planícies, consideradas como áreas planas com altitudes inferiores. As áreas mais altas, acima de 1200 metros, perfizeram um valor muito pequeno, de aproximadamente 0,58%. Assim, o Brasil foi dividido em oito unidades de relevo: o planalto das Guianas, a planície Amazônia, o planalto Central, a planície do Pantanal, o planalto Atlântico, a planície costeira, o planalto Meridional e a planície de Pampa. Confira o mapa abaixo:
Classificação de Aroldo de Azevedo
Classificação de Aroldo de Azevedo
No ano de 1958, no entanto, uma nova classificação do relevo brasileiro foi realizada, essa também executada pelo Departamento de Geografia da USP, sob a liderança de Aziz Ab’Saber. Esse geógrafo adotou outras conceituações e passou a considerar como planalto toda e qualquer área em que o processo de erosão (perda de sedimentos) é superior ao de sedimentação (acúmulo de sedimentos. Nas planícies, de maneira inversa, é a sedimentação quem supera a erosão. Portanto, o critério da altitude não estava mais inserido na classificação do relevo brasileiro, mas sim os tipos de processos geomorfológicos predominantes.
Por conta dessa mudança nos conceitos de planície e planalto, a classificação do relevo brasileiro foi modificada. Os planaltos, então, passaram a compor cerca de 75% do território brasileiro enquanto que as planícies ficaram com 25%, perfazendo um total de dez unidades de relevo: o planalto das Guianas, a Planície e Terras Baixas Amazônicas, o planalto Central, o planalto do Maranhão-Piauí, o planalto Nordestino, a planície do Pantanal, as serras e planaltos do Leste e Sudeste, as planícies de terras baixas costeiras, o planalto Meridional e o planalto Uruguaio Sul-Rio-Grandense.
Observe o mapa a seguir:
Classificação de Aziz Absaber
Classificação de Aziz Absaber
Mas, novamente, uma nova classificação foi realizada com base na modificação dos critérios para a definição dos tipos de relevo. Dessa vez, os estudos foram realizados pelo geógrafo Jurandyr Ross no ano de 1989, que utilizou como ponto de partida a própria classificação de Aziz Ab’Saber. Assim, com base nos conhecimentos previamente estabelecidos e nas imagens obtidas pelo projeto Radam Brasil, entre 1970 e 1985, Ross realizou um minucioso mapeamento que resultou em uma classificação mais completa e complexa.
Uma novidade na classificação do relevo brasileiro de Jurandyr Ross foi a introdução de mais um tipo de unidade de relevo: as depressões. Nessa definição, era considerada depressão qualquer área de relevo aplainada que estivesse rebaixada em relação ao seu entorno, caracterizando as “depressões relativas”, haja vista que no Brasil não existem “depressões absolutas”, aquelas que se encontram abaixo do nível do mar.
A classificação de Ross foi tão mais detalhada, por conta dos resultados do projeto Radam Brasil, que nela o território brasileiro ficou dividido em 28 unidades de relevo, sendo 11 planaltos, 11 depressões e 6 áreas de planícies. Conforme podemos verificar no mapa abaixo, o espaço geomorfológico brasileiro ficou marcado pela presença de grandes depressões, como a da Amazônia Oriental, e alguns grandes planaltos, como as Chapadas da Bacia do Parnaíba e da Bacia do Paraná. Dentre as planícies, o destaque vai para a do Rio Amazonas e os tabuleiros litorâneos.
Classificação de Jurandyr Ross
Classificação de Jurandyr Ross
Essas sucessivas caracterizações e detalhamentos de território brasileiro foram muito importantes não apenas para o conhecimento sobre as paisagens naturais do nosso país, mas também para auxiliar o planejamento público de ocupação do espaço geográfico. Além disso, uma maior e melhor noção da disposição de tipos minerais e das diferentes estruturas puderam ser analisadas, o que favoreceu a atividade econômica da mineração.
Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia
http://escolaeducacao.com.br/classificacao-do-relevo-brasileiro/

Atividades de Ensino Religioso 5º ano – Para Imprimir

Atividades de Ensino Religioso 5º ano – Para Imprimir

http://escolaeducacao.com.br/atividades-de-ensino-religioso-5o-ano/